Escola Politécnica da USP

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Poli-USP produz vídeo para combater assédio e violência sexual na Universidade

Material foi lançado hoje (08/03), Dia Internacional da Mulher, e integra política da
Escola de 
promover o respeito e a ética nas relações interpessoais.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli - USP) lançou hoje (08/03), Dia Internacional da Mulher, o vídeo “USP: Aqui Não”, produzido pela instituição, e que trata do tema “Abuso na Universidade”. Nele, alunas relatam casos de situações machistas, de assédio e violência sexual vivenciados por elas ou por colegas em salas de aula, festas e no cotidiano da USP. 

No vídeo, há também depoimentos do diretor da Escola, professor José Roberto Castilho Piqueira, e da vice-diretoria, professora Liedi Legi Bariani Bernucci, que teve participação ativa no roteiro. Em seu depoimento, ela relata sua experiência como mulher na maior escola de Engenharia do País e a importância de lutar contra as desigualdades de gênero, que ainda persistem no ensino e no exercício da profissão de engenheiro. Há também depoimento da professora Eva Alterman Blay, coordenadora do programa USP Mulheres/ONU, projeto que combate a violência contra a mulher na Universidade.

A produção do vídeo foi uma iniciativa da Poli, em parceria com a USP Mulheres e as alunas. O vídeo está sendo divulgado pelo site e mídias sociais da Poli e foi exibido pela Diretoria da Escola na última segunda-feira (06/03) para os alunos ingressantes que participaram da aula inaugural de 2017.

Confira o vídeo no canal da Poli no Youtube.

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Última atualização em Qui, 09 de Março de 2017 10:44
 

Diretor da Poli destaca importância das fundações na interação da Escola com a sociedade

José Roberto Castilho Piqueira participou do primeiro de cinco seminários que celebram os 50 anos da Fundação Vanzolini.

O trabalho das fundações de apoio como a Vanzolini é fundamental para que a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo tenha uma visão que ultrapassa os muros da universidade e interaja com a sociedade. A afirmação é do diretor da Poli-USP, professor José Roberto Castilho Piqueira, que participou nesta terça-feira (07/03) do primeiro de uma série de cinco seminários que estão sendo realizados pela Fundação Vanzolini, como celebração de seus 50 anos de existência. O seminário “O Papel da Fundação Vanzolini na Relação Universidade-Empresa” foi realizado no auditório do Departamento de Engenharia de Produção da Escola, no campus do Butantã, em São Paulo.

Também integraram a mesa o vice-reitor da USP e também docente da Poli, Vahan Agopyan, representando o reitor da universidade, professor Marco Antônio Zago; o presidente da Diretoria Executiva da Fundação Vanzolini, João Amato Neto; o chefe do Departamento de Engenharia de Produção, professor Fernando Laurindo; e Airton Grazzioli, curador das Fundações no âmbito do Ministério Público. A vice-diretora da Poli-USP, professora Liedi Legi Bariani Bernucci, esteve na plateia, assistindo o seminário.

“A Poli é uma Escola de Engenheira pública, gratuita e de alto nível, e, sendo assim, precisa de recursos, mas o que recebemos do governo do Estado é insuficiente para mantermos o nível”, afirmou Piqueira. “Nesse sentido temos a contribuição fundamental da Vanzolini e de duas outra fundações a nós associadas [a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica - FCTH e a Fundação de Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia – FDTE] para a manutenção desse ensino gratuito e de alto nível”, completou.

Os patrimônios da Escola – O diretor da Poli destacou a importância da Vanzolini e demais fundações para a manutenção do que ele define como os três grandes patrimônios da Escola – o físico, o intelectual e o moral. “Sem a ajuda das fundações, nosso patrimônio físico não estaria nas condições aceitáveis que temos hoje. A Poli conseguiu atravessar esse período de desequilíbrio financeiro da universidade sem sofrer grandes consequências porque ela sempre pôde contar com recursos de projetos, de trabalhos de seus professores e da interação com as fundações. Essa contribuição é preciosa”, disse.

Segundo ele, as fundações também são essenciais no apoio à manutenção do patrimônio intelectual, representado pelos professores, alunos e funcionários da Poli. “Os professores da Vanzolini trabalham, efetivamente, com agentes do mercado, com a sociedade e, portanto, trazem para dentro da nossa Escola uma visão muito importante do mundo externo”, pontuou. “A Fundação Vanzolini nos ajuda sobremaneira a interagir com a sociedade e faz algo que é fundamental, o compartilhamento do conhecimento aqui desenvolvido com a sociedade”, prosseguiu.

Por fim, Piqueira falou no patrimônio moral, que é expresso no reconhecimento do mercado e da sociedade, de forma geral, de que a Poli forma os melhores profissionais no campo da Engenharia. “Por causa dele, preenchemos todas as vagas no Sisu, apesar de termos colocado uma nota de corte altíssima e muitos terem dito que não conseguiríamos completar as vagas”, exemplificou. “Esse patrimônio moral é muito importante para todos nós e tem sido reforçado e resguardado pelo bom trabalho da Fundação Vanzolini”, comentou. Ele encerrou sua participação no seminário agradecendo a todos os que trabalharam e trabalham na Fundação Vanzolini e colaboram para que ela ofereça um suporte de valor inestimável para a Poli.

Confira aqui mais detalhes sobre o ciclo de Seminários da Fundação Vanzolini “5 Temas em Debate para os Próximos 50 Anos”. 

(Janaína Simões)

 

Professor Marcelo Massarani assume Diretoria Acadêmica da Assoc. Brasileira de Engenharia Automotiva

O professor Marcelo Massarani, integrante do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), assumiu este mês o cargo de Diretor Acadêmico da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) na gestão 2017-2018. Ele foi convidado pela nova presidência da entidade para ocupar o posto. Docente do Departamento de Engenharia Mecânica, Massarani possui graduação, mestrado e doutorado em Engenheira Mecânica pela Poli-USP. Tem grande experiência na área de projeto e simulação de sistemas mecânicos, com ênfase nas aplicações automotivas, e em Engenharia e Análise do Valor. Já ocupou a diretoria da AEA entre 2013 e 2014.

O professor Massarani também é o coordenador da 25ª edição do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva – SIMEA 2017, promovido pela AEA, que será realizado nos dias 12 e 13 de setembro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo (SP). Trata-se do maior simpósio técnico do setor automotivo nacional, que recebe tradicionalmente cerca de 1.200 participantes.

Este ano, o SIMEA discutirá o tema “As inovações da indústria automotiva para a sociedade” e apresentará os painéis “Novas políticas industriais para o setor” e “O veículo das próximas gerações”, e as palestras “Utilização da tecnologia na mobilidade” e “O futuro da mobilidade urbana”, além de 60 trabalhos técnicos.

“Definimos por um tema bastante abrangente, com foco para os benefícios à sociedade, porque o produto autoveículo passa por momentos cruciais tanto do ponto de vista mercadológico como de aceitação por parte dos novos consumidores, enquanto a indústria automotiva procura incessantemente por soluções tecnológicas e contribuição efetiva na mobilidade urbana”, diz o professor Massarani, coordenador do SIMEA 2017.

A AEA é reconhecida pela ampla oferta de cursos, workshops, eventos e projetos voltados para o desenvolvimento da engenharia automotiva nacional. A Entidade atua há mais de 30 anos como fórum neutro de debate sobre questões estratégicas do setor, com o envolvimento da indústria automotiva, órgãos governamentais, instituições de ensino e de pesquisa. A agenda 2017 está disponível em http://www.aea.org.br

 

USP reforça divulgação de aplicativo para segurança dos campi

Lançado em agosto de 2016, o Campus USP funciona nas plataformas iO e Android.

Com o início do ano letivo e a entrada de novos alunos, a Universidade de São Paulo (USP) reforça a divulgação sobre o aplicativo Campus USP para monitoramento dos campi da instituição. Ele pode ser utilizado por alunos, professores e servidores técnicos da universidade e permite ao usuário relatar, por exemplo, a ocorrência de furtos, roubos, sequestros, vandalismo, problemas na iluminação pública, vazamentos de água e presença de animais abandonados.

Durante um deslocamento a pé, por exemplo, o usuário pode ativar o sistema de alerta que, em uma situação de emergência, avisa a Guarda Universitária. Os registros podem ser feitos por meio de texto, fotos ou áudio e são encaminhados imediatamente para o atendimento da Guarda Universitária e das Prefeituras dos campi. A central de monitoramento da Guarda Universitária funciona 24 horas.

O aplicativo está disponível nas lojas App Store para o sistema iOS e Play Store para Android. Depois de instalado no dispositivo móvel, o usuário deve fazer o login com seu número USP, usando a senha única de acesso aos sistemas institucionais da Universidade.

Por requerer o número USP, ele só pode ser utilizado por quem é aluno, professor ou funcionário da instituição. As informações pessoais, necessárias para que a Central de Operações possa identificar a ocorrência e contatar o usuário, são acessadas diretamente da base de dados da USP e mantidas em sigilo. Relatos falsos sujeitam o autor a penalidades civis e criminais.

O Campus USP foi desenvolvido por um grupo de técnicos do campus “Fernando Costa”, em Pirassununga, da Superintendência de Segurança e da Superintendência de Tecnologia da Informação (STI). Informações podem ser obtidas pelo site www.sppu.usp.br ou pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Clique aqui para acessar o guia do aplicativo e aqui para ler as dicas do Manual de Segurança produzido pela USP.

Emergências no Campus da USP na Cidade Universitária, onde fica a Escola Politécnica (Poli-USP), também podem ser reportadas pelos telefones (11) 3091-3222 / 3091-4222.

Há, ainda, os serviços públicos:

Polícia Militar: 190
SAMU – 192
Bombeiros – 193. 

Última atualização em Sex, 17 de Fevereiro de 2017 14:08
 

José Goldemberg recebe título de Professor Emérito da USP

Cerimônia foi realizada no Palácio dos Bandeirantes e contou com a
presença do governador Geraldo Alckmin.

A Universidade de São Paulo (USP) outorgou nesta terça-feira (14/02) o título de Professor Emérito ao professor e ex-reitor da universidade, José Goldemberg, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A cerimônia ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, e contou com a presença do governador Geraldo Alckmin, de secretários de Estado, do professor Celso Lafer – Professor Emérito da USP também representando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso –, do reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Sandro Roberto Valentini, de diretores e conselheiros da Fapesp, e de professores e diretores de unidades da USP, como o diretor e a vice-diretora da Escola Politécnica da USP, os professores José Roberto Castilho Piqueira e Liedi Légi Bariani Bernucci, respectivamente, e outras autoridades.

A Poli-USP publicou, como homenagem a Goldemberg, um informativo especial impresso, que pode ser acessado aqui), e outro eletrônico, com os depoimentos na íntegra de personalidades do mundo acadêmico, empresarial e do setor público, que podem ser lidos nesse endereço. O professor Goldemberg vai ministrar, no dia 6 de março, a Aula Magna para os alunos ingressantes da Poli em 2017.

A concessão do título de Professor Emérito a Goldemberg foi aprovada pelo Conselho Universitário da USP em sessão realizada em 4 de outubro de 2016. A honraria é concedida a professores aposentados que se distinguiram por atividades didáticas e de pesquisa ou que tenham contribuído, de modo notável, para o progresso da USP.

Este foi o 17º título de Professor Emérito concedido pela universidade desde a sua fundação, em 1934, e o primeiro concedido a um ex-reitor (confira a lista completa). Goldemberg já possuía os títulos de Professor Emérito do Instituto de Física e do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP.

“É um privilégio e uma honra receber da Universidade de São Paulo o título de Professor Emérito. Devo à USP minha formação e experiência universitária”, disse Goldemberg em seu agradecimento. Seu discurso pode ser lido na íntegra neste link

“O professor Goldemberg reúne as qualidades de cientista, acadêmico e homem público. Na sua adolescência, se encantou com a busca de respostas para questões simples do mundo que nos cercam. Em seguida, caminhou para equações e questões que derivam da análise dos átomos e da energia. E, depois, voltando-se para a sociedade, buscou aproximar a ciência dela, dando um sentido prático ao conhecimento”, disse Marco Antonio Zago, reitor da USP, em sua saudação (leia aqui o discurso na íntegra).

“Como reitor da USP, modernizou a universidade, fundou o IEA [Instituto de Estudos Avançados] e promoveu de maneira prática a autonomia das universidades públicas paulistas que são, ainda hoje, as únicas instituições genuinamente autônomas na área do conhecimento e da ciência no país. Por isso, a USP decidiu conceder merecidamente o título de Professor Emérito a ele, que é um cientista com visão social da ciência e que promove essa visão nas instituições em que atua”, afirmou Zago.

Por sua vez, o governador Geraldo Alckmin destacou a contribuição de Goldemberg para a USP e como cientista e também para os governos paulista e federal, além de seu papel como atual presidente da Fapesp.

“Desde que assumiu a presidência da Fapesp, em 2015, a instituição expandiu o apoio a pequenas empresas inovadoras de tecnologia e, apenas no ano passado, aprovou 200 projetos”, disse. O governador fez referência ainda a acordos feitos pela Fapesp com grandes empresas em conjunto com a Escola Politécnica da USP, para utilização de gás natural, e à elaboração em curso de um programa para o desenvolvimento e a modernização dos institutos de pesquisa do estado.

“É fundamental que a Fapesp contribua com São Paulo no avanço das ciências aplicadas, trazendo novos rumos para a ciência paulista”, avaliou.

Autonomia universitária – Em seu discurso, Goldemberg relatou como tentou durante sua gestão como reitor da USP contribuir para o reerguimento da instituição, afetada pelo período autoritário pelo qual o país passou de 1964 a 1985.

“O que tentei como reitor foi tentar elevar o nível da universidade para atingir melhor os objetivos para os quais foi criada, em 1934, e que refletiam uma visão republicana e liberal da universidade”, disse Goldemberg.

“Segundo esta visão, a função da universidade é propiciar a busca livre da ciência e da excelência em todas as áreas; realizá-las sem se submeter a interesses de classes, grupos partidários ou a ideologias totalitárias; e garantir o acesso sem utilizar outro critério que não seja a capacidade dos candidatos”, detalhou.

Goldemberg também discorreu sobre sua contribuição como reitor da USP para assegurar a autonomia não só da instituição, mas das outras universidades paulistas, como estabelecido no artigo 207 da Constituição brasileira de 1988, que preceitua que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”.

Uma das versões iniciais do anteprojeto da Constituição, contudo, continha no artigo 207 a expressão “nos termos da lei”, que tornaria indefinida a autonomia das universidades, ponderou Goldemberg.

“Como reitor discuti este tema várias vezes com Mario Covas [1930 – 2001], relator da Constituição, contribuindo para que essa expressão fosse eliminada”, disse.

Na avaliação dele, a defesa apaixonada da autonomia didática-científica e da defesa da ciência e dos cientistas que fez durante toda a sua trajetória teve origem em sua experiência como diretor do Instituto de Física da USP, entre 1970 e 1980, com apoio do então reitor da universidade Miguel Reale (1910 – 2006), e como presidente da SPBC, entre 1979 e 1981.

“Em alguns períodos, a interferência do aparato policial do governo na vida universitária era tal que havia agentes do SNI [Serviço Nacional de Informações] no gabinete do reitor, que não distinguiam entre ideias e atividades subversivas, vetando até a nomeação de professores. Esse aparato policial desapareceu assim que assumi a reitoria da USP, em 1986”, afirmou.

Goldemberg também lembrou que a liberação dos recursos para as universidades paulistas era negociada no passado pelos reitores e o Governo do Estado, e sujeita a atrasos, contingenciamentos e ajustes de todo o tipo.

Como os orçamentos fixados no início do ano eram insuficientes – sobretudo devido à inflação vigente –, era necessário negociar com o governo o tempo todo recursos adicionais (suplementações). “A autonomia de gestão era uma mera ilusão”, afirmou.

“Em 1988, junto com Paulo Renato Souza (1945 – 2011), então reitor da Unicamp, e Jorge Nagler, reitor da Unesp, negociamos com o governador do estado uma nova sistemática de alocação e liberação de recursos. Foi fixada, através do decreto de número 29.598, de 2 de fevereiro de 1989, uma porcentagem fixa do ICMS do estado de 8,4%, que era a média histórica dos três anos anteriores”, disse Goldemberg.

“Esse percentual foi atualizado ao longo dos anos e hoje é de 9,57% – dos quais cerca da metade (aproximadamente R$ 5 bilhões) é destinada à USP e o restante para as outras universidades do estado”, afirmou.

Na avaliação dele, a partir de 1989, a autonomia financeira da USP e o elevado senso de responsabilidade e de missão de uma sucessão de reitores permitiu que a universidade atingisse um nível de desempenho e excelência sem precedentes. E hoje figura entre as 200 melhores universidades do mundo, em um universo de cerca de 10 mil universidades, e é uma das melhores da América Latina, ressaltou.

O aumento de despesas com pessoal a partir de 2010, entretanto, comprometeu mais de 100% dos recursos da USP e colocou em risco a própria autonomia da universidade porque implica na busca de suplementação do Governo do Estado – que é justamente o que se pretendeu evitar com o decreto número 29.598, de 1989, que atribuiu à universidade uma fração fixa do ICMS –, ponderou Goldemberg.

“Nesta situação, as atividades de pesquisa científica e tecnológica, de interesse estratégico para o país, e não apenas de interesse da universidade, só não sofreram uma queda acentuada graças ao apoio da FAPESP”, ressaltou.

Goldemberg defendeu que a indexação dos recursos da USP ao ICMS é justificada pelo fato de que a educação exige um esforço continuado e, assim como a pesquisa, precisa ser alimentada o tempo todo. E que considera essencial em tempos de crise, como a atual, que haja um esforço para esclarecer o governo e a sociedade sobre a importância da universidade e que os gastos que isso implica são justificados, não se confundindo com demandas corporativas das quais a própria universidade tem de saber se defender.

“Um dos argumentos que justificam esta visão é o de que a USP já formou cerca de 300 mil profissionais em todas as áreas desde sua criação há mais de 80 anos, que são líderes incontestes na indústria, agricultura, ciência e cultura do estado e do país. E é graças à USP e a toda influência que exerce no sistema universitário de São Paulo e do país (público e privado) que temos um Incor e tratamento de câncer de primeiro mundo, uma engenharia de vanguarda em grandes obras, uma agricultura avançada e, só para dar um exemplo, um programa pioneiro de álcool de cana-de-açúcar que gera um milhão de empregos por ano”, enumerou.

“Por essas razões é tão importante preservar a USP como uma universidade de primeiro mundo e da qual eu muito me honro hoje em ser Professor Emérito”, afirmou Goldemberg.

A serviço da ciência e da sociedade – Nascido em Santo Ângelo (RS), em 1928, Goldemberg fez o bacharelado em Ciências (1950) na USP – tendo trabalhado como bolsista orientado pelo professor Marcello Damy de Souza Santos (1914 – 2009), a quem auxiliou na instalação do acelerador Betatron (um tipo de acelerador de elétrons) –, doutorado em Ciências Físicas (1954), livre-docência (1957), professor titular do Instituto de Física e reitor da universidade de 1986 a 1990.

Foi professor catedrático na Escola Politécnica da USP, professor associado na Universidade de Paris, professor titular da Universidade de Toronto, professor visitante na Universidade de Princeton, professor visitante na Academia Internacional do Meio Ambiente de Genebra e catedrático de Estudos Latino-Americanos na Universidade de Stanford.

Goldemberg dirigiu o Instituto de Física da USP, foi presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), da Sociedade Brasileira de Física (SBF), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

No governo federal, foi secretário de Ciência e Tecnologia da Presidência da República, secretário Interino de Meio Ambiente – quando teve papel decisivo para o sucesso da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (Rio-1992) – e ministro da Educação.

É membro da Academia Brasileira de Ciências desde 1955 e recebeu a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico da Presidência da República do Brasil, em 1995.

Entre diversos prêmios e títulos honoríficos que recebeu em sua carreira estão o prêmio pela contribuição excepcional para o desenvolvimento da economia da Associação Internacional da Economia Energética (1989); de doutor honoris causa do Instituto de Tecnologia de Israel (1991); o prêmio Volvo Meio Ambiente (2000); a Medalha Butantan (2005); o título de pesquisador emérito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (2006); o KPCB Prize for Greentech Policy Innovators (2007), e o Blue Planet Prize (2008), da Asahi Glass Foundation.

Foi selecionado em 2007 pela revista Time como um dos 13 "Heroes of the Environment” na categoria de “líderes e visionários". Recebeu o Trieste Science Prize da Academia de Ciências do Terceiro Mundo (TWAS), em 2010, e o Zayed Future Energy Prize na categoria "Life achievement", em 2013.

Em 2014, foi condecorado com o prêmio “Guerreiro da Educação - Ruy Mesquita" pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e o jornal “O Estado de S. Paulo”. Em 2015, recebeu o prêmio da Fundação Conrado Wessel e foi nomeado presidente da FAPESP.

Desde fevereiro de 2014, ocupa como membro efetivo a cadeira nº 25 da Academia Paulista de Letras (APL).

(Texto da Agência Fapesp, com edição do Jornalismo e Assessoria de Imprensa da Poli-USP.)

Última atualização em Qua, 15 de Fevereiro de 2017 16:05
 

Professor Paulo Kaminski, da Poli-USP, é convidado para participar do grupo de pesquisadores CIRST

O professor Paulo Kaminski, coordenador do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Poli-USP, foi convidado a fazer parte do time de colaboradores internacionais do Centre interuniversitaire de recherche sur la science et la technologie (CIRST), de Quebec, Canadá. O CIRST é um importante grupo interdisciplinar de pesquisadores daquele país, que promove o avanço do conhecimento em diferentes áreas da ciência e da tecnologia e sua aplicação na resolução de problemáticas sociais.

Criado em 1986, o CIRST reúne cerca de 60 pesquisadores de 12 instituições de ensino, e está localizado no campus principal da Université du Québec à Montréal - Universidade do Quebec em Montreal (UQAM). É reconhecido como unidade de pesquisa pela Universidade de Montreal e pela Universidade de Sherbrooke, além da própria UQAM.

O CIRST lançou recentemente o programa de colaboradores internacionais e convidou cerca de 10 pesquisadores de diferentes regiões do mundo. O professor Paulo Kaminski recebeu o convite, no final de 2016, em virtude do reconhecimento da qualidade dos trabalhos realizados em parceria com pesquisadores de Quebec.

”É uma honra ser selecionado para fazer parte do CIRST. A iniciativa deve aumentar a colaboração em projetos de pesquisas científicas entre nosso grupo e pesquisadores do Canadá”, diz o professor Paulo Kaminski. 

Informações sobre o CIRST em http://www.cirst.uqam.ca/en/.

 

“Emissão de Material Particulado nas Vizinhanças de Canteiros” será tema de palestra

No próximo dia 22 de fevereiro, o Professor Francisco Cardoso, do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica, irá ministrar a palestra “Emissão de Material Particulado nas Vizinhanças de Canteiros” durante a realização do workshop “Tecnologias para Canteiro de Obras Sustentável de Habitação de Interesse Social”.

Na ocasião, no SindusCon-SP, serão apresentados pelos pesquisadores e debatidos com os construtores e demais profissionais e acadêmicos os resultados de um projeto desenvolvido por rede de pesquisa colaborativa financiada pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) sobre as principais necessidades de soluções tecnológicas em canteiros de obras de empreendimentos habitacionais, visando à sustentabilidade ambiental e à melhoria das condições de trabalho.

Além da emissão de material particulado, o projeto tratou de outros temas com a participação de docentes e pesquisadores do Departamento: soluções tecnológicas sustentáveis para instalações provisórias de canteiros de obras, tecnologias de execução relacionadas a métodos e sistemas construtivos inovadores e diagnóstico das necessidades de soluções tecnológicas em canteiros de obras.

A Professora Mércia Bottura de Barros e o Professor Racine Tadeu Araújo Prado, ambos do corpo docente do Departamento, participaram do projeto de pesquisa colaborativa realizada ao longo de 5 anos. Somado aos integrantes da Universidade de São Paulo, o grupo de trabalho contou com o envolvimento de docentes e pesquisadores da Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade Federal de São Carlos. A programação está disponível aqui e as inscrições, que são gratuitas, devem ser feitas nesse link.

 


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