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Doutorado do PCS propõe alternativas para a gestão de dados científicos

Diante do aumento do número de informações propiciadas pela internet, pesquisa busca ajudar no reuso de dados.

 

Os doutorandos do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS – Poli) Daniel Lins da Silva e André Batista, orientados pelo professor Pedro Luiz Pizzigati Corrêa, desenvolveram o trabalho intitulado “Data Provenance in Environmental Monitoring” (Proveniência de Dados no Monitoramento Ambiental), em que propõem um conjunto de sistemas para facilitar o reuso dos dados científicos gerados em pesquisas. O sistema proposto foi construído no contexto das pesquisas ambientais, mas sua aplicação pode ser considerada em variadas áreas do conhecimento.

“Nos últimos dez anos, com os avanços tecnológicos, houve geração de grande volume de dados — o chamado ‘dilúvio dos dados’, gerados por diferentes experimentos científicos”, explica Silva. Ele afirma que a abundância dos dados gera a necessidade de adequação dos processos e ferramentas computacionais utilizados pelos pesquisadores.

Para isso, o estudo propõe uma estratégia para a gestão da chamada proveniência dos experimentos científicos. Proveniência é o registro de todos os passos para criação ou manipulação de um conjunto de dados.

Silva destaca a importância de se conhecer a origem do dado e sua versão original, o “dado bruto”. No entanto, ele pontua que até a publicação de um estudo, este “dado bruto” é manipulado e processado diversas vezes. Dessa maneira, a confiabilidade da informação publicada com o objetivo de reutilização fica ‘desgastada’, pois não se conhece exatamente o processo que a gerou e nem os envolvidos no mesmo.

É nesse ponto que surge a proveniência: ela disciplina o processo de manipulação dos dados e permite ao pesquisador registrar o que foi feito. “Com a proveniência, avalia-se o dado e garante-se que ele tem confiabilidade e qualidade necessária para ser reutilizado”, diz Silva. Assim, torna-se possível o reuso dos dados já gerados.

Não se trata apenas de agilizar o processo científico, mas também de economizar recursos financeiros. “Se um grupo [de pesquisa] não tiver informações suficientes para garantir que um dado [já publicado] é de qualidade, ele vai preferir gastar mais um ano, mais alguns milhões para gerar o mesmo dado, que já existe, mas com a certeza de que ele é correto. [...] E isso é o que mais acontece hoje”, pondera Silva. “A partir do momento que se aumenta o reuso dos dados, evita-se que sejam gastos mais recursos para coleta de dados já disponíveis”, prossegue.

Premiação

O trabalho ganhou um prêmio como melhor artigo no 1º International Workshop on Data Science for Internet of Things, do 13th IEEE International Conference on Mobile Ad Hoc and Sensor Systems 2016, realizado em Brasília, em outubro.

André Batista considera que o trabalho antecipa um gargalo que os pesquisadores de ciência dos dados em Internet das Coisas logo vão enfrentar e, além disso, propõem uma estratégia para lidar com ela. “Enquanto a maioria dos artigos se preocupava com a geração e coleta dos dados, o nosso trazia a problemática diferente, a da gestão. Falamos em como se tratam os dados coletados e processados, para garantir o reuso destes dados. Então acreditamos que esse foi o diferencial para eles premiarem o trabalho.”

Daniel Lins da Silva ainda afirma que o prêmio mostra que a pesquisa tem relevância, e que eles estão no caminho certo. “O reconhecimento desta pesquisa é importante para nosso grupo de pesquisa, pois buscamos realizar estudos relevantes, que gerem resultados práticos tanto para a comunidade científica quanto para a sociedade”, conclui o pesquisador.

 

(Lázaro Campos Júnior | Jornalismo Júnior, com edição do Departamento de Comunicação da Poli).

 

Fundo Patrimonial Amigos da Poli alcança R$ 10 milhões em doações

Foram 450 doadores. Recursos apoiaram diversos projetos, que chegaram a gerar pedidos de patentes.

O Fundo Patrimonial Amigos da Poli alcançou a marca de 450 doadores, registrando R$ 10,2 milhões em patrimônio, ante R$ 5,3 milhões em dezembro de 2015. “Este sólido resultado representa um grande avanço no desenvolvimento da cultura de retribuição no Brasil. Ainda temos muito a construir, nosso objetivo é dobrar o tamanho do fundo até 2018 e ampliar os apoios estendidos à Poli”, destaca o diretor-presidente do Amigos da Poli, Lucas Tomilheiro Sancassani.

Foram investidos R$ 1,2 milhão em 40 projetos na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) desde a sua criação, em 2012. Entre as pesquisas apoiadas, três geraram produtos com pedidos de patentes. O Fundo também propiciou a realização de intercâmbios com as mais graduadas universidades internacionais.

Com seus recursos, apoiou ainda a participação de alunos em torneios mundiais de ciência e tecnologia, como na área de robótica, e a participação em conferências da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mobilidade urbana. Destaque também para o financiamento a projetos de desenvolvimento de soluções para apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) e de órtoses de baixo custo para pessoas com necessidades especiais.

Criado em 2012 por ex-alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e mantido por doações, os Amigos da Poli foram um dos fundos patrimoniais pioneiros, que trouxeram para o Brasil o conceito de filantropia voltada para instituições de ensino. Os projetos apoiados pelos Amigos da Poli tem grande impacto no ensino e na formação dos alunos, além de gerar externalidades importantes para a Poli e para o Brasil.

A meta, agora, é atingir a marca de R$ 20 milhões. As informações para se tornar um doador do Amigos da Poli e para inscrição de projetos estão no site oficial do Fundo

 

Alunos de graduação da Poli-USP promovem 12ª Semana de Engenharia Química

O evento contou com diversas palestras, minicursos, workshops e visitas técnicas.

Terminou nesta sexta-feira (20/01) a 12ª Semana de Engenharia Química da Escola Politécnica da USP (SEQEP). O evento, organizado anualmente pelos alunos de graduação da Engenharia Química (PQI) da Poli, contou com atividades variadas, cujo objetivo foi aproximar os estudantes da profissão. Esta edição teve um recorde de participação, com 505 inscritos, estudantes de graduação de Engenharia Química da Poli-USP e de outras instituições paulistas e de outros Estados, além de alunos que cursam áreas afins, como Química e Ciências Farmacêuticas, entre outras.

“Fiquei muito contente ao saber que houve um recorde de inscritos, com a presença de muitos alunos que não são da USP”, destacou o professor Reinaldo Giudice, chefe do Departamento de Engenharia Química, no encerramento da SEQEP. “É um resultado importante porque mostra a perenização do evento junto aos alunos”, acrescentou.

Leonardo Dente, que ao lado do presidente da Associação de Engenharia Química da Poli-USP, Ricardo Shinichi, coordenou a organização da Semana, fez um balanço positivo do evento. “É um projeto muito desafiador organizar a SEQEP, pois é um evento grande, que envolve muita gente. Isso foi uma motivação para mim”, afirmou ele, que também agradeceu a toda a equipe da organização e apoiadores pelo trabalho. “Foi uma boa surpresa termos um recorde de inscrições, a gente não esperava que a Semana crescesse tanto”, comentou Marcelo Hiltner, um dos integrantes da equipe de organização.

Programação intensa

Todas as atividades da SEQEP foram gratuitas. A Semana começou com uma conversa motivacional com Mateus Biselli, ex-politécnico e um dos sócios da Stone Pagamentos, que falou sobre empreendedorismo. Foram realizadas mais quatro palestras com assuntos relacionados à gastronomia, engenharia de sabores, engenharia consultiva, vida profissional e inovação. Além disso, mini-palestras foram apresentadas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP).

Na terça-feira (17/01), às 8h, o Departamento de Engenharia Química (PQI) abriu suas portas para a realização de minicursos de seis horas de duração. Foram oferecidas dez matérias: química forense; processo de produção de cerveja; Excel; introdução ao controle de poluição atmosférica; açúcar e álcool; biorrefinaria e biotecnologia; bionanomanufatura; engenharia de explosivos; ciência das fragrâncias; e aplicações de gases na indústria.

No dia seguinte (18/01), foi a vez do vão da FAU-USP ceder espaço para um workshop e uma mostra de iniciação científica. Lá, empresas montaram seus stands para apresentações de programas de estágio e trainee, e alunos expuseram banners sobre suas pesquisas.

A quinta-feira (19/01) foi reservada para visitas técnicas às grandes empresas do ramo. Se propuseram a receber inscritos a Air Liquide, Brasil Kirin, Dow, Dupont, IFF, Natura, Nitro Quimica, P&G, Linde Gás e Bovespa.

As oficinas de aprimoramento prático ocorreram no último dia. Foram doze temas ligados à profissão de engenheiro, como, por exemplo, empreendedorismo, desenvolvimento de carreira, negócios e aprimoramento do currículo. Gestores das empresas Oxiteno e Ingredion conversaram com os participantes a respeito da profissão e sobre segurança na indústria de alimentos.

O último dia também contou com uma mesa redonda, cujos participantes debateram o tema “Inteligência Artificial: da Indústria 4.0 ao Mercado Financeiro”. A mediação coube ao professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Bruno Santoro. Compuseram a mesa Guilherme Vitolo, gerente sênior da Ernst & Young; Rafael Zanini, gerente de vendas da Chemtec, empresa do grupo Siemens; e pelo professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP) Cesar Alexandre de Souza. Todos são politécnicos.

Clique aqui para conferir as fotos da 12ª SEQEP. 

 

Pré-IC Poli-FDTE ampliará número de escolas participantes

No evento de encerramento da edição de 2016, foram apresentados
os projetos desenvolvidos pelos 22 estudantes participantes.

O Programa de Pré-Iniciação Científica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Pré-IC Poli-FDTE) realizou na tarde da última sexta-feira (02/12), no prédio do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC), a cerimônia de encerramento da edição de 2016, a terceira desde sua criação. Neste ano, participaram 34 alunos de seis escolas de ensino fundamental públicas e particulares. Ao longo de dez meses, eles tiveram aulas teóricas e práticas em laboratório, com vistas ao desenvolvimento de um projeto científico. O objetivo da iniciativa é despertar e incentivar a vocação científica entre estudantes do ensino médio e profissional.

No ano que vem, mais duas escolas serão atendidas. O ínicio das aulas está previsto para 10 de março e cada escola será responsável pela escolha dos alunos que participarão do Programa. A ampliação é consequência dos bons resultados que o projeto vem colhendo junto às escolas participantes. Desde sua criação, já passaram 80 alunos pelo Programa.

Aposta no potencial – Na cerimônia de encerramento, professores dos colégios participantes fizeram um balanço e falaram dos impactos positivos para os alunos que fizeram o Pré-IC e também para suas instituições. Nos vários depoimentos, relataram casos de participantes do Pré-IC que se sentiram motivados a prestar vestibular e foram aprovados em universidades e institutos federais e em boas instituições de ensino superior privadas.

O diretor da Poli-USP, professor José Roberto Castilho Piqueira, incentivou os participantes do Pré-IC a continuarem dedicados aos estudos. “O Brasil tem várias coisas de primeiro mundo e uma delas são universidades públicas gratuitas e de excelência. Pensem nessas universidades, nas diversas áreas de formação, vocês são capazes de estar nesta Universidade e em outras gratuitas”, disse. “Se esforcem, tomem posse delas. É difícil entrar, sim, mas estudem, trabalhem, pois é possível”, acrescentou.

Ele enfatizou a importância do Pré-IC como atividade que ajuda a Poli a cumprir seu papel social. “Nossa Escola tem três patrimônios – o físico, o intelectual e o moral – que nos coloca entre as melhores escolas de Engenharia do mundo. O Pré-IC deixa esse patrimônio moral muito evidente porque aqui temos professores e funcionários da Poli dedicados a uma atividade que exercem sem buscar ganho institucional, o fazem de forma voluntária, pensando no benefício à sociedade”, destacou.

A professora Mércia Bottura de Barros, do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC), coordenadora do Pré-IC, comentou a alegria da equipe de docentes e funcionários da Poli em receber e trabalhar com os alunos ao longo do ano. “Estamos vendo os bons frutos do Programa e isso nos motiva a continuar”, afirmou. O professor Diolino José dos Santos Filho, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos (PMR), que atua como orientador no Pré-IC, também destacou os impactos positivos para os docentes das escolas participantes, já que também são desenvolvidas atividades para ajudá-los no desenvolvimento de sua profissão.

Mentes inovadoras – As competências adquiridas pelos alunos do Programa ficaram evidentes nas apresentações dos projetos. Os estudantes da escola Santo Dias da Silva, por exemplo, trabalharam conceitos de Engenharia de Transportes, avaliando a disponibilidade de algumas das tecnologias de sistemas globais de posicionamento e fazendo experimentos para testar receptores e avaliar os sensores de veículos autônomos. Também estudaram algoritmos bug, usados em programação para que objetos ou dispositivos robóticos consigam chegar a um local sem serem previamente programados.

Os alunos da escola José Marcato estudaram alguns dos materiais mais utilizados na construção civil: os cimentícios. Eles trabalharam com uma argamassa que eles mesmos fizeram, produzindo 12 corpos de prova. O objetivo foi estudar a influência do aditivo na densidade do produto e comparar o desempenho das argamassas na construção de pilares.

Já os participantes da escola José Fernando Abbud trabalharam com modelagem computacional. Diante da perspectiva de escassez de mão de obra para a construção civil, eles desenvolveram equipamentos para automatizar o campo de obra. Os estudantes chegaram a prototipá-los, em pequena escala, usando impressora 3D.

Os alunos do Colégio Renascença, por sua vez, desenvolveram um sistema automatizado de transporte de fármacos para o Hospital da USP. Os estudantes projetaram, em computador, uma esteira com duas rampas, equipada com um braço mecânico, que separa os remédios tarja preta dos demais depois da leitura dos sensores de cor e ultrassom. Cada remédio vai para o local correto de armazenagem pela esteira.

Coube à escola Anecondes Alves Ferreira desenvolver um projeto em análise e mitigação de falhas em processos industriais. Eles fizeram uma pesquisa em uma indústria produtora de vidro. Dentro da planta, selecionaram o equipamento mais crítico das etapas de produção, o forno, e o risco de explosão no reservatório de gás. Simularam um acidente em uma placa com sensores e utilizaram várias técnicas de análise de risco para verificar como e quais funcionariam melhor nas situação. Um segundo grupo dessa escola desenvolveu um protótipo para automatizar a coleta de dados para um dispositivo de assistência ventricular. O objetivo foi otimizar o tempo e o esforço dos pesquisadores envolvidos em etudos nesse tema.

Respaldo institucional – A Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) apoia o programa desde o final de 2013 e voltou a conceder bolsas para os participantes da edição de 2016. Na cerimônia, a Fundação foi representada pelo seu diretor superintendente, André Steagall Gertsenchtein.

A coordenação geral do Programa é da Diretoria da Poli e a gestão, da Assistência Técnica de Pesquisa, Cultura e Extensão e seu Serviço de Pesquisa. Nesta edição, além de Diolino José dos Santos Filho e Mércia Bottura de Barros, participaram os professores Cheng Liang Yee e Fabiano Rogério Corrêa, do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC), e Edvaldo Simões da Fonseca Júnior, do Departamento de Engenharia de Transportes (PTR).

 

Câmara Brasileira do Livro anuncia Livros do Ano em cerimônia do 58º Prêmio Jabuti

O evento contou com a premiação dos vencedores, anúncio do “Escolha do Leitor” e Livros do Ano de Ficção e Não Ficção, e homenagem à Lygia Fagundes Telles

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) realizou nesta quinta-feira, 24 de novembro, a cerimônia do 58º Prêmio Jabuti, no Auditório Ibirapuera. O evento, que contou com a entrega das estatuetas do Jabuti para os vencedores, anunciou também os contemplados pelos Livro do Ano Ficção e Não Ficção, além do “Escolha do Leitor”.

O Livro do Ano Ficção foi para “A Resistência”, de Julián Fuks (Companhia das Letras). O Não Ficção foi compartilhado por duas obras, por conta de um empate: “Mário de Andrade: Eu sou Trezentos: Vida e Obra”, do autor Eduardo Jardim (Edições de Janeiro), e “Dicionário da História Social do Samba”, de Nei Lopes e Luiz Antonio Simas (Civilização Brasileira). Já o “Escolha do Leitor” – realizado em parceria com a Amazon.com.br, premiou o livro “Ainda Estou Aqui”, de Marcelo Rubens Paiva (Alfaguara), na categoria Romance; “Amora”, de Natalia Borges Polesso (Não Editora) em Contos & Crônicas; e “Vertigens”, de Wilson Alves Bezerra (Iluminuras) em Poesia.

Os primeiros colocados das 27 categorias receberam o troféu Jabuti e R$ 3,5 mil; também os vencedores dos segundos e terceiros lugares ganharam o troféu. Os vencedores do Livro do ano Ficção e Livro do Ano Não Ficção, definidos por votação por profissionais do mercado editorial, foram comtemplados, individualmente, com o prêmio de R$ 35 mil, além da estatueta dourada. Os vencedores do “Escolha do Leitor” receberam um prêmio adicional, decidido pela avaliação dos leitores, pelo site www.amazon.com.br/premiojabuti

Nesta edição, a escritora Lygia Fagundes Telles foi homenageada com o prêmio Personalidade Literária pelo conjunto de sua obra. Na ocasião, a escritora e atriz Bruna Lombardi fez uma leitura de fragmentos de seus livros, e a autora recebeu uma homenagem em vídeo, com depoimentos de grandes autores e profissionais ligados ao livro e à cultura: Ignácio de Loyola Brandão, Lúcia Telles, Nélida Pinõn, Ana Maria Martins, Danilo Miranda, Luís Antonio Torelli e Marisa Lajolo.

Os vencedores das 27 categorias foram escolhidos entre mais de 2.400 obras inscritas, por júris especialistas de cada categoria. O Júri foi indicado pelo Conselho Curador do Prêmio, composto por Marisa Lajolo, Antonio Carlos de Morais Sartini, Frederico Barbosa, Luís Carlos de Menezes e Pedro Almeida. Apenas no dia da cerimônia, o júri foi conhecido por todo o público. A relação de vencedores foi validada pelo Conselho Curador e pela Auditoria Ecovis Pemom, e está disponível em  www.premiojabuti.org.br.

Conheça a relação de vencedores:

Adaptação: 1º Lugar – Título: Hamlet ou Amleto – Autor(a): Rodrigo Lacerda – Editora: Editora Zahar / 2º Lugar – Título: A Flauta Mágica e o Livro da Sabedoria – Autor(a): Del Candeias – Editora: Sesi-SP Editora / 3º Lugar – Título: Auto da Barca do Inferno – Autor(a): Ivo Barroso – Editora: Sesi-SP Editora

Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia: 1º Lugar – Título: Histórias Mestiças: Catálogo – Autor(a): Lilia Moritz Schwarcz e Adriano Pedrosa (org) – Editora: Editora Cobogó / 2º Lugar – Título: Kazuo e Yoshito Ohno – Autor(a): Emidio Luisi – Editora: Edições Sesc São Paulo / 3º Lugar – Título: Rio – Autor(a): Marc Ferrez – Editora: Instituto Moreira Salles

Biografia: 1º Lugar – Título: Mário de Andrade: Eu sou Trezentos: Vida e Obra – Autor(a): Eduardo Jardim – Editora: Edições de Janeiro / 2º Lugar – Título: Tancredo Neves: a Noite do Destino – Autor(a): José Augusto Ribeiro – Editora: Civilização Brasileira / 3º Lugar – Título: D. Pedro: a História não Contada – Autor(a): Paulo Rezzutti – Editora: Leya

Capa: 1º Lugar – Título: O Gigante Enterrado – Capista: Alceu Chiesorin Nunes – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Baré: Povo do Rio – Capista: Tuut Design – Editora: Edições Sesc São Paulo / 3º Lugar – Título: O Sumiço – Capista: Diogo Droschi – Editora: Autêntica

Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática: 1º Lugar – Título: Capitalismo e Colapso Ambiental – Autor(a): Luiz Marques – Editora: Editora Unicamp / 2º Lugar – Título: A Utilidade do Conhecimento – Autor(a): Carlos Vogt – Editora: Editora Perspectiva / 3º Lugar – Título: Energia e Matéria: da Fundamentação Conceitual às Aplicações Tecnológicas – Autor(a): Carlos Alberto dos Santos (org) – Editora: Editora Livraria da Física

Ciências da Saúde: 1º Lugar – Título: Tratado de Neurocirurgia – Autor(a): Mario G. Siqueira – Editora: Manole / 2º Lugar – Título: Ecocardiografia Fetal – Autor(a): Lilian Lopes – Editora: Revinter / 3º Lugar – Título: Acidente Vascular Cerebral Prevenção, Tratamento Agudo e Reabilitação – Autor(a): Gisele Sampaio Silva, Renata Carolina Acri Nunes Miranda, Rodrigo Meirelles Massaud – Editora: Editora Atheneu

Ciências Humanas: 1º Lugar – Título: Flores, Votos e Balas – Autor(a): Angela Alonso – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Mutações: Fontes Passionais da Violência – Autor(a): Adauto Novaes (org.) – Editora: Edições Sesc São Paulo / 3º Lugar – Título: Ancestrais e suas Sombras: Uma Etnografia da Chefia Kalapalo e seu Ritual Mortuário – Autor(a): Antonio Guerreiro – Editora: Editora da Unicamp

Comunicação: 1º Lugar – Título: Para Além do Código Digital. O Lugar do Jornalismo em um Mundo Interconectado. – Autor(a): Carlos Sandano – Editora: Edufscar / 2º Lugar – Título: Comunicação, Mediações, Interações – Autor(a): Lucrécia D’alessio Ferrara – Editora: Paulus Editora / 3º Lugar – Título: Incômodos Best-Sellers, USA: Publicidade, Consumo e seus Descontentes – Autor(a): José Carlos Durand – Editora: Editora da Universidade de São Paulo

Contos e Crônicas: 1º Lugar – Título: Amora – Autor(a): Natalia Borges Polesso – Editora: Não Editora / 2º Lugar – Título: As Mentiras que as Mulheres Contam – Autor(a): Luis Fernando Verissimo – Editora: Objetiva / 3º Lugar – Título: Eles Não Moram Mais Aqui – Autor(a): Ronaldo Cagiano – Editora: Editora Patuá

In Memoriam – Título: Jeito de Matar Lagartas – Autor(a): Antonio Carlos Viana – Editora: Companhia das Letras

Didático e Paradidático: 1º Lugar – Título: Sete Janelinhas – Meus Primeiros Sete Quadros – Autor(a): Carla Caruso e May Shuravel – Editora: Editora Moderna / 2º Lugar – Título: Convivendo em Grupo – Almanaque de Sobrevivência em Sociedade – Autor(a): Leusa Araújo – Editora: Editora Moderna / 3º Lugar – Título: O Mundo dos Livros – Autor(a): Bia Bedran – Editora: Nova Fronteira

Direito: 1º Lugar – Título: Direito Civil: Responsabilidade Civil – Autor(a): Bruno Nubens Barbosa Miragem – Editora: Editora Saraiva / 2º Lugar – Título: Dicionário de Direito de Família e Sucessões: Ilustrado – Autor(a): Rodrigo da Cunha Pereira – Editora: Editora Saraiva / 3º Lugar – Título: Autonomia e Frustração da Tutela Penal – Autor(a): Maria Auxiliadora Minahim – Editora: Editora Saraiva

Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer: 1º Lugar – Título: Devagar e Simples – Autor(a): André Lara Resende – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Propriedade Intelectual e Inovações na Agricultura – Autor(a): Antônio Márcio Buainain, Maria Beatriz Machado Bonacelli e Cássia Isabel Costa Mendes – Editora: Ideia D / 3º Lugar – Título: Saúde e Cidadania: a Tecnologia a Serviço do Paciente e não ao Contrário – Autor(a): Claudio Lottenberg – Editora: Editora Atheneu

Educação e Pedagogia: 1º Lugar – Título: Redesenhando o Desenho – Educadores, Política e História – Autor(a): Ana Mae Barbosa – Editora: Cortez Editora / 2º Lugar – Título: História do Tempo e Tempo da História: Estudos de Historiografia e História da Educação – Autor(a): Dermeval Saviani – Editora: Autores Associados / 3º Lugar – Título: Juventude e Pensamento Conservador no Brasil – Autor(a): Katya Mitsuko Zuquim Braghini – Editora: EDUC – Editora da PUC-SP / Fapesp

Engenharias, Tecnologias e Informática: 1º Lugar – Título: Operações Unitárias na Indústria de Alimentos – Autor(a): Carmen Cecilia Tadini, Vânia Regina Nicoletti, Antonio José de Almeida Meirelles, Pedro de Alcântara Pessoa Filho – Editora: LTC / 2º Lugar – Título: Hidrologia – Autor(a): Luciene Pimentel – Editora: Editora Elsevier / 3º Lugar – Título: Drenagem Urbana – Autor(a): Marcelo Miguez Et Al – Editora: Editora Elsevier

Gastronomia: 1º Lugar – Título: O Frango Ensopado da Minha Mãe – Autor(a): Nina Horta – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Cozinha e Indústria em São Paulo: do Rural ao Urbano – Autor(a): Maria Cecília Naclério Homem – Editora: Editora da Universidade de São Paulo / 3º Lugar – Título: Queijos Brasileiros à Mesa com Cachaça, Vinho e Cerveja – Autor(a): Bruno Cabral e Manoel Beato – Editora: Editora Senac São Paulo

Ilustração: 1º Lugar – Título: Novelas Exemplares – Ilustrador(a): Vânia Mignone – Editora: Cosac Naify / 2º Lugar – Título: Terra Papagalli – Ilustrador(a): Eduardo Parentoni Brettas – Editora: Marte Cultura e Educação / 3º Lugar – Título: Quando me Descobri Negra – Ilustrador(a): Mateu Velasco – Editora: Sesi-SP Editora

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil: 1º Lugar – Título: O Barco dos Sonhos – Ilustrador(a): Rogério Coelho – Editora: Editora Positivo / 2º Lugar – Título: Minha Vó sem Meu Vô – Ilustrador(a): Mariângela Haddad – Editora: Miguilim / 3º Lugar – Título: Flávia e o Bolo de Chocolate – Ilustrador(a): Bruna Assis Brasil – Editora: Rocco

Infantil: 1º Lugar – Título: Inês – Autor(a): Roger Mello – Editora: Companhia das Letrinhas / 2º Lugar – Título: Lá e Aqui – Autor(a): Carolina Moreyra e Odilon Moraes – Editora: Editora Zahar / 3º Lugar – Título: A Divina Jogada – Autor(a): José Santos – Editora: Editora Nós

Infantil Digital: 1º Lugar – Título: Pequenos Grandes Contos de Verdade – Autor(a): Oamul Lu e Isabel Malzoni – Editora: Editora Caixote / 2º Lugar – Título: Mãos Mágicas – Autor(a): Tereza Yamashita & Suppa – Editora: Editora Sesi-SP / 3º Lugar – Título: Chove Chuva – Aprendendo com a Natureza: Sabedoria Popular – Autor(a): Magali Queiroz – Editora: Alis Editora

Juvenil: 1º Lugar – Título: O Labatruz e Outras Desventuras – Autor(a): Judith Nogueira – Editora: Quatro Cantos / 2º Lugar – Título: Cartas a Povos Distantes – Autor(a): Fábio Monteiro – Editora: Paulinas / 3º Lugar – Título: Iluminuras – Autor(a): Rosana Rios – Editora: Editora Lê

Poesia: 1º Lugar – Título: Agora Aqui Ninguém Precisa de Si – Autor(a): Arnaldo Antunes – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Ópera de Nãos – Autor(a): Salgado Maranhão – Editora: 7Letras / 3º Lugar – Título: Da Lua Não Vejo a Minha Casa – Autor(a): Leonardo Aldrovandi – Editora: V. de Moura Mendonça Livros (Selo Demônio Negro)

Projeto Gráfico: 1º Lugar – Título: Capas de Santa Rosa – Responsável pelo projeto gráfico: Negrito Produção Editorial – Editora: Edições Sesc São Paulo e Ateliê Editorial / 2º Lugar – Título: Maní – Responsável pelo projeto gráfico: Paola Biachi, Daniel Redondo, Elena Rizzo. – Editora: DBA / 3º Lugar – Título: Marcas do Tempo: Registros das Marcas Comerciais do Pará – 1895 a 1922 – Responsável pelo projeto gráfico: Paulo Maurício Coutinho – Editora: Secretaria de Cultura do Pará / Junta Comercial do Pará

Psicologia, Psicanálise e Comportamento: 1º Lugar – Título: Lacan Chinês: Poesia, Ideograma e Caligrafia Chinesa de uma Psicanálise – Autor(a): Cleyton Andrade – Editora: Editora da Universidade Federal de Alagoas / 2º Lugar – Título: Mal- Estar, Sofrimento e Sintoma – Autor(a): Christian Ingo Lenz Dunker – Editora: Boitempo Editorial / 3º Lugar – Título: Litorais da Psicanálise – Autor(a): Ana Costa – Editora: Escuta

Reportagem e Documentário: 1º Lugar – Título: Cova 312 – Autor(a): Daniela Arbex – Editora: Geração / 2º Lugar – Título: A Outra História da Lava-jato – Autor(a): Paulo Moreira Leite – Editora: Geração / 3º Lugar – Título: A Noite do Meu Bem – Autor(a): Ruy Castro – Editora: Companhia das Letras

Romance: 1º Lugar – Título: A Resistência – Autor(a): Julián Fuks – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Bazar Paraná – Autor(a): Luis S. Krausz – Editora: Benvirá / 3º Lugar – Título: Desesterro – Autor(a): Sheyla Smanioto – Editora: Record

Teoria/Crítica Literária, Dicionários e Gramáticas: 1º Lugar – Título: Dicionário da História Social do Samba – Autor(a): Nei Lopes e Luiz Antonio Simas – Editora: Civilização Brasileira / 2º Lugar – Título: Língua e Sociedade Partidas: a Polarização Sociolinguística do Brasil – Autor(a): Dante Lucchesi – Editora: Editora Contexto / 3º Lugar – Título: Argumentação – Autor(a): José Luiz Fiorin – Editora: Editora Contexto

Tradução: 1º Lugar – Título: Hamlet – Tradutor(a): Lawrence Flores Pereira – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Poética – Tradutor(a): Paulo Pinheiro – Editora: Editora 34 / 3º Lugar – Título: O Sumiço – Tradutor(a): Zéfere – Editora: Autêntica

Sobre a CBL

Fundada em 20 de setembro de 1946, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) congrega editores, livreiros, distribuidores e creditistas de todo o Brasil com o objetivo maior de valorizar o livro e, assim, desenvolver e ampliar o mercado. As ações para difundir e estimular o hábito da leitura e a democratização do acesso ao livro são as maiores bandeiras da entidade. A CBL organiza alguns dos mais importantes e tradicionais eventos do setor editorial brasileiro, como a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o Prêmio Jabuti, o Congresso Internacional CBL do Livro Digital e a Escola do Livro, além de participar de feiras nacionais e internacionais. Em 2016 a entidade completa 70 anos.

 

Fundo Amigos da Poli apresenta resultados e um projeto ambicioso de arrecadação

Em evento aberto à comunidade politécnica, gestores do fundo premiaram projetos de sucesso e falaram sobre os planos para o futuro

O Fundo Patrimonial Amigos da Poli realizou, na noite da última quinta-feira, dia 22 de setembro, um evento para apresentar os resultados dos investimentos feitos nos últimos dois anos. Durante a noite, mais de 250 membros da comunidade politécnica puderam conhecer os projetos apoiados pelo fundo expostos durante o coquetel, que foi seguido por uma cerimônia de apresentação dos resultados dos últimos dois anos e uma premiação dos projetos que se destacaram.

Participaram do evento o Vice-reitor da USP e ex-diretor da Escola Politécnica da USP, professor Vahan Agopyan, o atual diretor, professor José Roberto Castilho Piqueira, a vice-diretora, Liedi Légi Bariani Bernucci e os membros da gestão do fundo, composta por ex-alunos da Poli. Máximo González, que presidiu o fundo de 2014 até este ano, passou a direção do fundo ao Lucas Sancassani. O novo diretor-presidente apresentou uma proposta ambiciosa de dobrar o patrimônio do fundo, que já tem recebeu mais de R$9 milhões de doações, e investiu mais de R$1 milhão em projetos da Escola.Além disso, Sancassani anunciou a contratação de uma gerente executiva para administrar as atividades do fundo, que até o momento eram de responsabilidade apenas de ex-alunos voluntários.

O mestre de cerimônias do evento, o ex-aluno Marcelo Tas, falou sobre o projeto em sua coluna à CBN. “Registro com muito entusiasmo nossos primeiros passos da cultura de reinvestir nos espaços onde estudamos. No meu caso, que estudei em universidade pública, e agora posso devolver para a escola onde me formei um pouco daquilo que ela me deu. O que me capacitou entrar para o mercado e gerar riqueza”.

Foram premiados o Projeto Apé, que ficou com o terceiro lugar, o projeto Próteses e orteses de baixo custo, que ficou com a segunda colocação e a Disciplina "Desenvolvimento integrado de produtos", que ficou com o primeiro lugar. Conheça mais detalhes sobre os projetos apoiados no link.

Fotos https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157674317879016

 

Poli-USP realiza cerimônia de colação de grau dos formandos em Engenharia Naval da Marinha

Curso existe desde 1956 e foi criado para atender o órgão militar do governo brasileiro em sua demanda por recursos humanos altamente qualificados.

Foi realizada nesta quinta-feira (07/01), no Auditório Professor Doutor Francisco Romeu Landi, no Prédio da Administração da Escola Politécnica da USP, a cerimônia de colação de grau dos oficiais alunos da Marinha do Brasil. Eles acabam de se formar no curso de graduação de Engenharia Naval oferecido pela Poli para Marinha.

Os formandos Diego Custódio Rangel, Hugo dos Santos Sabbatino da Silva, Marcos Salomão de Sena e Raphael Faustino de Paula ouviram os cumprimentos do diretor da Poli, professor José Roberto Castilho Piqueira, da vice-diretora da Escola, Liedi Legi Bariani Bernucci e do vice-almirante e engenheiro naval Francisco Roberto Portella Deiana, diretor de Engenharia Naval da Marinha. Também participou da cerimônia o capitão de mar-e-guerra e engenheiro naval Ricardo Santana Soares, diretor do Centro de Coordenação de Estudos da Marinha em São Paulo.

O formando Diego Rangel fez o juramento em nome de todos os formandos. A seguir, Ângela Teresa Buscema, Assistente Técnico Acadêmico, fez a leitura do Termo de Colação de Grau.

O curso de Engenharia Naval da Poli existe desde 1956. Foi criado para atender a demanda da Marinha do Brasil, que escolheu a USP para formar seus engenheiros navais. Essa parceria de longo prazo entre a instituição de ensino e militar se estende também para projetos de pesquisa. 

 

 


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