Escola Politécnica da USP

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Professor da Poli-USP apresenta sugestões para ampliar cooperação entre Brasil e Índia

IEA-USP promoveu encontro com presidente da Sociedade Lusófona de Goa, que está no Brasil
para prospectar oportunidades de cooperação entre os países.

Entender as estratégias de internacionalização das empresas brasileiras é um primeiro passo para ativar uma rede de cooperação entre o Brasil e a Índia. Essa foi uma das recomendações do professor do Departamento de Engenharia de Produção (PRO) da Escola Politécnica da USP, Afonso Fleury, que participou do encontro “Goa, uma Janela Intercultural para Relações Comerciais na Índia”, promovido pelo Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA) nesta segunda-feira (05/12), no campus do Butantã, em São Paulo. O professor Guilherme Ary Plonski, também docente do Departamento na Poli, foi o mediador do evento, cujo keynote speaker foi o presidente da Sociedade Lusófona de Goa, Aurobindo Xavier.

O encontro integra uma agenda intensa de compromissos de Xavier com autoridades de governo, empresários e representantes do setor acadêmico brasileiro. Ele está percorrendo o País para apresentar Goa e Índia e prospectar possíveis interessados em participar de uma rede de colaboração comercial no qual Goa seria o elo central. “Queremos apresentar Goa como uma plataforma de relações comerciais, culturais, uma porta de entrada ou de aprofundamento das relações entre os brasileiros e a Índia”, explicou.

Em sua palestra, Xavier destacou os aspectos históricos de formação de Goa e sua ligação com Portugal, ponto em comum com o Brasil, os pontos fortes de Goa, como a facilidade de relacionamento com os países ocidentais, a criação de regiões industriais e também de áreas de investimento preferenciais, onde há facilidades para instalação de novos negócios, e a intensa atividade turística. Goa quer atrair centros de pesquisa e desenvolvimento e investimentos em áreas estratégicas como farmacêutica, biotecnologia e engenharia, entre outras.

A contribuição acadêmica – O professor Afonso Fleury, que estuda as estratégias de internacionalização das empresas brasileiras, foi um dos debatedores convidados para apresentar sugestões sobre como intensificar a relação comercial Brasil-Índia, tendo como estratégia de fundo a proposta de Goa funcionando como porta de entrada. O docente estuda a presença das multinacionais no Brasil e desenvolve pesquisas sobre a lógica das cadeias de valor brasileiras no processo de internacionalização, avaliando as multinacionais brasileiras e as pequenas e médias empresas (PMEs).

“Há algumas abordagens conceituais em negócios internacionais que podemos aplicar nesse caso. Estudos comparativos e específicos sobre o que orienta as decisões das empresas em relação ao processo de internacionalização que podem contribuir com a iniciativa”, afirmou. Ele participa de um grupo de pesquisa que estuda especificamente os países do BRICs - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

“Um dos conceitos com os quais trabalhamos é o de distância psicológica e seria interessante fazer uma pesquisa para entender essa distância entre Brasil e Índia, envolvendo Goa”, apontou, se referindo ao conceito que trata da distância entre uma e outra pessoa, que pode ser social, temporal, espacial, cultural etc. Ele citou, como exemplo, uma pesquisa que mostra a existência de uma distância psicológica maior entre o Brasil e os outros países da América Latina do que entre o Brasil e os países europeus de origem latina.

Outro aspecto citado por ele foi o conceito de porta de entrada pensado por Goa. Uma estratégia tentada por empresários brasileiros para entrar no mercado europeu foi usar Portugal, país com quem temos afinidade por conta da origem colonial e da língua. “Não deu tão certo [a estratégia], então é preciso analisar se entrar na Índia por Goa vai realmente facilitar [o processo]”, completou.

Fleury também disse ser preciso entender os fatores motivadores das empresas brasileiras para irem para Gana e a Índia. “Fizemos três surveys para entender quais são os drivers que motivavam as empresas a se internacionalizar. Na primeira survey, as multinacionais diziam que estavam internacionalizando para conquistar mercado; já na última alegavam que estavam em busca de tecnologia e conhecimento”, contou.

Como último ponto, Fleury destacou uma estratégia para atrair as pequenas e médias empresas. “A internacionalização dessas empresas é o movimento mais sensível hoje, mas a lógica é diferente da de uma grande empresa”, apontou. Segundo ele, as grandes empresas tomam por si só a iniciativa da internacionalização, enquanto as de menor porte recebem um estímulo externo para isso. Ele citou ações do governo inglês no Brasil para atrair empresas de base tecnológica nacionais para a Inglaterra.

Além do professor Fleury, participaram do debate o embaixador Fausto Godoy, ex-cônsul-geral do Brasil em Mumbai e coordenador do Núcleo de Estudos de Países Asiáticos da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM); Roberto Paranhos do Rio-Branco, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Índia; Paulo Saldiva, diretor do IEA e docente da Faculdade de Medicina da USP, que abriu o encontro; Alberto Pfeifer, do IEA e do Instituto de Relações Internacionais da USP, que coordenou a organização do evento; Jean Carlo Viterbo, da Câmara de Comércio Brasil-Índia; e o advogado Custódio Miranda.

 

Pré-IC Poli-FDTE ampliará número de escolas participantes

No evento de encerramento da edição de 2016, foram apresentados
os projetos desenvolvidos pelos 22 estudantes participantes.

O Programa de Pré-Iniciação Científica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Pré-IC Poli-FDTE) realizou na tarde da última sexta-feira (02/12), no prédio do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC), a cerimônia de encerramento da edição de 2016, a terceira desde sua criação. Neste ano, participaram 34 alunos de seis escolas de ensino fundamental públicas e particulares. Ao longo de dez meses, eles tiveram aulas teóricas e práticas em laboratório, com vistas ao desenvolvimento de um projeto científico. O objetivo da iniciativa é despertar e incentivar a vocação científica entre estudantes do ensino médio e profissional.

No ano que vem, mais duas escolas serão atendidas. O ínicio das aulas está previsto para 10 de março e cada escola será responsável pela escolha dos alunos que participarão do Programa. A ampliação é consequência dos bons resultados que o projeto vem colhendo junto às escolas participantes. Desde sua criação, já passaram 80 alunos pelo Programa.

Aposta no potencial – Na cerimônia de encerramento, professores dos colégios participantes fizeram um balanço e falaram dos impactos positivos para os alunos que fizeram o Pré-IC e também para suas instituições. Nos vários depoimentos, relataram casos de participantes do Pré-IC que se sentiram motivados a prestar vestibular e foram aprovados em universidades e institutos federais e em boas instituições de ensino superior privadas.

O diretor da Poli-USP, professor José Roberto Castilho Piqueira, incentivou os participantes do Pré-IC a continuarem dedicados aos estudos. “O Brasil tem várias coisas de primeiro mundo e uma delas são universidades públicas gratuitas e de excelência. Pensem nessas universidades, nas diversas áreas de formação, vocês são capazes de estar nesta Universidade e em outras gratuitas”, disse. “Se esforcem, tomem posse delas. É difícil entrar, sim, mas estudem, trabalhem, pois é possível”, acrescentou.

Ele enfatizou a importância do Pré-IC como atividade que ajuda a Poli a cumprir seu papel social. “Nossa Escola tem três patrimônios – o físico, o intelectual e o moral – que nos coloca entre as melhores escolas de Engenharia do mundo. O Pré-IC deixa esse patrimônio moral muito evidente porque aqui temos professores e funcionários da Poli dedicados a uma atividade que exercem sem buscar ganho institucional, o fazem de forma voluntária, pensando no benefício à sociedade”, destacou.

A professora Mércia Bottura de Barros, do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC), coordenadora do Pré-IC, comentou a alegria da equipe de docentes e funcionários da Poli em receber e trabalhar com os alunos ao longo do ano. “Estamos vendo os bons frutos do Programa e isso nos motiva a continuar”, afirmou. O professor Diolino José dos Santos Filho, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos (PMR), que atua como orientador no Pré-IC, também destacou os impactos positivos para os docentes das escolas participantes, já que também são desenvolvidas atividades para ajudá-los no desenvolvimento de sua profissão.

Mentes inovadoras – As competências adquiridas pelos alunos do Programa ficaram evidentes nas apresentações dos projetos. Os estudantes da escola Santo Dias da Silva, por exemplo, trabalharam conceitos de Engenharia de Transportes, avaliando a disponibilidade de algumas das tecnologias de sistemas globais de posicionamento e fazendo experimentos para testar receptores e avaliar os sensores de veículos autônomos. Também estudaram algoritmos bug, usados em programação para que objetos ou dispositivos robóticos consigam chegar a um local sem serem previamente programados.

Os alunos da escola José Marcato estudaram alguns dos materiais mais utilizados na construção civil: os cimentícios. Eles trabalharam com uma argamassa que eles mesmos fizeram, produzindo 12 corpos de prova. O objetivo foi estudar a influência do aditivo na densidade do produto e comparar o desempenho das argamassas na construção de pilares.

Já os participantes da escola José Fernando Abbud trabalharam com modelagem computacional. Diante da perspectiva de escassez de mão de obra para a construção civil, eles desenvolveram equipamentos para automatizar o campo de obra. Os estudantes chegaram a prototipá-los, em pequena escala, usando impressora 3D.

Os alunos do Colégio Renascença, por sua vez, desenvolveram um sistema automatizado de transporte de fármacos para o Hospital da USP. Os estudantes projetaram, em computador, uma esteira com duas rampas, equipada com um braço mecânico, que separa os remédios tarja preta dos demais depois da leitura dos sensores de cor e ultrassom. Cada remédio vai para o local correto de armazenagem pela esteira.

Coube à escola Anecondes Alves Ferreira desenvolver um projeto em análise e mitigação de falhas em processos industriais. Eles fizeram uma pesquisa em uma indústria produtora de vidro. Dentro da planta, selecionaram o equipamento mais crítico das etapas de produção, o forno, e o risco de explosão no reservatório de gás. Simularam um acidente em uma placa com sensores e utilizaram várias técnicas de análise de risco para verificar como e quais funcionariam melhor nas situação. Um segundo grupo dessa escola desenvolveu um protótipo para automatizar a coleta de dados para um dispositivo de assistência ventricular. O objetivo foi otimizar o tempo e o esforço dos pesquisadores envolvidos em etudos nesse tema.

Respaldo institucional – A Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) apoia o programa desde o final de 2013 e voltou a conceder bolsas para os participantes da edição de 2016. Na cerimônia, a Fundação foi representada pelo seu diretor superintendente, André Steagall Gertsenchtein.

A coordenação geral do Programa é da Diretoria da Poli e a gestão, da Assistência Técnica de Pesquisa, Cultura e Extensão e seu Serviço de Pesquisa. Nesta edição, além de Diolino José dos Santos Filho e Mércia Bottura de Barros, participaram os professores Cheng Liang Yee e Fabiano Rogério Corrêa, do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC), e Edvaldo Simões da Fonseca Júnior, do Departamento de Engenharia de Transportes (PTR).

 

Cursinho popular da Poli Santos comemora 1º ano de atividades

O cursinho pré-vestibular coordenado pelos alunos da Poli-USP em Santos, AtuaMente, comemorou na última semana a conclusão do primeiro ano de atividades. Desde maio deste ano, estudantes de engenharia de petróleo oferecem aulas gratuitas de preparação para os principais vestibulares do país, voltadas exclusivamente à alunos de baixa renda.

“Nessa segunda-feira, tivemos nossa confraternização de fim de ano. Quem diria que ia passar tão rápido. Parece que foi ontem que nós estávamos ansiosos para conhecer a nossa primeira turma. Hoje, nós os vemos cheios de esperança falando sobre as segundas fases. Isso nos enche de orgulho”. Em 2016, foram oferecidas 30 vagas, e a partir de 2017 serão oferecidas 50.

 

Pesquisadores da USP propõem uso de tecnologia para preservar monumentos históricos

Projeto piloto está sendo realizado no Engenho dos Erasmos, em Santos. Os dados do mapeamento topográfico são importantes para verificar se há mudanças no terreno, e planejar ações de preservação

Uma associação entre laboratórios da Escola Politécnica da USP está realizando um levantamento de dados topográficos do terreno onde ficam as Ruínas do Engenho São Jorge dos Erasmos, construída em 1534, e que é considerada a mais antiga evidência física preservada da colonização portuguesa em território brasileiro. O local é hoje parte da Universidade de São Paulo e, por sua importância, uma equipe multidiscilpinar da Escola Politécnica da USP, em parceria com a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, está unindo conhecimentos sobre geologia, topografia e tecnologias de criação de mapas.

Os pesquisadores fazem parte do Laboratório de Topografia e Geodésia (LTG) do Departamento de Engenharia de Transportes (PTR), do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas (CITI) do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PSI) e do Laboratório de Geomática do Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo (PMI) da Escola Politécnica da USP, coordenados pelo prof. Jorge Pimentel Cintra. Para o levantamento foram utilizados equipamentos como um laser escâner e drones, que combinados darão aos pesquisadores informações sobre o comportamento do terreno com a ação do tempo. No caso de um terreno histórico, é importante que o terreno seja preservado para que as futuras gerações possam conhecer a história da região e do país. Conheça detalhes do projeto no vídeo disponível em https://www.youtube.com/watch?v=ROJ248eAWTU.

Situado na divisa entre os municípios de Santos e São Vicente, no estado de São Paulo, e doado à USP em 1958, desde 2004 a universidade desenvolve programas educacionais que buscam viabilizar o conhecimento a partir da interdisciplinaridade, em vista do contexto histórico, geográfico, arqueológico, arquitetônico, social e ambiental em que as Ruínas estão inseridas.

 

Poli realiza Seminário de Pesquisa Engenharia e Planejamento Urbanos

O Seminário de Pesquisa “Engenharia e Planejamento Urbanos”, III SEPURB, será realizado no dia 14 de dezembro. O evento é organizado pelo Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP, e nele serão apresentadas e debatidas as pesquisas em andamento no Grupo de Engenharia e Planejamento Urbanos do PCC, visando enriquecer estes trabalhos a partir de discussões técnicas e propiciar uma integração entre as pesquisas e os pesquisadores.

As pesquisas em desenvolvimento contemplam a compreensão e a solução dos problemas urbanos brasileiros, com foco na Gestão Habitacional e de Cidades, abordando seus aspectos tecnológicos, ambientais, sociais e econômicos, buscando contribuir para as políticas públicas, nos níveis de governo municipais, estaduais e federais.

O III SEPURB será realizado na Sala S02 do prédio da Engenharia Civil, das 9h às 13h, sob coordenação dos Profs. Alex Abiko e Luiz Reynaldo Cardoso.

 

Poli Cidadã comemora conclusão dos projetos de 2016

Alunos e monitores receberam certificado pela participação na Oficina de Carrinhos de Rolimã e no Inclusão Digital

Alunos e monitores que participaram dos projetos Oficina de Carrinhos de Rolimã e Inclusão Digital, coordenados pelo Poli Cidadã, receberam os certificados de conclusão dos projetos em uma cerimônia realizada nesta quinta-feira (24/11) no anfiteatro da Engenharia Mecânica/Mecatrônica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em São Paulo. “Unir educação, ciência, envolvendo alunos, professores, comunidade e parceiros, é motivo de enorme satisfação para mim”, destacou o professor Antonio Luis de Campos Mariani, que coordena o programa. “Só tenho que agradecer a todos e dizer que esse engajamento dá energia para continuar com novos projetos.”

O projeto Oficina Carrinhos de Rolimã tem o objetivo é despertar nos jovens o interesse por carreiras técnicas. Os participantes são estudantes com idade entre 10 e 14 anos, que moram em comunidades vizinhas à USP. O projeto é realizado em parceria com o Centro Acadêmico da Mecânica e Mecatrônica (CAM), com o patrocínio da American Society of Heating, Refrigerating and Air Conditioning Enginneers (ASHRAE) e da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE).

Já no projeto Inclusão Digital são oferecidas aulas de informática para os integrantes do movimento de trabalhadores sem teto da Zona Oeste de São Paulo. O projeto tem como parceiro o PET Mecatrônica – Programa de Educação Tutoruial e o Projeto Crescimento.

“É um orgulho dirigir uma Escola de Engenharia que tem grupos de trabalho como os que vemos aqui”, elogiou o professor José Roberto Castilho Piqueira, diretor da Poli. “Além do nível de excelência acadêmica e didática, temos alunos que fazem um trabalho social muito importante. Serão engenheiros que já têm, desde a sua formação, o envolvimento em atividades que se voltam para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e do nosso País”, completou.

A professora Bianca Sanchez Martino Cestari Vieira, coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental da Escola Estadual Emygdio de Barros, onde estudam os jovens que participaram da Oficina de Carrinho de Rolimã, expressou seu agradecimento a todos pela realização da Oficina. “Esse tipo de iniciativa faz muita diferença na vida dos nossos alunos. Foi algo que os pais dos nossos estudantes já nos reportaram”, disse.

O evento também contou com a participação do diretor superintendente da FDTE, André Steagall Gertsenchtein; do coordenador do Projeto Crescimento, Felipe Niski Zveibil; da presidente do CAM, Ana Paula Neuenschwander, entre outros.

 

Câmara Brasileira do Livro anuncia Livros do Ano em cerimônia do 58º Prêmio Jabuti

O evento contou com a premiação dos vencedores, anúncio do “Escolha do Leitor” e Livros do Ano de Ficção e Não Ficção, e homenagem à Lygia Fagundes Telles

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) realizou nesta quinta-feira, 24 de novembro, a cerimônia do 58º Prêmio Jabuti, no Auditório Ibirapuera. O evento, que contou com a entrega das estatuetas do Jabuti para os vencedores, anunciou também os contemplados pelos Livro do Ano Ficção e Não Ficção, além do “Escolha do Leitor”.

O Livro do Ano Ficção foi para “A Resistência”, de Julián Fuks (Companhia das Letras). O Não Ficção foi compartilhado por duas obras, por conta de um empate: “Mário de Andrade: Eu sou Trezentos: Vida e Obra”, do autor Eduardo Jardim (Edições de Janeiro), e “Dicionário da História Social do Samba”, de Nei Lopes e Luiz Antonio Simas (Civilização Brasileira). Já o “Escolha do Leitor” – realizado em parceria com a Amazon.com.br, premiou o livro “Ainda Estou Aqui”, de Marcelo Rubens Paiva (Alfaguara), na categoria Romance; “Amora”, de Natalia Borges Polesso (Não Editora) em Contos & Crônicas; e “Vertigens”, de Wilson Alves Bezerra (Iluminuras) em Poesia.

Os primeiros colocados das 27 categorias receberam o troféu Jabuti e R$ 3,5 mil; também os vencedores dos segundos e terceiros lugares ganharam o troféu. Os vencedores do Livro do ano Ficção e Livro do Ano Não Ficção, definidos por votação por profissionais do mercado editorial, foram comtemplados, individualmente, com o prêmio de R$ 35 mil, além da estatueta dourada. Os vencedores do “Escolha do Leitor” receberam um prêmio adicional, decidido pela avaliação dos leitores, pelo site www.amazon.com.br/premiojabuti

Nesta edição, a escritora Lygia Fagundes Telles foi homenageada com o prêmio Personalidade Literária pelo conjunto de sua obra. Na ocasião, a escritora e atriz Bruna Lombardi fez uma leitura de fragmentos de seus livros, e a autora recebeu uma homenagem em vídeo, com depoimentos de grandes autores e profissionais ligados ao livro e à cultura: Ignácio de Loyola Brandão, Lúcia Telles, Nélida Pinõn, Ana Maria Martins, Danilo Miranda, Luís Antonio Torelli e Marisa Lajolo.

Os vencedores das 27 categorias foram escolhidos entre mais de 2.400 obras inscritas, por júris especialistas de cada categoria. O Júri foi indicado pelo Conselho Curador do Prêmio, composto por Marisa Lajolo, Antonio Carlos de Morais Sartini, Frederico Barbosa, Luís Carlos de Menezes e Pedro Almeida. Apenas no dia da cerimônia, o júri foi conhecido por todo o público. A relação de vencedores foi validada pelo Conselho Curador e pela Auditoria Ecovis Pemom, e está disponível em  www.premiojabuti.org.br.

Conheça a relação de vencedores:

Adaptação: 1º Lugar – Título: Hamlet ou Amleto – Autor(a): Rodrigo Lacerda – Editora: Editora Zahar / 2º Lugar – Título: A Flauta Mágica e o Livro da Sabedoria – Autor(a): Del Candeias – Editora: Sesi-SP Editora / 3º Lugar – Título: Auto da Barca do Inferno – Autor(a): Ivo Barroso – Editora: Sesi-SP Editora

Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia: 1º Lugar – Título: Histórias Mestiças: Catálogo – Autor(a): Lilia Moritz Schwarcz e Adriano Pedrosa (org) – Editora: Editora Cobogó / 2º Lugar – Título: Kazuo e Yoshito Ohno – Autor(a): Emidio Luisi – Editora: Edições Sesc São Paulo / 3º Lugar – Título: Rio – Autor(a): Marc Ferrez – Editora: Instituto Moreira Salles

Biografia: 1º Lugar – Título: Mário de Andrade: Eu sou Trezentos: Vida e Obra – Autor(a): Eduardo Jardim – Editora: Edições de Janeiro / 2º Lugar – Título: Tancredo Neves: a Noite do Destino – Autor(a): José Augusto Ribeiro – Editora: Civilização Brasileira / 3º Lugar – Título: D. Pedro: a História não Contada – Autor(a): Paulo Rezzutti – Editora: Leya

Capa: 1º Lugar – Título: O Gigante Enterrado – Capista: Alceu Chiesorin Nunes – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Baré: Povo do Rio – Capista: Tuut Design – Editora: Edições Sesc São Paulo / 3º Lugar – Título: O Sumiço – Capista: Diogo Droschi – Editora: Autêntica

Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática: 1º Lugar – Título: Capitalismo e Colapso Ambiental – Autor(a): Luiz Marques – Editora: Editora Unicamp / 2º Lugar – Título: A Utilidade do Conhecimento – Autor(a): Carlos Vogt – Editora: Editora Perspectiva / 3º Lugar – Título: Energia e Matéria: da Fundamentação Conceitual às Aplicações Tecnológicas – Autor(a): Carlos Alberto dos Santos (org) – Editora: Editora Livraria da Física

Ciências da Saúde: 1º Lugar – Título: Tratado de Neurocirurgia – Autor(a): Mario G. Siqueira – Editora: Manole / 2º Lugar – Título: Ecocardiografia Fetal – Autor(a): Lilian Lopes – Editora: Revinter / 3º Lugar – Título: Acidente Vascular Cerebral Prevenção, Tratamento Agudo e Reabilitação – Autor(a): Gisele Sampaio Silva, Renata Carolina Acri Nunes Miranda, Rodrigo Meirelles Massaud – Editora: Editora Atheneu

Ciências Humanas: 1º Lugar – Título: Flores, Votos e Balas – Autor(a): Angela Alonso – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Mutações: Fontes Passionais da Violência – Autor(a): Adauto Novaes (org.) – Editora: Edições Sesc São Paulo / 3º Lugar – Título: Ancestrais e suas Sombras: Uma Etnografia da Chefia Kalapalo e seu Ritual Mortuário – Autor(a): Antonio Guerreiro – Editora: Editora da Unicamp

Comunicação: 1º Lugar – Título: Para Além do Código Digital. O Lugar do Jornalismo em um Mundo Interconectado. – Autor(a): Carlos Sandano – Editora: Edufscar / 2º Lugar – Título: Comunicação, Mediações, Interações – Autor(a): Lucrécia D’alessio Ferrara – Editora: Paulus Editora / 3º Lugar – Título: Incômodos Best-Sellers, USA: Publicidade, Consumo e seus Descontentes – Autor(a): José Carlos Durand – Editora: Editora da Universidade de São Paulo

Contos e Crônicas: 1º Lugar – Título: Amora – Autor(a): Natalia Borges Polesso – Editora: Não Editora / 2º Lugar – Título: As Mentiras que as Mulheres Contam – Autor(a): Luis Fernando Verissimo – Editora: Objetiva / 3º Lugar – Título: Eles Não Moram Mais Aqui – Autor(a): Ronaldo Cagiano – Editora: Editora Patuá

In Memoriam – Título: Jeito de Matar Lagartas – Autor(a): Antonio Carlos Viana – Editora: Companhia das Letras

Didático e Paradidático: 1º Lugar – Título: Sete Janelinhas – Meus Primeiros Sete Quadros – Autor(a): Carla Caruso e May Shuravel – Editora: Editora Moderna / 2º Lugar – Título: Convivendo em Grupo – Almanaque de Sobrevivência em Sociedade – Autor(a): Leusa Araújo – Editora: Editora Moderna / 3º Lugar – Título: O Mundo dos Livros – Autor(a): Bia Bedran – Editora: Nova Fronteira

Direito: 1º Lugar – Título: Direito Civil: Responsabilidade Civil – Autor(a): Bruno Nubens Barbosa Miragem – Editora: Editora Saraiva / 2º Lugar – Título: Dicionário de Direito de Família e Sucessões: Ilustrado – Autor(a): Rodrigo da Cunha Pereira – Editora: Editora Saraiva / 3º Lugar – Título: Autonomia e Frustração da Tutela Penal – Autor(a): Maria Auxiliadora Minahim – Editora: Editora Saraiva

Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer: 1º Lugar – Título: Devagar e Simples – Autor(a): André Lara Resende – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Propriedade Intelectual e Inovações na Agricultura – Autor(a): Antônio Márcio Buainain, Maria Beatriz Machado Bonacelli e Cássia Isabel Costa Mendes – Editora: Ideia D / 3º Lugar – Título: Saúde e Cidadania: a Tecnologia a Serviço do Paciente e não ao Contrário – Autor(a): Claudio Lottenberg – Editora: Editora Atheneu

Educação e Pedagogia: 1º Lugar – Título: Redesenhando o Desenho – Educadores, Política e História – Autor(a): Ana Mae Barbosa – Editora: Cortez Editora / 2º Lugar – Título: História do Tempo e Tempo da História: Estudos de Historiografia e História da Educação – Autor(a): Dermeval Saviani – Editora: Autores Associados / 3º Lugar – Título: Juventude e Pensamento Conservador no Brasil – Autor(a): Katya Mitsuko Zuquim Braghini – Editora: EDUC – Editora da PUC-SP / Fapesp

Engenharias, Tecnologias e Informática: 1º Lugar – Título: Operações Unitárias na Indústria de Alimentos – Autor(a): Carmen Cecilia Tadini, Vânia Regina Nicoletti, Antonio José de Almeida Meirelles, Pedro de Alcântara Pessoa Filho – Editora: LTC / 2º Lugar – Título: Hidrologia – Autor(a): Luciene Pimentel – Editora: Editora Elsevier / 3º Lugar – Título: Drenagem Urbana – Autor(a): Marcelo Miguez Et Al – Editora: Editora Elsevier

Gastronomia: 1º Lugar – Título: O Frango Ensopado da Minha Mãe – Autor(a): Nina Horta – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Cozinha e Indústria em São Paulo: do Rural ao Urbano – Autor(a): Maria Cecília Naclério Homem – Editora: Editora da Universidade de São Paulo / 3º Lugar – Título: Queijos Brasileiros à Mesa com Cachaça, Vinho e Cerveja – Autor(a): Bruno Cabral e Manoel Beato – Editora: Editora Senac São Paulo

Ilustração: 1º Lugar – Título: Novelas Exemplares – Ilustrador(a): Vânia Mignone – Editora: Cosac Naify / 2º Lugar – Título: Terra Papagalli – Ilustrador(a): Eduardo Parentoni Brettas – Editora: Marte Cultura e Educação / 3º Lugar – Título: Quando me Descobri Negra – Ilustrador(a): Mateu Velasco – Editora: Sesi-SP Editora

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil: 1º Lugar – Título: O Barco dos Sonhos – Ilustrador(a): Rogério Coelho – Editora: Editora Positivo / 2º Lugar – Título: Minha Vó sem Meu Vô – Ilustrador(a): Mariângela Haddad – Editora: Miguilim / 3º Lugar – Título: Flávia e o Bolo de Chocolate – Ilustrador(a): Bruna Assis Brasil – Editora: Rocco

Infantil: 1º Lugar – Título: Inês – Autor(a): Roger Mello – Editora: Companhia das Letrinhas / 2º Lugar – Título: Lá e Aqui – Autor(a): Carolina Moreyra e Odilon Moraes – Editora: Editora Zahar / 3º Lugar – Título: A Divina Jogada – Autor(a): José Santos – Editora: Editora Nós

Infantil Digital: 1º Lugar – Título: Pequenos Grandes Contos de Verdade – Autor(a): Oamul Lu e Isabel Malzoni – Editora: Editora Caixote / 2º Lugar – Título: Mãos Mágicas – Autor(a): Tereza Yamashita & Suppa – Editora: Editora Sesi-SP / 3º Lugar – Título: Chove Chuva – Aprendendo com a Natureza: Sabedoria Popular – Autor(a): Magali Queiroz – Editora: Alis Editora

Juvenil: 1º Lugar – Título: O Labatruz e Outras Desventuras – Autor(a): Judith Nogueira – Editora: Quatro Cantos / 2º Lugar – Título: Cartas a Povos Distantes – Autor(a): Fábio Monteiro – Editora: Paulinas / 3º Lugar – Título: Iluminuras – Autor(a): Rosana Rios – Editora: Editora Lê

Poesia: 1º Lugar – Título: Agora Aqui Ninguém Precisa de Si – Autor(a): Arnaldo Antunes – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Ópera de Nãos – Autor(a): Salgado Maranhão – Editora: 7Letras / 3º Lugar – Título: Da Lua Não Vejo a Minha Casa – Autor(a): Leonardo Aldrovandi – Editora: V. de Moura Mendonça Livros (Selo Demônio Negro)

Projeto Gráfico: 1º Lugar – Título: Capas de Santa Rosa – Responsável pelo projeto gráfico: Negrito Produção Editorial – Editora: Edições Sesc São Paulo e Ateliê Editorial / 2º Lugar – Título: Maní – Responsável pelo projeto gráfico: Paola Biachi, Daniel Redondo, Elena Rizzo. – Editora: DBA / 3º Lugar – Título: Marcas do Tempo: Registros das Marcas Comerciais do Pará – 1895 a 1922 – Responsável pelo projeto gráfico: Paulo Maurício Coutinho – Editora: Secretaria de Cultura do Pará / Junta Comercial do Pará

Psicologia, Psicanálise e Comportamento: 1º Lugar – Título: Lacan Chinês: Poesia, Ideograma e Caligrafia Chinesa de uma Psicanálise – Autor(a): Cleyton Andrade – Editora: Editora da Universidade Federal de Alagoas / 2º Lugar – Título: Mal- Estar, Sofrimento e Sintoma – Autor(a): Christian Ingo Lenz Dunker – Editora: Boitempo Editorial / 3º Lugar – Título: Litorais da Psicanálise – Autor(a): Ana Costa – Editora: Escuta

Reportagem e Documentário: 1º Lugar – Título: Cova 312 – Autor(a): Daniela Arbex – Editora: Geração / 2º Lugar – Título: A Outra História da Lava-jato – Autor(a): Paulo Moreira Leite – Editora: Geração / 3º Lugar – Título: A Noite do Meu Bem – Autor(a): Ruy Castro – Editora: Companhia das Letras

Romance: 1º Lugar – Título: A Resistência – Autor(a): Julián Fuks – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Bazar Paraná – Autor(a): Luis S. Krausz – Editora: Benvirá / 3º Lugar – Título: Desesterro – Autor(a): Sheyla Smanioto – Editora: Record

Teoria/Crítica Literária, Dicionários e Gramáticas: 1º Lugar – Título: Dicionário da História Social do Samba – Autor(a): Nei Lopes e Luiz Antonio Simas – Editora: Civilização Brasileira / 2º Lugar – Título: Língua e Sociedade Partidas: a Polarização Sociolinguística do Brasil – Autor(a): Dante Lucchesi – Editora: Editora Contexto / 3º Lugar – Título: Argumentação – Autor(a): José Luiz Fiorin – Editora: Editora Contexto

Tradução: 1º Lugar – Título: Hamlet – Tradutor(a): Lawrence Flores Pereira – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Poética – Tradutor(a): Paulo Pinheiro – Editora: Editora 34 / 3º Lugar – Título: O Sumiço – Tradutor(a): Zéfere – Editora: Autêntica

Sobre a CBL

Fundada em 20 de setembro de 1946, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) congrega editores, livreiros, distribuidores e creditistas de todo o Brasil com o objetivo maior de valorizar o livro e, assim, desenvolver e ampliar o mercado. As ações para difundir e estimular o hábito da leitura e a democratização do acesso ao livro são as maiores bandeiras da entidade. A CBL organiza alguns dos mais importantes e tradicionais eventos do setor editorial brasileiro, como a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o Prêmio Jabuti, o Congresso Internacional CBL do Livro Digital e a Escola do Livro, além de participar de feiras nacionais e internacionais. Em 2016 a entidade completa 70 anos.

 


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