Escola Politécnica da USP

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Programa de Estágio do PCS ajuda alunos a ingressarem no mercado

Iniciativa é do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Poli que  faz parceria com empresas

Ingressar no mercado de trabalho nunca foi tarefa fácil, mas há muitos meios que podem ajudar os jovens a transpor esse desafio. Para os estudantes, o estágio é a maneira mais comum e valorizada de integrar o que se aprende em sala de aula e o que o cotidiano da profissão ensina. No Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), os alunos contam com um Programa de Estágio para orientar essa experiência.

Na Poli, o estágio é obrigatório e, de acordo com a estrutura de cada curso, segue diferentes calendários, que podem ser quadrimestrais ou semestrais. No PCS, há cursos com ambas estruturas. A graduação de Engenharia da Computação, por exemplo, é quadrimestral e reserva quatro módulos para o estágio ao longo dos três últimos anos do curso. A Engenharia Elétrica, por sua vez, destina dois semestres para os alunos estagiarem.

Através do Programa de Estágio do PCS, o departamento oferece workshops e cursos com empresas nacionais e multinacionais prospectadas para enriquecer o plano profissional dos alunos. As parcerias vão desde iniciativas incubadas no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) da USP até empresas consolidadas como o Facebook e a Microsoft.

“O sucesso do nosso Programa é devido ao planejamento e à operação muito bem estruturada de participação dessas empresas”, diz Jorge Risco Becerra, um dos professores responsáveis pelo Programa de Estágio. “Além disso, sempre estamos em contato com os alunos para saber como eles estão indo nesses estágios nas empresas”.

O professor reitera que, além da atuação do programa, é importante que os alunos tenham iniciativa para procurar novas vagas e parceiros. Para participar do Programa de Estágio, basta estar matriculado no período adequado do curso e não possuir nenhuma reprovação.

Becerra observa que, apesar da crise econômica, o mercado de TI, especialmente na área de automação, continua crescendo e contratando estagiários. “Nós pretendemos realizar workshops, atividades e cursos com essas e outras empresas que estamos prospectando para que o aluno possa iniciar estágio,  nessa área, que está em evolução e que achamos que vai trazer novos resultados para o Programa”.

Além dos benefícios do estágio, o contato com o mercado também ajuda a atualizar a grade curricular da graduação. Tópicos da área de software, rede, arquitetura de dados e processo de negócios serão incluídos aos programas das disciplinas dos cursos. As novas discussões também buscam fomentar o interesse pela área acadêmica, orientando iniciações científicas e incentivando o caminho até o mestrado.

(Larissa Lopes | Jornalismo Júnior)

 

Poli terá novo laboratório de petrofísica em Santos

Contrato com a Petrobras acaba de ser assinado. Projeto foi destaque no jornal A Tribuna de Santos.

O primeiro laboratório de petrofísica avançada do Estado de São Paulo será construído pela Escola Politécnica da USP no campus de Santos, onde atualmente está sendo realizado o curso de Engenharia de Petróleo. A iniciativa é de um grupo de seis professores da Poli e está sendo coordenada pela professora do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo (PMI), Carina Ulsen.

O contrato de adaptação de infraestrutura para receber os equipamentos já foi assinado entre a Poli-USP e a Petrobras, que investirá R$ 7,5 milhões. O laboratório deverá conter equipamentos que permitirão aos pesquisadores estudar os comportamentos dos fluidos dentro das rochas.

O projeto foi destaque na edição de sábado (01/04) do jornal A Tribuna de Santos, que também trata do novo curso de Engenharia da Complexidade na Poli a ser feito em parceria com a Groupe das Écoles Centrales, da França. Confira aqui a matéria completa.

 

 

Miguel Nicolelis ministra na Poli aula magna para ingressantes na pós-graduação da USP

Um dos pesquisadores brasileiros mais conhecidos no exterior, ele vai falar sobre desafios e perspectivas para a ciência brasileira.

O neurocientista Miguel Nicolelis estará na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) no dia 6 de abril, às 18 horas, para a aula magna que vai ministrar aos ingressantes de todos os cursos de pós-graduação oferecidos pela USP em São Paulo. O evento é uma iniciativa da Associação de Pós-Graduandos da USP Capital – APG Helenira Preta Rezende, e será realizado no Auditório Professor Francisco Landi, que fica no Prédio da Administração da Poli, no campus do Butantã, em São Paulo. O tema da aula é “Universidade, Estado, Democracia: Desafios e Perspectivas para a Ciência Brasileira”. Não é preciso fazer inscrição prévia para assisti-la, e ela será transmitiva ao vivo pelo Iptv USP aqui

“Nós convidamos o doutor Nicolelis não só por ele ser um dos maiores cientistas brasileiros, amplamente reconhecido aqui e no exterior, mas porque ele é uma voz ativa nos debates sobre os rumos da Ciência, da política científica, do desenvolvimento da tecnologia e inovação no Brasil”, afirma Gabrielle Paulanti, coordenadora geral da Associação.

Perfil – Nicolelis foi apontado pela Revista Scientific American como um dos 20 maiores cientistas da atualidade. Ganhou 40 prêmios internacionais e publicou mais de 200 artigos, dos quais 12 na Science e na Nature, as revistas científicas mais importantes do meio científico.  

Graduado em Medicina e doutor em Fisiologia Geral pela Universidade de São Paulo, Nicolelis tem pós-doutorado em Fisiologia e Biofísica pela Universidade de Hahnemann, na Filadélfia (EUA). O cientista lidera grupos de pesquisadores que empregam as ferramentas computacionais da robótica e da neuroengenharia para desenvolver neuropróteses com potencial para restaurar a mobilidade de pacientes paralisados por trauma ou degeneração do sistema nervoso central. Nos seus laboratórios também são estudados os mecanismos neurofisiológicos e possíveis novas terapias para a doença de Parkinson.

Em 1994, passou a atuar como professor do Departamento de Neurobiologia e Codiretor do Centro de Neuroengenharia da Duke University, nos Estados Unidos. Em 2003, retornou ao Brasil e criou, no Rio Grande do Norte, o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS). É fundador e preside voluntariamente a Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa (AASDAP) desde sua criação, em 2004.

A Associação de Pós-Graduandos da USP Capital – APG Helenira Preta Rezende representa os alunos de pós-graduação da USP que estudam em todas as unidades da Capital: faculdades da Cidade Universitária, Faculdade de Direito, Faculdade de Medicina, Instituto de Medicina Tropical, Faculdade de Saúde Pública, Escola de Enfermagem, FAU Maranhão e Escola de Artes, Ciências e Humanidades.

(Janaína Simões)

Serviço:

Aula magna com o pesquisador Miguel Nicolelis

“Universidade, Estado, Democracia: Desafios e Perspectivas para a Ciência Brasileira”

Data e horário: 6 de abril, às 18h.

Local: Auditório Prof. Francisco Romeu Landi – Prédio de Administração da Escola Politécnica da USP.

Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380. Cidade Universitária, São Paulo (SP).

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Docente da Poli-USP coordena grupo que elabora normas técnicas para cidades sustentáveis

A NBR ISO 37120:2017, publicada pela ABNT, estabelece os indicadores para medir a sustentabilidade de comunidades urbanas.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aprovou e publicou a NBR ISO 37120:2017, primeira norma técnica nacional relacionada às cidades sustentáveis. A norma define e estabelece metodologias para um conjunto de indicadores relacionados ao desenvolvimento sustentável de comunidades urbanas, com o objetivo de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida.

O trabalho de estudo e tradução da norma internacional já existente para esse tema foi feito pela Comissão de Estudos Especial 268 da ABNT, uma comissão espelho da Technical Committee TC 268 da ISO, a Sustainable cities and communities, que atuou na confecção da norma internacional. A CEE 268 é coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Alex Abiko.

Segundo o docente, trata-se de uma tradução e adaptação para a língua portuguesa da norma ISO 37120:2014 – Sustainable development of communities - Indicators for city services and quality of life. “Estes indicadores podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade no que se refere à sustentabilidade”, explica Abiko. A iniciativa de ter uma norma nacional sobre o assunto nasceu das atividades de pesquisa do próprio Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli-USP, que tem uma linha de estudos em planejamento e engenharia urbanos, e teve colaboração da doutoranda do Departamento, a engenheira Iara Negreiros.

A norma contém 100 indicadores de sustentabilidade urbana e trata dos aspectos ambiental, econômico, social e tecnológico, entre outros. “Esse documento vai ajudar os municípios, governos de Estado, o Ministério das Cidades a medir a sustentabilidade das cidades, mas essas normas não estabelecem padrões”, diz. Ou seja, a norma não fala se uma cidade é sustentável ou não, mas estabelece quais requisitos devem ser avaliados para se medir essa sustentabilidade. Por exemplo, a norma diz que o indicador “índice de mortalidade infantil” deve constar na medição da sustentabilidade de uma cidade, assim como a existência de favelas.

Além do setor público, a NBR ISO 37120:2017 também pode ser usada pelas empresas para que atestem, para clientes e governo, o quão sustentável são seus empreendimentos. “Gostaríamos que a sociedade use e critique a norma para podermos aprimorá-la”, afirma Abiko.

A norma nasceu de uma necessidade acadêmica. “Queríamos saber como medir a sustentabilidade das cidades e fomos investigar como isso é feito no mundo. Descobrimos mais de 150 sistemas de medição, desenvolvidos e adotados em diversos países, como Estados Unidos, Austrália, França, Inglaterra, África do Sul, e inclusive alguns sistemas no Brasil. Nossa próxima pergunta foi, então, qual seria o melhor sistema para adotarmos aqui, considerando que muitos deles acabam trabalhando questões muito particulares de cada país”, conta.

Nessa pesquisa pelo melhor sistema, chegou-se à norma da ISO, a Organização Internacional de Normalização, entidade que congrega as associações de padronização/normalização de 162 países do mundo, incluindo o Brasil. “Ela foi selecionada porque é resultado da discussão e trabalho de uma entidade que reúne quase todos os países do mundo, o que dá muita credibilidade e torna a norma internacional. As outras normas que estudamos trazem elementos que são muito particulares das realidades locais, o que torna mais difícil implementá-las em contextos diferentes, enquanto a ISO sempre busca unir o melhor de todas as normas em uma só”, destaca.

Selecionada a norma ISO, a Comissão 268 passou a trabalhar na tradução do documento. Não bastava apenas traduzir para a Língua Portuguesa, mas fazer uma avaliação técnico-científica do documento porque, ao mesmo tempo em que não se pode alterar uma norma ISO para adotá-la e ela ser uma norma NBR ISO, é preciso fazer adaptações em itens para que a norma faça sentido ou seja adaptada à realidade brasileira, o que foi feito por meio de notas. Um exemplo de nota brasileira está na definição do termo favela, que também pode ter como sinônimos, no Brasil, os termos assentamentos precários ou assentamentos sub-normais, como utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse trabalho envolveu diversas instituições e órgãos públicos, tais como a Caixa, Ministério das Cidades, Sabesp, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sindicato da Habitação (Secovi), Conselho Brasileiro da Construção Sustentável (CBCS), Poli-USP, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), Instituto de Engenharia, entre outras, que compuseram a CEE 268.

As próximas normas a serem desenvolvidas no contexto da CEE 268 são as de Sistemas de Gestão para o Desenvolvimento Sustentável, cujos trabalhos já estão avançados, as de Cidades Inteligentes e as de Cidades Resilientes, em nível mais preliminar. “É importante participar da discussão de novas normas internacionais desde o início. Se nos aproximamos de outros países e instituições internacionais, podemos colocar nas normas internacionais as questões específicas do Brasil”, conclui Abiko.

(Janaína Simões)

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Fundo Amigos da Poli lança quinto edital de seleção de projetos

Evento será realizado nesta quinta-feira (30), no Anfiteatro do
Departamento de Engenharia de Construção Civil.

O fundo patrimonial Amigos da Poli fará amanhã (30/03) o lançamento do 5º Edital de Projetos, que abrirá inscrições a partir do dia 10 de abril e terá um total de R$ 410 mil para aplicar em projetos de alunos e professores da Escola. O evento de lançamento será no Anfiteatro do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC), às 11h. Na ocasião, haverá um Poli Talks com o empresário e Conselheiro do Fundo, Newton Simões.

No evento, os alunos e professores poderão tirar suas dúvidas a respeito do edital e ainda conhecer a trajetória de um politécnico de sucesso. O Amigos da Poli também vai falar sobre algumas novidades do edital deste ano, implementadas com o objetivo de melhorar a governança, garantir maior participação e presença dos alunos e inovar ainda mais o processo já estabelecido nos últimos anos.

Além do lançamento desta quinta-feira, representantes do Amigos da Poli deve estar presente nas reuniões do CTA, no dia 13 de abril, e da Congregação, dia 24, para apresentar novamente o edital e sanar dúvidas.

As inscrições para o edital serão feitas pelo site www.amigosdapoli.com.br. Mais informações pelo email Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

(Com informações do Amigos da Poli)

 

Especialistas debatem na Poli-USP avanços e impactos da realidade virtual

Painel integra programação da VR Week, que será promovida pelo laboratório Samsung Ocean USP, entre 3 e 7 de abril. 

O Samsung Ocean USP, laboratório sediado no Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), promove entre 3 e 7 de abril a VR Week. O evento contará com palestras, painéis, oficinas e treinamentos focados em realidade virtual. Profissionais de mercado e pesquisadores irão discutir sobre processo de criação e desenvolvimento de soluções em realidade virtual, mercado, aplicações práticas e tendências. As inscrições podem ser realizadas pelo site oceanbrasil.com, no canal de cursos (procure pela data do evento), ou pelo aplicativo Samsung Ocean, disponível para Android no Google Play.

Um dos destaques da programação da VR Week é o painel do dia 5 de abril, que começará às 19h, e reunirá cientistas e executivos para discutir o tema “Como a realidade virtual irá revolucionar nossas vidas?”. O professor Marcelo Zuffo, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Poli, abrirá o painel destacando as pesquisas recentes, resultados práticos e o futuro da realidade virtual no campo das pesquisas científicas. A seguir, Renato Citrini, gerente de produto da Samsung, trará os temas relacionados ao mercado mundial e brasileiros, tendências tecnológicas e visão de futuro.

Ainda dentro desse painel, Jay Santos, engenheiro da Unity, abordará a realidade virtual em relação ao mercado de games: processo de criação, como as narrativas, personas, modelo de interação, desenvolvimento de games em realidade virtual e desafios no contexto de desenvolvimento. Também está prevista uma apresentação focada no mercado de entretenimento, que deverá tratar de storytelling associado à tecnologia imersiva de VR, aplicação prática no campo de entretenimento e expectativas de futuro.

O painel termina com um debate entre os palestrantes e que será moderado por Eduardo Conejo, innovation Sr. manager da Samsung Electronics. Nele serão discutidas questões como o impacto da realidade virtual nas relações interpessoais, já alteradas pelos smartphones e redes sociais; o processo de popularização e uso da tecnologia no cenário brasileiro; os benefícios e desafios do uso da realidade virtual em educação e saúde, e como empresas e academia podem trabalhar juntas para promover a evolução da tecnologia e suas aplicações.

Haverá outro painel no dia seguinte (6/4), também às 19h, no qual serão abordados cases de uso de realidade virtual em tecnologia da informação e comunicação, educação e saúde, com apresentações das empresas Samsung, EvoBooks e Medroom, respectivamente.

Demais atividades – No dia 3 de abril, haverá palestras técnicas, enquanto no dia 4 serão aplicados dois treinamentos em realidade virtual. No dia 5, de tarde, estão programados uma palestra com o tema “Antecipando tendências através do design” e uma oficina sobre design thinking para soluções em realidade virtual. A VR Week termina no dia 7, com a oficina na qual será oferecida mentoria em desenvolvimento de soluções em realidade virtual.

Inaugurado em abril de 2016, o Samsung Ocean USP é dedicado a atividades de ensino, pesquisa e extensão nas áreas de aplicativos móveis, Internet das Coisas, realidade virtual e games, com estímulo ao empreendedorismo. O laboratório tem 300 metros quadrados e está situado no prédio do Departamento de Engenharia de Produção da Poli, no campus da USP no Butantã, em São Paulo – Avenida Professor Almeida prado, 531, Cidade Universitária, São Paulo (SP).

(Janaína Simões)

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Mais de 130 prêmios distribuídos em cerimônia da Febrace

Alunos finalistas do Brasil inteiro concorreram a certificados, medalhas, troféus, tablets e credenciais para feiras científicas nacionais e internacionais.

Alunos e professores finalistas da 15ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) compareceram ao auditório do Centro de Difusão Internacional da Universidade de São Paulo (CDI-USP) na última sexta-feira (24/03), para a cerimônia de premiação dos melhores projetos expostos na Feira em 2017. A casa, cuja lotação máxima é de aproximadamente 850 pessoas, estava cheia.

O evento foi aberto pela professora da Escola Politécnica da USP (Poli-USP) Roseli de Deus Lopes, idealizadora e atual coordenadora da Febrace. Ela começou a sua fala citando a importância da mostra na formação de cientistas brasileiros, e elogiou os finalistas. “O nosso intuito é ver esses alunos em altos cargos e utilizando o método científico em suas vidas”, afirmou.

Os prêmios, cujos ganhadores podem ser conferidos aqui e aqui, foram apresentados pelo casal Iberê Thenório e Mari Fulfaro, donos do canal no Youtube Manual do Mundo. A cerimônia foi dividida em duas etapas. Na primeira parte, as seguintes instituições distribuíram seus prêmios: Agência USP de Inovação (Auspin), Instituto de Física da USP (IFUSP), Museu Paulista da USP (MP-USP), Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq), Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM), Editora da USP (Adusp), Revista ECO21, Revista InCiência, Grupo de Estudos de Gêniero da Poli (PoliGen), Associação Brasileira de Iniciação Científica, Associação Brasileira de Incentivo à Tecnologia e Ciência (ABRITEC), UNESCO e o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (ISITEC). Os apresentadores também decidiram seu projeto favorito e o anunciaram no palco. A parte inicial da cerimônia terminou com a revelação da equipe escolhida pelos visitantes da Feira, no Prêmio Organização Popular.

Dando continuidade, Marinalva Cruz, da Secretaria Municipal das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, discursou. “É muito gratificante participar de um evento como esse, pois só iremos transformar o mundo com a educação”, defendeu. Ela ainda elogiou o fato de a cerimônia possuir um tradutor de Libras. A próxima a falar foi a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) Helena Nader. Ela contou um pouco da história da associação, que possui o objetivo de “unir todas as ciências em um único pensamento”.

O Prêmio Professor Destaque foi anunciado em seguida. Dentre os 45 docentes orientadores inscritos, 15 foram chamados ao palco para a divulgação do ganhador. Quem levou o prêmio foi Sandra Seleri, da Escola Estadual de Ensino Médio Elisa Tramontina, no Rio Grande do Sul. Ela montou, no colégio, a disciplina Seminário Integrado, em que trabalha com pesquisas e orientações para feiras científicas, e já chegou a orientar mais de 50 alunos em um só ano.

A Marinha do Brasil, a Defesa Civil do Estado de São Paulo, o Programa Poli Cidadã, a Associação dos Engenheiros Politécnicos, o Centro Paula Souza e as empresas Samsumg, Programaê, Instituto 3M e Faber Castell também  premiaram projetos destaque em diversas categorias. Depois foi a vez da premiação da organização da Febrace, quando foram nomeados os melhores projetos das diferentes áreas (Engenharia, Ciências Agrárias, Biológicas Exatas e da Terra, Humanas, da Saúde e Sociais e Aplicadas).

O evento terminou com a entrega dos prêmios concedidos pelos organizadores de feiras científicas do Brasil e de outros países aos participantes da Febrace. Os grupos escolhidos levavam para casa credenciais para participar das feiras, algumas com hospedagem e alimentação inclusas. Portugal, Israel e EUA foram alguns dos destinos que os estudantes irão visitar e expor os trabalhos.

Confira no Flickr da Poli as fotos da cerimônia de premiação da Febrace.

(Amanda Panteri)

 


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