Escola Politécnica da USP

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Poli-USP preenche todas as vagas na primeira chamada do Sisu

Matrículas dos aprovados começam nesta sexta-feira, 3/2. Foram abertas 87 vagas para o Sistema, usado pela primeira vez pela Escola.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) preencheu as 87 vagas que disponibilizou para os candidatos inscritos no Sistema de Seleção Unificado (Sisu). Foi a primeira vez que a Poli utilizou o sistema para admissão de estudantes em seus cursos. Gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), o Sisu possibilita que instituições públicas de educação superior oferecem vagas a candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

As matrículas dos alunos aprovados pelo Sisu começam nesta sexta-feira (03/02), às 8h30, no Auditório Professor Francisco Romeu Landi, no Prédio da Administração da Poli. Já os estudantes que passaram pela Fuvest farão a matrícula nos dias 13 e 14 de fevereiro. As aulas começam no dia 6 de março.

A Escola disponibilizou este ano 870 vagas, distribuídas entre 12 cursos de graduação de diversas áreas da Engenharia. Desse total, 10% foram destinados ao Sisu. As notas mínimas exigididas pela Poli foram 600 pontos para Redação; 650 para Ciências da Natureza e Tecnologias; 600 para Ciências Humanas e suas Tecnologias; 600 para Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; e 750 para Matemática e suas Tecnologias.

“Recebemos com grande satisfação a notícia de que todas as vagas que a Poli ofereceu pelo Sisu foram preenchidas na primeira chamada”, comemora o professor José Roberto Castilho Piqueira, diretor da Poli. “Havia entre as pessoas que desconhecem o perfil do candidato à Poli um temor de que as vagas não fossem preenchidas por termos estabelecido notas de corte altas. Isso, entretanto, não aconteceu, e as notas do Enem dos ingressantes na Poli foram compatíveis com o perfil de alunos que procuramos”, completa.

A Poli adotou este ano a modalidade de ampla concorrência, ou seja, qualquer estudante que prestou o Enem pôde se candidatar. A distribuição das vagas foi decidida pela Comissão de Graduação da Poli-USP (Veja abaixo tabela).

Processo de adoção do Sisu – Antes de decidir usar o Sisu como porta de entrada para a Poli, a Diretoria da Escola formou uma comissão, no final de 2015, com a função de estudar a estrutura e metodologia usada pelo Enem para aplicação e correção das provas, e também o método de ranqueamento dos estudantes. Coordenada pelo professor Mauro Zilbovicius, ela foi integrada também pelos docentes: Fabio Gagliardi Cozman, João Cyro André, Francisco Cardoso, e José Aquiles Baesso Grimoni.

O grupo trabalhou por cerca de seis meses. Fez entrevistas com reitores, pró-reitores e docentes de universidades federais que já tinham adotado o Sisu utilizando o modelo da ampla concorrência, para saber qual avaliação faziam da experiência. Entre as universidades ouvidas estão as que se destacam na oferta do curso de Engenharia – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – e também a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que tem um dos melhores cursos de Medicina do Brasil e desenvolveu acompanhamento sistemático do desempenho dos ingressantes via SISU comparado com o dos ingressantes via o vestibular anterior. As instituições reportaram, de forma unânime, que os alunos que passaram pelo Sisu têm o mesmo nível dos alunos que entravam pelo vestibular tradicional.

A comissão apresentou todos os dados levantados aos integrantes da Congregação da Poli, cuja maioria votou, então, pela adoção do Sisu. “Foi um ótimo resultado termos preenchido todas as vagas, mesmo sendo pedidas notas mínimas altas”, afirma Zilbovicius. “Esperamos ter atraído os melhores alunos de todo o País, pois o Sisu permite que estudantes de vários Estados possam concorrer a uma vaga na Poli. Isso nem sempre é possível quando se trata de Fuvest, pois nem todos podem viajar para São Paulo para fazer as provas”, lembra.

A comissão recomendou, ainda, que a Poli estabeleça um mecanismo de acompanhamento dos alunos que entraram via Sisu ao longo do período de formação, já que esse sistema de ingresso foi adotado este ano como um piloto. A avaliação dessa experiência indicará o que precisará ser, eventualmente, aperfeiçoado para a continuidade do uso do Sisu nos processos de seleção dos próximos anos.

Serviço:

Matrícula da Poli-USP dos alunos aprovados pelo Sisu

Data: sexta-feira (03/02), segunda e terça-feira (06 e 07/02).

Horário: das 8h30 às 16h30.

Local: Auditório Professor Francisco Romeu Landi, no Prédio da Administração da Poli.

Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380. Cidade Universitária, São Paulo, SP.

 

DISTRIBUIÇÃO DE VAGAS

 

CURSOS

SISU

FUVEST

TOTAL

Engenharia Ambiental

5

50

55

Engenharia Civil

13

122

135

Engenharia de Computação

4

36

40

Engenharia Elétrica

18

170

188

Engenharias de Materiais e Metalúrgica

5

45

50

Engenharia Mecânica

7

63

70

Engenharia Mecatrônica

6

55

61

Engenharia de Minas

5

35

40

Engenharia de Petróleo

6

44

50

Engenharia Naval

5

40

45

Engenharia de Produção

7

68

75

Engenharia Química

6

55

61

 

TOTAL

 

87

 

783

 

870

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ATENDIMENTO À IMPRENSA

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Doutorado do PCS propõe alternativas para a gestão de dados científicos

Diante do aumento do número de informações propiciadas pela internet, pesquisa busca ajudar no reuso de dados.

 

Os doutorandos do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS – Poli) Daniel Lins da Silva e André Batista, orientados pelo professor Pedro Luiz Pizzigati Corrêa, desenvolveram o trabalho intitulado “Data Provenance in Environmental Monitoring” (Proveniência de Dados no Monitoramento Ambiental), em que propõem um conjunto de sistemas para facilitar o reuso dos dados científicos gerados em pesquisas. O sistema proposto foi construído no contexto das pesquisas ambientais, mas sua aplicação pode ser considerada em variadas áreas do conhecimento.

“Nos últimos dez anos, com os avanços tecnológicos, houve geração de grande volume de dados — o chamado ‘dilúvio dos dados’, gerados por diferentes experimentos científicos”, explica Silva. Ele afirma que a abundância dos dados gera a necessidade de adequação dos processos e ferramentas computacionais utilizados pelos pesquisadores.

Para isso, o estudo propõe uma estratégia para a gestão da chamada proveniência dos experimentos científicos. Proveniência é o registro de todos os passos para criação ou manipulação de um conjunto de dados.

Silva destaca a importância de se conhecer a origem do dado e sua versão original, o “dado bruto”. No entanto, ele pontua que até a publicação de um estudo, este “dado bruto” é manipulado e processado diversas vezes. Dessa maneira, a confiabilidade da informação publicada com o objetivo de reutilização fica ‘desgastada’, pois não se conhece exatamente o processo que a gerou e nem os envolvidos no mesmo.

É nesse ponto que surge a proveniência: ela disciplina o processo de manipulação dos dados e permite ao pesquisador registrar o que foi feito. “Com a proveniência, avalia-se o dado e garante-se que ele tem confiabilidade e qualidade necessária para ser reutilizado”, diz Silva. Assim, torna-se possível o reuso dos dados já gerados.

Não se trata apenas de agilizar o processo científico, mas também de economizar recursos financeiros. “Se um grupo [de pesquisa] não tiver informações suficientes para garantir que um dado [já publicado] é de qualidade, ele vai preferir gastar mais um ano, mais alguns milhões para gerar o mesmo dado, que já existe, mas com a certeza de que ele é correto. [...] E isso é o que mais acontece hoje”, pondera Silva. “A partir do momento que se aumenta o reuso dos dados, evita-se que sejam gastos mais recursos para coleta de dados já disponíveis”, prossegue.

Premiação

O trabalho ganhou um prêmio como melhor artigo no 1º International Workshop on Data Science for Internet of Things, do 13th IEEE International Conference on Mobile Ad Hoc and Sensor Systems 2016, realizado em Brasília, em outubro.

André Batista considera que o trabalho antecipa um gargalo que os pesquisadores de ciência dos dados em Internet das Coisas logo vão enfrentar e, além disso, propõem uma estratégia para lidar com ela. “Enquanto a maioria dos artigos se preocupava com a geração e coleta dos dados, o nosso trazia a problemática diferente, a da gestão. Falamos em como se tratam os dados coletados e processados, para garantir o reuso destes dados. Então acreditamos que esse foi o diferencial para eles premiarem o trabalho.”

Daniel Lins da Silva ainda afirma que o prêmio mostra que a pesquisa tem relevância, e que eles estão no caminho certo. “O reconhecimento desta pesquisa é importante para nosso grupo de pesquisa, pois buscamos realizar estudos relevantes, que gerem resultados práticos tanto para a comunidade científica quanto para a sociedade”, conclui o pesquisador.

 

(Lázaro Campos Júnior | Jornalismo Júnior, com edição do Departamento de Comunicação da Poli).

 

Laboratório na USP realiza capacitação tecnológica de startups

Nove empresas passaram por 17 semanas de atividades presenciais, treinamentos e mentoria

O Samsung Ocean USP, parceria entre a Escola Politécnica (Poli) da USP e a Samsung, concluiu a quinta edição do programa de pré-aceleração de startups, chamado Incentivo ao Empreendedorismo em Ambiente de Tecnologias Digitais Móveis, ou Intensivo #5, que teve duração de 17 semanas e capacitou nove equipes com negócios em estágio inicial.

Durante esse período, o programa ofereceu atividades presenciais de segunda a quinta-feira, quando as empresas passaram por treinamentos e mentorias em negócios, tecnologia e experiência do usuário (UX), assim como assistiram a palestras sobre marketing, gestão de equipe e investimentos ministradas por professores da USP, funcionários da Samsung e parceiros. Agora, ao final do ciclo de pré-aceleração, a própria Poli passa a emitir um certificado válido como curso de atualização aos participantes, novidade trazida nesta edição do programa.

“O Intensivo #5 vai ao encontro dos objetivos da Samsung, que estabeleceu a parceria com a USP justamente para estar mais próxima à comunidade acadêmica e fomentar o surgimento de tendências que possam ter impacto no mercado consumidor nos próximos anos”, explica Guilherme Selber, gerente de Inovação da Samsung América Latina. “Mais uma edição foi concluída e, desta vez, bastante fortalecida pela parceria com a Poli. Agora contamos, inclusive, com certificação emitida pela Universidade”.

Davi Nakano, professor do Departamento de Engenharia de Produção da Poli e um dos coordenadores do Samsung Ocean USP, celebra a conclusão da recente edição do programa: “Realizar e concluir um ciclo de pré-aceleração de startups em um espaço próprio é a prova de que estamos conseguindo oferecer uma plataforma que agrega competências, pessoas e projetos, nos mantendo sempre abertos à comunidade”.

Entre as empresas pré-aceleradas estão a Area25, voltada para pesquisa de mercado em tempo real e treinamento automatizado de vendedores; a FoodFinder, que tem como foco o mercado de alimentos com validade próxima da data de vencimento; e a Kognati, que propõe uma solução em realidade aumentada para educação na área de engenharia.

“Nossa empresa começou quase simultaneamente ao intensivo e sentimos que avançamos dois anos durante o período do programa. Tivemos contato com pessoas que são referência no mercado e nos ensinaram muito da visão do cliente. A cultura de startups é completamente nova e diferente de tudo o que aprendemos na faculdade de Engenharia, pois éramos muito focados no produto”, explica Bruno Caldas, co-fundador da Kognati.

Para Caio Martins, cofundador da Dubbi, que oferece novas experiências de viagem em finais de semana sem a necessidade de planejamento, o programa de pré-aceleração foi bem intenso e valeu a pena. “A equipe ficou muito mais motivada com o produto e conseguimos ajustar pontos que ainda estavam indefinidos. Já tínhamos participado de outros processos de aceleração, mas esse foi diferente por conta da expertise da Samsung, dos professores e palestrantes envolvidos”, ressalta.

Em 2016, além da inauguração dentro do campus da Poli em abril, o Samsung Ocean somou, no Brasil, mais de 500 capacitações e workshops, totalizando mais de 2 mil horas e 10 mil treinandos. “Este foi um ano muito especial para nós no Samsung Ocean. A parceria com a USP, o estreitamento da proximidade e a vivência dentro dos ambientes acadêmicos, as premiações recebidas na unidade do Ocean-UEA em Manaus e, principalmente, todas as pessoas que estiveram conosco nos dão a certeza de que seguimos no caminho certo para concretizarmos nossa visão de melhorar a vida das pessoas e oferecer possibilidades, por meio da tecnologia, promovendo o crescimento mútuo”, analisa Eduardo Conejo, gerente de Inovação da Samsung América Latina. “E podemos esperar mais em 2017. Estamos preparando uma agenda, que já se inicia em janeiro, com um novo treinamento em desenvolvimento de soluções de Realidade Virtual, e ao longo do ano anunciaremos outras novidades que continuarão a contribuir com o cenário de inovação e economia criativa nacional”, conclui.

(Assessoria de Imprensa do Samsung Ocean USP para o Jornal da USP).

 

Laboratório de Controle Aplicado da Poli ganha canal no Youtube

Criado em setembro de 2016, a rede social conta com vídeos de experimentos desenvolvidos por alunos.

O Laboratório de Controle Aplicado (LCA) do Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle da Escola Politécnica da USP (Poli) criou uma conta na plataforma de mídia social Youtube. A ideia inicial surgiu após uma conversa entre o professor Bruno Augusto Angélico e seus alunos sobre a melhor forma de divulgar os experimentos produzidos no Departamento para a comunidade externa. 

“O objetivo principal do canal é mostrar que a teoria de controle está presente em várias aplicações do dia-a-dia e como isso é interessante e pode ser divertido”, conta Angélico. “Além disso, busca-se, com a divulgação, atrair estudantes com interesse em desenvolver pesquisas que envolvam aplicações práticas de controle”, completa. O canal pode ser acessado através do link https://www.youtube.com/c/laboratoriodecontroleaplicadopoliusp

História do Laboratório – O LCA foi criado no começo de 2016 com o intuito de desenvolver pesquisas relacionadas às aplicações práticas da teoria de controle (utilizada dentro da Engenharia para tratar do comportamento de sistemas dinâmicos) e de construção de sistemas (plantas) de controle. “O incentivo inicial surgiu com a aprovação de um projeto junto à Fapesp, com aquisição da planta giroscópio de controle de momento e dos materiais e equipamentos necessários para o sistema tanque quádruplo projetado e construído pelo LCA”, afirma. O sistema consiste em uma estrutura onde bombas hidráulicas distribuem líquido dentro de quatro tanques com o objetivo de controlar o nível nos dois inferiores. O vídeo do experimento já está disponível no Youtube, no link https://youtu.be/bVl3kvpXG3o

A reserva de um espaço no PTC para a alocação do sistema serviu de partida para o desenvolvimento de novos projetos no local, e, posteriormente, para a inauguração oficial do laboratório. Atualmente, o LCA possui diversos protótipos de plantas de controle em desenvolvimento, o que possibilita a aplicação de algoritmos em sistemas práticos e permite que os estudantes não se atenham apenas a exemplos teóricos, colocando em prática os conceitos teóricos aprendidos em aula. “Com um sistema real, a motivação para a aprendizagem é amplificada”, comenta. 

Outra vantagem do laboratório, segundo Angélico, está na economia de materiais. “Equipamentos didáticos de boa qualidade são, geralmente, muito caros. Assim, uma das missões do laboratório é desenvolver protótipos de baixo custo, mas com todas as funcionalidades de um sistema comercial. Tais protótipos poderão, no futuro, equipar o laboratório didático de controle da Poli-USP”. O laboratório já é local de pesquisas no âmbito da iniciação científica, trabalho de conclusão de curso, mestrado e doutorado, contribuindo assim para uma melhor formação de recursos humanos capacitados. 

 

 

RCGI traz professor de Oxford para curso de pós-graduação sobre simulação numérica

Aulas serão dadas por Patrick Farrell, do Instituto de Matemática da universidade inglesa, e pelo professor Emílio Nelli Silva, da Poli-USP.

O RCGI - Fapesp-Shell Research Centre for Gas Innovation (Fapesp-Shell Centro de Pesquisa em Inovação em Gás) está trazendo ao Brasil, por intermédio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, o professor Patrick Farrell, do Instituto de Matemática da Universidade de Oxford, da Inglaterra, para dar um curso de pós-graduação sobre simulação numérica. O curso integra o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (PPGEM) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Farrell, que será um novo parceiro de pesquisa do RCGI no exterior, é professor associado de Análise Numérica e Computação Científica, do Instituto de Matemática, e tutorial fellow em Matemática Aplicada, no Oriel College, ambos da Universidade de Oxford. Ele é bacharel em Matemática pela Universidade Nacional da Irlanda e PhD em Física Computacional pelo Imperial College de Londres. Entre os diversos prêmios que conquistou ao longo da carreira está o Wilkinson Prize for Numerical Software.

O docente irá ministrar o curso “PMR5412 – Modelling and Numerical Simulation via Variational Calculus” em conjunto com o diretor do Programa de Engenharia do RCGI e professor do Departamento de Engenharia Mecatrônica e Sistemas Mecânicos (PMR) da Poli, Emílio Carlos Nelli Silva.

“Simulação computacional é algo essencial para diversas áreas da Engenharia. No curso, será abordada uma plataforma específica, a FEniCS, que é mais flexível do que outras existentes”, explica Silva. Essa plataforma permite customização da implementação da simulação computacional, de forma que o pesquisador ou engenheiro consiga programar as simulações que quer realizar de acordo com suas necessidades.

Inscrições – As inscrições para o curso estarão abertas até o dia 29 de janeiro e devem ser feitas pelo Janus, sistema de matrículas de pós-graduação da USP. São 32 vagas, sendo metade reservadas para alunos do PPGEM e o restante para alunos especiais. Nesse caso, o aluno precisa já estar matriculado em algum programa de pós-graduação da USP. As aulas serão realizadas entre 10 e 18 de abril, das 8h às 17h, na sala MZ01 do Prédio da Engenharia Mecânica da Poli-USP, e ministradas em inglês. Outras informações no site do RCGI.

 

Fundo Patrimonial Amigos da Poli alcança R$ 10 milhões em doações

Foram 450 doadores. Recursos apoiaram diversos projetos, que chegaram a gerar pedidos de patentes.

O Fundo Patrimonial Amigos da Poli alcançou a marca de 450 doadores, registrando R$ 10,2 milhões em patrimônio, ante R$ 5,3 milhões em dezembro de 2015. “Este sólido resultado representa um grande avanço no desenvolvimento da cultura de retribuição no Brasil. Ainda temos muito a construir, nosso objetivo é dobrar o tamanho do fundo até 2018 e ampliar os apoios estendidos à Poli”, destaca o diretor-presidente do Amigos da Poli, Lucas Tomilheiro Sancassani.

Foram investidos R$ 1,2 milhão em 40 projetos na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) desde a sua criação, em 2012. Entre as pesquisas apoiadas, três geraram produtos com pedidos de patentes. O Fundo também propiciou a realização de intercâmbios com as mais graduadas universidades internacionais.

Com seus recursos, apoiou ainda a participação de alunos em torneios mundiais de ciência e tecnologia, como na área de robótica, e a participação em conferências da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mobilidade urbana. Destaque também para o financiamento a projetos de desenvolvimento de soluções para apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) e de órtoses de baixo custo para pessoas com necessidades especiais.

Criado em 2012 por ex-alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e mantido por doações, os Amigos da Poli foram um dos fundos patrimoniais pioneiros, que trouxeram para o Brasil o conceito de filantropia voltada para instituições de ensino. Os projetos apoiados pelos Amigos da Poli tem grande impacto no ensino e na formação dos alunos, além de gerar externalidades importantes para a Poli e para o Brasil.

A meta, agora, é atingir a marca de R$ 20 milhões. As informações para se tornar um doador do Amigos da Poli e para inscrição de projetos estão no site oficial do Fundo

 

Alunos de graduação da Poli-USP promovem 12ª Semana de Engenharia Química

O evento contou com diversas palestras, minicursos, workshops e visitas técnicas.

Terminou nesta sexta-feira (20/01) a 12ª Semana de Engenharia Química da Escola Politécnica da USP (SEQEP). O evento, organizado anualmente pelos alunos de graduação da Engenharia Química (PQI) da Poli, contou com atividades variadas, cujo objetivo foi aproximar os estudantes da profissão. Esta edição teve um recorde de participação, com 505 inscritos, estudantes de graduação de Engenharia Química da Poli-USP e de outras instituições paulistas e de outros Estados, além de alunos que cursam áreas afins, como Química e Ciências Farmacêuticas, entre outras.

“Fiquei muito contente ao saber que houve um recorde de inscritos, com a presença de muitos alunos que não são da USP”, destacou o professor Reinaldo Giudice, chefe do Departamento de Engenharia Química, no encerramento da SEQEP. “É um resultado importante porque mostra a perenização do evento junto aos alunos”, acrescentou.

Leonardo Dente, que ao lado do presidente da Associação de Engenharia Química da Poli-USP, Ricardo Shinichi, coordenou a organização da Semana, fez um balanço positivo do evento. “É um projeto muito desafiador organizar a SEQEP, pois é um evento grande, que envolve muita gente. Isso foi uma motivação para mim”, afirmou ele, que também agradeceu a toda a equipe da organização e apoiadores pelo trabalho. “Foi uma boa surpresa termos um recorde de inscrições, a gente não esperava que a Semana crescesse tanto”, comentou Marcelo Hiltner, um dos integrantes da equipe de organização.

Programação intensa

Todas as atividades da SEQEP foram gratuitas. A Semana começou com uma conversa motivacional com Mateus Biselli, ex-politécnico e um dos sócios da Stone Pagamentos, que falou sobre empreendedorismo. Foram realizadas mais quatro palestras com assuntos relacionados à gastronomia, engenharia de sabores, engenharia consultiva, vida profissional e inovação. Além disso, mini-palestras foram apresentadas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP).

Na terça-feira (17/01), às 8h, o Departamento de Engenharia Química (PQI) abriu suas portas para a realização de minicursos de seis horas de duração. Foram oferecidas dez matérias: química forense; processo de produção de cerveja; Excel; introdução ao controle de poluição atmosférica; açúcar e álcool; biorrefinaria e biotecnologia; bionanomanufatura; engenharia de explosivos; ciência das fragrâncias; e aplicações de gases na indústria.

No dia seguinte (18/01), foi a vez do vão da FAU-USP ceder espaço para um workshop e uma mostra de iniciação científica. Lá, empresas montaram seus stands para apresentações de programas de estágio e trainee, e alunos expuseram banners sobre suas pesquisas.

A quinta-feira (19/01) foi reservada para visitas técnicas às grandes empresas do ramo. Se propuseram a receber inscritos a Air Liquide, Brasil Kirin, Dow, Dupont, IFF, Natura, Nitro Quimica, P&G, Linde Gás e Bovespa.

As oficinas de aprimoramento prático ocorreram no último dia. Foram doze temas ligados à profissão de engenheiro, como, por exemplo, empreendedorismo, desenvolvimento de carreira, negócios e aprimoramento do currículo. Gestores das empresas Oxiteno e Ingredion conversaram com os participantes a respeito da profissão e sobre segurança na indústria de alimentos.

O último dia também contou com uma mesa redonda, cujos participantes debateram o tema “Inteligência Artificial: da Indústria 4.0 ao Mercado Financeiro”. A mediação coube ao professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Bruno Santoro. Compuseram a mesa Guilherme Vitolo, gerente sênior da Ernst & Young; Rafael Zanini, gerente de vendas da Chemtec, empresa do grupo Siemens; e pelo professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP) Cesar Alexandre de Souza. Todos são politécnicos.

Clique aqui para conferir as fotos da 12ª SEQEP. 

 


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