Escola Politécnica da USP

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Professor Marcelo Massarani assume Diretoria Acadêmica da Assoc. Brasileira de Engenharia Automotiva

O professor Marcelo Massarani, integrante do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), assumiu este mês o cargo de Diretor Acadêmico da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) na gestão 2017-2018. Ele foi convidado pela nova presidência da entidade para ocupar o posto. Docente do Departamento de Engenharia Mecânica, Massarani possui graduação, mestrado e doutorado em Engenheira Mecânica pela Poli-USP. Tem grande experiência na área de projeto e simulação de sistemas mecânicos, com ênfase nas aplicações automotivas, e em Engenharia e Análise do Valor. Já ocupou a diretoria da AEA entre 2013 e 2014.

O professor Massarani também é o coordenador da 25ª edição do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva – SIMEA 2017, promovido pela AEA, que será realizado nos dias 12 e 13 de setembro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo (SP). Trata-se do maior simpósio técnico do setor automotivo nacional, que recebe tradicionalmente cerca de 1.200 participantes.

Este ano, o SIMEA discutirá o tema “As inovações da indústria automotiva para a sociedade” e apresentará os painéis “Novas políticas industriais para o setor” e “O veículo das próximas gerações”, e as palestras “Utilização da tecnologia na mobilidade” e “O futuro da mobilidade urbana”, além de 60 trabalhos técnicos.

“Definimos por um tema bastante abrangente, com foco para os benefícios à sociedade, porque o produto autoveículo passa por momentos cruciais tanto do ponto de vista mercadológico como de aceitação por parte dos novos consumidores, enquanto a indústria automotiva procura incessantemente por soluções tecnológicas e contribuição efetiva na mobilidade urbana”, diz o professor Massarani, coordenador do SIMEA 2017.

A AEA é reconhecida pela ampla oferta de cursos, workshops, eventos e projetos voltados para o desenvolvimento da engenharia automotiva nacional. A Entidade atua há mais de 30 anos como fórum neutro de debate sobre questões estratégicas do setor, com o envolvimento da indústria automotiva, órgãos governamentais, instituições de ensino e de pesquisa. A agenda 2017 está disponível em http://www.aea.org.br

 

Fundação Vanzolini comemora seus 50 anos com ciclo de palestras

Serão cinco temas relativos aos problemas que o País poderá enfrentar no futuro.

                A Fundação Vanzolini, instituição criada e gerida por docentes do Departamento da Engenharia de Produção (PRO) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), completa 50 anos em 2017. Para celebrar a ocasião, a entidade promove uma série de cinco palestras gratuitas, que serão realizadas sempre às terças-feiras, entre os dias 7 e 28 de março, em diversos locais da cidade. A abertura do evento ocorrerá no auditório do Departamento de Engenharia de Produção da Escola, às 9h, e contará com a presença do diretor da Poli, o professor José Roberto Castilho Piqueira. Está prevista a presença do reitor da USP, Marco Antonio Zago.

               Os seminários contarão com mesas de discussão compostas por empresários, representantes do setor público e acadêmicos. Participarão das mesas os professores da Poli Fernando Laurindo, Mario Salerno, Eduardo Zancul e Guilherme Ary Plonski, além dos executivos da Embraer Paulo Lourenção e João Carlos Zerbini, e da diretora de operações da DEV Tecnologia Silvia Takey, entre outros convidados.

“Queremos contribuir com o debate nacional e alinhar a agenda das estratégias empresariais e políticas públicas, embasados no conhecimento e na experiência de nossos professores e de convidados de expressão. São cinco temas para os próximos 50 anos”, afirma João Amato Neto, Presidente da Diretoria Executiva da Fundação Vanzolini e professor titular do PRO.

               Os temas abordados girarão em torno de questões como os paradigmas da formação profissional atual e a posição brasileira com relação às novas tecnologias de produção. As palestras 1 (“O papel da Fundação Vanzolini na Relação Universidade-Empresa”) e 2 (“Desafios da Educação Continuada”), abordarão as interações entre o ambiente empresarial, as universidades e a Fundação, além de ressaltarem a importância da educação continuada em países que necessitam de desenvolvimento tecnológico. A história e a relação da Fundação com a USP também devem ser abordadas.

               O terceiro seminário do ciclo tratará da Indústria 4.0, conceito que engloba as principais inovações no campo da tecnologia de produção e informação para a criação de redes e fábricas inteligentes. Os participantes da mesa trarão uma visão geral do termo e discutirão os impactos que a nova indústria representará para a sociedade, com exemplos de pequenas empresas brasileiras de sucesso em alta tecnologia e o caso da Embraer, multinacional que está começando a adotar o sistema em suas fábricas.

               A palestra 4, “Projetos Inovadores na Gestão Pública”, analisará umas das principais demandas da sociedade brasileira atual: a melhoria nos serviços públicos. A partir dos acontecimentos de junho de 2013 em São Paulo e outras cidades do Brasil, os palestrantes não só farão uma avaliação das gestões públicas como também irão propor soluções aos problemas encontrados. O vereador e Secretário Municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo, Daniel Annenberg, será um dos que comporão a mesa.

            A última palestra do ciclo tem como tema “Gestão de Sistemas de Saúde". Nela, o crescente envelhecimento da população brasileira será ponto de partida para a discussão dos possíveis desafios que o País enfrentará na área da saúde pública e privada, e de como a tecnologia poderá ajudar nessa questão.            As inscrições para o evento devem ser realizadas no site da Fundação. É lá, também, que as informações a respeito de horários, datas e locais exatos dos seminários poderão ser encontradas.

            A Fundação – A Fundação Vanzolini é uma instituição privada e sem fins lucrativos criada há 50 anos por professores da Poli. Gerida até hoje pelos docentes do PRO da Escola, ela tem como objetivo principal promover e disseminar os conhecimentos científicos e tecnológicos relativos ao curso de Engenharia de Produção e atrelá-los à prática empresarial do mundo corporativo. A organização oferece uma Educação Continuada por meio de cursos de especialização (pós-graduação, MBA e lato sensu).

 

Em tese, doutoranda do PCS propõe integração de dados em framework

Atualmente, o número de dados gerados por dispositivos como smartphones, smartwatches, tablets ou qualquer outro que esteja conectado à Internet é muito grande. O que deveria ser positivo – o uso de todos esses dados em conjunto para otimizar a vida das pessoas – acaba se tornando, porém, um mar de diversos dados dispersos. O que o trabalho de Maria Luísa Lopes de Faria, doutoranda do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, sugere é agregar todos esses dados em uma plataforma para que sejam aproveitados em conjunto.

Orientada pelo Professor Doutor Carlos Eduardo Cugnasca, do mesmo departamento da Poli-USP, o trabalho chama-se “A proposal for an integrated framework capable of aggregating IoT data with diverse data types and sources”. Segundo Faria, “o cidadão é cercado por várias fontes de dados, e esses dados não estão relacionados. A ideia é um desenvolver um framework capaz de agregar aos dados de IoT [Internet of Things, em português, Internet das Coisas] a diversos outros tipos de dados”.

Para chegar nesse framework, Faria considerou três fontes de dados – os de IoT, de cidadão e os da web. Os dados de IoT incluem dispositivos como sensores, smartphones, smartwatches, tablets, carros e até mesmo geladeiras. Os de cidadão são aqueles gerados pelos próprios usuários de redes sociais, como Facebook e Twitter. Já os da web são aqueles espalhados por sites de toda a web, que convergem em sites de busca como o Google. Todos esses dados passam por uma camada de inteligência que aplica diferentes técnicas para selecionar dados interessantes para os usuários. E cada usuário tem esses dados selecionados de forma personalizada, isto é, de acordo com o que é relevante para ele – seja por um fato em especial ou por seu humor.

A aplicação de um framework que integra todos essas fontes de dados está em sincronia com um estilo de vida conectado a diversos dispositivos inteligentes no dia-a-dia. O framework sugerido, diz ela, deve “ser capaz de agregar diversos tipos de softwares, passar todos esses dados, por uma camada de inteligência e entregar uma informação que seja interessante para você”.  Por exemplo, Um carro, uma casa e um smartphone podem enviar e receber informações sobre uma enchente de sensores implantados numa smart city. Baseado no percurso feito pelo carro de uma pessoa do trabalho para a casa, o carro poderá alertar ela dessa enchente e já sugerir um novo percurso.

Apesar de já existirem frameworks que agreguem dados de diferentes fontes, o sugerido por Faria é diferente. “O diferencial da minha plataforma é que ela deixa de focar na tecnologia e passa a focar no usuário”, diz. O que ela procura fazer com a plataforma é entregar dados de uma forma diferente – mais personalizada e eficiente. Ela acrescenta, “quando você converte tudo isso em informação, você tem um amplo conhecimento do que está acontecendo e você pode tomar melhores decisões ou ter alguma ideia a partir disso”.

(Gustavo Drullis | Jornalismo Júnior)

 

Novo sistema construtivo ecoeficiente diminui em 35% custo da obra

Comparado ao método convencional, o tempo de construção

pode ser reduzido em até 40%.

Um sistema construtivo feito por brasileiros, que representa um avanço na qualidade em relação aos tijolos ecológicos, está concorrendo a uma vaga na etapa regional do Hult Prize 2017, da Hult International Business School e da Clinton Global Initiative. Se vencer, seus idealizadores terão US$ 1 milhão para executar o projeto que foi concebido para ajudar refugiados. Em todo o mundo, estima-se que o número de refugiados seja superior a 65 milhões de pessoas No Brasil são cerca de 9 mil refugiados reconhecidos, além de cerca de 80 mil haitianos com vistos humanitários ou autorizações de trabalho.

O projeto foi desenvolvido por pesquisadores do grupo de pesquisa NAP Mineração, liderado da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em parceria com as empresas i9 Building, Prensil, e S.R. Termoplásticos EPP. “Nossa ideia é oferecer moradia digna, além de capacitar e empregar refugiados na construção das casas. É um método facilmente replicável, barato e que pode ser utilizado em mutirões”, conta Fernando Rocha, pesquisador do NAP Mineração.

Inovação – Por esse sistema, os blocos de concreto têm pequenos furos nas bordas e se encaixam por meio de conectores de plástico. A argamassa é usada apenas para colar os primeiros blocos na base e no reboco, cujo revestimento tem apenas dois milímetros de espessura. Nas vigas e pilares é usado outro tipo de argamassa, o graute. “Os atuais tijolos ecológicos, produzidos de forma artesanal, a partir de areia e resíduos ou escórias de indústrias, apresentam variabilidade de matéria-prima e consequente perda de qualidade”, conta o pesquisador.

“Nosso sistema visa aproveitar os benefícios do sistema construtivo de blocos encaixados, que também dispensa o uso de argamassa, e superar as deficiências dos tijolos ecológicos”, explica. Os blocos encaixados, chamados de tijolos de solo-cimento, quebram mais facilmente, dificultando muitas vezes o encaixe entre blocos. “Isso não ocorre com o nosso método, devido aos nossos conectores de plástico”, acrescenta.

Economia – Comparado ao sistema tradicional, que usa argamassa para assentar os blocos, o custo de uma obra com esse sistema chega a ser 35% menor. “E o tempo de execução da obra pode cair quase pela metade”, destaca. Em valores, enquanto o metro quadrado de tijolos usando esse sistema sai por cerca de R$ 43,00, no sistema que usa tijolo ecológico custa R$ 68,00.

O impacto no meio ambiente também é menor. Além de gerar menos resíduos na obra (os blocos já vêm vazados para embutir encanamento e fiação, o que evita quebradeira), a inovação usa pouquíssima argamassa – matéria prima cuja fabricação é responsável por uma parte considerável da emissão de gases de efeito estufa. Os conectores, por sua vez, são feitos de plástico reciclável.

Peneira – Na primeira fase da competição, o projeto dos pesquisadores brasileiros foi selecionado como um dos 300 melhores entre 50 mil apresentados por equipes de várias partes do mundo. Eles, agora, concorrem à etapa regional do prêmio que, nesta edição, busca iniciativas inovadoras e empreendedoras que ajudem refugiados de todo o mundo a se restabelecer.

Na etapa regional, as equipes que tiveram seus projetos selecionados farão apresentações para a comissão julgadora. Os aprovados nessa fase passarão por um processo de aceleração e receberão apoio técnico para aprimorar os projetos e concorrer na final, que deve ser em setembro. O melhor projeto receberá US$ 1 milhão. Para arrecadar recursos e participar da etapa regional em Boston, o grupo brasileiro lançou uma campanha na internet. As contribuições podem ser dadas pelo site de crossfunding Kickante: http://bit.ly/2kb83gp

Mesmo que não cheguem à final, os pesquisadores veem no projeto um potencial produto para ser explorado por empresas brasileiras. Um sistema de franquia está sendo pensado pelos pesquisadores e pela i9, que patentearam a inovação. “Se um fabricante de blocos se interessar pela tecnologia, não precisará fazer grandes alterações em sua planta industrial. “Basicamente terá de adequar os equipamentos para usar nossos moldes de bloco”, diz Rocha.

Um vídeo sobre essa tecnologia está disponível na rede para os interessados: https://www.youtube.com/watch?v=FNSAIdk36rM&

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ATENDIMENTO À IMPRENSA

Acadêmica Agência de Comunicação

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Érika Coradin 

 

Poli-USP disponibiliza vagas de seus cursos para a Terceira Idade

Aproximadamente 4.691vagas estão sendo oferecidas por várias unidades da USP. A Poli oferece inscrição para 39 disciplinas e para a atividade Encontros Culturais.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) disponibilizou 90 vagas de 39 disciplinas de seus cursos regulares para pessoas com 60 anos ou mais. A iniciativa é parte do programa Universidade Aberta à Terceira Idade (UnATI), projeto da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) que envolve unidades da USP de oito cidades diferentes. As inscrições vão até o dia 24 de fevereiro e estão sendo feitas nos Departamentos da Escola, de acordo com os cursos oferecidos. O site do programa indica em qual unidade de ensino o interessado deve comparecer para se candidatar.

Para participar, basta ficar de olho no regulamento geral e nas especificidades de cada disciplina, uma vez que algumas exigem pré-requisitos como já ter cursado outra matéria, ter experiência na área ou formação mínima. Em alguns casos, há a necessidade do envio do currículo do candidato para análise prévia do professor que ministrará o curso. Os inscritos não receberão serviços como o Número USP – código de identificação do aluno na Universidade –, mas garantirão um atestado de participação emitido pela PRCEU caso sejam aprovados ao final do semestre.  

A Poli, neste início de 2017, está oferecendo vagas em 39 disciplinas diferentes. As aulas se iniciam em março e terminam em julho deste ano. Os temas variam desde assuntos bem específicos e vinculados à Engenharia a questões que abrangem conteúdos multidisciplinares. “Termodinâmica I” e “Mecânica dos Fluidos II”, por exemplo, são matérias do Departamento de Engenharia Mecânica, obrigatórias e necessárias para os alunos da graduação. Já no caso de “Princípios da Administração de Empresas”, “Introdução à Economia” e “Transporte e Meio Ambiente”, cálculos e noções complexas em Exatas não serão tão necessários, e não há pré-requisitos.

Os alunos que participarem das aulas sobre “Princípios de Administração de Empresas”, por exemplo, terão acesso aos conceitos básicos das Ciências da Administração e de Contabilidade, e também fundamentos de Engenharia Econômica. Outro curso de interesse geral que tem vagas disponíveis para pessoas da terceira idade é o de “Introdução à Economia”, que aborda a história do pensamento econômico, micro e macroeconomia, políticas econômicas e a economia brasileira.

Quem se interessar por “Técnicas de Análise não Destrutivas para Avaliação de Joias e Pedras Preciosas” irá entender um pouco sobre os processos de análise e qualificação de gemas, metais nobres e joias. Já quem optar por “Planejamento Urbano e Regional” saberá identificar os processos de gestão e planejamento urbano e regionais aplicados no Brasil e em outros países ao longo do tempo.

Além dos cálculos - Além das matérias convencionais, a Escola oferece a atividade didático-cultural “Encontros Culturais: Recordar é Viver Dez Anos de Curso”. Ela é organizada pelo professor da Poli, músico e psicanalista Luiz Roberto Terron, e utiliza o embasamento cultural adquirido ao longo do semestre com filmes, livros e apreciação musical e gastronômica para propor ao grupo da terceira idade reflexões e debates acerca da própria vida. Não são exigidos pré-requisitos, e os encontros acontecerão às quartas-feiras, das 14h às 17h.

“O objetivo dos nossos encontros não é estudar a literatura ou a gastronomia em si, mas saber aplicar esses conhecimentos na vida cotidiana”, conta o professor. Ele é docente aposentado do Departamento de Engenharia Química (PQI), mas ainda leciona na Escola. As aulas, conta ele, começaram em 2006 com música como tema principal, e, a partir de 2008, os filmes foram entrando nas discussões em sala. Atualmente a programação do semestre é dividida em diversas áreas culturais, e os encontros são feitos em uma sala do PQI.

A prática de esportes também será possível para a terceira idade. A disciplina “Dança Espontânea” acontecerá no Departamento de Minas e Petróleo e trabalhará com a movimentação corporal por meio de ritmos como o samba, salsa, lambada, forró e valsa. As aulas ocorrerão às segundas-feiras, das 15h30 às 16h45. São 40 vagas disponíveis para a atividade.

O Programa Universidade Aberta à Terceira Idade (UnATI) tem como objetivo proporcionar uma formação e aprimoramento constante para a terceira idade, por meio da aquisição de novos conhecimentos, promoção da saúde, o bem-estar psicológico, social e da cidadania e estímulo à troca de saberes entre as gerações.

Para mais informações acesse o site do programa ou entre em contato pelo telefone (11) 3091-9183 ou pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. "> Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

(Amanda Panteri)

 

USP reforça divulgação de aplicativo para segurança dos campi

Lançado em agosto de 2016, o Campus USP funciona nas plataformas iO e Android.

Com o início do ano letivo e a entrada de novos alunos, a Universidade de São Paulo (USP) reforça a divulgação sobre o aplicativo Campus USP para monitoramento dos campi da instituição. Ele pode ser utilizado por alunos, professores e servidores técnicos da universidade e permite ao usuário relatar, por exemplo, a ocorrência de furtos, roubos, sequestros, vandalismo, problemas na iluminação pública, vazamentos de água e presença de animais abandonados.

Durante um deslocamento a pé, por exemplo, o usuário pode ativar o sistema de alerta que, em uma situação de emergência, avisa a Guarda Universitária. Os registros podem ser feitos por meio de texto, fotos ou áudio e são encaminhados imediatamente para o atendimento da Guarda Universitária e das Prefeituras dos campi. A central de monitoramento da Guarda Universitária funciona 24 horas.

O aplicativo está disponível nas lojas App Store para o sistema iOS e Play Store para Android. Depois de instalado no dispositivo móvel, o usuário deve fazer o login com seu número USP, usando a senha única de acesso aos sistemas institucionais da Universidade.

Por requerer o número USP, ele só pode ser utilizado por quem é aluno, professor ou funcionário da instituição. As informações pessoais, necessárias para que a Central de Operações possa identificar a ocorrência e contatar o usuário, são acessadas diretamente da base de dados da USP e mantidas em sigilo. Relatos falsos sujeitam o autor a penalidades civis e criminais.

O Campus USP foi desenvolvido por um grupo de técnicos do campus “Fernando Costa”, em Pirassununga, da Superintendência de Segurança e da Superintendência de Tecnologia da Informação (STI). Informações podem ser obtidas pelo site www.sppu.usp.br ou pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Clique aqui para acessar o guia do aplicativo e aqui para ler as dicas do Manual de Segurança produzido pela USP.

Emergências no Campus da USP na Cidade Universitária, onde fica a Escola Politécnica (Poli-USP), também podem ser reportadas pelos telefones (11) 3091-3222 / 3091-4222.

Há, ainda, os serviços públicos:

Polícia Militar: 190
SAMU – 192
Bombeiros – 193. 

 

José Goldemberg recebe título de Professor Emérito da USP

Cerimônia foi realizada no Palácio dos Bandeirantes e contou com a
presença do governador Geraldo Alckmin.

A Universidade de São Paulo (USP) outorgou nesta terça-feira (14/02) o título de Professor Emérito ao professor e ex-reitor da universidade, José Goldemberg, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A cerimônia ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, e contou com a presença do governador Geraldo Alckmin, de secretários de Estado, do professor Celso Lafer – Professor Emérito da USP também representando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso –, do reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Sandro Roberto Valentini, de diretores e conselheiros da Fapesp, e de professores e diretores de unidades da USP, como o diretor e a vice-diretora da Escola Politécnica da USP, os professores José Roberto Castilho Piqueira e Liedi Légi Bariani Bernucci, respectivamente, e outras autoridades.

A Poli-USP publicou, como homenagem a Goldemberg, um informativo especial impresso, que pode ser acessado aqui), e outro eletrônico, com os depoimentos na íntegra de personalidades do mundo acadêmico, empresarial e do setor público, que podem ser lidos nesse endereço. O professor Goldemberg vai ministrar, no dia 6 de março, a Aula Magna para os alunos ingressantes da Poli em 2017.

A concessão do título de Professor Emérito a Goldemberg foi aprovada pelo Conselho Universitário da USP em sessão realizada em 4 de outubro de 2016. A honraria é concedida a professores aposentados que se distinguiram por atividades didáticas e de pesquisa ou que tenham contribuído, de modo notável, para o progresso da USP.

Este foi o 17º título de Professor Emérito concedido pela universidade desde a sua fundação, em 1934, e o primeiro concedido a um ex-reitor (confira a lista completa). Goldemberg já possuía os títulos de Professor Emérito do Instituto de Física e do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP.

“É um privilégio e uma honra receber da Universidade de São Paulo o título de Professor Emérito. Devo à USP minha formação e experiência universitária”, disse Goldemberg em seu agradecimento. Seu discurso pode ser lido na íntegra neste link

“O professor Goldemberg reúne as qualidades de cientista, acadêmico e homem público. Na sua adolescência, se encantou com a busca de respostas para questões simples do mundo que nos cercam. Em seguida, caminhou para equações e questões que derivam da análise dos átomos e da energia. E, depois, voltando-se para a sociedade, buscou aproximar a ciência dela, dando um sentido prático ao conhecimento”, disse Marco Antonio Zago, reitor da USP, em sua saudação (leia aqui o discurso na íntegra).

“Como reitor da USP, modernizou a universidade, fundou o IEA [Instituto de Estudos Avançados] e promoveu de maneira prática a autonomia das universidades públicas paulistas que são, ainda hoje, as únicas instituições genuinamente autônomas na área do conhecimento e da ciência no país. Por isso, a USP decidiu conceder merecidamente o título de Professor Emérito a ele, que é um cientista com visão social da ciência e que promove essa visão nas instituições em que atua”, afirmou Zago.

Por sua vez, o governador Geraldo Alckmin destacou a contribuição de Goldemberg para a USP e como cientista e também para os governos paulista e federal, além de seu papel como atual presidente da Fapesp.

“Desde que assumiu a presidência da Fapesp, em 2015, a instituição expandiu o apoio a pequenas empresas inovadoras de tecnologia e, apenas no ano passado, aprovou 200 projetos”, disse. O governador fez referência ainda a acordos feitos pela Fapesp com grandes empresas em conjunto com a Escola Politécnica da USP, para utilização de gás natural, e à elaboração em curso de um programa para o desenvolvimento e a modernização dos institutos de pesquisa do estado.

“É fundamental que a Fapesp contribua com São Paulo no avanço das ciências aplicadas, trazendo novos rumos para a ciência paulista”, avaliou.

Autonomia universitária – Em seu discurso, Goldemberg relatou como tentou durante sua gestão como reitor da USP contribuir para o reerguimento da instituição, afetada pelo período autoritário pelo qual o país passou de 1964 a 1985.

“O que tentei como reitor foi tentar elevar o nível da universidade para atingir melhor os objetivos para os quais foi criada, em 1934, e que refletiam uma visão republicana e liberal da universidade”, disse Goldemberg.

“Segundo esta visão, a função da universidade é propiciar a busca livre da ciência e da excelência em todas as áreas; realizá-las sem se submeter a interesses de classes, grupos partidários ou a ideologias totalitárias; e garantir o acesso sem utilizar outro critério que não seja a capacidade dos candidatos”, detalhou.

Goldemberg também discorreu sobre sua contribuição como reitor da USP para assegurar a autonomia não só da instituição, mas das outras universidades paulistas, como estabelecido no artigo 207 da Constituição brasileira de 1988, que preceitua que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”.

Uma das versões iniciais do anteprojeto da Constituição, contudo, continha no artigo 207 a expressão “nos termos da lei”, que tornaria indefinida a autonomia das universidades, ponderou Goldemberg.

“Como reitor discuti este tema várias vezes com Mario Covas [1930 – 2001], relator da Constituição, contribuindo para que essa expressão fosse eliminada”, disse.

Na avaliação dele, a defesa apaixonada da autonomia didática-científica e da defesa da ciência e dos cientistas que fez durante toda a sua trajetória teve origem em sua experiência como diretor do Instituto de Física da USP, entre 1970 e 1980, com apoio do então reitor da universidade Miguel Reale (1910 – 2006), e como presidente da SPBC, entre 1979 e 1981.

“Em alguns períodos, a interferência do aparato policial do governo na vida universitária era tal que havia agentes do SNI [Serviço Nacional de Informações] no gabinete do reitor, que não distinguiam entre ideias e atividades subversivas, vetando até a nomeação de professores. Esse aparato policial desapareceu assim que assumi a reitoria da USP, em 1986”, afirmou.

Goldemberg também lembrou que a liberação dos recursos para as universidades paulistas era negociada no passado pelos reitores e o Governo do Estado, e sujeita a atrasos, contingenciamentos e ajustes de todo o tipo.

Como os orçamentos fixados no início do ano eram insuficientes – sobretudo devido à inflação vigente –, era necessário negociar com o governo o tempo todo recursos adicionais (suplementações). “A autonomia de gestão era uma mera ilusão”, afirmou.

“Em 1988, junto com Paulo Renato Souza (1945 – 2011), então reitor da Unicamp, e Jorge Nagler, reitor da Unesp, negociamos com o governador do estado uma nova sistemática de alocação e liberação de recursos. Foi fixada, através do decreto de número 29.598, de 2 de fevereiro de 1989, uma porcentagem fixa do ICMS do estado de 8,4%, que era a média histórica dos três anos anteriores”, disse Goldemberg.

“Esse percentual foi atualizado ao longo dos anos e hoje é de 9,57% – dos quais cerca da metade (aproximadamente R$ 5 bilhões) é destinada à USP e o restante para as outras universidades do estado”, afirmou.

Na avaliação dele, a partir de 1989, a autonomia financeira da USP e o elevado senso de responsabilidade e de missão de uma sucessão de reitores permitiu que a universidade atingisse um nível de desempenho e excelência sem precedentes. E hoje figura entre as 200 melhores universidades do mundo, em um universo de cerca de 10 mil universidades, e é uma das melhores da América Latina, ressaltou.

O aumento de despesas com pessoal a partir de 2010, entretanto, comprometeu mais de 100% dos recursos da USP e colocou em risco a própria autonomia da universidade porque implica na busca de suplementação do Governo do Estado – que é justamente o que se pretendeu evitar com o decreto número 29.598, de 1989, que atribuiu à universidade uma fração fixa do ICMS –, ponderou Goldemberg.

“Nesta situação, as atividades de pesquisa científica e tecnológica, de interesse estratégico para o país, e não apenas de interesse da universidade, só não sofreram uma queda acentuada graças ao apoio da FAPESP”, ressaltou.

Goldemberg defendeu que a indexação dos recursos da USP ao ICMS é justificada pelo fato de que a educação exige um esforço continuado e, assim como a pesquisa, precisa ser alimentada o tempo todo. E que considera essencial em tempos de crise, como a atual, que haja um esforço para esclarecer o governo e a sociedade sobre a importância da universidade e que os gastos que isso implica são justificados, não se confundindo com demandas corporativas das quais a própria universidade tem de saber se defender.

“Um dos argumentos que justificam esta visão é o de que a USP já formou cerca de 300 mil profissionais em todas as áreas desde sua criação há mais de 80 anos, que são líderes incontestes na indústria, agricultura, ciência e cultura do estado e do país. E é graças à USP e a toda influência que exerce no sistema universitário de São Paulo e do país (público e privado) que temos um Incor e tratamento de câncer de primeiro mundo, uma engenharia de vanguarda em grandes obras, uma agricultura avançada e, só para dar um exemplo, um programa pioneiro de álcool de cana-de-açúcar que gera um milhão de empregos por ano”, enumerou.

“Por essas razões é tão importante preservar a USP como uma universidade de primeiro mundo e da qual eu muito me honro hoje em ser Professor Emérito”, afirmou Goldemberg.

A serviço da ciência e da sociedade – Nascido em Santo Ângelo (RS), em 1928, Goldemberg fez o bacharelado em Ciências (1950) na USP – tendo trabalhado como bolsista orientado pelo professor Marcello Damy de Souza Santos (1914 – 2009), a quem auxiliou na instalação do acelerador Betatron (um tipo de acelerador de elétrons) –, doutorado em Ciências Físicas (1954), livre-docência (1957), professor titular do Instituto de Física e reitor da universidade de 1986 a 1990.

Foi professor catedrático na Escola Politécnica da USP, professor associado na Universidade de Paris, professor titular da Universidade de Toronto, professor visitante na Universidade de Princeton, professor visitante na Academia Internacional do Meio Ambiente de Genebra e catedrático de Estudos Latino-Americanos na Universidade de Stanford.

Goldemberg dirigiu o Instituto de Física da USP, foi presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), da Sociedade Brasileira de Física (SBF), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

No governo federal, foi secretário de Ciência e Tecnologia da Presidência da República, secretário Interino de Meio Ambiente – quando teve papel decisivo para o sucesso da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (Rio-1992) – e ministro da Educação.

É membro da Academia Brasileira de Ciências desde 1955 e recebeu a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico da Presidência da República do Brasil, em 1995.

Entre diversos prêmios e títulos honoríficos que recebeu em sua carreira estão o prêmio pela contribuição excepcional para o desenvolvimento da economia da Associação Internacional da Economia Energética (1989); de doutor honoris causa do Instituto de Tecnologia de Israel (1991); o prêmio Volvo Meio Ambiente (2000); a Medalha Butantan (2005); o título de pesquisador emérito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (2006); o KPCB Prize for Greentech Policy Innovators (2007), e o Blue Planet Prize (2008), da Asahi Glass Foundation.

Foi selecionado em 2007 pela revista Time como um dos 13 "Heroes of the Environment” na categoria de “líderes e visionários". Recebeu o Trieste Science Prize da Academia de Ciências do Terceiro Mundo (TWAS), em 2010, e o Zayed Future Energy Prize na categoria "Life achievement", em 2013.

Em 2014, foi condecorado com o prêmio “Guerreiro da Educação - Ruy Mesquita" pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e o jornal “O Estado de S. Paulo”. Em 2015, recebeu o prêmio da Fundação Conrado Wessel e foi nomeado presidente da FAPESP.

Desde fevereiro de 2014, ocupa como membro efetivo a cadeira nº 25 da Academia Paulista de Letras (APL).

(Texto da Agência Fapesp, com edição do Jornalismo e Assessoria de Imprensa da Poli-USP.)

 


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