Escola Politécnica da USP

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Amigos da Poli investiram mais de R$350 mil em projetos da Escola em 2015

O Fundo Patrimonial Amigos da Poli, que tem por objetivo apoiar o desenvolvimento humano, técnico e científico da Escola Politécnica da USP, divulgou um relatório com as ações desenvolvidas no último ano. Ao todo, 11 projetos de ensino, pesquisa e extensão foram contemplados, recebendo até R$52 mil reais de financiamento.

Todos os anos, o Amigos da Poli divulga edital, no qual qualquer pessoa da comunidade politécnica pode submeter seu projeto. Uma Comissão Técnica os pré-seleciona e prepara sugestões para o Conselho Deliberativo, que define quais projetos receberão recursos. Os responsáveis pelos projetos recebem os recursos e firmam um contrato para a prestação de contas. O relatório completo com os projetos contemplados e outras informações está disponível no link.

 

Poli-USP oferece cursos gratuitos para maiores de 60 anos

Escola participa do programa Universidade Aberta à Terceira Idade, que oferece cursos gratuitos para essa faixa etária.Inscrições terminam dia 29 de julho

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) abriu vagas para 13 diferentes cursos e atividades no âmbito do programa Universidade Aberta à Terceira Idade, uma iniciativa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP. As inscrições para participação estão abertas até o dia 29 de julho. Os cursos são gratuitos e a grande maioria é disciplina regular, ou seja, são temas estudados também  pelos alunos da graduação.

Alguns não exigem requisito prévio, enquanto para outros, devido ao conteúdo técnico-científico, pedem formação no ensino médio ou envio de currículo do candidato para análise por parte do docente responsável, de forma a garantir que os participantes realmente aproveitem as aulas. Em geral, são oferecidas em torno de duas a três vagas para cada curso. Para saber se há requisitos, os dias, horários e locais nos quais os cursos se realizam, e acessar o formulário de inscrição, é só ir ao site oficial do programa. (link http://prceu.usp.br/nucleodosdireitos/usp3idade/)

Há vagas para cursos que não tratam de temas vinculados apenas ao campo da Engenharia, como “Empreendedorismo e Criação de Modelos de Negócios”, para o qual é desejável ter experiência como empresário; “Tecnologia e Desenvolvimento Social II”, que não tem pré-requisito para ser cursado; e a atividade didático-cultural “Biografias em filmes”, a ser realizada no Departamento de Engenharia Química da Poli, e que vai debater e propor reflexões aos participantes sobre suas próprias vidas, com base em filmes que retratem a biografia de homens e mulheres que legaram ao mundo exemplos positivos ou negativos de conduta.

Entre os cursos oferecidos pela Poli com temas mais específicos da Engenharia estão o de “Tecnologia e Gestão da Produção de Obras Civis: Princípios e Fundamentos”; “Práticas de Oficina para Engenharia Mecânica”; “Mecânica dos Sólidos II”; e “Expressão Gráfica em Engenharia Mecânica”. Para estes não há pré-requisito. Para outros, que são diretamente vinculados a área de Engenharia, mas exigem algum conhecimento prévio, pede-se o envio de currículo ou agendamento de entrevista com o docente responsável: “Princípios de Engenharia de Tráfego”; “Economia e Planejamento de Sistemas de Transportes”; e “Pavimentos”. Para o curso “Máquinas Térmicas” é pedido conhecimentos prévios obtidos em outros cursos.

São oferecidas, ainda, vagas em discuplinas da Poli de áreas correlatas à Engenharia, como “Topografia para Faculdade de Arquitetura e Urbanismo” e “Topografia para Geologia”, que requerem análise de currículo ou entrevista com o interessado a ser feita pelos docentes responsáveis pelas aulas.

Saiba mais sobre o programa:

O programa Universidade Aberta à Terceira Idade oferece, no total, 4.300 vagas em 483 cursos ou atividades realizados nos campi da USP em São Paulo, Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Carlos. As aulas terão início em agosto e vão até o início de dezembro. No caso das atividades complementares, cada Unidade define o período das aulas. “Ao mesmo tempo em que abre as portas da USP para um grande contingente de pessoas da terceira idade, também oferece uma oportunidade de intercâmbio para os alunos e professores que já estão inseridos neste universo”, explica o pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária, Marcelo Roméro.

A relação completa das atividades da Universidade Aberta à Terceira Idade para o segundo semestre de 2016 está disponível no site do programa (link http://prceu.usp.br/nucleodosdireitos/usp3idade/). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3091-9183 ou pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

 

Docente da Universidade de Leeds é convidado do RCGI para dar curso na pós-graduação da Poli-USP

Aulas com professor Dongsheng Wen vão abordar os avanços científicos em nanotecnologia aplicada a energia

O pesquisador Dongsheng Wen, Chair Professor da Escola de Engenharia Química e de Processos da prestigiada Universidade de Leeds, do Reino Unido, estará entre 22 de agosto e 2 de setembro na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) para ministrar o curso PME 5427 – Nanotechnology for Energy Applications dirigido aos alunos de pós-graduação da Poli e da USP, e de áreas afins. Ele é professor visitante no Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural (“Research Centre for Gas Innovation” – RCGI), sediado na Poli. As matrículas deverão ser realizadas até a semana anterior ao início do curso, na secretaria de origem do aluno. São oferecidas 30 vagas.

As aplicações da nanotecnologia em engenharia, especialmente em engenharia térmica, é um campo emergente. “O campo de aplicação da nanotecnologia tem crescido sistematicamente nos últimos anos em várias áreas do conhecimento. Esse curso visa estabelecer e fomentar o interesse por esse assunto com objetivo da sua aplicação em processos térmicos e energéticos”, destaca o professor José R. Simões Moreira, do Laboratório de Sistemas Energéticos Alternativos (SISEA) do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli.

O programa foi pensado de forma a apresentar aos estudantes os conceitos básicos e fundamentais da nanotecnologia, com vistas a suas aplicações no campo da engenharia térmica e energia. Espera-se que, ao final do curso, os participantes tenham familiaridade não só com os conceitos, mas com as potenciais aplicações da nanotecnologia, e que possam fazer uso desses conhecimentos em suas vidas profissionais.

Quem é Dongsheng Wen

Graduado na Universidade de Aeronáutica e Astronáutica de Beijing, com mestrado pela Universidade Tsinghua e doutorado pela Universidade de Oxford, o professor Dongsheng Wen pesquisa o largo espectro envolvendo Engenharia e Nanotecnologia, e é um líder entre os cientistas que atuam no campo de nanomateriais para aplicações em Energia e na Medicina. Entre seus temas de pesquisa atualmente estão nanotecnologia aplicada ao setor de petróleo e gás; nanofluidos para intensificação de transferência de calor; nanocombustíveis para armazenamento de energia; nanoondas para aplicações médicas (nanowave for medical applications); e escoamento e transferência de calor em nanoescala (nanoscale flow and heat transfer).

Suas pesquisas recebem apoio da União Europeia por meio de acordos de parceira com empresas industriais, totalizando mais de 30 projetos, incluindo o suporte do European Research Council Consolidator Grant, que aprovou € 2 milhões para seus projetos. Atualmente ele também lidera uma equipe multidisciplinar de pesquisadores que envolve mais de 20 doutorandos e pós-doutorandos, já tendo publicado mais de 140 artigos técnico-científicos, com mais de 3.600 citações.

Veja abaixo os tópicos do curso a ser ministrado pelo professor Wen em inglês na Poli-USP:

  1. Introduction: nanotechnology, nanoparticles, and colloid systems;
  2. Nanoparticle engineering: production, characterization and properties;
  3. Nanoparticle-fluid system: fundamentals, stability, DLVO theory etc;
  4. Nanoparticle-fluid system applications:
  5. Heat transfer intensification;
  6. Efficient solar energy capture (including solar desalination + refrigeration); 
  7. Energy storage and nanofuels;
  8. Oil and gas exploration and production;
  9. Envionmental remediation. 
 

Poli-USP cria sistema de proteção de senhas ‘inviolável’

Software exige um investimento tão alto em supercomputadores ou clusters que torna o roubo de senhas de usuários praticamente inviável

O Lyra2, um software de licença livre que foi desenvolvido na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), é a nova arma que mercado dispõe contra os chamados ataques de força bruta – aqueles que são realizados por hackers por meio de supercomputadores, clusteres ou placas gráficas para roubar senhas de usuários. O software atinge o crime digital em algo que exige elevados investimentos: a memória.

“Criamos funções que encarecem o ataque ao ponto de torná-lo inviável financeiramente. Para senhas de complexidade média, por exemplo, o valor gasto com a aquisição de memória para a construção de um hardware capaz de burlar a proteção do Lyra2 é de cerca de U$ 126 mil. Já para senhas de alta complexidade, que exigem diversos caracteres, letras, número e símbolos, o investimento exigido pode chegar a US$ 8,3 bilhões”, conta o criador do software, o engenheiro Ewerton Rodrigues Andrade.

Ele explica que os ataques de força bruta são realizados após o criminoso obter um banco de dados com senhas de usuários protegidas, um tipo bastante comum de invasão de sistemas. Em pouco tempo, os hackers realizam testes em paralelo até descobrir a senha correta dos diversos usuários – algo que se tornou cada mais fácil e barato com a evolução computacional. “Criamos funções que obrigam o hacker a investir uma grande quantidade de recursos computacionais para cada teste realizado na tentativa de quebrar a senha. Essa demanda por mais recursos computacionais aumenta o custo com hardware, especialmente com memória, para obter as senhas de um usuário”, conta.

Segundo Andrade, o Lyra2 atua em um estágio no qual proteções como firewalls e programas de antivírus já foram superadas pelos hackers. Pode proteger qualquer sistema eletrônico, desde senhas de acesso a sites, computadores e smartphones até mecanismos de autenticação ou bancos de dados.

A inovação de Andrade, que é fruto de uma tese de doutorado orientada pelo professor Marcos Antônio Simplício Júnior, do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Poli, conquistou este ano o prêmio de melhor projeto de doutorado na segunda edição do International Conference on Information Systems Security and Privacy (ICISSP).

Também obteve o reconhecimento especial no Password Hashing Competition, que envolve pesquisadores do mundo inteiro em busca de sistemas mais seguros contra roubos de senhas. Por ser um software de licença livre, o Lyra2 pode ser usado sem necessidade de pagamento de direitos. A única condição é que seja citada a fonte. Mais informações: http://lyra2.net/

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ATENDIMENTO À IMPRENSA

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Janaína Simões – Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. "> Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Angela Trabbold – Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. "> Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

(11) 5549-1863 / 5081-5237

 

 

Alunos de Engenharia Petróleo da Poli-USP recebem reconhecimento internacional

Os estudantes de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica da USP receberão, em setembro, um reconhecimento da Sociedade dos Engenheiros de Petróleo (SPE) pelas atividades acadêmicas e sociais que desenvolvem, como cursos, eventos, palestras e doações. A associação tem uma categoria, chamada capítulos estudantis, que compreende estudantes de áreas relacionadas à indústria de Petróleo e Gás, e os mesmos são orientados por um docente da instituição de ensino. Pelo segundo ano consecutivo, o capítulo da Universidade de São Paulo, composto por alunos da Poli Santos, receberão o prêmio “Outstanding Student Chapter Award (OSC)”, em premiação que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes.

O prêmio reconhece os capítulos que possuem programas de excelência em engajamento com a indústria, planejamento, envolvimento com a comunidade, inovação e desenvolvimento profissional. O professor Cleyton de Carvalho Carneiro, atual orientador do capítulo, explica que a formação de cidadãos ultrapassa os limites alcançados pelas instituições de ensino. “Nesse sentido, a vivência proporcionada pelas atividades em capítulos estudantis como o da SPE promovem a discussão de temas que não estão exclusivamente relacionados à formação profissional, que neste caso diz respeito ao curso de Engenharia de Petróleo. Tais atividades envolvem disciplina organizacional, interação com outras universidades, e envolvimento em causas sociais (tais como doação solidária de sangue, campanhas de arrecadação e distribuição de alimentos e agasalhos, atividades motivacionais em hospitais, etc). Para o professor, os jovens graduandos “possuem energia de sobra que pode ser direcionada para práticas que promovem o desenvolvimento integrativo e a cidadania, complementar e salutar aos conteúdos abordados nas universidades. Nos orgulha muito e nos dá grande esperança no futuro ao percebermos que o capítulo estudantil SPE da Poli/Santos já é reconhecido e premiado internacionalmente por essas práticas e vivências”.

O professor Márcio Yamamoto, que já orientou o grupo, explica que um dos papéis do SPE é ajudar na formação de jovens profissionais da Indústria de Petróleo. Não só a formação técnica através de congressos e revistas especializadas, mas também na formação de líderes para a Indústria e a Sociedade. “Ao longo dos dois anos que fui Faculty Sponsor do Capítulo da USP, pude testemunhar muito alunos exercendo liderança. Estes nossos novos líderes tem um preocupação com a melhoria do seu entorno, seja dentro do campus ou na comunidade que eles estão inseridos”, ressaltou.

 

Poli e INPE estudam turfa em São José dos Campos

Pesquisa auxiliará no controle e mitigação de incêndios em turfas, substância que no município está concentrada na região norte

Um grupo de pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) iniciou um estudo inédito que vai analisar as camadas de turfa em São José dos Campos. O Projeto é financiado pela Fapesp - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, com o apoio da Prefeitura de São José dos Campos.

A equipe multidisciplinar é coordenada pelo professor doutor Guenther Carlos Krieger Filho e pelo pesquisador Paulo Bufacchi, do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli, e reúne outros especialistas como Fernando de Souza Costa e Maria Cristina Forti, do INPE, além de especialistas na área de geologia, emissão atmosférica e modelos matemáticos.

O estudo consiste em avaliar as turfeiras, analisando as características físico-químicas, a emissão de poluentes e os riscos de incêndio. A turfa está presente em camadas de solo de até dez metros de profundidade, concentradas principalmente na zona norte do município.

A turfa é originária da matéria orgânica depositada nas várzeas dos rios durante um longo período geológico e que, por causa da umidade, sofreu decomposição. Este solo rico em matéria orgânica - um estágio anterior ao carvão - pega fogo facilmente, especialmente durante a estiagem, provocando odor desagradável, fumaça densa.

Os incêndios de turfa são difíceis de erradicar e a fumaça da queima no subsolo pode ter um impacto nas proximidades durante um longo período de tempo. Segundo o professor Guenther, os incêndios são, em grande parte, consequência da ocupação do solo que ao longo dos anos drenou antigas áreas de alagamento do rio Paraíba do Sul, características das regiões de turfa.

O projeto contará com a perfuração de 50 pontos de sondagem para coleta de amostras do solo de até dez metros de profundidade, que serão testadas no laboratório de Combustão e Propulsão do INPE. Lá será feita a análise da composição físico-química da turfa, a queima das amostras por diferentes métodos, a medição de produtos gasosos e material particulado emitidos, avaliando-os em relação às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). O estudo culminará no desenvolvimento de um modelo computacional para simular a propagação do incêndio em turfeiras tanto no subsolo como em fogos de superfície.

Segundo o professor Guenther, a principal contribuição da pesquisa é gerar dados e informações que poderão respaldar o município na definição de parâmetros e ações de maior impacto para controle e mitigação dos incêndios em turfeiras. “Trata-se de um estudo preliminar que dará base para outros. Precisamos conhecer o problema, o risco de queima da turfa, analisar o uso e ocupação do solo nessas regiões, para traçar estratégias para minimizar o início do incêndio”, pontuou.

A pesquisa terá a duração de 24 meses e os resultados serão publicados em revistas científicas internacionais e compartilhados com a sociedade por meio de um workshop a ser realizado no município.

Fonte: Prefeitura de São José dos Campos (SP)

 

 

Pesquisadores da Poli-USP apresentam projetos tecnológicos em congresso na Califórnia

De 24 a 28 de Julho uma equipe de professores, pesquisadores e estudantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) representa o Brasil no principal evento de computação gráfica e interatividade do mundo: 43º International Conference and Exhibition on Computer Graphics & Interactive Techniques (SIGGRAPH).

Na oportunidade, serão apresentados dois projetos relacionados a realidade virtual e aumentada: VR THOR e CyberArchaeology. “Estamos orgulhosos de fazer parte deste evento. De fato, há algum tempo que nossas pesquisas tecnológicas têm sido reconhecidas pela comunidade científica internacional. No Siggraph, por exemplo, apresentaremos nossos trabalhos ao lado de pesquisadores da Nasa, Sony, Disney, Carnegie Mellon University e Keio University. Ou seja, estamos na vanguarda da pesquisa em realidade virtual e queremos continuar neste nível, produzindo conhecimento e dispositivos tecnológicos de impacto não apenas para o mundo acadêmico, mas também para a sociedade”, enfatiza Marcelo Knörich Zuffo, que é Professor-Titular na USP e Coordenador do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas (CITI-USP).

Conforme Zuffo, o projeto VR THOR tem recebido grande visibilidade na comunidade científica e corporações tecnológicas, pois se trata de uma solução inovadora para o treinamento e prevenção de acidentes na manutenção de redes elétricas de elevada potência. Além do mais, este sistema de realidade virtual e aumentada apresenta técnicas de interações avançadas, permitindo que o usuário realize seus movimentos naturais do corpo e visualize estas ações em tempo real no espaço virtual. “Neste projeto temos uma série de fatores que geram a sensação de imersão total do indivíduo noutra realidade. Por exemplo, a qualidade gráfica do cenário 3D e a rastreamento da posição exata de objetos do mundo real a serem transpostos para o mundo virtual criam uma noção de realidade semelhante àquela percebida pelo sujeito no seu habitat natural”, explica o professor.

Por sua vez, o projeto CyberArchaeology apresenta um modelo virtual para a exploração de sítios arqueológicos de uma forma não-destrutiva. “Um dos grandes problemas da exploração arqueológica está no fato de que muitas pessoas não podem povoar o espaço de pesquisa, pois trata-se de um local extremamente frágil e de condições efêmeras. A própria natureza age de forma destrutiva sobre as rochas, pinturas rupestres e demais elementos primitivos. Então, através de um ambiente de realidade virtual, podemos registrar e preservar não apenas as informações destes espaços, mas proporcionar às pessoas que explorem este cenário como se lá realmente estivessem”, enfatiza Zuffo. Ou seja, para criar uma ferramenta que permite os arqueólogos a continuar o seu processo de observação exploratória e, até mesmo, visualizar as diferentes etapas do processo de escavação, a equipe de pesquisadores da USP criou um sofisticado ambiente de realidade virtual. “A construção desta ferramenta envolveu uma série de discussões com profissionais da área e visitas a um sítio arqueológico no qual foram coletados dados in loco com recursos tecnológicos de alto desempenho: scanners 3D, fotometria, filmagens 360º, drones, entre outros. Após essa exaustiva recolha de dados foram executados trabalhos em laboratório de design e programação, no qual conseguimos transformar a enorme quantidade de dados digitais recolhidos numa versão amigável para o usuário”, detalha o pesquisador Eduardo Zilles Borba, que também é pós-doutorando e professor-assistente em realidade virtual na USP. Para permitir que os arqueólogos tenham a sensação de teletransporte para o sítio arqueológico o projeto permite que o cenário seja visualizado em escala real através dos óculos de realidade virtual (Oculus Rift) e que os objetos sejam manipulados com dispositivos de interações tridimensionais (Razer Hydra).

A equipe de pesquisadores em ambos os projetos é formada por Marcelo Knörich Zuffo, Roseli de Deus Lopes, Eduardo Zilles Borba, Olavo Belloc, Mario Nagamura, André Montes, Luiz Paulucci, Márcio Almeida, Márcio Cabral, Douglas Santos, Tainá Saboia, Luís Costa, Astolfo Araújo (USP) e Régis Kopper e David Zielinski (Duke University). Entre as atividades realizadas pela equipe de pesquisadores do CITI-USP também é necessário ressaltar as pesquisas em Caverna Digital que completam 15 anos em 2016, sendo os pioneiros nos estudos com este tipo de interface com a realidade virtual na América Latina.

VR THOR: USP desenvolveu ambiente de realidade virtual para manutenção de redes elétricas

Créditos: divulgação.

- Para infos dos projetos:

SIGGRAPH 2016 - http://s2016.siggraph.org/vr-village

VR THOR - www.googledrive.com/host/0B90r9dsp9ZLDX2pSS3NsVUVOVkE/

CyberArcheology - www.googledrive.com/host/0B90r9dsp9ZLDaWVxZUNieE5zREU/

- Telefones para contato:

Professor Dr. Marcelo Knörich Zuffo - (11) 3091-4248

( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )

- Imagens (Agência USP)

Fotografias Núcleo de realidade Virtual - http://www.imagens.usp.br/?p=28247

 


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