Escola Politécnica da USP

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Estudantes da Poli desenvolvem aparelho que reconhece e digitaliza caligrafia

Projeto foi destaque dentre 45 outros trabalhos apresentados por alunos que se formaram em Engenharia da Computação e Sistemas Digitais.

Os formandos do Departamento de Engenharia da Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Letícia Li Koga e Cássio Sakayanagui, desenvolveram como trabalho de conclusão do curso um aparelho que reconhece caligrafias e digitaliza o que o usuário escreveu a mão. O projeto foi considerado o melhor de 2016 durante avaliação prática na Escola. “O Marky facilita a vida das pessoas porque traz o conforto de escrever à mão com o benefício de o que foi escrito ser transposto automaticamente para o virtual”, conta a dupla.

No projeto, os alunos utilizaram uma placa de circuito SMD e dupla face fabricada apenas com os equipamentos disponíveis no laboratório do departamento. “É espetacular ter a oportunidade de criar nossa própria placa ao invés de encomendar em algum lugar. Isso ajudou muito na nossa formação como engenheiros eletricistas”, afirmam os formandos premiados.

Letícia e Cássio afirmam que os técnicos do PCS e o professor doutor Bruno de Carvalho Albertini, que os orientou ao longo do TCC, foram fundamentais para a conclusão do projeto. “Eles nos ajudaram a pensar em soluções para os nossos problemas, a manusear equipamentos e a nos indicar onde poderíamos conseguir ajuda”, diz Letícia.

A avaliação prática dos trabalhos dos alunos do PCS ocorreu no dia 15 de dezembro. Mais de 45 projetos de formatura foram avaliados e abordaram temas como automação residencial e até questões relacionadas à política e à economia. Além de Marky, outros cinco trabalhos receberam menções honrosas. Entre eles esteve o de Vinícius Adaime e Pedro Martinez. A dupla desenvolveu um jogo de inteligência artificial que simula emoções com o objetivo de oferecer para o jogador uma experiência diferente. “A ideia era conquistar os jogadores propiciando para cada um deles uma experiência única por meio das emoções, para ganhar a empatia deles”, contam.

O professor doutor do PCS, João Batista Camargo Júnior, explica como tudo ocorreu: “Uma banca de avaliação prática percorreu os projetos para avaliar o desempenho e funcionamento, a utilidade e a eficiência”. Segundo o estudante de doutorado e participante da banca Daniel Baraldi Sesso, a avaliação consistiu em olhar como foi a implementação das ideias que os alunos projetaram. “Procurei avaliar como é que foi o desenvolvimento do projeto de engenharia, quais os requisitos utilizados [pelos alunos], as etapas que eles cumpriram e o que ficou a desejar”, diz.

Ainda de acordo com o professor Camargo Júnior, o grande prêmio dos alunos foi o reconhecimento acadêmico pelo trabalho. “O mais importante para o estudante é colocar no currículo dele que seu projeto foi eleito com menção honrosa ou como melhor projeto do ano”.

(Caio Vinícius Nascimento | Jornalismo Júnior, com edição do Departamento de Comunicação da Poli)

 

Inscrições para disciplina sobre criação de negócios tecnológicos terminam nesta terça-feira

Aberta para alunos da Poli, matrícula deve ser feita pelo Sistema Júpiter.
Aulas seguirão metodologia da Universidade de Stanford.

Termina nesta terça-feira (17/01) o prazo para se inscrever na disciplina optativa “0303212 - Criação de Negócios Tecnológicos”, oferecida pelo Departamento de Engenharia de Produção (PRO) da Escola Politécnica da USP. As inscrições estão abertas para toda a Poli e devem ser feitas pelo Sistema Júpiter.

“Trata-se de uma disciplina aplicada por meio de uma parceria pioneira entre a Poli e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que tem por objetivo contribuir fortemente para que os alunos consigam estruturar suas startups”, explica o professor do Departamento, André Leme Fleury.

Nas suas edições anteriores a disciplina gerou casos de grande sucesso, como a MVisia, startup que desenvolve máquinas para seleção automatizada de frutas e mudas de árvores e a Área 25, startup com foco na automação de processos de negócio no segmento de varejo.

Neste ano a disciplina seguirá a metodologia “Startup Garage da Universidade de Stanford”, referência entre os principais cursos que fomentam o empreendedorismo no Vale do Silício (EUA). A disciplina será ministrada às segundas-feiras, das 19h às 22h30. Parte das aulas acontecerá na FGV e parte na Poli.

Em cada aula os grupos aplicarão um conjunto de técnicas relacionadas para evolução do empreendimento e, ao longo do curso, um grande número de empreendedores apresentarão seus casos de sucesso e contribuirão com os processos de mentoria.

Ao final da disciplina os alunos que desejarem evoluir com suas startups receberão direcionamentos em relação aos próximos passos, incluindo a inscrição em programas de pré-aceleração, estruturação de redes de contatos e busca de financiamentos. 

 

Plantas-pilotos do Laboratório de Controle de Processos Industriais completam seis anos de operação

Laboratório tem equipamentos usados comercialmente e pesquisa inovações em controles de processos em empresas que lidam com fluidos.

O Laboratório de Controle de Processos Industriais (LCPI), vinculado ao Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle da Escola Politécnica da USP (Poli-USP), acaba de completar seis anos de operação ininterrupta. Inaugurado oficialmente em 2010, o LCPI simula métodos de controle de processos em condições reais, encontradas em ‘chão de fábrica’. Essas tecnologias são essenciais em qualquer planta industrial que lide com fluidos: líquidos, gases e vapores.

“O objetivo dessa planta-piloto é oferecer infraestrutura para que alunos de graduação e estudantes de pós-graduação possam desenvolver pesquisas sobre controle de processos industriais”, ressalta o professor Claudio Garcia, coordenador do LCPI. Nela, alunos desenvolvem projetos de conclusão de curso de graduação na Poli, pesquisas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, e ainda estudos para cursos do Programa de Educação Continuada da Poli, o PECE. Atualmente são desenvolvidos no LCPI um projeto de iniciação científica, quatro trabalhos de conclusão de curso na graduação, dois de mestrado e dois de doutorado.

“O laboratório é composto por equipamentos que precisam atuar com o máximo de precisão para controlar variáveis diversas, como nível, pressão, vazão, temperatura e pH dos fluidos”, esclarece Garcia. Ele explica que uma planta industrial pode ter centenas de sensores e válvulas responsáveis por monitorar diversos fluidos e suas variáveis.

Na indústria, as válvulas de controle devem operar por um período relativamente longo de tempo sem apresentar falhas. No caso de refinarias, por exemplo, as válvulas precisam funcionar por, pelo menos, cinco anos, o intervalo previsto para paradas de manutenção. Contudo, é comum as válvulas se desgastarem e perderem performance antes desse prazo. Em geral, cerca de 30% das válvulas de uma planta apresentam alto atrito, que gera dificuldades em sua movimentação e uma consequente piora no desempenho da malha de controle. O problema é que, para fazer a manutenção de equipamentos de controle de processos industriais, é preciso interromper a produção por várias horas ou mesmo dias. “Imagine o prejuízo causado pela parada da linha de produção de uma empresa de petróleo, química ou siderúrgica”, questiona Garcia.

“Com as pesquisas no laboratório, desenvolvemos algoritmos para melhorar o funcionamento das válvulas e para a empresa manter um bom controle dos seus processos até chegar o momento de parar a planta industrial para fazer a manutenção”, explica. “Não é um laboratório didático para usarmos em aulas, com equipamentos delicados. É uma planta que simula os equipamentos usados pelas indústrias em suas operações. Ou seja: os dados das nossas pesquisas são obtidos em condições reais de produção”, prossegue, lembrando que o LCPI começou a ser montado em 2003.

Leia mais: LCPI: sistema de controle similar ao de uma pequena refinaria de petróleo

Leia mais: LCPI simula um sistema de tratamento de efluentes industriais 

 

Poli-USP participa da Escola Internacional de Verão do CERN

Inscrições podem ser feitas até dia 15. Com aulas teóricas e em laboratório, curso se inicia no próximo dia 23 e termina em 3 de fevereiro.

A 4ª Edição da Escola Internacional de Verão em Processamento Inteligente de Sinais do CERN - European Organization for Nuclear Research, será realizada na Universidade de São Paulo (USP), nos institutos de Física (IF), de Matemática e Estatística (IME) e no de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), na Escola Politécnica (Poli) e na Faculdade de Medicina, entre os dias 23 de janeiro a 3 de fevereiro de 2017. As inscrições podem ser feitas até dia 15 de janeiro. O público-alvo é formado de alunos de mestrado (M.Sc.) doutorado (Ph.D.), pós-doutorado, engenheiros e físicos. Localizado em Genebra, o CERN é o maior laboratório de Física de Partículas do mundo.

As últimas três escolas foram anteriormente sediadas na Europa (Oxford-2013, Paris-2014, Hamburgo-2015). Esta escola está focada nas mais avançadas tecnologias nas áreas de semicondutores, tecnologias submicrônicas profundas e 3D, empacotamento avançado e redes de interconexão, telecomunicações, processamento de sinais em tempo real, filtragem e computação de alto desempenho.

Estão programadas palestras e aulas práticas de laboratório, abrangendo uma ampla variedade de aplicações interdisciplinares – desde a exploração do Universo distante, imageamento médico do corpo humano até a exploração do mundo das partículas elementares. Experts da academia e indústria compartilharão suas percepções sobre desenvolvimentos tecnológicos. 

Mais informações: http://www.usp.br/ime/infieri2016

 

RCGI estuda novos projetos para 2017

Entre os temas estão biodigestores, carro movido a hidrogênio e substituição do diesel em caminhões da indústria mineradora. Centro é sediado na Poli-USP.

Biodigestores, carro movido a hidrogênio e substituição do diesel em caminhões da indústria mineradora são temas cogitados para os próximos projetos do Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural (RCGI – Research Centre for Gas Innovation), sediado na Escola Politécnica da USP (Poli). Pesquisadores se reuniram no “II Workshop Interno RCGI: resultados de julho a dezembro de 2016” e discutiram os próximos passos, além de fazerem um balanço das atividades de um ano de atuação do Centro e assistirem a apresentação dos 29 atuais projetos da sua rede de pesquisa. O workshop aconteceu nos dias 14 e 15 de dezembro último, na Poli.

“Temos algumas propostas de novos projetos, ainda em estudo. O carro movido a hidrogênio é um deles. Seu mérito científico foi reconhecido, mas é preciso arrumar a contrapartida de um fabricante de ônibus para conseguirmos tocar adiante a proposta. Também estamos estudando projetos na área de biodigestores, em diversas linhas. A professora Suani Coelho, uma das maiores experts do mundo em biogás, está responsável por essas propostas. Temos ainda uma proposta de estudo de hubs offshore, no âmbito do conceito gas to wire, e de substituição do diesel em caminhões usados no setor de mineração, junto com a equipe do professor Kazuo Nishimoto, do Tanque de Provas Numérico da Poli-USP”, afirmou professor Julio Meneghini, diretor acadêmico do RCGI

Segundo ele, há ainda a possibilidade de um aporte adicional de recursos por parte da Shell, uma das mantenedoras do RCGI. “Eles estão muito felizes com nosso trabalho e as perspectivas para o próximo ano são muito boas. O Centro poderá contar com o patrocínio da FAPESP/SHELL por um prazo de até 11 anos. Poderemos começar o segundo ano de atividades com motivação adicional”, afirmou, lembrando que a missão do RCGI também sofreu mudanças o longo deste primeiro ano, focando, além do uso sustentável do gás natural, também o hidrogênio, o biogás e o abatimento de emissões de gás carbônico em escala global.

Meneghini enfatizou a necessidade de adicionar universidades internacionais, com expertise nos temas ligados ao Centro, à lista de parceiros do RCGI. “Isso já fazia parte do nosso primeiro planejamento estratégico, o Centro começou suas atividades com uma forte parceria com o Imperial College London. Mas entendo que temos também que focar em algumas outras renomadas instituições, entre as quais eu cito a Universidade de Oxford, que tem excelência em estudos sobre combustão; a universidade de Stanford, que também poderá vir a trabalhar o conceito do separador supersônico de gases; o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech); a Universidade de Tóquio, que trabalha muito com a tecnologia de Carbon Capture and Storage (CCS) e com hidratos de metano; e também a Universidade Nacional de Yokohama.” Além delas, o professor citou as brasileiras Unicamp, Universidade Federal do ABC e Universidade Federal de São Carlos, com quem o RCGI já vem mantendo contato.

Ele também ressaltou a quantidade de publicações dos pesquisadores do RCGI. “As publicações são importantes, mas hoje, também é dada muita ênfase à inovação e ao depósito de pedidos de registro de patentes. Lembrando que só há inovação quando uma patente torna-se um produto e chega ao mercado.”

Modelos de inovação– Após a exposição de Meneghini, a consultora Karen Mascarenhas expôs os primeiros resultados de suas pesquisas em universidades estrangeiras. Ela está estudando e comparando diferentes modelos de centros de pesquisa no mundo. Visitou diversas universidades nos EUA, Reino Unido e Japão para saber em detalhes como desenvolvem inovação, como obtêm financiamento e como trabalham com o conceito de tripla hélice, o qual envolve esforços do governo, academia e setor privado.

“Percebi que há no mínimo dois modelos: o adotado no Reino Unido e nos EUA, em que o financiamento vem tanto do governo quanto da iniciativa privada, e ainda de doações de ex-alunos e de fomento a partir da atração de estudantes estrangeiros; e o modelo japonês, em que o financiamento é maior por parte do governo.”

No primeiro caso, há grande internacionalização e foco em tecnologia de ponta. As instituições americanas e inglesas atraem os melhores estudantes, que produzem inovação, desenvolvem start-ups… A iniciativa privada foca sua atuação em produtos aplicados, que podem ser disseminados e utilizados em larga escala.

Já no Japão, acrescenta ela, a maioria dos centros de pesquisa está dentro das empresas. Eles trabalham com grande amplitude de temas e contratam recém formados, pessoas jovens, como funcionários, que muitas vezes trabalham em parceria com outras empresas. Lá eles também estão investindo em internacionalização, mas há o problema do idioma, que pesa um pouco na hora de atrair alunos estrangeiros.

 

Inscrições abertas para curso de especialização em Engenharia Automotiva na Poli

Interessados podem se inscrever até 20 de janeiro. As aulas começam em fevereiro.

O Centro de Engenharia Automotiva da Poli-USP abriu o segundo e último período de inscrições para o processo seletivo do curso de Especialização em Engenharia Automotiva - turma 2017. O prazo termina no dia 20 de janeiro. As aulas começam em fevereiro.

A ficha de inscrição está disponível na Internet e a taxa é de R$ 330,00. O processo seletivo inclui análise de currículo e, se necessário, o candidato é entrevistado pelo coordenador do curso, o professor doutor Paulo Kaminski.

Com carga horária mínima de 372 horas/aula e duração de até 30 meses, o curso é presencial, ministrado no campus do Butantã da USP, em São Paulo (SP). O programa inclui disciplinas de tecnologia e de gestão de empresas. Outro diferencial é a monografia, que deve ter foco na solução de um problema real de empresa do setor automotivo. O certificado de Especialista em Engenharia Automotiva é emitido pela USP.

A Escola Politécnica é a única instituição da América do Sul que oferece o ciclo completo de ensino superior com ênfase em engenharia automotiva, desde a graduação até o pós-doutorado.

Outras informações do curso podem ser obtidas na Secretaria de Engenharia Automotiva da Poli-USP, pelo telefone (11) 3817-5488 e pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

ThundeRatz participa do Mundial de Robótica no Japão

Equipe participou das categorias robô autônomo e radiocontrolado. Disputa consiste em uma luta de sumô.

A equipe ThundeRatz participou do International Robot Sumo Tournament , um torneio mundial de Robótica disputado nos dias 17 e 18 de dezembro, no Japão, por mais de 60 equipes de 21 países. A ThundeRatz levou para a competição um robô de cada categoria – o Moai, autônomo, e o Stonehenge, rádio controlado. Os participantes disputam uma luta de sumô.

Participam do International Robot Sumo Tournament apenas robôs de sumô de três quilos. O intuito da categoria de robôs de sumô é tirar o adversário do dojo, a arena de luta. “Para se prender melhor à arena e aumentar a tração nas rodas para empurrar melhor o adversário, os robô possuem imãs em sua base que grudam no chão de aço”, explica Lucas Eder Alves, capitão da ThundeRatz. Os robôs chegam a atingir mais de 20 quilômetros por hora no dojo, que tem 1,5 metro de diâmetro. O vencedor é determinado após um melhor de três rounds.

Os robôs rádio controlados possuem um piloto os controlando durante o round, por meio de um controle remoto. Já os autônomos têm vários sensores que, junto com uma estratégia pré-programada, fazem com que o robô consiga se situar na arena, saber onde está o adversário e encontrar a melhor forma de investir, sem nenhuma intervenção humana durante os rounds.

O Moai já estava classificado para o torneio principal, devido à quarta posição obtida na RoboGames, uma competição da qual a ThundeRatz participou em abril deste ano, na California (EUA). Já o Stonehenge teve que participar do pré-torneio para tentar uma vaga no mundial. A equipe chegou até as quartas de final, mas não foi classificada. No torneio principal, o Moai perdeu no início para a equipe da Turquia, que ficou em quarto lugar na final.

“Participar da competição trouxe um grande aprendizado para a equipe e os três membros que nos representaram na International Robot Sumo Tournament, já que tiveram a oportunidade de conversar com os criadores dos melhores robôs do mundo na categoria e poderão compartilhar os novos conhecimentos em robótica com todos os membros da ThundeRatz”, finalizou.

 


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