Escola Politécnica da USP

usp.br

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte

Minerva

Vestida com capacete e armada com égide e lança, ela impõe sua presença em toda Escola Politécnica. É encontrada nas fachadas dos prédios, em placas e quadros comemorativos, estampada nos diplomas, papéis timbrados e carimbos da escola. Com ar sério e pose de guerreira, a representação da deusa Minerva (Atena, em grego) – filha de Zeus com Métis, a deusa da Prudência - é o símbolo da Poli desde sua fundação, em 1893.

A relação da deusa com os politécnicos tem a ver com seus atributos mitológicos. Minerva é a deusa da guerra, mas, ao mesmo tempo, da sabedoria e da reflexão. Ela não vence seus inimigos pela força bruta, mas pelos ardis que inventa, pela astúcia e pela inteligência de seus estratagemas.

A Escola Politécnica encontrou em Minerva o símbolo da estratégia lúcida: ela é a senhora das técnicas, da racionalidade instrumental, a criadora das saídas de engenhosidade. Reune, dessa forma, aspectos fundamentais à formação do politécnico, sintetizando as duas dimensões do trabalho do engenheiro: a criação, por um lado, e a execução, por outro.

Fazer da deusa Minerva o símbolo dos politécnicos foi provavelmente ideia do fundador da escola, Antônio Francisco de Paula Souza, que trouxe o exemplo da Politécnica de Zurique, onde estudou entre 1861 e 1863.

De acordo com a mitologia greco-romana, Minerva “nasceu” já adulta, de uma fenda aberta na cabeça de Zeus. Assim que soube que Métis estava grávida, Zeus a engoliu para evitar que uma profecia revelada por sua avó Gaia (divindade que representa a terra) e por Urano (o céu, filho e amante de Gaia), se concretizasse. Dizia a profecia que, se Zeus tivesse uma filha e depois um filho homem de Métis, este seria mais poderoso que o pai, e lhe tomaria o poder supremo, assim como ele, Zeus, havia feito a Cronos.

Ao final da gestação, Zeus começou a sentir fortes dores de cabeça. Sem saber o motivo das dores, ordenou a Hefesto, um deus ferreiro, que lhe abrisse a cabeça com um machado. Quando sua cabeça foi aberta, de dentro dela saltou Minerva, inteiramente vestida e armada com a égide e a lança.