Escola Politécnica da USP

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Poli-USP realiza a oitava edição do seminário “Novas Fronteiras & Desafios da Logística”

O Centro de Inovação em Sistemas Logísticos da Escola Politécnica da USP, coordenado pelos professores Hugo Yoshizaki e Claudio Barbieri da Cunha, realizará a oitava edição do seminário "Novas Fronteiras & Desafios da Logística". O evento acontecerá no dia 08 de outubro de 2018, das 13h às 16h30, no Auditório Prof. Francisco Romeu Landi, localizado no Prédio da Administração da Poli-USP.

O seminário contará com a participação do Prof. Dr. Josué C. Velázquez Martínez, Diretor do Mestrado em Supply Chain Management e do Sustainable Logistics Initiative, ambos do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Dr. Velázquez possui vasta experiência em pesquisas sobre Logística Sustentável em mercados emergentes e fará uma apresentação sobre o tema. Também participará do evento a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes da Prefeitura de São Paulo, que falará sobre questões relativas aos transportes de carga na cidade.

O evento é gratuito e contará com tradução simultânea (inglês/português). As inscrições para o VIII Novas Fronteiras & Desafios da Logística deverão ser realizadas pelo link: clique aqui.

A confirmação da inscrição será feita por e-mail. Em caso de dúvidas, escrever para:  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Recuperação de áreas degradadas na Mineração de Bauxita será tema de palestra na Poli-USP

A Palestra APEMI de Setembro de 2018 será realizada no dia 18, e terá como palestrante os engenheiros Fernando César Fernandes Júnior e Geraldo Sérgio dos Santos Werneck. A Associação Paulista dos Engenheiros de Minas realiza um evento mensal na Escola em parceria com o Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo. A palestra começa 19h no departamento. O evento é gratuito, e será oferecido coffee-break e certificado. Inscrições no link. Outras informações pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , ou pelos telefones (11) 99499-6378, com Graziella.

Última atualização em Seg, 10 de Setembro de 2018 15:07
 

Diretoria defere pedidos de inscrição para eleições discentes no Departamento de Engenharia Química

Deferimento inscrições – Eleições discentes PQI (Conselho e CCP)

Em nome do Senhor Vice-Diretor, Prof. Dr. Reinaldo Giudici, no exercício da Diretoria, informamos o deferimento dos pedidos de inscrições:

Portaria 2340/2017 – Representação discente graduação junto ao Conselho de Departamento e à Comissão Coordenadora de Curso do Departamento de Engenharia Química da EPUSP:

Chapas deferidas:

Conselho de Departamento – PQI:

  • Julia Mariotto Prado (titular) e João Henrique de Lima Noronha (suplente).

CCP – PQI:

  • João Henrique de Lima Noronha (titular) e Bruno Roberto Santos Macedo (suplente).

Escola Politécnica da Universidade de São Paulo

 

Politécnicos celebram 125 anos da Poli-USP com encontro de gerações

Engajamento de alunos, professores, funcionários resultou em confraternização com a participação do reitor da USP ao politécnico da turma de 1943

Fotos do evento

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo completou 125 anos de história na última sexta-feira, dia 24 de agosto. Para celebrar a data, um grupo de ex-alunos organizou, junto à atual diretoria e administração da Escola, um encontro aberto aos engenheiros formados na instituição, amigos e familiares. Ao longo do sábado, dia 25 de agosto, a Escola abriu suas portas para a visita de politécnicos e politécnicas de diversas gerações, que visitaram laboratórios, conversaram com os alunos, professores e funcionários, em uma programação projetada para valorizar o material humano da famosa e tradicional instituição de engenharia. “A Escola Politécnica é composta de gente, não somos só máquinas e laboratórios. O evento foi projetado para ser um encontro e confraternização, em um formato para propiciar que mais pessoas conhecessem a Escola”, explicou o engenheiro politécnico Dario Gramorelli, um dos organizadores.

Como uma boa festa, houve também música e comida. Os convidados assistiram à apresentação da bateria da Associação Atlética Acadêmica Politécnica, e do grupo de canto Acappolli, que utiliza as vozes dos integrantes para compor os arranjos musicais, no estilo conhecido como acappella. A alimentação ficou por conta de food trucks, que serviram opções variadas de doces e salgados. A confraternização foi realizada em frente ao prédio do Biênio, onde os futuros engenheiros politécnicos cursam as matérias básicas ao longo dos primeiros dois anos de curso.

A professora Liedi Légi Bariani Bernucci, primeira mulher a dirigir a Escola, realizou a abertura do evento demonstrando toda a satisfação de estar desempenhando este papel não apenas pelos 125 anos da Escola, mas também pela celebração que unia a todas as gerações. Em seguida, o reitor da Universidade, professor Vahan Agopyan, ressaltou em suas palavras a felicidade de ver um evento como este, e a importância de integrar os engenheiros formados em diversos momentos do País, sem deixar de destacar a qualidade da formação dos engenheiros da Poli, e sua importância para enfrentar os diversos desafios tecnológicos brasileiros, no passado e no presente, cumprindo com o objetivo da criação da Escola.

Sobre os resultados do evento, Vahan destacou o aspecto humano. “É muito gostoso rever colegas contemporâneos depois de um longo tempo, e é muito importante para nós que estudamos na Escola saber o que está sendo feito hoje, como  está se desenvolvendo e quais são suas perspectivas, quais são os seus objetivos”. O reitor acredita que, com mais entidades atuantes dentro da Escola, os alunos diversificaram suas atividades e os ex-alunos começaram a se aproximar mais da Escola, e isso é muito bom, conclui, citando a Associação dos Engenheiros Politécnicos e o Fundo Patrimonial Amigos da Poli.

O evento recebeu mais de 300 pessoas na Cidade Universitária, mesmo com o sábado cinzento do inverno paulistano. O clima cordial e descontraído, quase familiar, foi a tônica do encontro, para Dario Gramorelli.

A engenheira eletricista Irene Rzezak se formou em 1990, e hoje atua na coordenação do projeto de digitalização do acervo histórico da Poli, por meio da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE). Além de se surpreender com a bateria da Atlética da Poli, que não existia na época da sua graduação, ela gostou muito de reencontrar seus professores, Edith Ranzini e João Antônio Zuffo. “Foi muito bom rever a Poli, achei os prédios muito bonitos e com ótimo astral”.

Irene também reencontrou um colega, Eduardo Capocchi, que faz parte da terceira geração de politécnicos de sua família. “Ele mencionou que o avô dele fez Poli, e trabalhava com explosivos durante a Revolução de 1932. Imediatamente localizei os documentos do avô dele no site”, conta a engenheira. O arquivo histórico pode ser acessado aqui.

Ademar de Azevedo Cardoso, formado na Poli em 1991, aproveitou o evento para reencontrar cerca de 12 colegas de turma. Uma engenheira politécnica de sua turma mora na França e estava no Brasil, e esta seria uma maneira bacana de iniciar o sábado de reunião. O engenheiro naval ficou tão admirado com o Tanque de Provas Numérico, hoje laboratório de referência internacional, que assistiu as apresentações dos simuladores por duas vezes. Ademar, que fez sua graduação, mestrado e doutorado na Escola, e nela passou 13 anos, gostou de ver as diversas gerações que passaram pela mesma Escola interagindo, e de rever seu professor, Kazuo Nishimoto.

Uma cena interessante e por muitos ressaltada era a interação dos jovens alunos, nascidos em média entre 1995 e 2000, com o engenheiro Fernando Guilherme Martins, de 1923. O nonagenário formou-se em Engenharia Civil, em 1946, quando a Escola Politécnica ainda funcionava na edificação Solar do Marquês de Três Rios, sua primeira instalação, na Avenida Tiradentes. O politécnico conta que criou sete filhos, participou da construção da Via Anchieta, atuou como engenheiro fiscal e abriu um escritório de engenharia. Aposentou no departamento de obras públicas do Estado de São Paulo, em 1982. Ele contou, também, que fiscalizou a instalação das redes elétricas do prédio do Colégio Cesário Bastos, onde hoje funciona a Poli na cidade de Santos.

O técnico em informática Cleber Torquato, que trabalha na Poli desde 2008, ajudou a receber os visitantes na Caverna Digital, núcleo do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) voltado à realidade virtual. “Achei muito gratificante presenciar o reencontro de ex-alunos e ex-professores com a Poli, muitos deles trazendo seus filhos e netos, para juntos poderem relembrar os velhos tempos, enquanto também aprendem sobre todas as novidades e evoluções tecnológicas atuais aplicadas aos laboratórios de pesquisas da Poli”.O professor Marcelo Knorich Zuffo destaca que a Caverna Digital recebeu mais de 120 visitantes."Politécnicos de diversas gerações. Para nós foi muito gratificante interagir com engenheiros do passado, presente e futuro".

O técnico em audiovisual Laércio Ferreira trabalha na Poli há 16 anos, e achou muito interessante participar deste momento de festa na Escola. O que mais chamou sua atenção foi observar como os ex-alunos, formados há muitos anos, ainda mantém uma identificação e paixão com a Escola. “Faz tanto tempo que saíram da  Politécnica, mas o carinho pelo lugar onde se formaram é vivo e perceptível. Isso me fez refletir: ‘como construir um ambiente onde seja prazeroso conviver a curto, médio e longo prazo?’. O ambiente que esses ex-alunos construíram foi tão bom que lhes permitiu preservar e compartilhar com os demais um apego, um amor por este lugar. O que nos resta, portanto, é tentar fazer o mesmo, para que futuramente tenhamos o mesmo prazer que outrora estes tiveram, em saber que fizeram e ainda fazem parte da história deste tão significativo espaço”.

A Escola Politécnica foi fundada em 1893, e alguns dos seus funcionários de hoje trabalharam também nas comemorações dos 100 anos, em 1993. Atualmente assessora da diretoria, Enaége Dalan Sant’Ana veio para a Poli neste ano, atuar especificamente neste evento. Nos últimos 25 anos, participou das celebrações dos 110, 115, 120 e agora dos 125 anos. “Em todas as comemorações fizemos coisas muito legais, mas essa foi a primeira vez que vi a comunidade unida para celebrar. Foi uma experiência incrível ver pessoas de diferentes gerações encontrando e relembrando seus tempos de Poli. Foi incrível, também, ver a presença das famílias, curtindo com seus pais e avós, ouvindo histórias e dando muita risada”, relata Enaége. “Vi lindas homenagens a antigos professores, como o Prof. Kokei Uehara, e ao Engenheiro Fernando Martins, que entrou na Poli em 1940. No final da festa, vi esse engenheiro cercado de alunos com não mais de 20 anos, ouvindo suas histórias com interesse e alegria. Ou seja, essa comemoração me ensinou uma grande lição. Qualquer evento, por mais bem organizado que seja, precisa do engajamento das pessoas. São elas que o tornam um sucesso. Acho que nesses mais de 25 anos de Escola, este foi o evento que mais me gratificou e meu deu um orgulho danado de fazer parte dessa história”, conclui.

Última atualização em Qui, 30 de Agosto de 2018 12:23
 

RCGI deposita patente de método para separação de metano e carbono em cavernas de sal submarinas

Reservatórios abertos em camadas salinas que recobrem o pré-sal poderiam ser usados para armazenar hidrocarbonetos, CO2, dejetos de perfuração de poços de petróleo e outras substâncias.

Pesquisadores do FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) investigam a possibilidade de abrir imensas cavernas para estocar gás natural com alto teor de CO2 na camada de sal que recobre os reservatórios do pré-sal. O armazenamento de metano (CH4) e outros hidrocarbonetos em cavernas de sal já é realizado em países como Alemanha, EUA e Canadá. Há hoje cerca de 5 mil cavernas de sal usadas para tais finalidades no mundo. A novidade é o armazenamento de COem cavernas salinas offshore em águas ultra profundas. O projeto já gerou uma patente, depositada recentemente por cientistas do RCGI.

“Em um primeiro momento, o objetivo é injetar esse gás natural rico em carbono na caverna com o objetivo de confiná-lo. Numa segunda fase do projeto, pretende-se desenvolver a tecnologia de separação gravitacional do CO2, objeto de uma patente do nosso grupo, a partir da qual será possível aproveitar comercialmente o gás natural”, afirma Pedro Vassalo Maia da Costa, um dos pesquisadores ligados ao projeto e que se dedica ao assunto há 6 anos.

A patente está registrada como Método de separação gravitacional do gás natural em cavernas, sistema de captura e armazenamento definitivo de gás natural com CO2 e sistema de captura e armazenamento definitivo de CO2 e foi depositada pelo pesquisador juntamente com Álvaro Maia da Costa, Júlio Meneghini – diretor científico do RCGI –, Kazuo Nishimoto – diretor do programa de abatimento de carbono do RCGI –, Cláudio Oller e Felipe Rugeri, todos da Escola Politécnica da USP.

“Mantendo a caverna em altas pressões, o COpassa para estado supercrítico e decanta, depositando-se na porção inferior da caverna. O gás natural permanece na parte superior da caverna, em estado gasoso. Retiramos, então, o gás natural e aliviamos a pressão no interior da caverna até o ponto em que o CO2 volte ao estado gasoso. Esse ciclo é repetido até o total preenchimento da caverna com CO2, momento em que a caverna seria selada e abandonada.”

As cavernas são construídas por processo de lixiviação: dissolve-se a rocha salina pela injeção de água doce, ou de água do mar com menor saturação de sal, e assim a caverna vai sendo aberta na rocha. “A rocha salina é um excelente material para o armazenamento de fluidos e gases, mesmo sob altas pressões, pois possui porosidade e permeabilidade desprezíveis se comparada a outras rochas”, afirma Costa. Mas, segundo ele, nem todas se prestam à construção de cavernas. A halita é a mais adequada, devido a sua pureza e à taxa de deformação pelo efeito de fluência (deformação da rocha sob pressão constante ao longo do tempo).

A profundidade e as altas pressões são um desafio para a equipe, mas não o único. Ela também precisa saber mais sobe o comportamento do COem estado supercrítico.  No geral, as cavernas de sal são usadas para o armazenamento de hidrocarbonetos, e não de CO2. “Estudos indicam que é possível armazená-lo nessas condições. Estamos caracterizando o comportamento do CO2 nesse estado, pois ele tem características químicas e fator de compressão diferentes do CH4.” Costa lembra que o RCGI está montando um laboratório de caracterização de propriedades físico-químicas de CO2, CH4 e da mistura dos dois sob altas pressões.  

Pressão e monitoramento – A equipe trabalha com um depósito na bacia do Espírito Santo, a 50 km da costa, que comporta a construção de 14 cavernas gigantes, com 450 m de altura e 150 m de diâmetro. Por meio de modelagem computacional, estuda a possibilidade de abertura das cavernas no local.

            “Trabalhamos com uma laje de segurança experimental: a espessura de rocha salina acima da caverna tem de ser de, no mínimo, 700 a 800 m. A possibilidade de vazamento é remota, mas é preciso atenção para o efeito de fluência”, diz Costa.

Depois de preenchida a caverna, procede-se a uma etapa chamada de ‘abandono’. Quer dizer que ela não será mais alvo de novas injeções de substâncias armazenáveis. “Para evitar riscos desnecessários, é preciso um projeto de abandono bem feito, e monitoramento para garantir que a caverna se mantenha estanque sem riscos de vazamentos. Isso pode ser feito com equipamentos que monitoram a temperatura e a pressão no interior da caverna.”

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell, que fica sediado na Escola Politécnica da USP, em São Paulo. Conta com cerca de 200 pesquisadores que atuam em 45 projetos de pesquisa, divididos em quatro programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; e Abatimento de CO2. São projetos que visamreduzir as emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), em especial o CO2.

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Escola Politécnica da USP digitaliza Acervo Histórico

Primeira fase do projeto custou R$ 1,5 milhão e conta com quase 77 mil documentos emitidos entre 1893 a 1934

Quando a Revolução de 1932 ganhou força, era na Escola Politécnica, uma das mais respeitadas instituições da Engenharia do País, que as tropas da capital e do interior de São Paulo se abasteciam com munição e granadas de mão construídas ali. Foi desenvolvido, ainda, um modelo de lança-chamas. E alunos chegaram até a fazer parte do movimento. Dez anos antes, “camizolões de panno azul” (aventais) para os guardas e serventes da instituição eram encomendados na Penitenciária do Estado. E, em 1897, a Escola agradecia ao “cidadão Dr. José Ayrosa Galvão, engenheiro chefe da Estrada Paulista”, pela amostra de meteorito que havia oferecido ao Gabinete de Mineralogia e Geologia.

Essas passagens curiosas são uma pequena amostra do material precioso que abriga o Acervo Histórico da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O site foi apresentado na última reunião da Congregação da Escola pelo professor José Roberto Castilho Piqueira, idealizador e coordenador geral do projeto, que se iniciou quando este dirigia a instituição, entre 2014 e 2018.

Emitidos entre 1893 (data de fundação da Escola Politécnica) e 1934 (ano em que a instituição foi incorporada à USP), cerca de 90 mil documentos foram digitalizados na primeira fase do projeto, numa parceria da Poli com a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE). O investimento para concretizar a etapa inicial foi de R$ 1,5 milhão, com captação por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Os patrocinadores foram Ultra, Comgas, Itaú, Scopus, Racional e AWS.

Além de relatar a rotina administrativa, financeira e acadêmica da Escola Politécnica, os livros e documentos avulsos, muitos manuscritos à pena, possibilitam conhecer a história e o cotidiano de toda uma época.

Digitalização

No Projeto de Digitalização do Arquivo Histórico da Poli, os documentos foram cadastrados segundo as regras do Arquivo Geral da USP (AGUSP) e da Norma Brasileira de Descrição Arquivística (NOBRADE). Depois de higienizado, o material desses primeiros 40 anos foi armazenado e catalogado em novos suportes de polionda (caixas plásticas), e estão acomodados no prédio do Biênio, na Cidade Universitária.

Os documentos haviam sido organizados pela última vez há cerca de 20 anos em um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Atualmente, para ter acesso a eles e poder manuseá-los, o pesquisador deve elaborar um pedido de autorização à Diretoria, explicando os motivos da pesquisa.

Com a digitalização dos arquivos, todo o processo será encurtado.

Digitando palavras-chave, será possível acessar os documentos avulsos e encadernados, como atas de reuniões da Congregação, recibos de compras feitas por laboratórios e departamentos, fotografias de alunos e instalações, projetos e plantas arquitetônicas desenvolvidas por professores, entre outros materiais administrativos e financeiros.

Para garantir a facilidade na busca, foi escolhida a plataforma ICA-AtoM, que também é utilizada por outras universidades e instituições ao redor do mundo. Todos os arquivos foram reproduzidos em alta resolução e podem ser baixados em PDF. Alguns, especialmente os documentos pessoais, ainda vão depender de autorização para serem consultados.

Site: http://www.arquivohistorico.poli.usp.br

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Última atualização em Qui, 30 de Agosto de 2018 14:33
 

Mais que bolsas, interlocução. Projeto de ex-alunos Poli foca em mentoria para ajudar estudantes

O Projeto Retribua atua junto a alunos de graduação da Escola Politécnica da USP em situação de vulnerabilidade socioeconômica oferecendo bolsas e mentoria

Ao longo de nossa trajetória, seja pessoal ou profissional, é muito provável que haja uma ou mais pessoas que nos serviram de inspiração em nossos sonhos, planos e realizações. São influências que podem estar na família, entre os amigos, na escola ou no trabalho, enfim, em algum meio social em que estamos inseridos, que nos proporcionaram uma experiência de aprendizado ou assimilação fora do comum, que nos permitiu enxergar a vida sob outro ângulo, às vezes decisivo.

A partir da convivência com os jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica que estudam na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, uma associação de ex-alunos da centenária instituição passou a contribuir com bolsas para auxiliar em sua permanência. Desde 2004, já foram apoiados mais de 400 jovens e, a partir de 2017, o projeto passou a oferecer também mentoria aos bolsistas, ou seja, além do auxílio financeiro, os jovens têm contato direto com um mentor, um engenheiro que lhe dará suporte para os desafios enfrentados diariamente, sejam acadêmicos, pessoais ou sociais.

A mentoria, segundo os organizadores, é uma modalidade especial de ajuda em que, essencialmente, uma pessoa mais experiente acompanha de perto, orienta e estimula o mentorando a partir de sua experiência, conhecimento e comportamento.Estes mentores, treinados e acompanhados por uma equipe composta por psicólogas e politécnicos voluntários, têm contato constante com os estudantes. Muitos dos mentores são ex-bolsistas, hoje profissionais de sucesso.

No primeiro ano de experiência, o projeto ofereceu 50 mentorias aos bolsistas, e a equipe o considerou um sucesso, tanto pela resposta positiva na avaliação dos alunos, como pela resolução de problemas concretos na vida desses alunos. O segundo ano do projeto de mentoria começará neste mês de agosto, e o número de mentorias já aumentou para 100. No dia 9, das 19h30 às 21h, os alunos serão apresentados a seus mentores em uma reunião inaugural realizada no Auditório da Administração  da Poli. O evento é reservado apenas para convidados. Imprensa e interessados podem se inscrever pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Quando questionado sobre o diferencial que a mentoria faz para esses jovens, o coordenador do projeto, professor aposentado da Escola Politécnica da USP, Marcos Rodrigues, esclarece: “São jovens inteligentes e perseverantes, que superaram muitas adversidades. Nós os ajudamos a entender e vivenciar a Escola, e a planejar seu futuro profissional”. O acadêmico, que realizou seu doutorado na Universidade de Cambridge e alcançou o topo da carreira docente na USP em 1990, garante que o encontro entre os mentores e alunos é um momento de grande emoção. Os jovens serão orientados por engenheiros com idades de 24 a 82 anos, com atuação em diversos países, empresas e áreas da engenharia. Ao longo do ano participam de reuniões com engenheiros de áreas variadas, em eventos em que “o mentorando pode perguntar tudo” , ressalta o coordenador.

A mentoria remota foi testada em 2017 e será consolidada em 2018. A maioria dos mentores remotos vive no exterior: são politécnicos atuando na Ásia, África, Europa e EUA.  A coordenação ressalta que, se por um lado a mentoria remota perde o calor do encontro presencial, por outro desperta enorme curiosidade e interesse do aluno. “Os mentores remotos são muito dedicados e atentos a evolução do aluno”, destaca Marcos Rodrigues.

Os idealizadores do projeto acreditam que somente o apoio financeiro não basta para que os jovens, dentro da universidade, possam se desenvolver plenamente. A aposta é que somente com o apoio financeiro e moral, os estudantes terão condições para se tornarem profissionais capazes de sobrepujar suas limitações socioeconômicas e construir uma carreira de sucesso. Eles acreditam que a criação de laços de confiança entre mentores e jovens politécnicos seja determinante na vida dos participantes do processo, contribuindo para o seu crescimento educacional, cultural e pessoal.

Como funciona?

Assim como a Superintendência de Assistência Social da Universidade de São Paulo (SAS-USP), que oferece auxílios de alimentação e moradia para alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, a Associação de Engenheiros Politécnicos (AEP) lança anualmente um edital para conceder bolsas e mentoria a esse alunos por meio do projeto Retribua. O projeto capta recursos através de doações de pessoas físicas e jurídicas, e concede as bolsas . Os estudantes são orientados por politécnicos voluntários, sendo acompanhados em questões pessoais, acadêmicas e sociais.

Esse  apoio ao jovem ao longo da graduação leva à uma vantagem competitiva na conclusão do curso e no mercado de trabalho. Ao longo da  mentoria o aluno é encaminhado para estágio, Bolsa de Iniciação Científica e trabalhos em projetos da Escola, do terceiro ao quinto ano.

O projeto é conduzido por Marcos Rodrigues, Coordenador de Mentoria e Gestor, Fátima Duarte, psicóloga responsável pelas Relações Interpessoais, e Carlos Eduardo Cugnasca, Coordenador de Bolsas.

Serviço

Reunião Inaugural do Projeto Retribua

Data e horário: 9 de agosto de 2018, das 19h30 às 21h.

Local: Associação dos Engenheiros Politécnicos. Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, 380. São Paulo - SP.

O evento é reservado apenas para convidados. Imprensa e interessados podem se inscrever pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

O Projeto está em constante expansão, e para isso precisa de doações e voluntários para realizarem as mentorias e outras atividades de apoio. As informações sobre como colaborar estão no sitehttp://retribua.org/.

Outras informações e contato pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , ou telefone (11) 3091-5554.

 

Última atualização em Seg, 06 de Agosto de 2018 10:59
 


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