Escola Politécnica da USP

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Grupo de trabalho de mineração do governo se reúne na Poli-USP

Na segunda reunião do grupo foi feita a divisão de tarefas, revisão de conceitos e início do estudo da legislação e normas atuais.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) sediou, na última sexta-feira (18/12), a segunda reunião do grupo de trabalho organizado pelo governo estadual paulista para diagnosticar a situação das barragens de mineração e da indústria de transformação mineral presentes no Estado de São Paulo.

Nesta reunião foi organizada a divisão de tarefas entre os integrantes. A relatoria dos trabalhos ficou sob responsabilidade de Giorgio de Tomi, professor e chefe do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo (PMI) da Poli e que representa a Escola no GT. Ele será assessorado nesta tarefa pelos técnicos da Secretaria Estadual de Energia e Mineração, Monica Makruz, e Antonio Camargo.

O grupo também fez uma revisão de conceitos e iniciou o estudo da legislação e normas atuais. Os representantes das Secretarias Estaduais de Energia e Mineração e de Saneamento e Recursos Hídricos relataram, ainda, visitas feitas por seus técnicos na semana passada.

Além de Tomi, Makruz e Camargo, participaram da reunião o subsecretário de Mineração da Secretaria Estadual de Energia e Mineração de São Paulo, engenheiro José Jaime Sznelwar, que também é Coordenador do GT; o coordenador Estadual da Defesa Civil e representante da Casa Militar do governador do Estado, major Marcos Barreto; o professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Poli e superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), engenheiro Ricardo Daruiz Borsari; a professora e vice-chefe do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica da Poli e pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres no Estado de São Paulo da USP (Ceped), Maria Eugênia Gimenez Boscov; e os representantes da Secretaria de Meio Ambiente, geólogo Ricardo Vedovello; do Departamento Nacional da Produção Mineral, engenheiro Ricardo Deguti; da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), engenheira Maria Heloisa Assumpção; do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), engenheiro Omar Yazbek Bitar; e do Instituto Geológico, Sonia Nogueira.

A primeira reunião, que serviu para a instalação do GT, ocorreu no dia 9 de dezembro, na sede da Secretaria Estadual de Energia e Mineração, na capital paulista. O grupo tem um prazo de 90 dias para apresentar o relatório final. 

 

Escola Politécnica fará estudos sobre o impacto da dragagem do Porto de Santos

 As pesquisas serão feitas pela Escola Politécnica em parceira com o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH).

Foi assinado, no último dia 21 de dezembro, um contrato para a realização de estudos sobre os impactos da dragagem do Porto de Santos ao meio ambiente.

As pesquisas serão realizadas pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), órgão subordinado à Secretaria de Portos (SEP) e contará com a consultoria do Professor Gilberto Fialho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os trabalhos, também, vão verificar a possibilidade de ampliar a profundidade do Estuário.

Leia mais aqui.

 

Alunos da Poli desenvolvem tecnologia inovadora para seleção de mudas de eucalipto

Projeto conquistou Prêmio Santander de 2015 na categoria Empreendedorismo. Estudantes estão formatando empresa para comercializar o produto.

Os alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) Fernando Antônio Torres Velloso da Silva Neto, Fernando Paes Lopes e Henrique Oliveira Martins desenvolveram uma seletora de mudas de eucalipto que poderá ser empregada pela indústria de celulose e papel, importante segmento da economia brasileira. Segundo dados de 2012 da Associação Brasileira de Papel e Celulose (Bracelpa), o país era o quarto produtor em celulose e o nono em papel naquele ano.

De olho nesse mercado, eles criaram uma máquina que faz seleção visual de mudas de eucalipto, utilizando a tecnologia de reconhecimento óptico digital. As mudas são separadas de acordo com os critérios de qualidade como a vitalidade das folhas e cores. São inseridas ainda no invólucro preto, na forma como são acondicionadas nos viveiros. A seletora passa pelas mudas e faz a leitura das qualidades do caule e das folhas, escolhendo as mudas saudáveis, separando-as das demais.

O protótipo está em funcionamento e foi apresentado no projeto que os alunos inscreveram para concorrer ao Prêmio Santander, na categoria Empreendedorismo. Eles venceram a premiação e vão receber R$ 100 mil para investir na continuidade do projeto. Até o momento, o grupo está incubado no InovaLab@Poli, um laboratório multidisciplinar que oferece recursos avançados para projetos de engenharia, como softwares, hardware, impressoras 3D, oficinas mecânica e eletrônica para alunos de graduação da Poli e da USP como um todo. Fernando Velloso e Fernando Lopes são alunos do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos (PMR) e acabaram de se formar. Já Henrique Martins está no quinto ano e é do Departamento de Engenharia Mecânica (PME).

O trabalho foi desenvolvido sob a orientação dos professores André Leme Fleury, do Departamento de Engenharia de Produção (PRO) da Poli, e Gilberto Martha Souza, do Departamento de Engenharia Mecatrônica (PMR) da Poli. “Hoje, esse processo de seleção de mudas é feito manualmente, um trabalho repetitivo e pouco qualificado em uma fase importante do processo de produção de celulose”, destaca o professor Fleury. “A implementação dessa tecnologia acelera a produção e pode liberar o trabalhador para posições mais qualificadas, como, por exemplo, para operar a seletora”, acrescenta.

Além do mérito inovador, essa tecnologia representa também um avanço em termos de ensino, já que ela nasceu dentro de uma nova disciplina existente na Escola Politécnica, chamada Criação de Negócios Tecnológicos, realizada em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). “É um grande exemplo de como podemos utilizar o ecossistema, unindo o conhecimento teórico e prático, desenvolvimento de tecnologia e de modelos de negócios, em um ambiente propício para o empreendedorismo, como é o InovaLab, para dar uma formação ampla aos nossos engenheiros”, ressalta Fleury. A disciplina foi desenvolvida em parceria com o professor Eduardo Zancul, também do Departamento de Engenharia de Produção da Poli, e os docentes da FGV Tales Andreassi e Adriana Miguel Ventura.

            Próximos passos – O InovaLab vem dando suporte ao projeto há dois semestres. “Com isso, conseguimos racionalizar os custos e manter a proximidade com a universidade, que é fundamental para continuarmos o desenvolvimento da tecnologia”, explica Fernando Velloso. Segundo ele, os recursos serão aplicados totalmente na formalização e desenvolvimento da empresa que estão criando para comercializar o produto. Eles deverão, inclusive, contratar dois estagiários nesta fase inicial. “Precisamos agora trabalhar para transformar o protótipo em um produto comercial, que atenda as necessidades de mercado, e já estamos em contato com alguns players para realização de testes”.

A selecionadora para eucaliptos é o produto inicial, mas a tecnologia pode ser usada em outras cadeias produtivas do agronegócio. “É aplicável a todos os processos que envolvam produção de mudas”, explica. Segundo ele, já existem tecnologias semelhantes para a fruticultura, como seletoras de laranja e maça, mas não há similares para a seleção de mudas, como eucalipto e cana-de-açúcar, por exemplo.

Ao participar do Prêmio Santander, eles tiveram de desenvolver não só o protótipo, mas o plano de negócios. “Nossa ideia é ter uma empresa focada no desenvolvimento de soluções mecatrônicas que aumentam a produtividade e eficiência do agronegócio”, comenta. A equipe está avaliando a possibilidade de ir para uma incubadora e, no momento, já está conversando com grandes players do mercado para fazer parcerias para o desenvolvimento e testes do protótipo em escala comercial.

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Brasil precisa formar mais doutores para avançar cientificamente nas Engenharias

Avaliação foi apresentada pelo diretor de Avaliação da Capes, que falou na Poli sobre o cenário atual da pós-graduação e tendências em avaliação.

O diretor de Avaliação da Capes, Arlindo Philippi Júnior, apresentou, na Escola Politécnica nesta segunda-feira (14/12), uma palestra na qual discutiu o cenário atual da pós-graduação no Brasil e em São Paulo, e as tendências do processo de avaliação da agência, vinculada ao Ministério da Educação. No evento, ele defendeu que o Brasil invista na formação de doutores para avançar cientificamente nas Engenharias. Segundo dados do Web of Science e mostrados por Philippi Júnior, de 2009 a 2013 o Brasil publicou 7.871 papers em Engenharia, apenas 1,55% do total de artigos publicados no mundo nessa área.

Ele começou sua palestra detalhando as linhas de ação da agência e fazendo um histórico sobre a evolução do sistema de pós-graduação brasileiro. Entre os dados apresentados estão o número de cursos recomendados pela Capes, que subiu de 2 mil para aproximadamente 3,5 mil, entre 1998 e 2004. Outro dado interessante foi o crescimento no número de egressos na pós-graduação nacional: eram 40 mil em 2005 e superou a casa dos 60 mil em 2014. O número de matrículas também saltou de 150 mil, em 2008, para quase 250 mil em 2014.

Os indicadores em Engenharia – Ele também trouxe números específicos sobre a pós-graduação em Engenharias, entre 2006 e 2014. No caso dos indicadores nacionais, mostrou que as Engenharias em 2006 tinham 267 cursos, número que subiu para 386 em 2014, o que representa um aumento de 45%. Em relação aos docentes, houve aumento de 39% – de 5.839 para 8.088. Nesse período também houve aumento tanto no número de alunos matriculados no mestrado (25%) e no doutorado (66%) quando no número de titulados – 24% no caso do mestrado, 44% no caso do doutorado.

Os dados específicos do Estado de São Paulo mostram que o número de cursos subiu 27%, de 64 para 81, entre 2006 e 2014, e o número de docentes passou de 3.469 para 4.573 (aumento de 32%). Há uma estabilização em relação ao mestrado no Estado paulista – em 2006, havia 3.528 matriculados, contra 3.513 no ano passado; 1.281 se titularam no mestrado em 2006, contra 1.312 em 2014. O doutorado ampliou, passando de 2.649 para 3.361 o número de matriculados (27% de crescimento) e de 506 para 597 o número de titulados (18%).

A segunda parte da apresentação de Arlindo Philippi Júnior foi dedicada às explicações sobre os princípios que norteiam o processo e sistema de avaliação feito pela Capes e sua importância. O diretor da agência apresentou um detalhamento do processo para a plateia, composta por alunos, docentes e funcionários da Poli e outras unidades da USP.

Foram apresentados, também, os critérios específicos das diferentes áreas de Engenharia da CAPES, feitas pelos professores Eduardo Cleto Pires, Coordenador das Engenharias I; Reinaldo Giudici, Coordenador das Engenharias II; Edgar Nobuo Mamiya, Representante do Coordenador das Engenharia III; Renato Carlson, Representante do Coordenador das Engenharias IV.

Na parte final do evento, foi dada a palavra à plateia que teve a oportunidade de colocar suas dúvidas e sugestões para melhoria do sistema.

Prestigiando o evento, fizeram parte da mesa de abertura, o Prof. Dr. José Roberto Castilho Piqueira, Diretor da Escola Politécnica, o Prof. Dr. Vahan Agopyan, Vice-Reitor da Universidade de São Paulo; a Profa. Dra. Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco, Pró-Reitora de Pós-Graduação da USP e o Prof. Dr. Fernando José Barbin Laurindo, Presidente da Comissão de Pós-Graduação da Escola Politécnica.

Veja a íntegra das apresentações aqui.

 

Trabalhos desenvolvidos na Poli-USP recebem prêmio da Revista MundoPM

A professora Marly Monteiro e o ex-aluno do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Poli-USP, Mauro Martens, foram anunciados vencedores do Prêmio MundoPM 2015. A tese defendida por Mauro, intitulada “Sustentabilidade em gestão de projetos e sua relação com sucesso em projetos: proposição de um modelo teórico e empírico”, foi selecionada como o melhor trabalho na categoria “Projeto Acadêmico”.

Em segundo lugar, ficou a monografia do aluno Keizo Dan Fukuyama, “Barreiras à comunicação e suas influências no desempenho de projeto”. O trabalho foi desenvolvido no curso de especialização de “Gestão de Projetos”, realizado pela Fundação Vanzolini (gerida por professores do Departamento de Engenharia de Produção da Poli) em convênio com a Universidade de São Paulo.

O prêmio busca valorizar iniciativas acadêmicas de destaque para a comunidade de gerenciamento de projetos. Os trabalhos finalistas foram apresentados no 14º Seminário Internacional de Gerenciamento de Projetos, no dia 10 de novembro. O anúncio do melhor trabalho foi realizado dia 12 de novembro, no IV Simpósio Internacional de Gestão de Projetos, Inovação e Sustentabilidade (IV SINGEP).

Outras informações sobre o prêmio, clique aqui.

 

Solidariedade

Escola Politécnica se solidariza com povo francês e manifesta apoio.

  paris

A Escola Politécnica manifesta total solidariedade ao povo francês pelos atentados sofridos e reforça os laços de amizade e parceria acadêmica construídos ao longo dos últimos anos com a França
 
L'Escola Politécnica tient à manifester sa solidarité au peuple français et réaffirme la force de ses liens amicaux et académiques qui ont été tissés au fil des années avec la France
 

Inovações da engenharia para superar a crise são tema da abertura da 51ª SEMM

Início do evento teve a participação do presidente do IPT e da diretoria da Escola Politécnica USP

Foi realizada, na manhã desta segunda-feira, dia 9 de novembro de 2015, a abertura da 51ª edição da Semana de Estudos Mínero-Metalúrgicos (SEMM), um dos eventos mais tradicionais da Escola Politécnica da USP, no qual, há mais de cinco décadas, os alunos de graduação organizam uma semana repleta de atividades sobre o setor mínero-metalúrgico.

A abertura do evento contou com a participação de Fernando Landgraf, presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), que apresentou um panorama do posicionamento do Brasil em relação a outros países quanto à inovação, como é realizado o investimento em pesquisa e desenvolvimento no país, e o que falta para que este consiga se destacar na área. O IPT é um instituto vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo e há mais de cem anos colabora para o processo de desenvolvimento do país, tendo sido originado em um laboratório da Poli-USP.

O diretor da Escola Politécnica, prof. José Roberto Castilho Piqueira, e a vice-diretora, Prof. Liedi Légi Bariani Bernucci, também estiveram presentes. O professor ressaltou a importância da engenharia de materiais, minas e metalurgia para o desenvolvimento do país, e que os alunos estão presentes nesta área fundamental. “O futuro do país é o futuro de vocês. Vocês tem que construir um país novo, e para isso é necessário engenharia de alto nível. Sem engenharia de alto nível, não haverá um novo país. Vocês vão mudar o país se vocês quiserem, aprendendo, inovando, fazendo ‘spin-offs’”, comentou Piqueira.

O diretor contou aos alunos que, este ano, a Escola terá 10 postos de empresas ‘spin-off’ a serem escolhidos entre os projetos de formatura. O Cietec - Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia ligado à USP e ao IPEN - está oferecendo 10 vagas para empresas incubadas para o final deste ano. A parceria funcionará da seguinte maneira: o aluno ou um grupo de alunos fez um projeto de formatura interessante, que pode gerar um produto. Ele manifesta interesse para a direção e poderá ter a empresa incubada na CIETEC, recebendo a infraestrutura de local físico e de profissionais que os auxiliem com a documentação e impostos, por dois anos. “Pensem nisso. A Poli terá 10 vagas por ano no CIETEC para empresas incubadas. Pensem se não vale a pena vocês pensarem em um projeto de formatura que gere riquezas para vocês e para o país”.

 A 51ª edição da Semana de Estudos Mínero-Metalúrgicos (SEMM) será realizada até a próxima sexta-feira, dia 13 de novembro. Outras informações e inscrições no site http://www.semm.com.br/, ou pelo aplicativo da SEMM, que está disponível para Android e Windows Phone.

 


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