Escola Politécnica da USP

usp.br

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte


Alunos da Poli e USP São Carlos desenvolvem inovações voltadas para terceira idade

Entre os projetos, destaque para sensor que avisa idoso a hora de ir ao banheiro, roupa que ameniza impacto de quedas e sistema de monitoramento do ambiente.

Incontinência urinária, quedas, depressão e ansiedade são problemas frequentes na terceira idade. Pensando nessas questões, estudantes de graduação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e da USP São Carlos, em conjunto com alunos de universidades de outros países, desenvolveram inovações que ajudam os idosos a lidar com essas dificuldades, desenhando um plano de negócios completo para as tecnologias propostas.

Os planos de negócio foram apresentados durante a Technology and Management International Business Plan Competition (T&MIBPC). A competição, que aconteceu entre 2 e 11 de janeiro, teve a participação de alunos e professores de cinco instituições: Universidade de Bayreuth – UBT (Alemanha), Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong – HKUST (China), Universidade de Illinois em Urbana-Champaign - UIUC (Estados Unidos), e a USP.

Seis estudantes da Poli – Benjamin Teng, Carolina Montesi, Francisco de Azevedo, Gabriel Pinto, Juliana Lopes e Rafael Souza – e dois da USP São Carlos – Renata Grass e Gustavo Lahr – competiram. Para acompanhá-los, estiveram presentes os professores Larissa Driemeier, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos (PMR) da Poli, e Marcelo Becker, do Departamento de Engenharia Mecânica da USP São Carlos.

Os projetos – O IncontAlert, dispositivo produzido pelo grupo no qual participou o aluno Benjamin Teng, da Poli, conquistou o primeiro lugar da competição. Ele consiste em um aparelho instalado na região do púbis, por meio de um adesivo médico, que pode indicar o momento ideal em que o usuário deve ir ao banheiro, evitando assim uma possível incontinência urinária. “O dispositivo mede a oxigenação do sangue e a quantidade de água na bexiga usando luz infravermelha, e com isso é possível monitorar a bexiga enquanto ela enche e esvazia. Assim, o dispositivo consegue alertar o usuário quando sua bexiga está se aproximando do ponto em que não conseguirá segurar e sugere a ele usar o banheiro”, explica Teng. “O alerta pode ser feito por notificação de celular, pulseiras inteligentes ou outros dispositivos.”

Outros grupos também se concentraram em incidentes recorrentes e preocupantes no cotidiano dos idosos. O AirTrust, por exemplo, detecta o momento de uma possível queda e aciona um sistema de colchões de ar dentro da roupa do indivíduo. “A solução é promissora, pois já é utilizada com sucesso para motociclistas,”, conta Rafael Souza, aluno da Poli e participante do projeto.

Já Carolina Montesi, também estudante da Escola, contribuiu no desenvolvimento do SmartSens, um sistema de monitoramento que integra dados da casa do usuário obtidos por meio de sensores de tipos variados (temperatura, luminosidade, presença, sono). Esses sensores analisam o cotidiano do idoso – se ele sai de casa, a qualidade do seu sono e alimentação – e fornecem, então, indicadores de risco de doenças como depressão e ansiedade.

“A ideia é, no futuro, incluir previsões de outras enfermidades como Alzheimer”, afirma Carolina. “Para mim, o grande desafio foi desenvolver algo novo em apenas uma semana. Isso exigiu bastante pesquisa e também a integração de muitas tecnologias que já estão sendo estudadas ou já estão no mercado, como é o caso dos vários sensores que seriam usados para obter os dados do ambiente e da saúde do idoso”.

A competição – O tema da terceira idade para a competição em Hong Kong foi escolhido com seis meses de antecedência. Durante o evento, os participantes fizeram visitas culturais e técnicas a empresas e assistiram palestras relacionadas à temática. Os oito grupos foram divididos após uma análise de perfil dos estudantes, tornando a divisão mais igualitária e os times mais homogêneos (com nacionalidades variadas).

Durante os dez dias do evento, os alunos foram deixados sob a orientação dos professores mentores e tiveram que pesquisar a respeito das tecnologias mais recentes disponíveis para, então, elaborarem os produtos e seus respectivos planos de negócios, que incluíam propostas de valor do serviço oferecido, análises competitivas de mercado e os modelos de negócios mais viáveis para cada ideia.

Ao final da competição, os três melhores projetos foram premiados. A Poli ficou bem colocada: além do primeiro lugar com o IcontAlert, do grupo integrado pelo aluno politécnico Benjamin Teng, o AirTrust, do grupo do estudante Rafael Souza, conquistou o terceiro lugar. “Participar da competição foi uma das experiências mais incríveis que já vivi. Sempre gostei muito de tecnologia e tenho o sonho de abrir meu próprio negócio desde pequeno” conta Teng.

Trabalhar em equipe foi um aspecto que chamou a atenção de Rafael Souza. “O desafio proposto foi um prato cheio para engenheiros empreendedores: conceber, em uma semana, uma solução tecnologicamente e financeiramente viável. Integrar uma equipe de alto nível, de diferentes culturas e formações, extremamente motivada para desenvolver um trabalho de qualidade e competitivo, foi o elemento extra desta experiência,”, aponta o estudante.

A Pró-Reitoria de Graduação e de Pós-Graduação da USP, o Departamento de Engenharia Mecânica (PME) da Poli e a Diretoria da Escola deram apoio aos estudantes para a participação no evento. Além disso, os alunos fizeram uma campanha de financiamento coletivo pela internet para obter o total de recursos necessários para a viagem. Um vídeo com detalhes do evento está disponível no Facebook

 

Poli-USP inicia nesta segunda-feira matrícula dos aprovados na Fuvest

Veteranos promovem brincadeiras e ação solidária. Serámontado um espaço para receber os pais dos calouros, que também poderão acompanhar a festa.

               Serão realizadas nesta segunda-feira e terça-feira (13 e 14/02) as matrículas dos vestibulandos aprovados na primeira chamada da Fuvest, que seleciona estudantes para os cursos da Universidade de São Paulo (USP). Na Escola Politécnica, a matrícula será realizada no prédio da Engenharia Civil, das 8h30 às 16h30, no campus do Butantã, em São Paulo.

               Organizações estudantis como o Grêmio Politécnico, os centros acadêmicos da Poli, a Atlética e o Poli Social promoverão diversas atividades para recepcionar os calouros durante a matrícula. Além do tradicional ‘batismo’ no banho de lama, os estudantes poderão participar de uma ação social, o corte e doação de cabelos.

               No espaço ao lado do Prédio da Administração da Poli serão montadas as estruturas para o banho de lama e competições como o futebol de sabão e a luta de cotonetes. Os pais que acompanham os filhos na matrícula também poderão curtir a festa: ao lado do espaço para as brincadeiras, o Grêmio montará uma tenda, com cadeiras e água para os familiares. Dali eles podem ver toda a diversão, compartilhando o momento com os filhos.

               “O dia da matrícula é um momento de festa. Promovemos um trote sem violência, tranquilo, com brincadeiras para fazer os ‘bixos’ se sentirem realmente acolhidos pela Poli”, afirma Wander Luis Ferreira Júnior, diretor financeiro do Grêmio Politécnico.

               Pensando no próximo – A Poli Social, entidade que oferece serviços gratuitos voltados ao Terceiro Setor, estará presente no dia. Este ano, está organizando duas atividades com o intuito de contribuir paracausas sociais:uma sessão de corte e doação de cabelo, que será realizada no primeiro dia da matrícula (13/02),na Poli, e o Trote Solidário, que será feito na primeira semana de aula, em março, e consiste em reunir alunos para pintar uma escola pública.

               O corte de cabelos para doação ocorrerá no primeiro dia de matrícula, das 8h30 às 15h, no primeiro andar do prédio de Engenharia Civil. Em parceria com a Poli Social, o Instituto LAB6 fará os cortes gratuitamente nos ingressantes que se disponibilizarem e doaráo material para o projeto “Cuca Feliz”, campanha de arrecadação de mechas e confecção de perucas para crianças com câncer. Cabelos com mais de 15 centímetros, com ou sem química e coloração, serão bem-vindos.

               O Trote Solidário ocorrerá no dia 11 de março, das 9h às 17h. A expectativa é que aproximadamente 100 voluntários, entre calouros e veteranos, ajudem na revitalização do pátio da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Antônio Bento, no Butantã, e façam brincadeiras com as crianças em aula.

Serviço:

Matrícula dos aprovados da Fuvest na Escola Politécnica da USP

Dias: 13 e 14 de fevereiro, das 8h30 às 16h30.

Local: Edifício Paula Souza - Prédio da Engenharia Civil.

Av. Prof. Almeida Prado, travessa 2, nº. 83. Salas S28 e S30.

*************************

ATENDIMENTO À IMPRENSA

Acadêmica Agência de Comunicação

11+ 5549-1863 / 5081-5238 – Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Érika Coradin (a assessora de imprensa estará presente no local no dia 13).

 

“Emissão de Material Particulado nas Vizinhanças de Canteiros” será tema de palestra

No próximo dia 22 de fevereiro, o Professor Francisco Cardoso, do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica, irá ministrar a palestra “Emissão de Material Particulado nas Vizinhanças de Canteiros” durante a realização do workshop “Tecnologias para Canteiro de Obras Sustentável de Habitação de Interesse Social”.

Na ocasião, no SindusCon-SP, serão apresentados pelos pesquisadores e debatidos com os construtores e demais profissionais e acadêmicos os resultados de um projeto desenvolvido por rede de pesquisa colaborativa financiada pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) sobre as principais necessidades de soluções tecnológicas em canteiros de obras de empreendimentos habitacionais, visando à sustentabilidade ambiental e à melhoria das condições de trabalho.

Além da emissão de material particulado, o projeto tratou de outros temas com a participação de docentes e pesquisadores do Departamento: soluções tecnológicas sustentáveis para instalações provisórias de canteiros de obras, tecnologias de execução relacionadas a métodos e sistemas construtivos inovadores e diagnóstico das necessidades de soluções tecnológicas em canteiros de obras.

A Professora Mércia Bottura de Barros e o Professor Racine Tadeu Araújo Prado, ambos do corpo docente do Departamento, participaram do projeto de pesquisa colaborativa realizada ao longo de 5 anos. Somado aos integrantes da Universidade de São Paulo, o grupo de trabalho contou com o envolvimento de docentes e pesquisadores da Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade Federal de São Carlos. A programação está disponível aqui e as inscrições, que são gratuitas, devem ser feitas nesse link.

 

Matrículas da Poli pelo Sisu contam com ingressantes de vários estados do País

Ao todo, 35 matrículas foram realizadas; Minas Gerais foi o estado
com o maior número de ingressantes depois de São Paulo.

Encerrou-se, na última terça-feira (07/02), no campus Butantã da USP, em São Paulo, o período de matrícula dos primeiros ingressantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Nos dias 3, 6 e 7 de fevereiro, foram efetuadas 35 matrículas de um total de 87 vagas disponibilizadas para os candidatos inscritos no Sisu.

A maioria dos matriculados é do estado de São Paulo (23), seguido de Minas Gerais (5). Há também ingressantes do Amazonas, Distrito Federal, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás e Paraná. Os cursos com maior adesão, Engenharia Química e Engenharia de Produção, somaram 10 matrículas ao todo.

Vagas remanescentes – Os alunos aprovados pelo Sisu e que realizaram a matrícula estão com suas vagas garantidas. As vagas remanescentes voltam para o Sistema, que deve redistribuí-las àqueles com as maiores pontuações na lista de espera. Assim, uma segunda chamada será realizada, seguida por outro período de matrícula dos novos aprovados.

Após esse processo, será iniciada uma terceira etapa, na qual quem não foi convocado nas chamadas anteriores pode manifestar interesse por alguma vaga que eventualmente não foi preenchida. Nessa etapa, o processo é feito pela internet. Se mesmo assim restarem vagas, elas passarão para o sistema da Fuvest e serão disputadas por quem prestou a prova da USP.

Todas as informações detalhadas a respeito do processo constam no Edital USP Sisu divulgado pela Pró-Reitoria de Graduação da Universidade. 

NÚMERO DE MATRÍCULAS POR CURSO

 

CURSOS

NÚMERO DE MATRÍCULAS REALIZADAS

Engenharia Ambiental

3

Engenharia Civil

4

Engenharia de Computação

0

Engenharia Elétrica

4

Engenharias de Materiais e Metalúrgica

3

Engenharia Mecânica

4

Engenharia Mecatrônica

4

Engenharia de Minas

1

Engenharia de Petróleo

2

Engenharia Naval

0

Engenharia de Produção

5

Engenharia Química

5

 

TOTAL

 

35

 

Modelagem e simulação de cenários de emissões de GEEs são fundamentais para as políticas climáticas

Em workshop organizado pelo RCGI, especialistas brasileiros e estrangeiros mostraram a importância de modelos de análise integrada para a tomada de decisões.

A adoção de ferramentas integradas de modelagem e simulação de cenários de emissões de gases de efeito estufa (GEEs), que leve em consideração aspectos econômicos, conjunturais e tecnológicos, é essencial para qualquer país ter um planejamento estratégico confiável, além de facilitar o cumprimento das metas estipuladas no Acordo de Paris, negociado durante a COP-21. Aqui, alguns centros de pesquisa já trabalham com esta finalidade. Eles estiveram reunidos em um workshop no último dia 30, na Escola Politécnica da USP, em São Paulo, para trocar experiências. O evento, que foi organizado pelo RCGI (Fapesp-SHELL Research Centre for Gas Innovation), teve também a participação de especialistas estrangeiros, representantes do governo, de empresas e do terceiro setor.

Segundo Osvaldo Lucon, professor do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEE) da USP, atualmente o Brasil trabalha com três planos energéticos distintos, simultaneamente: um que visa o horizonte até 2030, publicado em 2007; um Plano Decenal, que abrange até o ano de 2024; e um terceiro, que é basicamente um estudo de demanda energética abrangendo até o ano de 2050. Todos eles são publicados pela EPE – Empresa de Pesquisa Energética. “O problema é que esses planos estão desatualizados. Alguns deles levam em consideração, por exemplo, um crescimento de PIB de 5% ao ano. Isso infla as expectativas de investimentos e afeta a confiabilidade do planejamento energético”, pondera.

A modelagem é um approach transversal a muitos dos 29 projetos de pesquisa do RCGI. Um deles, o projeto número 23, coordenado pelo pesquisador Ricardo Esparta, do IEE, ao lado de Lucon, é focado na modelagem e simulação de cenários relativas ao uso do gás, mas contemplando também todo o setor de energia e emissões de gases de efeito estufa correspondentes. Eles pretendem testar uma das ferramentas da “Energy Technology Systems Analysis Project,” da Agencia Internacional de Energia (ETSAP/IEA).

 “A ETSAP se dedica a atividades de pesquisa e desenvolvimento que melhorem estado da arte de análise de sistemas de energia. Nosso foco é a tecnologia. Alguns tópicos, como mitigação das mudanças climáticas e decisões políticas, melhora da modelagem das interações entre o sistema de energia e a economia, por exemplo, nos interessam muito”, disse o CEO do ETSAP Brian Ó Gallachóir, que participou do evento.

Segundo ele, apesar de haver um consenso de que o mundo deve caminhar para reduzir as emissões, não há um acordo sobre como manter o aquecimento global abaixo dos 2°C. “Esse é um dos pontos em que a modelagem energética pode ajudar, identificando caminhos para construir pontes entre as ambições e o que é necessário fazer para atingi-las. Nós não tomamos as decisões políticas, mas podemos prover informações que ajudem os responsáveis a tomá-las”, destacou.

Modelos globais – Uma das ferramentas detalhadas no evento foi o JRC Energy Trade Model (JRC ETM) – um modelo global, associado a outra ferramenta que é usada para modelagem e simulação em países da Europa. Juntos, eles abarcam 44 regiões do globo e avaliam os impactos e cenários das escolhas político energéticas relativos à economia (opções de tecnologia, preços, etc.), ao mix de energia e às emissões de carbono. O estudo explora o potencial de desenvolvimento, em médio e longo prazos (até 2040), de hidrocarbonetos não convencionais em escala global, mais precisamente gás e petróleo.

Maurizio Gargiulo, outro integrante do ETSAP, contou que essa ferramenta permitiu desenhar quatro cenários, considerando duas diferentes políticas climáticas baseadas no último relatório do IPCC, de acordo com os níveis de concentração de GEEs. Os cenários foram intitulados RCP 4.5-Low, RCP 4.5-High, RCP 2.6-Low e RCP 2.6-High (RCP é a sigla para Representative Concentration Pathways). “Nos cenários RCP 4.5, o nível de emissões em 2040 será 31% superior a 2010. Nos outros, será 44% inferior a 2010. Também prevemos que o gás natural terá um papel chave na provisão de energia em caso de aumento de demanda: de 84% - 90% maior do que tinha em 2010 nos cenários considerados low e de 113% - 120% maior do que em 2010 nos cenários high.”

Soluções nacionais – Reconhecida pela sua expertise em modelagem de cenários de emissões, a COPPE da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresentou no evento algumas versões de ferramentas: o MSB 300, um modelo compacto, o MSB 8000, mais complexo e que inclui o uso da terra, e o COFFEE, único modelo global desenvolvido fora da Europa, Japão e EUA.

“Começamos a desenvolver o MSB na década de 1990, após analisarmos um grande número de estudos. Seu grande diferencial é levar em consideração o papel da biomassa, já que o Brasil tem diversas tecnologias para o uso de biomassa. O MSB 8000, como inclui o uso da terra, é capaz de antever a competição entre a produção de alimentos e a produção de energia. Seu cálculo de emissões inclui a queima de combustíveis fósseis de todos os setores, processos industriais, tratamento de resíduos e emissões fugitivas”, explicou Alexandre Szklo, professor associado do Programa de Planejamento Energético da COPPE.

Já o COFFEE é um modelo global que inclui 18 regiões. “Separamos o Brasil, a Índia, a África do Sul, a Rússia e a China porque queremos saber o que está acontecendo com os Brics. O modelo inclui ainda o transporte e o potencial de armazenamento de carbono, por região, o que é uma coisa realmente inédita”, destacou. O próximo passo, disse Szklo, será incluir a água nos modelos criados pela instituição.

Gás e fontes renováveis – Pelos cálculos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em 2030 o Brasil terá 24% da energia produzida por meio de biomassa e do uso do sol e do vento. “O Brasil assumiu compromissos de redução de emissões na última Conferência do Clima, em Paris. Nos comprometemos a diminuir as emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025, e em 43% até 2030, tendo 2005 como ano-base. Para atingirmos essas metas, é preciso aumentar a participação das fontes renováveis no mix energético brasileiro em 23% até 2030, isso sem contar a energia gerada via hidrelétricas”, disse Jeferson Soares, superintendente para Economia Energética da EPE.

Para o subsecretário da pasta de Minas e Energia do Estado de São Paulo, Dirceu Abrahão, é necessário garantir que o País – e particularmente o Estado de São Paulo – tenha energia no tempo que precisa. “Nós consumimos 30% da energia do País, mas não somos autossuficientes em produção de energia. Por conta do pré sal, estamos lidando com essa situação de uma grande oferta de gás em águas profundas. Temos três termelétricas no Estado e há planos para mais três. A princípio, todo esse gás do pré-sal estaria disponível para operar essas plantas. Além disso, temos ainda 4,7 milhões de hectares de cana plantados no Estado, cujos resíduos rendem biogás e biometano. Então, nos próximos anos, espero que possamos substituir o diesel pelo gás natural”, ressaltou Abrahão.

O pesquisador Ricardo Esparta, que organizou o evento, destacou a importância de realizar um esforço conjunto pela adoção do gás natural em São Paulo, o maior consumidor de energia do País e que, no entanto, não produz o suficiente para se manter. “Em pouco tempo teremos muito gás disponível no Estado, oriundo do pré-sal. Está mais do que na hora de planejarmos o que faremos com ele, de saber o que compensa, o que não compensa, e quais os impactos da adoção do gás em termos de emissões. ”

Ele também ressalta a importância do diálogo entre os que confeccionam as ferramentas de modelagem e os que as utilizam, que era um dos objetivos do workshop. “É crucial saber quais são as expectativas, demandas e expertises dos usuários dessas ferramentas. Não adianta construir um modelo de análise integrada de que as instituições não precisem.” 

 

Alunos aprovados pelo Sisu se matriculam na Poli

O Sistema de Seleção Unificada foi utilizado pela Escola pela primeira vez. Matrículas continuam nesta segunda e terça-feira.

As primeiras matrículas dos ingressantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foram realizadas nesta sexta-feira (03/02) na instituição. O processo continua nesta segunda e terça-feira (06 e 07/02), no mesmo local e horário:  Auditório Professor Francisco Romeu Landi, prédio da Administração da Poli, no campus Butantã da USP, em São Paulo, entre 8h30 e 16h30. A Escola ofereceu 87 vagas pelo Sisu.

Para realizar a matrícula, os calouros devem apresentar os documentos solicitados no edital da USP/Sisu, que foi divulgado pela Pró-Reitoria de Graduação da universidade: certificado de conclusão de curso do ensino médio ou histórico escolar, documento de identidade oficial e uma fotografia 3x4 datada com menos de um ano, todos em suas vias originais e com cópias. Após a apresentação desses documentos, a confirmação de ingresso do estudante é feita por meio do preenchimento e assinatura de alguns formulários.

Cada calouro recebeu um Bilhete USP provisório – cartão que permite locomoção gratuita nos ônibus que circulam na Cidade Universitária e que será substituído por um definitivo após o início das aulas. Todos os matriculados pelo Sisu deverão comparecer ao prédio da Engenharia Civil, no Butantã, no dia 14 de fevereiro, para a entrega do Cartão USP (cartão de identificação do aluno na universidade que vai substituir o provisório) e o chamado “kit bixo”, pasta com informativos a respeito da semana de recepção, mapas da USP e outras informações úteis para quem ainda não está acostumado à rotina da instituição.

Os primeiros calouros – O primeiro aprovado pelo Sisu a se matricular na Poli foi José Samuel Sozigan, de 18 anos. Ele passou em Engenharia Ambiental – e também foi aprovado em Ciências de Computação na USP São Carlos, pela Fuvest. O calouro obteve 928 pontos na prova de Matemática e suas Tecnologias, no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A nota mínima exigida pela Poli para essa disciplina foi de 750 pontos. “Tive um professor de Matemática que nos incentivava muito a estudar”, lembrou ele, que fez o ensino média na escola Germinare, em São Paulo, colégio particular, mas cujos alunos são bolsistas. “Escolhi Engenharia Ambiental porque sempre gostei da área de Biológicas e de Exatas, especialmente Matemática e Física, e também porque quero ser engenheiro”, comentou. “Eu participei de uma feira de profissões e vi palestras de alunos da Poli que me chamaram a atenção. Além disso, a Poli é a referência nacional quando se trata de cursos de Engenharia”, disse.

Pedro Vinícius Cavalcanti, de 17 anos, é outro ingressante que realizou sua matrícula no primeiro dia. Ele veio de São José dos Campos, interior de São Paulo, acompanhado de seu pai, Alberto Cavalcanti, que não poupou elogios ao filho. “Ver seu filho aprovado na Poli é uma sensação ótima. Tudo o que a gente planejou teve um objetivo e não foi em vão” afirmou. Pedro era bolsista em um colégio particular da cidade, passou em Engenharia Química na Poli e agora procura um lugar para residir em São Paulo durante a graduação.

Quando questionado a respeito da importância do apoio familiar em sua preparação, Pedro não teve dúvidas. “Minha família me ajudou muito. Sempre que eu estava cansado, triste ou desanimado, eles me levavam para passear e me davam força”, comenta. Ele obteve 990 pontos na área de Matemática e Suas Tecnologias do Enem e também passou na primeira chamada da Fuvest para o mesmo curso, mas preferiu garantir sua vaga já nesta sexta-feira.

Os veteranos também marcaram presença na matrícula do Sisu. Membros da Associação de Engenharia Química da Poli (AEQ) e do Centro de Engenharia Elétrica e Computação estiveram na entrada do Prédio da Administração da Poli para recepcionar os calouros. Letícia Ferreira Cardoso Pedra, de 19 anos, e João Henrique de Lima Noronha, de 20 anos, passaram em Engenharia Química na Poli e foram os primeiros a terem os rostos pintados de azul, cor-símbolo da AEQ. Noronha é da cidade de Pouso Alegre, Minas Gerais, e já estava com os cabelos raspados. “Mas não foram os veteranos que fizeram isso. Foram meus pais que cortaram meus cabelos quando vimos que eu tinha passado”, contou, rindo. Ele também prestou Fuvest, e passou em Engenharia de Minas. “Mas era minha segunda opção, eu queria, mesmo, Engenharia Química”, afirmou.

Confira as fotos do primeiro dia da matrícula do Sisu no Flickr da Poli-USP

 

Poli realiza colação de grau de alunos do segundo semestre de 2016

Estudantes dos cursos oferecidos pela Escola receberam seus diplomas em cerimônia realizada no campus do Butantã, em São Paulo.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) realizou, na manhã desta quinta-feira (02/02), a colação de grau das turmas do segundo semestre de 2016. Foram entregues os certificados de colação para 432 formandos. O evento ocorreu no Auditório Prof. Francisco Romeu Landi, do prédio da Administração da Poli, no campus do Butantã da USP, em São Paulo.

Cada curso – Engenharia Elétrica, Civil, Química, Materiais, Metalúrgica, Minas, Petróleo, Produção, Computação, Mecânica, Mecatrônica, Naval e Ambiental – teve uma cerimônia de colação separada. Compuseram a mesa de cada uma das turmas o professor José Roberto Castilho Piqueira, diretor da Poli, Márcia Costa Pinto Barros, assistente técnico-acadêmico da Escola, e um casal de pais, representando as famílias dos novos engenheiros.

Na abertura da cerimônia dos alunos de Engenharia Elétrica, os primeiros a receber os certificados, o professor Piqueira cumprimentou os estudantes, professores e funcionários da Poli, e chamou a atenção para o preenchimento de todas as vagas disponibilizadas pela Escola aos inscritos no Sistema de Seleção Unificado (Sisu) – um fato que, para ele, exemplifica a importância do patrimônio moral da instituição, que todos os politécnicos devem se esforçar por cultivar.

O diretor também homenageou os pais dos alunos, ressaltando a importância do papel das famílias na formação dos novos profissionais. “A carreira do engenheiro politécnico não começa na Escola, mas no ambiente familiar de cada um. Todos tiveram uma orientação segura que os permitiu chegar até aqui”, afirmou.

Após o juramento, os formandos receberam seus diplomas e ganharam um pin com o símbolo da Escola Politécnica, a deusa Minerva (Atena, em grego). Emblema da Poli desde a sua fundação em 1893, a deusa se associa à engenharia por representar a estratégia lúdica e a racionalidade.

Após a entrega dos certificados, o diretor da Poli concluiu a cerimônia. Dessa vez, seu discurso se concentrou em reforçar o valor da ética na profissão e em pedir aos recém-formados cuidado na preservação do patrimônio intelectual da Escola Politécnica. “Exerçam o papel que a sociedade espera de vocês. A Escola se orgulha de vocês”, finalizou.

Confira as fotos do evento no Flickr: https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157679774164406

 


Página 5 de 16