Escola Politécnica da USP

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Poli-USP divulga edital de processo seletivo para Pós-Graduação em Engenharia de Produção

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) abre inscrições, de 01/08 a 20/09/17, para o processo seletivo de ingresso nos cursos de Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP) da Instituição. Com uma única área de concentração, o Programa possui cinco linhas de pesquisa: Economia da Produção e Engenharia Financeira (EPEF); Gestão de Operações e Logística (GOL); Gestão da Tecnologia da Informação (GTI); Qualidade e Engenharia do Produto (QEP); e Trabalho, Tecnologia e Organização (TTO).

O processo seletivo é dividido em duas fases eliminatórias. Na primeira, que acontecerá no dia 20 de outubro, os alunos serão submetidos a um teste aplicado e avaliado pela Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO). Os candidatos com melhor desempenho geral no exame participarão da segunda fase. Esta etapa, que ocorrerá no dia 29 de novembro, consiste em uma prova escrita e na avaliação do projeto de pesquisa dos candidatos pelos grupos de pesquisa do PPGEP.

Poderá ser dispensado da primeira fase o candidato que apresentar o resultado obtido nos certificados internacionais Graduate Management Admission Test (GMAT) e Graduate Record Examination (GRE). Informações adicionais sobre os requisitos exigidos para a consideração da nota destes exames, outras formas de dispensa das provas do processo e participação de candidatos de fora do Brasil estão disponíveis no edital.

Os alunos aprovados no Programa poderão pleitear bolsas oferecidas por agências de fomento, dependendo da disponibilidade dessas.

O resultado final será divulgado no dia 11 de dezembro, no site do PPGEP. As matrículas serão realizadas no início de 2018 (data a definir).

Datas das apresentações das linhas de pesquisa do PPGEP-USP 2017-18 e outras informações: http://ppgep.poli.usp.br/processo-seletivo

Edital: clique aqui

 

Poli-USP e Amigos da Poli preparam estudantes para o mercado de trabalho

O Programa de Carreira é uma parceira entre a Escola e o Fundo com o intuito de oferecer mentoria profissional a alunos durante sete meses 

Trinta e cinco alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) passarão os próximos sete meses sendo preparados para ingressar no mercado de trabalho. É o que promete o Programa de Carreira, fruto de uma parceria entre a Escola e o Fundo Patrimonial Amigos da Poli. O Programa irá oferecer treinamentos diversos, como palestras, workshops e oficinas, além de um estágio de férias acompanhado de mentoria individual. Para oficializar a abertura do Programa, o Amigos da Poli realiza um evento no dia 21 de agosto, às 17 horas, no prédio da Administração Central da Escola, em São Paulo.

O autoconhecimento, o planejamento de carreira e o desenvolvimento de diversas habilidades tendo em vista preparação para o mercado de trabalho serão alguns dos tópicos abordados ao longo do treinamento. O processo de seleção de 35 dos 304 alunos inscritos contou com formulários, provas e entrevistas com o objetivo de abranger as diversas áreas da Engenharia e, assim, selecionar um grupo multidisciplinar.

O projeto é o embrião da criação de um escritório de carreira nos moldes do Career Development Office (CDO), programa de mentoria muito comum nos Estados Unidos que auxilia estudantes das universidades a se prepararem para o mercado.

Como funcionará - Logo nas primeiras sessões, os alunos participam de workshops de autoconhecimento para identificar seus pontos fortes e fracos e avaliar como melhorar suas qualidades para o ingresso no mercado de trabalho. Além disso, uma série de treinamentos abordam técnicas de resolução de problemas, estratégia e finanças corporativas.

Ao longo do Programa, os alunos são acompanhados por um mentor politécnico recém-formado, que compartilha aprendizados sobre os desafios encontrados no ambiente profissional e ajuda o aluno a conhecer os setores com as melhores oportunidades profissionais.

Na etapa final, os alunos participam de um estágio de férias com o objetivo de executar um projeto desafiador para uma empresa e com o suporte de um gestor. Empresas como Natura, Oxiteno, Klabin e Raia Drogasil são parceiras do projeto.

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Serviço:

Abertura do Programa de Carreira e Apresentação da OPUSP
Data:
 21/08/2017
Horário: 17h
Local: Auditório Professor Francisco Romeu Landi, Prédio da Administração Central da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Av. Prof. Luciano Gualberto, Travessa 3, 380 – Cidade Universitária, Butantã, São Paulo – SP)

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As inscrições na abertura podem ser feitas de duas formas: 

 

Via confirmação para o email  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ;

Via ingresso: https://www.eventbrite.com/e/abertura-programa-de-carreira-e-124-anos-de-escola-politecnica-da-usp-tickets-36593249394


 

 

Professor da Poli-USP lança livro sobre fluidos derivados do petróleo

Obra é voltada ao ensino da graduação, pesquisa e uso profissional em diversos cursos de Engenharia

O professor aposentado do Departamento de Engenharia Química (PQI) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Luiz Roberto Terron, lança o livro “Propriedades dos Fluidos Derivados do Petróleo” pela LTC Editora.

A obra é voltada ao ensino da graduação, pesquisa e uso profissional em diversos cursos da Engenharia, e trata de assuntos como os meios de discriminação dos constituintes do petróleo; propriedades volumétricas, calóricas e equilíbrio líquido-vapor de hidrocarbonetos e misturas; técnicas de medições experimentais; análise de petróleo e frações; e modelagem e cálculo das propriedades de caracterização. Ao final, há ainda um capítulo com exercícios para ajudar na compreensão e assimilação dos conteúdos.

O livro é fruto de uma disciplina de graduação ministrada a alunos do curso de Engenharia de Petróleo da Poli oferecida pelo PQI. Terron foi o responsável por montar a estrutura das aulas e ministrá-las por mais de 10 anos, e conta que a ideia de juntar todas as experiências vividas como docente da matéria partiu daí. Ao todo, foram dois anos de produção da obra e o mesmo período para edições finais.

O professor afirma que a obra pretende ajudar a preencher a lacuna que a Engenharia de Petróleo possui atualmente no Brasil: os 42 cursos existentes no país não são capazes de atender a demanda de mais de sete mil vagas de engenheiros de petróleo existentes. Ele também defende que o conteúdo da obra pode ser utilizado para a consulta de pós-graduandos e profissionais da área.

Sobre o docente - Luiz Roberto Terron formou-se em Engenharia Química pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e realizou o mestrado, doutorado e livre-docência na Poli. Foi professor associado do PQI, onde lecionou disciplinas de graduação e de pós-graduação. Atualmente, é professor sênior e ministra a disciplina de Propriedades dos Fluidos Derivados de Petróleo para o curso de Engenharia de Petróleo, além de coordenador do Petrofluid, laboratório da Escola.

 

Brasileiros conquistam melhor colocação da história em olimpíada internacional de física

Treinamento prático para a competição foi realizado na Poli-USP

Pelo segundo ano consecutivo, a equipe brasileira que participa da Olimpíada Internacional de Física melhorou seu desempenho, trazendo três medalhas de ouro e duas de bronze da competição realizada na Indonésia. Em 2016, os brasileiros trouxeram uma medalha de ouro, uma de prata e três de bronze. Neste ano de 2017, eles melhoraram novamente a marca obtida pelo Brasil desde sua primeira participação, em 2000.

A International Physics Olympiad (IPhO) é uma competição anual entre estudantes de ensino médio, na qual podem participar 5 representantes de cada país. A 48ª edição, realizada em julho de 2017 na cidade de Yogyakarta, contou com a participação de 420 estudantes de 88 países.

O treinamento e seleção da equipe brasileira é feito pelo Comitê de Seleção Olímpica Internacional da Sociedade Brasileira de Física, coordenado pelo professor Munemasa Machida, do Instituto de Física da Unicamp, do qual também faz parte o diretor da Escola Politécnica, professor José Roberto Castilho Piqueira.

No último ano, a Escola Politécnica da USP participou apenas do treinamento após a seleção dos alunos. O professor Antonio Carlos Seabra, do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Poli-USP, conta que neste ano a Poli participou também da prova de classificação, com intensa participação dos professores Magno Teófilo Madeira da Silva e Roberto Koji Onmori,e dos técnicos de laboratório Silvano Aparecido Bergamo e Adriano de Souza do Santos, que colaboraram com a elaboração das provas e treinamentos experimentais.

“Os responsáveis pela preparação dos estudantes pediu o apoio da Poli por que havia uma carência de atividades de preparação envolvendo experimentos com circuitos elétricos e eletrônicos”, conta Seabra. A coordenação buscou o apoio da Poli para o treinamento prático, uma vez que os estudantes tem uma base teórica de nível medalhista, porém uma deficiência no traquejo experimental. “A Poli veio justamente contribuir nesse traquejo experimental e, pelos resultados que estão sendo divulgados, a participação da Escola na preparação sem dúvida alguma colaborou para o desempenho no IPO2017”, comemora Seabra, e finaliza: “Para a Poli é muito importante que estudantes talentosos do ensino médio conheçam a Escola e considerem optar por engenharia no vestibular”.

 

Alunos de Engenharia Civil da Poli-USP utilizam túnel de vento do IPT em trabalho final

Com informações do site do IPT

Quatro alunos do curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) utilizaram no mês de julho a infraestrutura laboratorial do túnel de vento do IPT para realizar uma série de ensaios do edifício escolhido pelo grupo como objeto de estudo do trabalho de conclusão de curso (TCC). Localizado às margens do Rio Pinheiros, na capital paulista, o Eldorado Business Tower é um complexo localizado dentro do terreno do Shopping Eldorado, próximo à ponte Eusébio Matoso, que teve suas obras concluídas em 2008.

A proposta do orientador e professor do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica da USP, Henrique Campelo Gomes, foi de realizar um estudo em uma estrutura existente. Partindo dessa ideia, Gomes procurou o projetista responsável pela edificação, Ricardo França, diretor da França & Associados, escritório especializado em projetos de estruturas em concreto armado e protendido.

As discussões do grupo com o professor chegaram à proposta de fazer uma análise estrutural global do projeto, ou seja, uma simulação de como uma empresa real trabalharia – assim, eles assumiram a responsabilidade desde a elaboração da maquete até a execução dos ensaios e criação do modelo computacional. Para dar início aos trabalhos, os alunos receberam dos projetistas referências básicas para servirem de guia no projeto. “Para a montagem da maquete, era necessário ter informações sobre as faces a fim de definir os locais em que seria feita a instrumentação com as tomadas de pressão no túnel de vento. Recebemos os dados e alimentamos o software AutoCAD para modelar as faces do edifício”, explica Henrique Curci, um dos quatro componentes do grupo, ao lado de Jessica Sakai, Laís Kurusu e Rafael Sandoval.

Os alunos decidiram pelo uso de chapas de MDF para a montagem da maquete por causa do fácil manuseio (corte a laser). Pronto o modelo, fizeram a apresentação do projeto na primeira etapa de defesa do trabalho de conclusão. “O início do projeto foi dedicado mais ao desenvolvimento técnico do modelo físico e não se aprofundou na análise estrutural”, explica Curci.

O próximo passo foi trazer a maquete para o túnel de vento do IPT. Primeiramente, foi feita a instrumentação do modelo com as tomadas de pressão; em seguida, os alunos estudaram a camada de limite atmosférica da região onde o edifício está localizado e, finalmente, partiram para os ensaios.

“Era uma questão crucial para o projeto a execução dos testes no IPT. Desde o início, a proposta do trabalho foi desenvolver o dimensionamento e a verificação da estrutura a partir dos carregamentos de vento”, afirma ele. “Se não fosse possível utilizar a infraestrutura do túnel de vento, seria necessário mudar totalmente o projeto, e talvez nem fosse viável a sua continuação por conta das dimensões da maquete. Nosso professor orientou em 2015 um TCC que usou o túnel de vento do Instituto Mauá de Tecnologia, mas a estrutura deles não comportaria a nossa maquete por conta de suas dimensões”.

A partir do momento que em forem definidos os carregamentos, o grupo irá importar os dados para um software de análise estrutural, o TQS, que é usado para modelagem de estruturas de concreto. “Devemos desenvolver até o mês de novembro o modelo computacional, integrar os dados do túnel de vento ao software, fazer a análise e entregar o relatório”, completa Curci. “Para alunos da graduação, é uma oportunidade única ter acesso a esta estrutura e travar contato com profissionais. Estivemos no túnel de vento praticamente duas semanas, em um contato diário. Além do valor das informações obtidas, estar em contato com o ambiente de trabalho traz uma nova visão aos estudantes”. A previsão de finalização do projeto é no final de 2017.

"É importante o uso das instalações do IPT em trabalhos feitos por estudantes da USP. Pesquisadores do Instituto, alunos e professores da universidade têm muito a ganhar com essas parcerias, que poderiam ser mais frequentes", afirma o diretor-presidente do IPT, Fernando Landgraf. "O Instituto está aberto a receber mais visitas de turmas de alunos com interesses em temas de nossos laboratórios. Temos que nos esforçar para superar as barreiras que separam as duas instituições".

 

O que acontece com os livros doados à Poli-USP?

Livros de assuntos não pertinentes ao acervo da Escola são doados a ONGs e projetos sociais

Cerca de 300 livros foram doados, no último mês, pela Divisão de Biblioteca da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) ao programa social “Ler é Viver”. Essa organização mantém e administra uma biblioteca gratuita na região de São Miguel Paulista, Zona Leste de São Paulo, e incentiva os moradores a praticarem a leitura por meio de empréstimos e doações de obras. A iniciativa de doações por parte da Biblioteca acontece periodicamente e beneficia instituições que trabalham com causas sociais.

“Fomos procuradas pelos responsáveis do projeto e nos dispusemos ajudar”, conta Maria Cristina Olaio Villela, chefe técnica da Divisão de Biblioteca da Poli. É a primeira vez que a Biblioteca realiza a parceria com o projeto “Ler é Viver”, mas outras doações já foram feitas a diversos projetos sociais.

Villela conta como ocorrem as doações. “Regularmente, a biblioteca recebe obras doadas por ex-alunos, professores e da comunidade em geral. Tais obras são selecionadas de acordo com os critérios estabelecidos na Política de Desenvolvimento de Acervo, e aquelas não pertinentes aos assuntos da escola são oferecidas a outras Instituições”.

Obras recebidas e não incorporadas ao acervo da biblioteca podem ser doadas a qualquer pessoa ou instituição. Já as obras do acervo da biblioteca que são despatrimoniadas só podem ser repassadas a órgãos e universidades públicas.

Além das ONGs, os próprios alunos da Poli podem se beneficiar com as obras que não são incorporadas ao acervo da biblioteca. Isso porque Villela organiza, desde 2008, e não consecutivamente, uma feira para doação e barganha de livros. Durante três dias, obras que não interessam à biblioteca ficam expostas em área de fácil acesso no prédio da Engenharia Civil. Alunos, professores, funcionários e demais visitantes oferecem seus livros usados em troca de outros oferecidos na Feira. O evento ocorre em outubro e já está programado para este ano.

Aquisição de material bibliográfico pela biblioteca da Poli

Livros novos são adquiridos por compra e doação. As compras são feitas de acordo com a demanda de cada Departamento. Já quando a Divisão de Biblioteca recebe doações, analisa o estado físico da obra, edição e se o assunto irá interessar as linhas de pesquisa e áreas da engenharia para poder fazer parte do acervo.Villela ressalta que essa é uma iniciativa importante, e que se preocupa sempre em perguntar ao doador se as obras podem ser repassadas. “Nós perguntamos se podemos doar para outras pessoas os livros que não são de interesse para a Biblioteca da Poli”, afirma.

Histórico da Biblioteca – A Biblioteca da Escola foi criada pela Lei Estadual n. 191 de 1893. Com um acervo de 489 volumes, iniciou suas atividades em 07 de janeiro de 1895 no antigo Solar do Marquês de Três Rios. A cidade de São Paulo dispunha, à época, apenas da Biblioteca da Faculdade de Direito, que reunia obras de Ciências Sociais e Jurídicas.

A criação de novos cursos levou à expansão da Escola e a sua instalação em mais de uma sede. A consequência para a Biblioteca foi a descentralização de seu acervo bibliográfico e a manutenção de coleções de obras especializadas junto às respectivas Cadeiras e, mais tarde, aos Departamentos. Cabia à Biblioteca a aquisição e tratamento técnico das obras que permaneciam junto às Cadeiras para consulta e empréstimo dos interessados. Com a mudança para a Cidade Universitária, essa dispersão acentuou-se, dando origem às novas Bibliotecas.

A Poli possui 15 departamentos, nos quais os docentes e pesquisadores se dedicam a diferentes áreas da engenharia, como química, mecânica, civil, sistemas eletrônicos, etc. Nesses departamentos são oferecidas as disciplinas das 17 especialidades de cursos de graduação da Escola.

Atualmente, a Divisão de Biblioteca da Escola desempenha suas atividades a partir dos Serviços Centralizados, uma Biblioteca Central e sete Bibliotecas Setoriais. Os Serviços Centralizados são responsáveis pelas atividades técnico-administrativas da biblioteca, e o Serviço de Aquisição é responsável pela seleção e aquisição do material bibliográfico que é encaminhado às Bibliotecas Setoriais. A Biblioteca Central atende aos alunos dos dois primeiros anos da graduação.

O acervo da Divisão de Bibliotecas é de aproximadamente seiscentos mil itens dentre livros, periódicos, teses, dissertações, materiais multimídia e outros, distribuídos em uma área de seis mil metros quadrados. A atualização do acervo é feita por meio de compra com verbas oriundas da Reitoria USP e do orçamento da Unidade, além de doações particulares ou de Projetos como FAPESP e CNPq.

 

Alunos pré-vestibulandos passam uma semana na USP e têm aulas de Engenharia

A Escola Avançada de Engenharia Mecatrônica (EAEM) é uma iniciativa do PET Mecatrônica e beneficia jovens de todas as regiões do Brasil

Passar uma semana na Universidade de São Paulo (USP), hospedar-se no Centro de Práticas Esportivas (Cepe-USP), comer no Restaurante Universitário e ainda assistir às aulas da Escola Politécnica (Poli-USP). Foi o que fizeram 25 vestibulandos de todo o país que participaram da Escola Avançada de Engenharia Mecatrônica (EAEM), uma iniciativa organizada anualmente pelo Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Engenharia Mecatrônica da Poli. Sob a tutoria do professor Diolino José dos Santos Filho e com a liderança da estudante do terceiro ano da Poli, Paolla Furquim Daud, o evento ocorreu de 23 a 30 de julho.

O EAEM já está em sua 11ª edição e tem como objetivo servir como uma espécie de primeiro contato dos estudantes com a graduação. A ideia é que eles se sintam incluídos na comunidade da Universidade, e por isso comem, dormem e estudam na USP ao longo da semana. Eles ainda recebem um material didático para acompanhar aulas que fazem parte da grade curricular da Engenharia Mecatrônica, como Fabricação Mecânica, Eletrônica, Sistemas Dinâmicos e Computação e, ao final do curso, devem desenvolver carrinhos motorizados para uma competição entre eles.

Dos 25 participantes desse ano, 14 estudam em instituições públicas, 13 são meninas e 12 são de fora do estado de São Paulo. É o caso de Nicole Karen Moura de Jesus, de Salvador, Bahia. Ela tem 17 anos, cursa o último ano do Instituto Federal da Bahia (IFBA) e está se preparando para o vestibular. Ela conta como a experiência a está ajudando para decidir entre a Engenharia Mecatrônica ou Elétrica.

“Estou gostando muito da EAEM, pois aqui podemos vivenciar a Universidade e ter contato com matérias novas, como cálculo”, comenta. Ela, que já possui um projeto na escola de um robô que se adapta a regiões de desastres, pretende seguir a carreira de pesquisa e incluiu a Fuvest na lista de vestibulares que irá prestar esse ano.

A EAEM acontece no mês de julho, e por isso as inscrições são abertas nos primeiros meses do semestre. A seleção dos candidatos é feita por meio de três etapas: preenchimento de formulário, envio de uma carta de motivação e entrevista por videoconferência. Diego Rodrigues, aluno do 4º ano da Poli e um dos organizadores do evento, garante que os critérios de triagem são estabelecidos em vista de selecionar estudantes proativos, que demonstram interesse na área de Engenharia Mecatrônica e que buscam uma graduação no ensino superior. Dez das vagas são reservadas para alunos de escola pública, sendo as demais para ampla concorrência.

Programação da Semana – Os alunos começam as aulas desde o primeiro dia que chegam à USP. Eles assistem a palestras com ex-alunos e professores e aprendem como realizar projetos. Nos outros dias, são introduzidos às aulas de Mecatrônica e realizam atividades como a construção de uma ponte feita com macarrão para verificarem os efeitos dos esforços nos materiais. Oficinas para o manuseio de equipamentos também são realizadas. Todas as atividades são pensadas para, no final da semana, os participantes terem conhecimento suficiente para a construção dos robôs. O domingo é reservado para a competição das máquinas construídas e apresentações de despedida.

Confira as fotos no álbum do Flickr da Escola: https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157684393171033

 


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