Escola Politécnica da USP

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Tecnologias propostas pela Poli para o desenvolvimento sustentável da mineração de ferro em MG

Ações constam de documento enviado para a Força Tarefa do governo de Minas Gerais, para tratar do problema decorrente do rompimento da barragem em Mariana

O Núcleo de Apoio de Pesquisa À Mineração Responsável (NAP-Mineração), sediado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), entregou ao governo de Minas Gerais um documento no qual aponta diversas oportunidades para o desenvolvimento sustentável da mineração de ferro no Quadrilátero Ferrífero. No trabalho, os pesquisadores sugerem que a Samarco desenvolva uma operação-piloto, introduzindo as inovações propostas pelo grupo.

Os pesquisadores pensaram em soluções que envolvessem o estímulo ao desenvolvimento local, a serem implementadas a partir da articulação entre os atores da tripla hélice – governo, academia e iniciativa privada, observando sempre o conceito de sustentabilidade nos seus três vetores: ambiental, social e econômica.

A primeira medida é a integração regional, na qual as atividades de mineração são pensadas levando em conta as possibilidades de integração com o ambiente do entorno. Essa abordagem já foi aplicada pelos cientistas em uma pequena mineradora localizada no Estado de São Paulo, cujo desmonte havia sido embargado pelo governo municipal, Ministério Público e Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental Paulista (Cetesb) por causa da grande proximidade ente a área de lavra e os moradores.

Para resolver o problema, os profissionais do NAP-Mineração estudaram a mineradora e propuseram um novo padrão de desmonte, que foi liberado para testes pelos órgãos reguladores dois meses depois de iniciadas as negociações. As multas atrasadas foram cobradas de outra maneira: a empresa se comprometeu a fornecer materiais da sua atividade por 48 meses para a prefeitura, gerar novos negócios e empregos na região e reduzir a quantidade de estéril a ser disposto.

Outra solução desenvolvida pelo núcleo de pesquisa abrigado na Poli-USP é um rejeitoduto, cujo conceito foi proposto para o Equador. Nesse caso, o projeto previa a captação de rejeitos de 70 pequenas mineradoras de ouro. As empresas direcionam os rejeitos por um duto principal de transporte, que leva o material para uma única estação de tratamento e barragem de disposição. A proposta para Minas Gerais é fazer o contrário: sair de uma única fonte e distribuir o material em várias regiões, ampliando as possibilidades de consumo dos rejeitos, que podem ser aproveitados em diversas aplicações.

O NAP-Mineração participou de um projeto com uma empresa de cimento de Minas Gerais que desenvolveu um novo cimentíceo, que utiliza uma rocha sem aproveitamento comercial no Brasil e que pode ser blindada com o estéril da mineração de calcário. O uso do produto proporcionou 30% de redução no custo operacional, 25% de redução no investimento que a empresa deveria fazer para ampliar sua capacidade produtiva, e 25% de queda nas emissões de gases de efeito estufa.

Esse novo material pode ser usado em pavimentação, na construção civil, em estruturas para gestão hídrica, como barragens de hidrelétricas, e de tratamento de água e esgoto, como material para estabilização geotécnica (por exemplo, aplicação de concreto para impedir deslizamentos de terra em morros em beiras de rodovias), recuperação de voçorocas etc.

O grupo desenvolveu um novo sistema construtivo ecoeficiente com blocos encaixados, feitos de uma mistura que pode aproveitar os resíduos e estéril de mineração. Trata-se de um empreendimento ideal para ser instalado perto dos grandes centros consumidores. O emprego desse tipo de bloco pode reduzir de 20% a 30% o custo da construção civil e o prazo de construção em até 40%. Também diminui o desperdício na obra, a emissão de GEEs, e do valor dos fretes, entre outras vantagens. Esse projeto é um dos finalistas da última edição do prêmio para soluções urbanas sustentáveis da Hult Foundation, entidade ligada ao ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

Outra inovação proposta pelo NAP-Mineração, objeto de patenteamento, é um novo método de lavra que combina operações em superfície com estruturas subterrâneas, este possibilita a disposição de rejeito e estéril na própria cava, reduzindo a necessidade de uso das barragens. O sistema junta dois métodos tradicionais e apresenta uma geometria de cava em que elas são feitas em sequência, de forma que ao explorar uma cava, outra é aberta e a anterior passa a servir para deposição de material.

O documento traz ainda como sugestão a implantação de um sistema de monitoramento geotécnico automatizado que faz parte de um projeto do NAP.Mineração para  pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) do Sistema Cantareira . O sistema possibilitará a identificação automática de movimentações mínimas em taludes, barragens e estruturas diversas, alertando de forma preventiva quanto a possíveis instabilidades.

Por fim, os pesquisadores sugerem a adoção de uma nova tecnologia para análise de diversos metais pesados, como mercúrio, prata, arsênio, selênio e outros, que também tem um custo inferior em relação aos métodos tradicionais, além de fazer as análises em menor prazo de tempo. Essa tecnologia pode ajudar no diagnóstico de contaminação ao longo do Rio Doce, afetado pelo rompimento da barragem em Mariana.

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Pesquisador da Poli-USP desenvolve projeto de veículo urbano com apenas 1,25m de largura e 500kg

Se não é possível aumentar o número e a largura das ruas e avenidas para desafogar o trânsito nas grandes cidades, então uma solução é diminuir o tamanho dos veículos. Com esta proposta, oengenheiro Anderson de Lima, doutorando da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), desenvolveu o projeto estruturalem 3D de um carro elétrico, cujas dimensões e peso são menores do que qualquer veículo existente no mercado e que atende os mais exigentes requisitos de segurança veicular.

Com apenas 1,25m de largura, 2,60m de comprimento e 1,65m de altura, o carro é tão compacto que, em uma rua padrão, ocuparia metade do espaço, ou até menos, em comparação a um veículo compacto pequeno. Daria, portanto, para dois deles transitar lado a lado num mesmo espaço que um carro comum. Seu peso também é reduzido, apenas 500 quilos, mas isso não implicou em perda de segurança.

“O projeto conseguiu atenderos requisitos estabelecidos pela Organização das Nações Unidas, algo que nem mesmo veículos vendidos no Brasil são obrigados a cumprir”, destaca o orientador da pesquisa, o professor Marcílio Alves, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Poli. “Seguiu a regulamentação das Nações Unidas porque foi pensado como uma inovação para o mercado global, e são essas as normas mais observadas pelos diversos países”, acrescenta.

Segundo Lima, a pesquisa foi fortemente centrada nos estudos estruturais e biomecânicos. “Isso era necessário porque testes internacionais mostram que em uma colisão, a uma velocidade de 56 km/h, a segurança seria crítica em um veículo tão compacto”, explica. Como o carro foi projetado para viagens curtas (locomoção até o trabalho, para levar filhos à escola, fazer compras), Lima realizou simulações computacionais de impacto frontal, considerando a velocidade de 56 km/h.“Também foram analisadosos requisitos estruturais e biomecânicos de proteção dos ocupantes em caso de colisões laterais, traseiras e de capotamento”, acrescenta.

Metamodelos – A pesquisa foi baseada na metodologia de otimização usando metamodelos, o que possibilitou reduzir a quantidade de simulações numéricas computacionais, que levariam meses para serem feitas. Foram feitas otimizações no projeto para minimizar a massa e cumprir os requisitos estruturais e biomecânicos. Lima precisou projetar toda a estrutura do veículo, partindo apenas do design, feito por Marcus Brito, aluno da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP),com dimensões pré-estabelecidas. Com base nesse modelo inicial, ele fez simulações para verificar quais parâmetros contribuiriam para minimizar a deformação da estrutura e maximizar a absorção da energia decorrente de diferentes condições de colisão.

Este trabalho possibilitou, por exemplo, cumprir o requisito de compressão máxima no peito a ser sofrida pelos ocupantes do veículo, no caso de impacto frontal. Do contrário, as chances de lesões torácicas seriam grandes. Também foi otimizado, para o caso de colisão frontal, o sistema de retenção, composto pelos cintos de segurança e airbags frontais. “Nas simulações, foram trabalhados cenários diversos, como ter cintos com ou sem limitador de carga e equipados ou não com o pré-tensionador.”

No final, Lima, conseguiu cumprir os rigorosos requisitos de segurança veicular estabelecidos pelas Nações Unidas para os casos de impacto frontal, lateral e traseiro, e ainda assim manter o peso do veículo em 500 quilos, considerando as baterias. Em razão do peso, o veículo poderia ser considerado um quadriciclo,ou seja, não precisaria atender, necessariamente, os requisitos de segurança dos ocupantes. “Provamos que é possível ter um carro leve que atenda as mais abrangentes normas internacionais”, ressalta. 

 

Mais de 800 estudantes do ensino médio visitam a Poli-USP

No âmbito do programa “USP e as Profissões”, eles puderam conhecer mais sobre a carreira de engenheiro e o cotidiano dos alunos politécnicos

A chuva e o frio não desmotivaram os alunos de diversas escolas de ensino médio a visitarem a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) neste sábado, dia 21 de maio, quando foi realizado o “USP e as Profissões”. Coordenado pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da universidade, o objetivo do programa é oferecer subsídios para ajudar os pré-vestibulandos na escolha de suas carreiras. O evento contou com o apoio da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), da Fundação Vanzolini e da empresa Molin.  

Os 800 estudantes inscritos puderam visitar vários laboratórios e desependências da Poli-USP, conversar com professores e alunos da Escola sobre os cursos e a profissão de Engenharia, e sentir um pouco como é o cotidiano de um politécnico. Anualmente, a Poli oferece 870 vagas de graduação em 17 cursos; o processo seletivo é feito pela Fuvest.

A vice-diretora da Poli, professora Liédi Légi Bariani Bernucci, deu as boas-vindas a um dos grupos, formados por 400 alunos, que se reuniram no prédio da Engenharia Civil para assistir a diversas palestras. Duas outras turmas foram recepcionadas, ao mesmo tempo, em salas do Biênio.

“Engenharia é uma área importantíssima, que muda o meio em que vivemos, que busca a sustentabilidade, que traz desenvolvimento ao País e melhora a vida das pessoas”, destacou Liedi. Ao falar da criação da Poli, em 1893, ela lembrou de seu fundador e primeiro diretor, professor Antônio Francisco de Paula Souza, que era republicano e abolicionista, e viu a necessidade de industrializar o Estado de São Paulo para o seu desenvolvimento.

“Nossa história tem grande significado. Aqui não ensinamos apenas engenharia aos alunos, mas formamos pessoas capazes de pensar no desenvolvimento da sociedade, pois são nossos politécnicos os futuros planejadores, administradores e executores da política pública, são eles que vão pensar no desenvolvimento das indústrias”, afirmou Liedi, que também agradeceu os estudantes e pais que participaram da visita, além dos funcionários, docentes e alunos da própria Poli que trabalharam no evento.

A carreira – Outro palestrante foi o professor do Departamento de Engenharia de Transportes (PTR) da Poli, Edvaldo Simões da Fonseca Júnior, que apresentou exemplos práticos de tecnologias resultantes do trabalho de engenheiros, como os materiais de alto desempenho, aviões, celulares, computadores, fibra óptica e equipamentos médicos. “Engenharia é uma mistura de ciência e tecnologia. O engenheiro usa o conhecimento científico para criar ou melhorar algo, para facilitar a vida das pessoas”, definiu.

O docente também destacou a carência de profissionais no mercado. Segundo estatísticas apresentadas por ele, a Coreia do Sul tem 80 engenheiros para cada mil habitantes, enquanto o Brasil tem seis. Além disso, em média, 200 mil estudantes ingressam nos cursos de engenharia existentes no País, e 80 mil desistem. Dos 120 mil formados, 49 mil são de universidades públicas e 71 mil, de instituições privadas.

Além de citar as diversas áreas em que um engenheiro pode atuar, Fonseca Júnior falou sobre a excelência da Escola no ensino e na pesquisa, cujos cursos sempre são bem posicionados nos rankings internacionais, e do programa de duplo diploma que a Poli mantém em parceria com várias instituições de ensino superior estrangeiras. Ele encerrou sua palestra mostrando os grandes desafios do século XXI que vão demandar soluções e profissionais de engenharia, como, por exemplo, os impactos das mudanças climáticas, a necessidade de ser sustentável e de se preservar a biodiversidade, de produzir mais alimento para uma população cada vez maior, novos medicamentos e equipamentos médicos para diagnósticos, e a busca por novas e sustentáveis fontes de energia.

Vida na Poli – Coube ao estudante do quinto ano de Engenharia de Metalúrgica e Materiais, Lucas Landi Martins, contar um pouco sobre como é estudar na Poli. Além de explicar os serviços de que a USP dispõe, como transporte, alimentação e moradia, ele falou sobre o currículo, os laboratórios, a área de internacionalização e as atividades extras curriculares, como a Semana de Iniciação Científica (divulgação de bolsas para projetos de pesquisa em nível de graduação), o Natal Solidário (com distribuição de presente para famílias carentes), a Poli Júnior (serviço de consultoria prestado por alunos da Poli para empresas), a Rateria (bateria da Poli que anima as competições nas quais a Escola toma parte), e a Poli Dance (aulas de dança de salão).

Ele discorreu também sobre os projetos envolvendo competições diversas das quais a Poli participa e em que os alunos são responsáveis pelos projetos, como o Keep Flying (de aerodesign), o ThundeRatz (robótica), a Formula SAE (carros monopostos), Baja (veículos off roads) e Poli Milhagem (projeto que buscar aumentar autonomia dos veículos, fazendo-os rodar a maior distância possível com a menor quantidade de gasolina possível). Martins explicou ainda a importância do Grêmio e dos Centros Acadêmicos Politécnicos. “A Poli ensina você a aprender a aprender, a trabalhar em equipe”, destacou.

Após as palestras, os estudantes foram divididos em grupos e encerraram a visita conhecendo laboratórios de vários departamentos da Poli, onde os alunos de graduação e pós-graduação apresentaram tecnologias e equipamentos, tirando dúvidas e mostrando um pouco mais sobre como é estudar na Poli e o que faz um engenheiro.

Confira as fotos do evento no Flickr.

 

Poli-USP e Codesp iniciam processo de convênio de estágio

A Escola Politécnica da USP recebeu, na manhã desta quarta-feira, dia 18 de maio, representantes da Companhia Docas do Estado de São Paulo, a CODESP, para apresentar os desafios tecnológicos na administração portuária aos alunos do curso de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica da USP, curso oferecido em Santos. Participaram da palestra o Gerente de Planejamento e Desenvolvimento de Acessos, Aluísio de Souza Moreira, e o Superintendente de Planejamento Portuário, Luis Carlos Guerra Dieckmann.

Ao final do evento, o diretor da Poli-USP, professor José Roberto Castilho Piqueira, entregou um documento solicitando que a CODESP celebre, junto à Escola, um convênio de estágio, para que todos os estudantes de engenharia possam usufruir do acordo, principalmente os alunos locados na Baixada Santista. “É importante que os nossos alunos conheçam a região e interajam e contribuam com as empresas da região e com o desenvolvimento da Baixada”, ressaltou Piqueira.

As empresas interessadas em estabelecer um convênio de estágio com a Escola Politécnica da USP, podem procurar o Serviço de Estágios, que tem como função orientar alunos e empresas sobre o funcionamento dos Termos de Compromisso de Estágios. Entre em contato pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , ou pelo site.

 

Diretor da Poli-USP é agraciado com o Prêmio Lagrange

Concedido pela Society for Industrial and Applied Mathematics (SIAM), o prêmio é um reconhecimento por sua contribuição ao avanço do conhecimento sobre Sistemas Não Lineares e Complexidade

O diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), José Roberto Castilho Piqueira, professor titular do Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle (PTC), foi agraciado com o Prêmio Lagrange, concedido pela Society for Industrial and Applied Mathematics (SIAM), dos Estados Unidos (EUA), durante a sexta edição da Conferência Internacional em Sistemas Não Lineares e Complexidade, que se realiza até sexta-feira (20/05) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

Todo ano, um comitê internacional seleciona um pesquisador para homenagear no congresso internacional da SIAM, como um reconhecimento do seu trabalho científico desenvolvido ao longo da carreira acadêmica. Piqueira recebeu o diploma referente ao prêmio nesta terça-feira (17/05) das mãos do doutor Albert Luo, durante a Conferência. Na ocasião, o diretor da Poli também proferiu palestra “Hopf bifurcation and chaos in phase-locked loops”, considerada a principal do congresso.

Localizada no estado da Filadélfia, a SIAM reúne uma comunidade internacional de mais de 14 mil membros e quase 500 instituições acadêmicas, industriais e de serviços de pesquisa e desenvolvimento, consultorias e organizações militares e governamentais de vários lugares do mundo. Seu objetivo é contribuir com o desenvolvimento da Matemática Aplicada, combinada com metodologias computacionais, para ajudar a encontrar soluções para diversos problemas da sociedade.

“Estudo os sistemas não lineares e complexos desde que comecei meu programa de doutorado, em 1984. De lá para cá, convivi com excelentes pesquisadores de diversos países e encontrei em meus alunos de graduação e pós-graduação ótimos parceiros de trabalho. Esta honraria se deve muito a eles e, principalmente, ao meu orientador de doutorado, o saudoso professor Jocelyn Bennaton”, ressalta Piqueira. “Ser lembrado em uma ocasião como esta é um forte incentivo para continuar a pesquisa e minha gratidão a meus colegas é imensa”, afirmou Piqueira.

O diretor da Poli é graduado em Engenharia Elétrica pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (1974). Tem mestrado em Engenharia Elétrica pela mesma Escola (1983) e é doutor em Engenharia Elétrica pela Poli-USP (1987), onde também é livre-docente (em Controle e Automação - 1997). Tem 100 artigos indexados na principal coleção da Web of Science, orientou 23 mestrados, 22 doutorados e supervisionou nove pós-doutorados.

Ele participa ainda do corpo editorial do periódico Journal of Control, Automation and Electrical Systems (Springer). É presidente do Conselho Superior do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e membro efetivo da Academia Nacional de Engenharia. Tem experiência nas áreas de Engenharia Elétrica e Biomédica, com ênfase em Teoria Geral dos Circuitos Elétricos, atuando principalmente nos seguintes temas: dinâmica, bifurcação, sincronismo, caos e modelos matemáticos.

 

Delegação brasileira se destaca e alcança o ápice na INTEL ISEF 2016

Estudantes conquistam 12 prêmios na maior feira internacional de ciências e engenharia. Sete projetos também foram reconhecidos pela OEA como os melhores das Américas

O Brasil foi o quinto país mais premiado na última edição da Intel ISEF (International Science and Engineering Fair), ficando atrás somente dos EUA, Canadá, Taiwan e Alemanha. A Intel ISEF, que acaba de ser realizada nos Estados Unidos, é considerada a maior feira internacional de ciências e engenharia. No total, os brasileiros conquistaram 12 prêmios nas duas cerimônias de premiação: Special Awards Ceremony” e “Grand Awards Ceremony. Um deles se destacou na categoria Biomedical Engineering, ficando em primeiro lugar.

Doze estudantes também tiveram seus projetos científicos reconhecidos entre os melhores das Américas pelo Departamento de Desenvolvimento Humano, Educação e Emprego da OEA (Organização dos Estados Americanos), ficando entre os 50 melhores projetos.

Os estudantes brasileiros premiados são dos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo. Eles fizeram parte da delegação brasileira, composta por 30 estudantes, com um total de 18 projetos.
Treze estudantes, com nove projetos, foram selecionados na 14ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia – FEBRACE, realizada em março passado pela Escola Politécnica da USP, em São
Paulo. E dezessete, com nove projetos, foram selecionados na MOSTRATEC, realizada em Novo Hamburgo, RS. Os estudantes foram julgados por sua capacidade criativa e pensamento científico, rigor, competência e clareza mostrada em seus projetos.
A Intel ISEF (Internacional Science and Engineering Fair) faz parte de um programa da Society for Science & the Public e da Intel Foundation (http://www.societyforscience.org/. É realizada desde 1950 e já revelou milhares de talentos em ciências e engenharia e seus projetos inovadores para todo o mundo. Desde 1996, a feira conta com o patrocínio da Intel.
Nesta edição, a feira foi realizada em Phoenix, no Estado do Arizona, de 8 a 13 de maio, e reuniu 1.700 estudantes de 77países. Para recebê-los, a organização da feira contou com uma ampla estrutura que envolveu voluntários, intérpretes e avaliadores. Fazem parte do seleto corpo de avaliadores vários cientistas de renome internacional, todos com titulação de Ph.D.s ou equivalente, ganhadores de prêmios relevantes, inclusive de Prêmio Nobel.
É uma competição baseada na qualidade de projetos e pesquisas desenvolvidos por estudantes que ainda não chegaram ao ensino superior e que competem por mais de quatro milhões de dólares em prêmios. O principal objetivo é apresentar as inovações de jovens criativos do mundo todo, além de gerar a oportunidade para que esses talentos sejam reconhecidos internacionalmente.

Veja abaixo a relação dos estudantes brasileiros vencedores:

INTEL ISEF SPECIAL AWARDS CEREMONY (12/05/2016)

1 - GoDaddy - Prêmio $1,500 Web Innovator Award
Campinas, SP
Rafael Eiki Matheus Imamura
Laura Rúbia Paixão Boscolo
Projeto: Yarner - estudo da utilização de tecnologias em salas de aula a favor das práticas de letramento com plataforma de criação de livros digitais interativos
Colégio Técnico de Campinas - UNICAMP, Campinas - SP
(Finalista pela FEBRACE)
2 - Oracle Academy - Prêmio Award of $5,000 for outstanding project in the systems software category.
Campinas, SP
Rafael Eiki Matheus Imamura
Laura Rúbia Paixão Boscolo
Projeto: Yarner - estudo da utilização de tecnologias em salas de aula a favor das práticas de letramento com plataforma de criação de livros digitais interativos
Colégio Técnico de Campinas - UNICAMP, Campinas - SP
(Finalista pela FEBRACE)

3 - SPIE, the international society for optics and photonics - Second Award of $1,500

Novo Hamburgo, RS
Guilherme de Oliveira Ramos
Fabiane Kuhn

Projeto: Sistema para Otimização de Irrigação
Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha
(Finalista pela MOSTRATEC)


INTEL ISEF GRAND AWARDS CERIMONY (13/05/2016)

1 - London International Youth Science Forum - The Philip V. Streich Memorial Award
Participation in the London International Youth Science Forum
Aquidauana, MS
Luiz Fernando da Silva Borges
Projeto: Prendendo fantasmas em robôs: um novo método de controle e design para próteses mioelétricas transradiais e rearranjo neuronal do mapa de Penfield para feedback tátil
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul - Campus Aquidauana
(Finalista pela FEBRACE)

2 - Biomedical Engineering - Intel ISEF Best of Category Award of $5,000
3 - Biomedical Engineering- First Award of $3,000
De Aquidauana, MS
Luiz Fernando da Silva Borges
Projeto: Prendendo fantasmas em robôs: um novo método de controle e design para próteses mioelétricas transradiais e rearranjo neuronal do mapa de Penfield para feedback tátil
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul - Campus Aquidauana
(Finalista pela FEBRACE)

4 - Embedded Systems - Third Award of $1,000
Novo Hamburgo, RS
Guilherme de Oliveira Ramos
Fabiane Kuhn
Projeto: Sistema para Otimização de Irrigação
Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha
(Finalista pela MOSTRATEC)

5 - Environmental Engineering - Third Award of $1,000
Porto Velho, RO
Ygor Requenha Romano
Projeto: Eficiência energética aplicada em sistema renovável de tratamento de água
E.E.E.F. Murilo Braga
(Finalista pela FEBRACE)
6 - Biomedical Engineering - Fourth Award of $500
Novo Hamburgo, RS
Carolina Rosa Kelsch
Márcia Cunha dos Santos
Projeto: Venus - localizador vascular
Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha
(Finalista pela FEBRACE)
7 - Environmental Engineering - Fourth Award of $500
Osório, RS
João Vitor Kingeski Ferri
Maria Eduarda Santos de Almeida
Projeto: Palmeira Juçara: aproveitamento integral do fruto como alternativa de preservação ambiental e promoção de impactos econômicos e sociais positivos
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Osório
(Finalista pela FEBRACE)

8 - Systems Software - Fourth Award of $500
Campinas, SP
Rafael Eiki Matheus Imamura
Laura Rúbia Paixão Boscolo
Projeto: Yarner - estudo da utilização de tecnologias em salas de aula a favor das práticas de letramento com plataforma de criação de livros digitais interativos
Colégio Técnico de Campinas - UNICAMP (COTUCA)
(Finalista pela FEBRACE)

9 - Translational Medical Science - Fourth Award of $500
Londrina, PR
Maria Vitoria Valoto
Projeto: Desenvolvimento de cápsulas reutilizáveis da enzima beta-galactosidase destinadas aos intolerantes à lactose
Colégio Interativa
(Finalista pela FEBRACE)

PREMIAÇÃO ESPECIAL DA ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS (OEA) - 12/05/2016

A Organização dos Estados Americanos (OEA) reconhece 50 projetos de jovens estudantes participantes da Intel ISEF 2015, dentre eles quatro projetos são de estudantes brasileiros, são eles:

Gama, DF
Juliana Macedo
Sthefany Aline Falcao Silva

Projeto: Análise comparativa do nível de proteção dos materiais à radiação ultravioleta
Centro de Ensino Médio 02 do Gama
(Finalista pela MOSTRATEC)

Porto Velho, RO
Ygor Requenha Romano

Projeto: Eficiência energética aplicada em sistema renovável de tratamento de água
E.E.E.F. Murilo Braga
(Finalista pela FEBRACE)

Esteio, RS
Arthur Garcia Proença
Fernando Duarte Pascoal

Projeto: Realidade Virtual – RV Educacional
Colégio Coração de Maria
(Finalista pela MOSTRATEC)

Campinas, SP
Rafael Eiki Matheus Imamura
Laura Rúbia Paixão Boscolo

Projeto: Yarner - estudo da utilização de tecnologias em salas de aula a favor das práticas de letramento com plataforma de criação de livros digitais interativos
Colégio Técnico de Campinas - UNICAMP (COTUCA)
(Finalista pela FEBRACE)


ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS (OEA) - 12/05/2016
Secretaria Técnica da Comissão Interamericana de Ciência e Tecnologia (COMCYT)

A Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Secretaria Técnica da Comissão Interamericana de Ciência e Tecnologia (COMCYT) fizeram um reconhecimento especial para 3 projetos, destacando-os como os melhores das Américas em Inovação Social, sendo os três de estudantes brasileiros.

Aquidauana, MS
Luiz Fernando da Silva Borges

Projeto: Prendendo fantasmas em robôs: um novo método de controle e design para próteses mioelétricas transradiais e rearranjo neuronal do mapa de Penfield para feedback tátil
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul - Campus Aquidauana
(Finalista pela FEBRACE)

Osório, RS
João Vitor Kingeski Ferri
Maria Eduarda Santos de Almeida
Projeto: Palmeira Juçara: aproveitamento integral do fruto como alternativa de preservação ambiental e promoção de impactos econômicos e sociais positivos
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Osório
(Finalista pela FEBRACE)

Novo Hamburgo, RS
Bárbara da Silva Enderle
Fernanda Schäfer Tesch da Silva
Projeto: SCAIF - Sistema de Comunicação para Alerta de Incêndios Florestais
Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha
(Finalista pela MOSTRATEC)

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Poli-USP assina acordo de intenções com agência nigeriana de fomento à pesquisa

A diretoria da Escola Politécnica da USP assinou, nesta quinta-feira, dia 12 de maio, uma carta de intenções de cooperação internacional com representantes do Petroleum Technology Development Fund (PTDF), uma agência federal nigeriana que tem como objetivo promover a formação de recursos humanos para atuarem na indústria de petróleo e gás nacionais e financiar o desenvolvimento de pesquisas. O acordo foi assinado pelo diretor da Poli-USP, professor José Roberto Castilho Piqueira, e pelo secretário executivo da PTDF, Ahmed Galadima Aminu, líder da delegação que contou também com o Cônsul nigeriano Muntari Abdu Kaita. Também participaram da reunião a vice-diretora, professora Liedi Légi Bariani Bernucci, os professores do Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo, Giorgio De Tomi e Ricardo Cabral de Azevedo, e o professor Ayodele Ajayi, que liderou as negociações por parte da PTDF.

O acordo prevê, ainda este ano, o intercâmbio de alunos de pós-graduação, 10 de mestrado e 10 de doutorado, que desenvolverão projetos nas áreas de petróleo oferecidas pelo programa da Escola, que oferece esta linha de pesquisa na cidade de Santos. Segundo o professor Giorgio De Tomi, chefe do departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Poli-USP, já foram alinhadas as áreas de interesse de pesquisa em uma reunião entre os representantes do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Minas e Petróleo e do PTDF, que estabeleceram uma lista com os temas pertinentes. A Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) está apoiando a operacionalização do pagamento das bolsas para os pesquisadores no Brasil, em cooperação com a PTDF.

 


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