Escola Politécnica da USP

usp.br

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte


Centro de Estudos Sociedade e Tecnologia da Poli promove seminário sobre crowdsourcing

Evento contará com a participação de Steven N. Rader, gerente adjunto do Centro de Excelência em Inovação Colaborativa da NASA.

No âmbito da chamada inovação aberta, uma das estratégias que tem sido frequentemente utilizada é a do crowdsourcing, termo criado para designar um modelo de negócios baseado no trabalho colaborativo de pessoas ao redor do mundo, conectadas pela internet, com o objetivo comum de executar tarefas ou resolver desafios tecnológicos e de pesquisa. Esse assunto é tema do “I Seminário Crowdsourcing – Oportunidades e Desafios”, realizado pelo Centro de Estudos Sociedade e Tecnologia (CEST) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O encontro acontece no dia 27 de abril, no campus da USP no Butantã, em São Paulo.

“Apesar do conceito de trabalho colaborativo não ser novo, ainda há muito para se discutir sobre a utilização desse método visando o desenvolvimento de novos produtos, serviços e tecnologia”, explica o professor Edison Spina, docente do Departamento de Engenharia da Computação e Sistemas Digitais (PCS) e coordenador do seminário, que conta, ainda, com o apoio operacional do pesquisador do CEST Eduardo Bertassi.

Um dos destaques do evento será a palestra de Steven N. Rader, gerente adjunto do Centro de Excelência em Inovação Colaborativa (CoECI) da National Aeronautics and Space Administration (NASA), que falará sobre a experiência da agência em crowdsourcing. Também se apresentarão no evento Marina Miranda, diretora-geral da empresa Mutopo Brasil e sócia-fundadora da empresa Crowd Envisioning; Daniel Souza, sócio-fundador e diretor de tecnologia da empresa Broota; e Robert Pereira, sócio-fundador das empresas Base2 e Crowdtask. Thomas Eckschmidt, sócio-fundador do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, será o moderador.

A participação no seminário é gratuita e aberta ao público em geral, mas requer inscrição prévia por meio do site do evento. As palestras serão transmitidas ao vivo pelo IPTV-USP, e poderão ser acessadas no dia por meio deste link. Para conferir a programação do evento, clique aqui.

Quem são os palestrantes – Marina Miranda é graduada em Comunicação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com especialização em Imagem e Som, e em Economia pela USP. Possui larga experiência em projetos de crowdsourcing. Ela apresentará um panorama sobre a utilização dessa estratégia pelas empresas, casos de sucesso, oportunidades e principais dificuldades enfrentadas na adoção dessa estratégia.

Daniel Souza possui graduação em Engenharia da Computação pela Poli e é cofundador e diretor de tecnologia da Broota Brasil, empresa que possui uma plataforma virtual a qual permite o contato direto entre empreendedores. Daniel explicará o conceito de equity crowdfunding e falará também sobre o potencial dessa modalidade no Brasil, entre outros assuntos.

Já Robert Pereira atuou como professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e gerenciou o projeto de pesquisa de softwares livres de colaboração voltados para o governo federal junto ao Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (DCC-UFMG). Robert focará em contar a experiência da empresa na qual ele é sócio, a Base2, que trabalha com testes de software e adotou o modelo de crowdtesting.

Além das palestras, o seminário contará com dois painéis de debates abertos para a participação do público, que poderá discutir com os palestrantes alguns assuntos como as formas para incentivar a contribuição dos participantes em plataformas de crowdsourcing; como manter o controle e a qualidade do trabalho realizado por uma multidão de usuários dispersos na internet; como as empresas podem adotar esse modelo de negócios; que processos devem ser revistos; e se crowdsourcing realmente vale a pena.

O moderador do seminário, Thomas Eckschmidt, é formado pela Poli em e possui MBA Executivo pela Business School São Paulo/Universidade de Toronto, Canadá. É autor de sete livros em português, inglês e espanhol, e inventor com três patentes depositadas.

Serviço:
I Seminário Crowdsourcing - Oportunidades e Desafios.
Dia e horário: 27 de abril, das 8h30 às 13 horas.
Local: Auditório Professor Oswaldo Fadigas Fontes Torres -  Superintendência de Tecnologia e Informação (STI) da USP.
Endereço: Avenida Professor Luciano Gualberto, 71, Travessa 3 - Cidade Universitária, Butantã, São Paulo – SP.

 

Poli Cidadã realiza 1ª Oficina de Redação

Com enfoque nas cinco competências exigidas nas redações do ENEM, aula foi ministrada por funcionária da Poli

No último sábado, dia 08 de abril, aconteceu a 1ª Oficina de Redação do Poli Cidadã.

O objetivo desta Oficina foi orientar e discutir elementos que podem auxiliar os alunos do ensino médio a elaborar redações para vestibulares.  A oficina foi destinada aos monitores que ministram aulas ou tutorias nos projetos parceiros do Poli Cidadã. Contou com a participação de sete monitores, entre eles alunos da Poli e monitores externos do Projeto Kali e Matemática em Movimento.

Nessa 1ª Oficina, tivemos como enfoque as cinco competências exigidas nas redações do ENEM e, além disso, foram abordadas técnicas pedagógicas para desenvolvimento de texto dissertativo-argumentativo em prosa.

A oficina foi ministrada pela funcionária Juliana Freire Leite, do Serviço de Cultura e Extensão da Escola Politécnica, que participa da Comissão Gestora do Poli Cidadã e tem formação em Letras-Português pela FFLCH-USP. 

Essa foi uma iniciativa importante, pois mostrou que é possível explorar as diversas capacidades da comunidade da Escola Politécnica, gerando uma integração positiva entre alunos, professores e funcionários, em prol de atividades de caráter social.

Sobre a Poli Cidadã - Implantado em 2004, o Programa Poli Cidadã tem como objetivo estimular alunos e professores a realizar projetos sociais e estreitar a relação da Universidade com a sociedade.

Para mais informações sobre o programa, confira a página do Facebook

(Juliana Freire Leite, Serviço de Cultura e Extensão - Poli)

 

Poli-USP e Apemi retomam ciclo de palestras

Já estão agendados três encontros mensais, todos com temas pertinentes à Engenharia de Minas.

O ciclo de palestras mensais relacionadas à área de Engenharia de Minas será retomado em 2017. Ele é organizado pela Associação Paulista de Engenheiros de Minas (Apemi) e recebe o apoio da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O primeiro evento, sobre licenciamento ambiental, ocorrerá no dia 2 de maio, às 19 horas, no Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo (PMI) da Escola, no campus Butantã, em São Paulo. Outras duas palestras já estão agendadas para os dias 6 de junho e 3 de julho, no mesmo horário e local.

É o segundo ano consecutivo do ciclo coordenado pela Apemi. O principal objetivo desse evento é contribuir para o progresso e o desenvolvimento da Engenharia de Minas. As palestras abordam temas atuais e pertinentes a estudantes, profissionais e interessados no assunto.

A primeira palestra será proferida por Geraldo do Amaral Filho, Diretor de Controle e Licenciamento Ambiental da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), e abordará os problemas enfrentados no licenciamento ambiental na mineração. Formado tecnólogo em Saneamento pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Sorocaba, Amaral atua na Cetesb desde 1978, onde já exerceu diversas atividades. Atualmente também é professor da Faculdade de Engenharia de Sorocaba.

Na segunda palestra, o presidente da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (ABRECON) Heverton Bartoli vai falar sobre “Agregados Reciclados”. Ele é formado em Administração pela PUC Minas, com um MBA Executivo da Construção Civil pela FGV. Foi diretor comercial da Desmontec, empresa especializada em demolições civis e industriais e é diretor da empresa R3ciclo, especializada na gestão de resíduos sólidos da construção civil e demolição.

O dia 3 de julho terá a presença do professor da Poli Arthur Pinto Chaves, que discutirá as inovações tecnológicas dentro da mineração. O politécnico é docente titular de Tratamento de Minérios pelo PMI desde 1976, e publicou seis livros-texto utilizados em todos os cursos de Engenharia de Minas do Brasil, Argentina e países africanos de língua portuguesa.

O evento é gratuito e não necessita de inscrição prévia. Para mais informações, consulte o site da Apemi ou entre em contato pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Poli-USP discute as bases de criação de ecossistema de startups em São Paulo

Uma série de iniciativas foram propostas para o fortalecimento das startups que já passaram pelo treinamento i-CORPs.

A criação de um ecossistema de startups no Estado de São Paulo está em discussão na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Nos dias 7 e 10 de abril a Diretoria da Poli e o consultor Flavio Grynszpan, do Instituto i-CORPS Brasil, decidiram levar adiante uma proposta para fortalecer as startups que passam pelo treinamento i-CORPs, cuja metodologia oferece formação para empreendedores com o objetivo de incentivar a criação de startups a partir de pesquisas desenvolvidas em universidades.

A i-CORPs é uma metodologia criada por Steven Blank, professor de empreendedorismo de universidades como Stanford e Columbia, e que acabou tornando-se ferramenta de um programa do governo dos Estados Unidos para ampliar a competitividade da economia daquele país. No Brasil, a metodologia está sendo disseminada por Flavio Grynszpan, que criou o Instituto com essa finalidade. No ano passado, a Poli fez um projeto piloto para testar a metodologia com dez startups.

“O resultado foi tão bom que, além de ampliar esse trabalho dentro da Escola, decidimos apoiar a construção de um ecossistema favorável às startups no Estado”, afirma o diretor da Poli, José Roberto Castilho Piqueira. “Nossa Escola sempre teve um papel importante na promoção do desenvolvimento tecnológico, do Estado de São Paulo e do País. Portanto, incentivar o desenvolvimento das startups é um passo natural e alinhado à nossa missão”, acrescenta.

Proposta – Dentro da Poli a ideia é começar, ainda em 2017, um treinamento específico para que docentes sejam formados como mentores; e outro, focado em pós-doutores com o objetivo de abrir-lhes as portas do empreendedorismo. Também está sendo viabilizada parceria com uma grande empresa para que professores e alunos identifiquem demandas da companhia e desenvolvam startups que possam lidar com esses desafios.

Numa perspectiva mais ampla para criação desse ecossistema, entram as ações desenhadas na proposta do Instituto i-CORPs Brasil e que terão o apoio da Poli: criação de um programa para internacionalização de startups; certificação de startups com treinamento i-CORPS; organização de seminários setoriais que reúnam startups do mesmo segmento; congresso anual (ainda neste ano) com as startups participantes do treinamento; inserção de novos parceiros no ecossistema, como os fundos de venture capital; promoção de negócios entre as startups; e criação de um menu de serviços que os mentores podem oferecer além do que já fazem quando trabalham com as startups durante o treinamento.

Segundo Flavio Grynszpan, já participaram do treinamento empreendedores de 84 startups e 48 mentores, profissionais experientes do mercado que trabalham como conselheiros de negócios nas startups. Até o final deste ano, a expectativa é de que esse número chegue a 182 startups e 84 mentores. “Existe agora um número relevante de participantes do treinamento i-CORPs, o que justifica a formatação de um ecossistema no qual os empreendedores e seus mentores estejam inseridos e conectados”, afirma Grynszpan.

Metodologia – Na prática, a metodologia i-CORPs possibilita que os empreendedores saibam de antemão se a ideia de seu negócio é viável ou não. Seria um estágio anterior ao plano de negócios. “Tratar uma startup como empresa é como tratar uma criança como adulto pequeno”, compara Grynszpan. O objetivo do i-CORPS, portanto, é aumentar as chances de uma startup crescer e se transformar em uma empresa. “Essa metodologia permite limitar o tempo e o investimento ao mínimo necessário antes de se decidir por continuar ou abandonar o negócio”, explica.

O treinamento começa com alunos e docentes fazendo um desenho inicial do que pensam que é seu negócio. Esse desenho é feito em Canvas, uma ferramenta digital usada para gerenciamento e planejamento estratégico. Ao longo do treinamento, recebem orientações sobre como agregar informações para validar o negócio, adequá-lo ou mesmo descartar a ideia. Todo o processo é acompanhado por mentores.

Parte essencial do treinamento, que traz informações estratégicas necessárias para saber se o negócio tem mercado ou não, é voltada para entrevistas com o mercado. “O objetivo dessas entrevistas é checar se a tecnologia, produto ou serviço proposto resolve os possíveis problemas ou atende as demandas de seus clientes potenciais, se gera valor para eles e se o investimento no negócio vai realmente compensar para o empreendedor e possíveis investidores”, conta Grynszpan.

No final, os participantes fazem um balanço de suas jornadas, comparando o Canvas inicialmente desenhado com as mudanças promovidas. O I-CORPs prevê ainda uma segunda etapa do treinamento, quando são trabalhadas estratégias para conseguir clientes e mantê-los o maior tempo possível, e também para definir os valores que podem ser cobrados dos clientes, de forma a remunerar o investimento feito na startup.

Confira no Flickr da Poli as fotos das reuniões do i-CORPs.

 

Miguel Nicolelis diz que defender a pesquisa científica é uma questão de soberania nacional

Em aula inaugural na Poli para alunos da pós-graduação da USP, ele contou como utiliza a neurociência em prol da transformação social.

“Universidade, Estado, Democracia: Desafios e Perspectivas para a Ciência Brasileira” foi o tema da aula inaugural aos ingressantes dos cursos de pós-graduação da USP em 2017. A palestra foi proferida por Miguel Nicolelis, neurocientista graduado em medicina e doutor em fisiologia geral pela USP, além de um dos 20 maiores cientistas da atualidade segundo a revista Scientific American. O evento ocorreu nesta quinta-feira (06/04), no Auditório Professor Francisco Romeu Landi, no Prédio da Administração Central da Escola Politécnica da USP (Poli-USP).

Ao dar as boas-vindas a Nicolelis, José Roberto Castilho Piqueira, diretor da Poli, enfatizou o momento difícil pelo qual a ciência brasileira passa nesse momento. Para ele, os cortes de investimento na área dificultam, em muito, a atuação e a formação dos cientistas no país. A saída para essa situação, segundo ele, só será encontrada por meio da atuação conjunta de estudantes e docentes.

O diretor concluiu seu pronunciamento com um agradecimento a Nicolelis, mencionando a honra que a presença do cientista significa para a Poli. . Para finalizar, fez um apelo para a extinção da violência seja contra os alunos da USP ou a contra a própria ciência. “Vamos nos juntar para que a violência, seja ela de qualquer tipo, acabe”.

O presidente do Grêmio Politécnico, Luca Artiolli, mencionou a necessidade de uma mobilização dos alunos, professores, pesquisadores e funcionários em busca de um ensino universitário melhor.

Questão de soberania – A aula de Nicolelis começou em um clima de descontração. Após agradecer o convite para ministrar o evento, o neurocientista afirmou que, apesar de ter se formado em medicina na Universidade, ele se considera um “engenheiro amador” e politécnico, uma vez que já frequentou muito a Escola em seu tempo de graduação.

“Defender a pesquisa científica é uma questão de soberania nacional. Os países que renunciam a ela [pesquisa] renunciam a sua própria independência como nação”. Esse foi o raciocínio que deu início à apresentação do professor da Duke University, localizada nos Estados Unidos. Para sustentar o argumento, ele mostrou dois gráficos que comprovavam a tese: em um deles, havia a correlação entre a capacidade de inovação de um país e o quanto o mesmo investia de seu Produto Interno Bruto (PIB) em desenvolvimento científico. As nações que mais despendiam verbas eram as que mais geravam riquezas provindas de produtos tecnológicos, como os EUA. O segundo gráfico, que apontava a porcentagem de cientistas para cada mil pessoas de um país, demonstrava o atraso do Brasil nesse quesito, quando comparado a países do topo da lista, como a Finlândia.

Para Nicolelis, a ciência brasileira recebeu um investimento “nunca antes visto no mundo” com o Programa Ciências Sem Fronteiras, criado em 2011 com o intuito de promover a internacionalização dos pesquisadores brasileiros. Ele reforçou que é imprescindível que a sociedade brasileira exija a manutenção desse investimento. “De forma alguma podemos renunciar as nossas utopias”. Rebatendo os argumentos de que o Brasil não possui potencial de inovação tecnológica, o professor deu o exemplo de Santos Dumont, inventor do voo controlado.

A ciência como agente de transformação social – Miguel Nicolelis coordena um programa que visa utilizar a ciência de ponta no incentivo do desenvolvimento social de Macaíba, cidade que fica à 14 quilômetros de Natal, no Rio Grande do Norte. É um dos Estados brasileiros que detém baixos índices econômicos e sociais.

Nessa cidade, ele montou o Campus Cérebro, um complexo de ensino, pesquisa e extensão em neurociência voltado ao atendimento das crianças da região. Lá, as mães recebem um serviço de pré-natal e os pequenos um ensino de tempo integral que vai até o fim do Ensino Médio. Para quem já é formado, há a possibilidade de trabalhar no Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS). Está prevista também a construção de uma faculdade especializada para formar pesquisadores na área.

O neurocientista se orgulha do feito e mostrou, durante a aula, os bons resultados que a estrutura já rendeu. Segundo ele, o índice de evasão escolar dos alunos do ensino fundamental baixou para 5% em Macaíba. . Além disso, já foram realizados aproximadamente 60 mil atendimentos médicos desde 2008.

Chute que ganhou o mundo – Nos últimos minutos de aula, Nicolelis contou para o público como ele conseguiu organizar a equipe com cientistas de mais de 25 países para o projeto que resultou no chute inicial da Copa do Mundo, ocorrida no Brasil em 2014.

O grupo de pesquisadores conseguiu fazer com que um homem paraplégico há mais de 10 anos chutasse uma bola em campo. Eles utilizaram uma interface que conseguia captar as ondas eletromagnéticas no cérebro do paciente e movimentar o pé do mesmo – por meio de um exoesqueleto – quando ele tivesse a intenção. O feito foi considerado uma das inovações mais importantes da ciência nos últimos anos pela revista Nature, uma das mais consagradas do segmento.

Veja no Flickr da Escola as fotos do evento. A Poli-USP deve disponibilizar, em breve, o vídeo com a aula magna ministrada por Nicolelis em seu site e redes sociais.

(Amanda Panteri)

 

Workshop Poli Green sobre sustentabilidade na construção terá transmissão ao vivo

Atividade direcionada aos alunos do curso de Introdução à Engenharia agora poderá ser vista por qualquer pessoa pela internet.

A sustentabilidade na construção será tema do Workshop Poli Green, que será realizado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) no dia 18 de abril, e vai reunir especialistas das áreas de energia, água e resíduos sólidos para falar, mais especificamente, dos aspectos da sustentabilidade voltados a edifícios públicos.

Trata-se de uma atividade da disciplina “PNV-3100 - Introdução à Engenharia”, oferecida aos alunos das habilitações Engenharia Mecânica, Naval e de Produção. O workshop poderá ser acompanhado pela internet, em tempo real, por quem não está cursando a matéria ou por qualquer pessoa que tenha interesse no tema. A transmissão ao vivo começa às 13h e será feita pela página do Grêmio Politécnico no Facebook.

“Na disciplina de Introdução à Engenharia, estamos desenvolvendo um projeto para tornar sustentáveis os prédios do Biênio e da Mecânica. Um dos intuitos do workshop é servir de inspiração e auxiliar os alunos no desenvolvimento desse projeto”, explica Gabriel Weichert, que integra a comissão organizadora do evento. Dentro do tema geral do evento, a sustentabilidade na construção, os especialistas vão tratar dos subtemas Água, Energia e Resíduos Sólidos.

Um dos palestrantes é Ricardo Toledo Silva, que desde 2015 é secretário adjunto de Energia do Estado de São Paulo. O outro é Luiz Henrique Ferreira, CEO da Casa AQUA e proprietário e diretor da Inovatech. Também participará do evento André Luiz Veiga Gimenes, professor do Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas da Poli.

(Janaína Simões)

 

Projeto que auxilia estudantes de baixa renda na Poli ganha posto para arrecadar material escolar

Estrutura para receber as doações foi montada pelo “Nosso Estojo” na sede do Grêmio Politécnico, no prédio do Biênio.

O projeto “Nosso Estojo” conta agora com um posto de arrecadação de material escolar, montado na sede da entidade estudantil Grêmio Politécnico, no prédio do Biênio da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). A campanha foi criada por um grupo de alunos de graduação com o intuito de auxiliar os estudantes de baixa renda que ingressaram este ano na instituição.

A lista de materiais que estão sendo aceitos para doação foi divulgada no Facebook pelos integrantes da equipe George Emiliano, Bruno Beltramini Cruz, Vinicius Shinya, Abidan Henrique e Fernando Liguori. Ela inclui apontadores com reservatório; borrachas plásticas; canetas esferográficas de cores azul e vermelha; lápis grafite dos tipos 2, 2B e HB; canetas marca-texto; réguas transparentes de 15 e 30 centímetros; blocos de folha sulfite; e cadernos pautados e quadriculados de capa dura. Os organizadores do projeto “Nosso Estojo” pedem cuidado com a qualidade do material.

A ideia é formar kits com os materiais recebidos na doação. No “Kit Básico”, haverá apontador com reservatório, borracha, duas canetas esferográficas azuis e uma vermelha, um estojo, dois lápis grafite 02, uma caneta marca-texto, e uma régua transparente de 15 centímetros. O “Kit Caderno” conterá um bloco com 100 folhas sulfite e três cadernos pautados com capa dura. O “Kit Desenho” será composto por um apontador com reservatório, uma borracha, um bloco com 100 folhas de sulfite, um caderno quadriculado com capa dura, um lápis grafite 02, um lápis grafite técnico HB, um lápis grafite técnico 2B, uma pasta de elástico, um conjunto para desenho contendo um transferidor, um esquadro de 45 graus, um esquadro de 60 graus e uma régua de 30 centímetros. Os kits serão doados aos alunos ingressantes da Poli em 2017 que comprovarem baixa renda familiar.

Eles ainda produziram um vídeo institucional do projeto, postado no Youtube, que pode ser conferido aqui.

(Amanda Panteri)

 


Página 3 de 19