Escola Politécnica da USP

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Terras raras na conexão Brasil-Alemanha

IPT mostra plano de centro com foco na cadeia do superímã de terras raras em evento na Embaixada brasileira em Berlim
 
Ganha massa a parceria entre Brasil e Alemanha em torno da utilização industrial de elementos de terras raras. “As pesquisas brasileiras sobre as cadeias produtivas de terras raras encontram-se em estágio avançado no País, o que acabou estimulando o envolvimento de instituições alemãs em busca do desenvolvimento tecnológico conjunto. A ideia é que o Brasil possa elaborar um produto – no caso, o superímã de terras raras – com valor agregado e não simplesmente a matéria-prima mineral”, afirma Fernando Landgraf, diretor presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e professor do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica da USP. “Temos possibilidade de articular nossa cadeia produtiva para ir da mina ao superímã”, completa. IPT e Poli atuam de forma conjunta em busca do desenvolvimento de superimãs e realizaram recentemente um workshop sobre o tema. 
 
Nos dias 14 e 15 de dezembro Landgraf participou em Berlim do ‘Workshop – Strategic Minerals and Innovation in Brazil’, organizado conjuntamente pela Embaixada Brasileira e Câmara de Comércio Brasil-Alemanha. A cerimônia de abertura do evento foi presidida pelo embaixador Mauro Vilalva. Reuniu cerca de 70 pessoas ligadas a empresas alemãs da área de tecnologias de mineração (como a Fichtner Water & Transportation), interessadas no uso de terras raras (casos da Siemens e BMW, entre outras) e academia (universidades de Duisburg e Técnica de Clausthal, THGA e institutos de pesquisas).
 
Foram apresentados diversos trabalhos técnicos brasileiros sobre o momento das terras raras no país. Fernando Landgraf apresentou o trabalho conjunto entre IPT e USP intitulado “A implementação e a estruturação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para produção de superímãs de terras raras”. Marcos Flavio Campos, da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresentou “As reservas e a pesquisa brasileira em terras raras”. Paulo Wendhausen, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), discorreu sobre “O projeto Brasil-Alemanha de Tecnologia de Terras Raras – projeto REGINA” (sigla em inglês). André Carlos Silva, da Universidade Federal de Goiás (UFG), apresentou “Projetos de terras raras no estado de Goiás”. Eduardo Soriano, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações falou sobre “A estratégia brasileira de ciência, tecnologia e inovação em terras raras”.
 
Oportunidade – Na avaliação de Landgraf, o crescimento da parceira entre os dois países prende-se ao fato das empresas alemãs serem grandes consumidoras de terras raras, muito utilizadas na fabricação de geradores eólicos e carros elétricos, por exemplo, e o Brasil como potencial fornecedor de superímãs. “Hoje o mercado mundial de terras raras é dominado pela China. Decorrente dessa dependência, ocorreu uma ‘bolha’ de preços em 2011 que gerou insegurança quanto à oferta do mineral no mercado internacional. O fenômeno repetiu-se em 2017. O preço do neodímio metálico, por exemplo, aumentou cinco vezes entre janeiro e setembro deste ano, retornando em novembro ao patamar de janeiro, quando o quilo custava cerca de 40 dólares.”
 
Para Landgraf, há duas causas possíveis para a ‘bolha’ especulativa de preços deste ano. A primeira, embutida no anúncio do governo chinês de que sua legislação ambiental reduziria o número de empresas fornecedoras de terras raras para o mercado internacional. A segunda pode ter sido reflexo do estabelecimento de data-limite para o fim da produção de motores a combustão interna na Europa, com o consequente aumento na demanda por superímãs de terras raras para motorização dos carros elétricos.
 
Neste contexto, o IPT e a Escola Politécnica da USP uniram esforços. “Trabalhamos conjuntamente no desenvolvimento tecnológico para elaboração e solidificação controlada da liga de ‘neodímio-ferro-boro’ usada na fabricação dos superímãs”, explica Landgraf. “O projeto, que deverá estar concluído até o final de 2018, tem financiamento das empresas CBMM e Weg, com apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).” Landgraf vê crescer a possibilidade de sucesso desta iniciativa diante do avanço de outro projeto, iniciado em agosto deste ano e também com foco no desenvolvimento dos superímãs de terras raras, que envolve sete instituições de pesquisa brasileiras e outra sete alemãs. “No Brasil a coordenação é da UFSC e na Alemanha do Instituto Fraunhofer IWKS, neste esforço importante que coloca em foco a internacionalização da pesquisa tecnológica brasileira.”
 
(Assessoria de Imprensa do IPT) 
 

Poli-USP inaugura Central Multiusuário em Manufatura Avançada em Internet das Coisas

A central será disponibilizada para a comunidade científica, empresas incubadas, start-ups e
outras iniciativas científicas e empresariais voltadas para a inovação.
 

Inserido no âmbito do Plano Nacional de Internet das Coisas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas da Escola Politécnica da USP (CITI-USP), inaugura no dia 21 de dezembro de 2017, às 15h30, a Central Multiusuário em Manufatura Avançada em Internet das Coisas. O evento contará com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

O CITI-USP é um Núcleo de Apoio à Pesquisa vinculado à Escola Politécnica da USP. O Objetivo do CITI-USP é pesquisar, desenvolver e promover a inovação no contexto das Tecnologias de Comunicação e Informação.

O CITI-USP tem foco especial em Internet das Coisas, onde nos próximos anos haverá grandes avanços no campo da ciência, do desenvolvimento e da inovação nas  tecnologias de conexão de pessoas, máquinas e objetos.

A Central Multiusuário será voltada para pesquisas e desenvolvimentos em Internet das Coisas, disponibilizando equipamento para a manufatura avançada de circuitos, dispositivos e equipamentos. Conta com equipamentos de última geração para o desenvolvimento de protótipos, cabeças de série e produtos inovadores. A central será disponibilizada para a comunidade científica, empresas incubadas, start-ups e outras iniciativas científicas e empresariais voltadas para a inovação.

O Plano Nacional em Internet das Coisas, que deverá ser lançado brevemente, tem como base o estudo técnico encomendado pelo MCTIC e o BNDES para acelerar a implantação da Internet das Coisas como instrumento do desenvolvimento sustentável do país. No plano proposto foram identificados quatro ambientes prioritários Cidades; Saúde; Agronegócio e Indústria.

Esta iniciativa da Escola Politécnica da USP insere-se no contexto de criação de ecossistemas de inovação preconizados no Plano Nacional de Internet das Coisas.

AGENDA:

Data: 21 de dezembro de 2018
Horário: 15h30
Local: CITI-USP
Endereço: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues 436, Travessa 4, Cidade Universitária, Butantã. Próximo ao prédio da Diretoria da Escola Politécnica da USP.

 

Poli-USP e empresa Red Hat discutem parceria

Executivos da empresa e Diretoria da Escola identificam áreas de interesse comum para acordo de cooperação em ensino, pesquisa e inovação.

O presidente da Red Hat Brasil, Gilson Magalhães, o diretor de Serviços da América Latina da empresa, Alexandre Duarte, e o representante da Red Hat Academy Latam, Wellington Lopes, estiveram na Escola Politécnica da USP para discutir oportunidades de cooperação em ensino de graduação e pós-graduação, pesquisa e inovação. Eles se reuniram no dia 11 de dezembro com o diretor da instituição, professor José Roberto Castilho Piqueira, e com o professor do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS), Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa, para falar das áreas de interesse comum entre a Escola e a companhia.

Foram previstas, inicialmente, atividades de cooperação envolvendo o desenvolvimento de pesquisas e de ferramentas de software em Big Data Analytics e Data Science, Computação em Nuvem e Desenvolvimento de Aplicações modernas. A Red Hat pretende, ainda, apoiar a formação dos alunos da Poli-USP com a disponibilização de ferramentas de software, treinamentos e certificações para alunos de graduação e pós-graduação na Escola.

A Red Hat é uma das líderes mundiais no fornecimento de soluções open source para tecnologia da informação corporativa. São 90 escritórios instalados em 35 países. A empresa possui como clientes 90% das maiores companhias do mundo integrantes da lista Fortume 500. 

 

Melhores alunos recebem prêmios em noite de celebração na Poli-USP

Foram entregues 22 prêmios a estudantes que se concluíram a formação em Engenharia no ano letivo de 2016. 

Um total de 22 prêmios foi entregue na noite desta quinta-feira (14/12) aos alunos que mais se destacaram no ano de 2016 na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). A cerimônia foi realizada no Auditório Professor Francisco Romeu Landi, no prédio da Administração da Poli, em São Paulo, e contou com a participação de amigos e familiares dos premiados, além de docentes da instituição e representantes de empresas e entidades setoriais parceiras que também oferecem prêmios aos estudantes.

“Estamos dentro de uma universidade que se classifica entre as 200 melhores do mundo e a Poli tem todos os seus cursos posicionados entre os 55 primeiros lugares nos rankings internacionais”, destacou o diretor da Poli, professor José Roberto Castilho Piqueira. Em seu pronunciamento, ele recordou, ainda, o momento da fundação da Escola, em 1893, quando um grupo de republicanos abolicionistas se uniram para a criação de uma instituição de ensino de Engenharia que contribuísse para a construção e desenvolvimento do País. “Aqui não cabe preconceito, mas trabalho e vontade de melhorar a vida das pessoas”, acrescentou.

Ele também citou nomes de logradouros públicos que são homenagem a famosos politécnicos, como Ari Torres, Ramos de Azevedo e Paula Souza, e disse que os premiados de hoje podem ser como essas pessoas amanhã. “Esses nomes são os politécnicos que construíram São Paulo, e é um orgulho ser politécnico, mas é importante que não seja trazida, junto com esse orgulho, a prepotência”, disse.

“O Brasil precisa, hoje, mais do que nunca, de generosidade, algo que marcou as pessoas que dão nome aos prêmios que vocês estão recebendo hoje”, ressaltou ele, citando alguns prêmios que levam nomes de docentes da Poli. “Trabalhem para a qualidade de vida da sociedade”, recomendou.

Ele finalizou seu discurso lembrando de que se trata da sua última participação como Diretor da Escola na entrega dos prêmios aos melhores alunos, pois seu mandato se encerra em março de 2018. “Termino minha gestão com orgulho e um sentimento de felicidade por ter tido a oportunidade de trabalhar com e para pessoas de tão alto nível como os nossos alunos, professores e funcionários.”

Representando a Comissão de Graduação da Poli-USP, o coordenador do curso de Engenharia Naval, professor Bernardo Luís Rodrigues de Andrade, disse que a entrega dos prêmios remete à formatura dos estudantes, momento de muita satisfação, pois é quando se vê concluído um ciclo no qual os professores tentaram fazer o seu melhor, não só na instrução técnica, mas na formação de cidadãos que poderão ser líderes do Brasil. “Nossos alunos estão entre os melhores na Engenharia do País e é uma satisfação entregar prêmios para os melhores entre os melhores”, concluiu.

O diretor do Centro de Coordenação de Estudos da Marinha em São Paulo, capitão de Mar-e-Guerra engenheiro Jorge Luiz da Cunha, também parabenizou os politécnicos premiados. “São 61 anos de parceria entre a Marinha e a Poli, e somos parceiros porque sabemos da excelência do ensino das Engenharias", disse.

O vice-presidente da Associação Paulista de Engenheiros de Minas (Apemi), professor Lineu Azuaga Ayres da Silva, falou da importância da Engenharia para o desenvolvimento do Brasil e dos “professores brilhantes da Escola, que tiveram papel importante na formação de várias gerações de engenheiros” de quem os premiados são herdeiros. “Honrem o nome desta Escola e elevem os nomes desses mestres, cuja atuação permitiu que vocês estejam aqui, listados com os melhores entre os melhores.”

Coube ao estudante André Amaral de Souza – que, com seus quatro prêmios, foi o aluno mais premiado da cerimônia –, fazer o discurso em nome dos formados. Ele lembrou dos períodos difíceis, de acúmulo de provas, trabalhos e exercícios. “São esses os momentos que nos fazem crescer", ressaltou Souza, que também agradeceu o apoio da família e dos colegas de curso. “Sempre dê seu máximo, não faça nada pela metade. Foi o que aprendi na Poli”, afirmou. “Devemos também nos lembrar que vamos carregar não só nossos nomes em tudo o que fizermos, mas também os nomes de nossas famílias e da Escola Politécnica”, encerrou.

Premiações da Administração da Escola – A Diretoria da Poli ofereceu o Prêmio “Conde Armando Álvares Penteado” para os três primeiros lugares nos cursos de graduação para os alunos Andre Amaral de Sousa, da Engenharia de Computação, premiado em primeiro lugar; Arthur Valle Salles, da Engenharia de Produção, segundo colocado; e Guilherme Scabin Vicinansa, da Engenharia Elétrica, em terceiro. Os prêmios foram entregues pelo professor Piqueira.

Outra homenagem prestada pela Diretoria foi o Prêmio “Francisco de Paula Ramos de Azevedo”, conferido anualmente aos formados da Poli que tenham se destacado nos últimos três anos do curso, em qualquer das habilitações oferecidas pela Escola. O vencedor da categoria foi, novamente, o politécnico Andre Amaral de Souza, da Engenharia de Computação, que recebeu o prêmio das mãos do professor Bernardo Luis Rodrigues de Andrade.

A Diretoria concedeu, ainda, um terceiro prêmio, “Professor Doutor Oscar Brito Augusto”, ao formado da Poli que tenha se destacado em seus estudos e que tenha realizado, em universidade do exterior, atividades de intercâmbio estudantil. O chefe do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica, professor Alexandre Nicolaos Simos, entregou o prêmio para Marino Ossamu Muramatsu, pai de Fábio Tsuyoshi Muramatsu, formado em Engenharia Elétrica - Ênfase em Computação, que não esteve na cerimônia por estar em viagem.

Prêmios dos Departamentos – Alguns departamentos da Poli também premiaram seus melhores alunos. O Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle, concedeu o prêmio “Prof. Jocelyn Freitas Bennaton” ao formado do Curso de Engenharia Elétrica - Ênfase em Automação e Controle que obteve a maior média ponderada global: Guilherme Scabin Vicinansa.

Outro prêmio oferecido pelo Departamento, por parte do Laboratório de Comunicações e Sinais (LCS), foi o "Luiz de Queiroz Orsini" aos melhores alunos do quarto e quinto anos do curso. Foram premiados Lucas de Oliveira Lyra (quarto ano) e Blas Lucci Sanchez (quinto ano).

O Departamento também homenageou o aluno que desenvolveu o melhor Trabalho de conclusão de curso, por meio do Prêmio “Prof. Marcio Rillo”. Como houve um empate, os politécnicos Arthur Castello Branco de Oliveira e Daniel Noriaki Kurosawa receberam a honraria.

Outro prêmio foi o “Prof. Lucas Nogueira Garcez”, oferecido pelo Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental aos formados dos cursos de Engenharia Ambiental e Engenharia Civil (melhor média no conjunto das disciplinas). Os premiados foram Carolina Arrebola Postigo (Engenharia Ambiental) e Bruno Szpigel Dzialoszynski (Engenharia Civil).

Já o Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas concedeu o prêmio “Prof. Dr. Áurio Gilberto Falcone” para o aluno que apresentou o melhor trabalho de formatura no curso de Engenharia Elétrica - Ênfase em Energia e Automação Elétricas. Neste ano, o premiado foi Celso Henrique Santos Rocha.

Veja no Flickr da Poli as fotos da cerimônia de entrega dos prêmios (https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157690364463624)

 

Primeira edição do Programa de Integração dos Estudantes de Engenharia da USP é concluída

Participantes propuseram melhorias no processo de obtenção da amônia, visando sua utilização na fabricação de fertilizantes.

Resolver os problemas que envolvem o gasto de energia associada à cadeia produtiva de fertilizantes no Brasil foi o grande desafio de Engenharia enfrentado por estudantes de diversos campi da Universidade de São Paulo (USP) durante os dias 11 e 15 de dezembro na Escola Politécnica (Poli-USP). A atividade fez parte da segunda fase do Programa de Integração dos Estudantes de Engenharia (PIE2), uma iniciativa da Pró-Reitoria de Graduação da Universidade e da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest).

O grupo vencedor explicou que aproximadamente 90% da energia demandada na produção dos fertilizantes no Brasil é utilizada somente para a fabricação da amônia, composto presente nos químicos. Ela é feita por meio de um processo denominado reforma à vapor, que necessita da queima de combustíveis fósseis.

A ideia do grupo foi otimizar a reforma à vapor, substituindo a queima dos combustíveis fósseis por energia termoelétrica e decomposição de resíduos orgânicos, que geram os gases necessários para a produção da amônia. Eles garantiram que essa melhoria, além de economizar energia, ainda substituiria uma fonte não renovável por fontes limpas, gerando o biogás e contribuindo para o meio ambiente.

Os estudantes levaram para casa bolsas no valor de US$ 1,2 mil mensais para cada membro para a realização de estágios no exterior.

Sobre o encerramento - Os docentes da Poli Larissa Driemeier e Nicola Getschko, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos (PMR), e Marcelo Becker, do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola de Engenharia de São Carlos (SEM-EESC), foram os organizadores do Programa. Driemeier, representando a diretoria da Poli, agradeceu a presença de todos e destacou o sucesso do evento. “Todos os competidores foram além do que esperávamos, pois tínhamos conhecimento da dificuldade do desafio ante o tempo tão curto que vocês tinham”, afirmou.

Outros projetos - Ao todo, as seis equipes - que estavam representadas por cores - apresentaram suas soluções. O time  azul claro atacou o sistema de transporte dos fertilizantes no Brasil, que é majoritariamente rodoviário, encontra-se, segundo o levantamento do grupo, precário, e necessita reduzir o gasto de diesel para realizar as viagens. Para isso, eles repensaram a logística do setor e propuseram um aplicativo que medisse informações dos caminhões (como posicionamento e condições do veículo), a fim de criar uma base de dados que possibilite estudos posteriores mais profundos sobre os gastos de combustíveis e as emissões de gases de efeito estufa.

A equipe cinza idealizou uma nova composição de adubo, formada por lipídeos e carboidratos, a fim de maximizar a quantidade de nutrientes que a planta absorveria, diminuindo assim a quantidade de produto necessária. A equipe azul escuro propôs a substituição do sistema de transporte rodoviário da amônia por um sistema de gasodutos, enquanto a vermelha pensou na utilização do lodo de esgoto doméstico no lugar dos fertilizantes.

Por fim, a equipe laranja pensou no desenvolvimento do ibi, um mini robô que analisa a qualidade e as especificidades do solo a ser estudado. Combinando técnicas tradicionais de análise, como as análises químicas, com métodos mais novos, como a obtenção de imagens, eles pensaram em uma máquina capaz de realizar o estudo de um hectare de terra a cada duas horas.

 

Visita do embaixador do Reino Unido destaca a importância do RCGI

Rangarajan mostrou interesse pelo impacto econômico dos resultados dos projetos do RCGI, muitos dos quais envolvem tecnologias disruptivas.

O embaixador do Reino Unido no Brasil, Vijay Rangarajan, visitou no último dia 12 o Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) e a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, ambos sediados na USP. Rangarajan veio a convite do professor Jacques Marcovitch, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA/USP) e estava acompanhado da assessora de economia do Consulado Britânico no Brasil, Raquel Borges de Sá.

No RCGI, o embaixador foi recebido pelo professor Julio Meneghini, diretor do Centro, que fez uma apresentação sobre a atuação e os projetos de pesquisa em andamento no RCGI. “Eu já conhecia um pouco sobre os temas tratados pelo time de pesquisadores do RCGI. Mas fiquei impressionado com o nível de detalhamento dos projetos na apresentação do professor Júlio”, disse o embaixador, contando que antes havia conversado com empresas britânicas, entre elas a própria Shell (anglo-holandesa), a respeito das pesquisas do RCGI. Na visita, o embaixador mostrou interesse pelo impacto econômico dos resultados dos projetos do RCGI, muitos dos quais envolvem tecnologias disruptivas.

O encontro teve a presença de diversos integrantes do RCGI: os pesquisadores Edmilson Moutinho, Virgínia Parente, Emílio Silva, Cláudio Oller e Dominique Mouette, além do diretor de Difusão de Conhecimento e Comunicação, Gustavo Assi; e a diretora de Recursos Humanos e liderança, Karen Mascarenhas. Contou ainda com a presença de Rob Littel e Tiago Vicente, respectivamente gerente geral de Separação de Gases e chefe do Escritório de Relações Internacionais da Shell; do diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, Carlos Alberto Zeron; e do próprio professor Jacques Marcovitch.

Registro histórico – O trabalho do RCGI, que envolve investimentos da USP, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Shell, e mais de uma centena de pesquisadores em colaboração estreita com instituições estrangeiras, merece, na opinião de Marcovitch ter um registro histórico. “O que temos aqui é uma rara oportunidade de um arranjo que inclui uma universidade pública brasileira e instituições de pesquisa de outros países, junto ao setor privado. Então, é preciso pensar em quem vai registrar isso e como esse conhecimento será exposto para as outras pessoas”, disse. É algo que deve ser registrado e documentado para que as novas gerações de pesquisadores saibam como vocês trabalharam essa interface entre instituições diversas”, acrescentou.

Para Meneghini, os memoriais dos projetos são uma questão relevante, que deve ser pensada junto à Shell e a outras instituições parceiras. Gustavo Assi concordou: “Temos de aprender com essa oportunidade única e passar à frente as experiências que temos, sobre como o modelo funciona e sobre próprio aprendizado ao longo do caminho”, disse. Ele lembrou também que o RCGI ‘fala’ com um público diverso – da academia, passando por empresas, até o público leigo. E que essa é uma preocupação da comunicação no RCGI.

O diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin disse que a instituição pode contribuir com a ideia do registro da memória dos projetos do RCGI. “Nós temos a memória e a história da relação entre o Brasil e outros países do mundo, especialmente a Grã-Bretanha, cuja presença aqui no século XIX foi marcante”, disse Zeron.

Após conhecer a sede e os projetos do RCGI, embaixador e parte da comitiva visitaram a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Lá, ele foi recebido também por três dos quatro filhos do casal Mindlin – Diana, Sonia e Betty Mindlin – e pelo vice-diretor da instituição. O embaixador foi presenteado com vários livros e fez uma visita guiada pela biblioteca, que tem mais de 60 mil volumes, sendo uma parcela significativa composta por edições raras. 

 

Alunos da Poli-USP identificam iniciativas em smart cities em 11 municípios de SP

Estudo foi parte da disciplina Gestão Integrada de Cidades Inteligentes, oferecida pelo Departamento de Engenharia de Produção.

Um conjunto de estudos feitos por alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) envolvendo 11 municípios mostrou algumas iniciativas em projeto ou já em andamento para a implementação de cidades inteligentes, ou smart cities, no Estado de São Paulo. As pesquisas são resultado do trabalho de conclusão da disciplina “Gestão Integrada de Cidades Inteligentes”, oferecida pelo Departamento de Engenharia de Produção (PRO) da Poli. Os resultados foram apresentados no evento “Conecticidade de Premiação para Smart Cities”, realizado nesta quarta-feira (13/12), no auditório da PRO, no campus da Cidade Universitária, em São Paulo.

O evento marcou o encerramento das atividades da disciplina PRO-3480, oferecida de forma optativa para estudantes da Poli e de outras unidades da USP, e aplicada pelos professores Marcelo Schneck de Paula Pessoa, Leandro Patah e José Joaquim do Amaral Ferreira. Em grupo, os alunos estudaram as cidades de Campinas, Campo Limpo Paulista, Capivari, Diadema, Guarulhos, Itu, Jundiaí, Limeira, Santa Bárbara d’Oeste, Sorocaba e Vinhedo, analisando questões relacionadas com a gestão de cidades inteligentes, buscando conhecer a realidade destas, seus problemas e como estes podem ser resolvidos com a ajuda de tecnologias da Comunicação e Informação.

Os cases – Cada grupo destacou uma ou mais iniciativas no sentido da implementação das cidades inteligentes. Jundiaí, por exemplo, disponibilizou um aplicativo integrado, no qual os cidadãos podem acessar cerca de 100 serviços diferentes. Santa Bárbara d’Oeste já está usando drones, wi-fi e câmeras para segurança pública e tem um sistema inteligente de estacionamento onde os cidadãos podem pagar de forma online pelo uso das vagas.

Em Limeira, foi desenvolvido um sistema de botão de pânico para mulheres em situação de risco e um sistema mobile de estacionamento rotativo baseado em IoT. Vinhedo monitora todas as entradas e saídas da cidade em tempo real, por meio de um sistema de câmeras, avança na implantação do sistema de iluminação LED e planeja a instalação de estacionamentos e hidrômetros inteligentes. Em Sorocaba, todas as viaturas policiais agora contam com computadores de bordo integrados a um sistema central de segurança.

Em Capivari, foi criado o Sistema Integrado de Administração Municipal (SIAM), por meio do qual o cidadão pode pedir solução para problemas que são de competência da prefeitura. Em Diadema, a totalidade dos processos internos relacionados à gestão do município estão digitalizados. Outro exemplo é Itu, na qual a Secretaria de Planejamento lidera a integração entre as demais secretarias, promovendo a digitalização dos processos.

Campo Limpo está projetando um novo portal interativo e integrado, que liga todas as áreas da administração do município. Já em Guarulhos, a prefeitura está trabalhando em um projeto de big data para integrar os dados de gestão. E Campinas está adotando uma plataforma aberta para implementar soluções em IoT voltadas ao atendimento aos cidadãos, e que foi desenvolvida pelo CPqD, que fica no município.

Disciplina como base para formação de grupo de pesquisa – Este foi o primeiro ano de realização da disciplina “Gestão Integrada de Cidades Inteligentes”, que será oferecida novamente pelo Departamento no segundo semestre de 2018. Sua concepção se alinha aos três eixos de atuação da Poli, o ensino, a pesquisa e a extensão, conforme explicou o professor Marcelo Pessoa. Além de abrir espaço para que os estudantes aprendam, na prática, a utilizar os conceitos aprendidos em sala de aula, e também a fazerem pesquisa, ajuda os municípios a terem um diagnóstico, com avanços e demandas, promovendo a interação com a sociedade por meio do apoio à ação dos gestores de políticas públicas.

A disciplina também tem por objetivo ser a base para formação de um grupo de pesquisas sobre cidades inteligentes na Poli e já se articula com o Laboratório de Cidades, Tecnologia e Urbanismo, sediado no Departamento. Esse laboratório conta ainda com a participação e apoio da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA), Fundação Vanzolini, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU) e Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Uma das metas das nossas pesquisas é desenvolver uma certificação para cidades inteligentes”, contou o professor Leandro Patah.

Na abertura do Conecticidade, a professora Patrícia Faga Iglecias Lemos, superintendente de Gestão Ambiental da USP e representando o reitor da Universidade, professor Marco Antonio Zago, lembrou que a USP sedia o primeiro escritório regional do Programa Cidades do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e convidou os pesquisadores para participarem dessa iniciativa. “O trabalho que a Poli desenvolveu, colocando seus estudantes em contato com a realidade das prefeituras, mostrou o quanto a universidade pode contribuir com a sociedade”, destacou.

O chefe do Departamento de Engenharia de Produção, professor Fernando Laurindo, explicou que a criação da disciplina reflete o caráter multisdiciplinar do curso. “Essa disciplina procura tratar o tema cidades inteligentes com uma visão de sistema integrado, holístico, com o objetivo último de termos cidades melhores para vivermos”, concluiu.

O evento teve, ainda, uma apresentação sobre as atividades do Projeto Rondon SP, que promove a integração entre prefeituras e universidades, por meio do trabalho voluntário de alunos e professores dispostos a ajudar os municípios na busca por soluções dos diversos problemas enfrentados pela administração pública.

Autoridades públicas, representando as prefeituras das cidades estudadas, estiverem presentes no Conectividade e ganharam um certificado por terem participado da iniciativa: André Luiz de Camargo Von Zuben, secretário de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo de Campinas; Caroline Rocha Michels, secretária de Assistência Social e Cidadania, Carla Dualib Sonnewend, secretária de Comunicação, Luis Carlos Fabbrini da Silva, diretor de TI, e Wesley Oliveira, analista de sistemas, todos da prefeitura de Diadema; Plinio Berbardi Junior, secretário de Planejamento de Itu; Mariana Savedra Pfitzner, Diretora de Ciência e Tecnologia, e Júlio César Durante, diretor do Departamento de Fomento ao Comércio e Serviços, ambos da prefeitura de Jundiaí; Lexandro A.G. de Melo, diretor de TI da prefeitura de Vinhedo; Danilo Cesar de Oliveira, diretor da Secretaria de Planejamento de Sorocaba.

Confira as fotos do evento no Flickr da Poli. https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157661560018647

 


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