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Febrace anuncia finalistas de 2018

Confira a lista dos projetos no site oficial da Feira, promovida pela Escola Politécnica da USP.

A organização da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) divulgou a lista dos projetos finalistas da 16ª edição de mostra de projetos, que será realizada em março do ano que vem nas dependências da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), organizadora do evento, coordenado pela professora do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PSI), Roseli de Deus Lopes. A lista pode ser conferida no site da Febrace.

O retorno para os estudantes e orientadores com projetos não selecionados como finalistas serão enviados por e-mail, para os endereços cadastrados nos dados dos participantes, na segunda quinzena de janeiro de 2018.

Participam da Febrace estudantes matriculados no 8º ou 9º ano do ensino fundamental, no ensino médio ou técnico de instituições públicas e privadas de todo o Brasil. Os estudantes realizam projetos individuais, ou em grupos de até três pessoas, com a participação obrigatória de um professor orientador. Os projetos submetidos englobam diversas áreas do conhecimento: Ciências Exatas, da Terra, Biológicas, da Saúde, Agrárias, Sociais e Humanas, e Engenharia.

Na primeira etapa de seleção, aproximadamente 150 professores da USP e de universidades parceiras avaliam os projetos e escolhem cerca de 300 finalistas para participarem da mostra. Os critérios utilizados são: criatividade e inovação; conhecimento científico do problema; maneira como foram levantados os dados e conduzido o projeto; profundidade da pesquisa e clareza de apresentação na documentação do projeto.

Durante a mostra, em março, os estudantes são avaliados por um corpo de 300 professores mestres e doutores, que identificam os primeiros, segundos e terceiros lugares de cada categoria - estes são contemplados com troféus, medalhas e certificados. Diversas instituições públicas e privadas também oferecem prêmios, como estágios, bolsas de estudo, equipamentos eletrônicos, visitas técnicas e credenciais para participação em outras feiras nacionais e internacionais.

O grande destaque fica para o prêmio da Intel Foundation, que oferece credencial e estadia para os estudantes de 9 projetos selecionados representarem o Brasil na maior feira pré-universitária do mundo: a Intel ISEF (Internacional Science and Engineering Fair), que em 2018 acontecerá no mês de maio, em Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos.

Sobre a FEBRACE – Trata-se de uma iniciativa de alcance nacional de estímulo à cultura científica, à inovação e ao empreendedorismo na educação básica (fundamental, média e técnica). Seus principais objetivos são estimular novas vocações em Ciências e Engenharia e induzir práticas pedagógicas inovadoras nas escolas.

O estímulo a novas vocações é realizado por meio do desenvolvimento pelos estudantes de projetos criativos, inovadores e significativos para eles e para a sociedade. Práticas pedagógicas inovadoras proporcionam situações e orientações para que estudantes concebam e desenvolvam projetos investigativos.

A Febrace propicia também a aproximação entre escolas e universidades e a interação espontânea entre estudantes, professores, profissionais e cientistas, criando espaços de trocas de experiências, de novas oportunidades e de ampliação das fronteiras do conhecimento. Inserida no contexto de diversas ações de formação e disseminação voltadas à identificação, valorização e desenvolvimento de novos talentos.

(Com informações do site da Febrace)

Última atualização em Sex, 22 de Dezembro de 2017 15:27
 

Estudantes e formados da Poli-USP apresentam ideias de startup

Foram dez apresentações em evento foi promovido pela aceleradora PoliStart no Cubo.

A aceleradora de startups PoliStart deu início oficialmente às suas atividades na última quinta-feira (21/12). A primeira missão foi levar um grupo de alunos e ex-alunos da Escola Politécnica da USP, representando 10 startups, para apresentarem suas ideias, produtos e serviços no Cubo, iniciativa de fomento ao empreendedorismo do Itaú Unibanco e do fundo de capital de risco Redpoint Ventures.

As 10 startups selecionadas para a apresentação foram: Área 25 (solução para retail); StemBlocKs (interfaces para jogos de tabuleiro); Mvisia (visão computacional para produtividade agrícola); Briva (automação do passar roupas); Retina Vision (tecnologias para recuperação veicular); TechTalK (processamento de linguagem para atendimento automatizado); CromAI (sistema de visão computacional para maturação de frutos, pragas e deficiência nutricional); Gavel (solução de rastreabilidade com blockchain); ParKware (otimização de fluxos de entrada/saída em estacionamentos); e a Roadlabs (serviços de monitoramento em rodovias) – da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), convidada especial da PoliStart.

Com projetos, produtos e serviços em diversas áreas, as startups foram elogiadas pelo diretor do Cubo, Flavio Pripas, que se mostrou impressionado com a maturidade do trabalho apresentado e anunciou a parceria com a PoliStart. “A universidade forma talentos, e se conseguirmos colocar este talento em prol da criação de novos negócios, produtos e serviços, vamos mudar o status quo das novas empresas, e conseguiremos mudar este pais de patamar. O nível de maturidade destas 10 empresas da PoliStart da USP é impressionante”, destacou Pripas.

Segundo ele, foi muito interessante ver que jovens estudantes que já têm uma ideia de negócios estruturada. “Conseguimos passar para eles um feedback semelhante ao que passamos para as startups do mercado, por que eles já chegaram com modelo de negócio consistente, alguns com empresa faturando, com cliente. O Cubo poderá ajudá-los a mudar de patamar, a apresentar investidores”, finalizou.

Os diretores da PoliStart já estão trabalhando na questão dos investimentos para as startups, como lembrou Rubens Approbato Machado Júnior, ex-aluno integrante da turma de 80 e um dos idealizadores da aceleradora: “Em adição a PoliStart, estamos também trabalhando na formação de uma rede de investidores anjo, a Poli Angels, que apoiará startups disruptivas, com alto grau de tecnologia e oriundos da Escola Politécnica, como os que foram apresentados aqui”.

De acordo com o empresário, engenheiro da turma de 80 da Politécnica, e um dos criadores da PoliStart, Marco Szili, o evento representou um grande avanço em relação ao objetivo de trazer a universidade para perto do mercado. “Quem esteve no evento viu que o grau de maturidade da universidade é muito maior do que o percebido pelo mercado, que as chances de êxito de startups nesse grau de ‘junioridade’ é muito grande. O que foi apresentado em todas as áreas, e diria até com ênfase principal no Agronegócio, tem muita chance de sucesso”, comentou.

Confira no álbum da Poli-USP no Flickr as fotos do evento feitas pela assessoria de comunicação da Fundação Vanzolini. 

Saiba mais:

PoliStart – C Lançada no dia 7 de dezembro, no encerramento das comemorações dos 50 anos da Fundação Vanzolini, a PoliStart foi criada por ex-alunos da turma de 1980 de Engenharia de produção da Poli, em parceria com a Fundação Carlos Alberto Vanzolini e o Departamento de Engenharia de Produção da Politécnica da USP, o objetivo da PoliStart é conectar alunos, ex-alunos e professores da Poli com o mercado empreendedor, sendo um hub para intercâmbio de ideias, inovações e aceleração de startups, em um silo de talentos.

Fundação Vanzolini – Instituição privada, mantida e gerida por professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), foi criada em 31 de março de 1967 para atender as necessidades da crescente demanda por profissionais especializados em Administração Industrial e Engenharia de Produção.

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Mais informações
Assessoria de Imprensa Fundação Vanzolini
Com Wania Torres – (11) 98377-3559
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Poli-USP divulga nomes dos alunos que vão representar o Brasil em maratona do Vaticano

Cinco alunos foram selecionados no torneio “USP na Vatican Hack” para representar a Universidade no evento que será realizada em março de 2018.

A equipe organizadora da “USP na Vatican Hack” anunciou os nomes dos cinco alunos que vão representar a Universidade de São Paulo (USP) na Vatican Hack, a primeira maratona de programação do Vaticano, que será realizada nos dias 9, 10 e 11 de março de 2018, na Itália. A Escola Politécnica da USP organizou e sediou a competição brasileira, realizada nos dias 16 e 17 últimos no campus da Cidade Universitária, em São Paulo. Os estudantes tiveram, como desafio, desenvolver uma solução relacionada aos refugiados.

A Vatican Hack é promovida por um grupo formado pela OPTIC Society, com o suporte da Lateran University, Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Estarão representando a USP nessa competição dois alunos da Poli-USP, Fadi Sami El Didi e Laís Harumi Fukujima Aguiar, que atuaram como engenheiros de software na hackathon da USP; Lidia Costa Gregorini, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP), que trabalhou como designer; Fernando Vezzani Ferreira de Santana, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP), que foi especialista em negócios; e Marina Garcia Ribeiro, aluna do Instituto de Biociências (IB-USP), que atuou como designer de soluções sociais.

Os alunos se inscreveram para ocupar uma determinada atuação no grupo, daí cada um ter sua função na hackthon. Eles foram selecionados por processo de avaliação individual do desempenho na competição, no papel que cada um desempenhou ao longo dos dois dias do evento, o que se deu independentemente da colocação de seus grupos na maratona.

Foram levados em conta para a escolha aspectos como qualificação, motivação social, sensibilidade e conhecimento sobre as questões levantadas pelo Papa Francisco, além da capacidade de trabalhar em equipe. Os cinco escolhidos receberão apoio com passagens – fornecidas pela Poli para os engenheiros de software, pela FAU para o designer, pela FEA para o aluno de negócios, e pela Pró-Reitoria de Graduação para a estudante do IB. A alimentação e a hospedagem serão fornecidas pelo Vaticano.

O que vem a seguir – “Como próximo passo, vamos oferecer aos estudantes um treinamento no mês de fevereiro para melhor qualificá-los para a maratona no Vaticano”, conta a professora Lucia Vilela Leite Filgueiras, docente do Departamento de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Poli, responsável por organizar a hackaton na USP. “Os alunos conseguiram um grande entrosamento nos dois dias da nossa hackathon e já estão bem integrados. Temos um bom grupo nos representando no Vaticano”, comemora.

Devem participar do torneio cerca de 100 estudantes de 20 instituições de ensino superior ao redor do mundo. A competição foi estruturada de acordo com o que o Papa Francisco pensa a respeito do uso das tecnologias como ferramentas transformadoras da sociedade e é voltada para a busca por soluções de problemas sociais atuais. O tema será selecionado entre três assuntos principais: combate ao desperdício, diálogo inter-religioso e migração e refugiados.

Portanto, o desafio a ser escolhido na disputa no Vaticano não será, necessariamente, o mesmo selecionado pela maratona realizada na USP. “Escolhemos trabalhar a questão dos refugiados na competição da USP porque é um tema próximo da nossa realidade. Trouxemos inclusive uma refugiada para relatar aos alunos durante a maratona as dificuldades que essas pessoas enfrentam”, lembra Filgueiras.

A melhor solução no “USP na Vatican Hack” – Além de definir, entre todos os participantes, aqueles que iriam para a hackthon do Vaticano, a equipe de mentores e a banca julgadora, composta por docentes da universidade, premiou o Grupo 5 pela melhor solução desenvolvida no âmbito do torneio realizado na Poli-USP. O grupo vencedor foi formado pelos alunos Lais Harumi Fukujima Aguiar (Poli), Rafael Rodrigues Mendes Ribeiro (EESC), Douglas Luan de Souza (Poli), Fernando Vezzani Ferreira de Santana (FEA), Haline Aparecida de Oliveira Floriano (Escola de Comunicação e Artes - ECA) e Victor Alves de Souza (FAU).

A equipe propôs como solução a plataforma Ref-a-Ref, uma central de e-mails que seria o primeiro emprego do refugiado. Uma empresa que tenha ou deseje ter um serviço de atendimento ao consumidor (SAC) por e-mail contrataria a Ref-a-Ref para utilizar sua plataforma. Caberá ao refugiado, cadastrado na plataforma, responder mensagens relacionadas a dúvidas ou sugestões encaminhadas ao SAC da empresa.

O refugiado seria pago pela empresa para receber os e-mails dos consumidores, ler e responder as mensagens utilizando um serviço de tradutor automático como apoio. Isso resolve três problemas do refugiado: encontrar um emprego inicial no país, aprender o idioma e ter uma fonte de renda inicial. Na assinatura do e-mail, haveria o nome do refugiado, com um breve histórico e currículo dele, além de um canal no qual a pessoa que recebeu a resposta poderia contatá-lo, via Ref-a-Ref, para uma oferta de emprego ou fazer uma doação a esse refugiado para dar apoio financeiro.

A empresa utilizadora da plataforma ganharia em relação ao custo das operações do SAC, que não seria superior ao que ela pagaria no mercado, mas, principalmente, estaria cumprindo com sua responsabilidade social, gerando um impacto positivo para sua imagem perante a sociedade.

Para chegar às soluções para o desafio na maratona da USP, como a plataforma Ref-a-Ref, todos os grupos assistiram uma palestra sobre o tema do desafio – os refugiados e o contexto atual brasileiro na esfera política e social. Também viram apresentações sobre assuntos relacionados a desenvolvimento de projetos de inovação como design thinking, técnicas para desenvolver, testar, escalar e vender suas ideias, e oficinas de prototipação.

Confira no Facebook as fotos e os vídeos dos dois dias da “USP na Vatican Hack” e no site da maratona os nomes e fotos dos vencedores.

Última atualização em Qui, 21 de Dezembro de 2017 16:56
 

PCS premia melhores projetos de formatura de 2017

Alunos de graduação foram reconhecidos por seus trabalhos de conclusão do curso.

Foi realizada nesta quarta-feira (20/12) a cerimônia de premiação dos melhores trabalhos de conclusão de curso dos alunos de graduação de Engenharia de Computação (Cooperativo) e Engenharia Elétrica com Ênfase em Computação (Semestral) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O reconhecimento é dado anualmente pelo Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS).

As pesquisas podiam ser desenvolvidas individualmente ou em grupo. Na terça-feira (19/12), os estudantes fizeram a apresentação prática de seus trabalhos de conclusão dos cursos, como se estivessem participando de uma feira científica. No dia seguinte, foi a vez de apresentarem os projetos para uma banca de professores, que deram as notas. Com base nas notas das apresentações prática e teórica de cada trabalho foram escolhidos os oito melhores, premiados com diplomas de Menção Honrosa.

Entre esses oito, um foi selecionado para receber o certificado de Melhor Projeto de Formatura 2017. O campeão da noite foi o projeto “Machine Learning aplicado a processamento de áudio: distinção entre fala e música”, de autoria dos alunos Felipe Malbergier, Nazli Setton Filippini e Rodrigo Domingues Pereira Sabino. O trabalho foi orientado pelo professor do PCS Jorge Luís Risco Becerra.

Os estudantes receberam os certificados de Menção Honrosa das mãos dos professores responsáveis pela disciplina de Projeto de Formatura, João Batista Camargo Junior e Paulo Sérgio Cugnasca. Já a Chefe do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais, professora Anna Helena Reali Costa, entregou o certificado de melhor projeto.

Confira no Flickr da Poli-USP o álbum de fotos da cerimônia.  

Última atualização em Qui, 21 de Dezembro de 2017 15:26
 

Terras raras na conexão Brasil-Alemanha

IPT mostra plano de centro com foco na cadeia do superímã de terras raras em evento na Embaixada brasileira em Berlim
 
Ganha massa a parceria entre Brasil e Alemanha em torno da utilização industrial de elementos de terras raras. “As pesquisas brasileiras sobre as cadeias produtivas de terras raras encontram-se em estágio avançado no País, o que acabou estimulando o envolvimento de instituições alemãs em busca do desenvolvimento tecnológico conjunto. A ideia é que o Brasil possa elaborar um produto – no caso, o superímã de terras raras – com valor agregado e não simplesmente a matéria-prima mineral”, afirma Fernando Landgraf, diretor presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e professor do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica da USP. “Temos possibilidade de articular nossa cadeia produtiva para ir da mina ao superímã”, completa. IPT e Poli atuam de forma conjunta em busca do desenvolvimento de superimãs e realizaram recentemente um workshop sobre o tema. 
 
Nos dias 14 e 15 de dezembro Landgraf participou em Berlim do ‘Workshop – Strategic Minerals and Innovation in Brazil’, organizado conjuntamente pela Embaixada Brasileira e Câmara de Comércio Brasil-Alemanha. A cerimônia de abertura do evento foi presidida pelo embaixador Mauro Vilalva. Reuniu cerca de 70 pessoas ligadas a empresas alemãs da área de tecnologias de mineração (como a Fichtner Water & Transportation), interessadas no uso de terras raras (casos da Siemens e BMW, entre outras) e academia (universidades de Duisburg e Técnica de Clausthal, THGA e institutos de pesquisas).
 
Foram apresentados diversos trabalhos técnicos brasileiros sobre o momento das terras raras no país. Fernando Landgraf apresentou o trabalho conjunto entre IPT e USP intitulado “A implementação e a estruturação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para produção de superímãs de terras raras”. Marcos Flavio Campos, da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresentou “As reservas e a pesquisa brasileira em terras raras”. Paulo Wendhausen, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), discorreu sobre “O projeto Brasil-Alemanha de Tecnologia de Terras Raras – projeto REGINA” (sigla em inglês). André Carlos Silva, da Universidade Federal de Goiás (UFG), apresentou “Projetos de terras raras no estado de Goiás”. Eduardo Soriano, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações falou sobre “A estratégia brasileira de ciência, tecnologia e inovação em terras raras”.
 
Oportunidade – Na avaliação de Landgraf, o crescimento da parceira entre os dois países prende-se ao fato das empresas alemãs serem grandes consumidoras de terras raras, muito utilizadas na fabricação de geradores eólicos e carros elétricos, por exemplo, e o Brasil como potencial fornecedor de superímãs. “Hoje o mercado mundial de terras raras é dominado pela China. Decorrente dessa dependência, ocorreu uma ‘bolha’ de preços em 2011 que gerou insegurança quanto à oferta do mineral no mercado internacional. O fenômeno repetiu-se em 2017. O preço do neodímio metálico, por exemplo, aumentou cinco vezes entre janeiro e setembro deste ano, retornando em novembro ao patamar de janeiro, quando o quilo custava cerca de 40 dólares.”
 
Para Landgraf, há duas causas possíveis para a ‘bolha’ especulativa de preços deste ano. A primeira, embutida no anúncio do governo chinês de que sua legislação ambiental reduziria o número de empresas fornecedoras de terras raras para o mercado internacional. A segunda pode ter sido reflexo do estabelecimento de data-limite para o fim da produção de motores a combustão interna na Europa, com o consequente aumento na demanda por superímãs de terras raras para motorização dos carros elétricos.
 
Neste contexto, o IPT e a Escola Politécnica da USP uniram esforços. “Trabalhamos conjuntamente no desenvolvimento tecnológico para elaboração e solidificação controlada da liga de ‘neodímio-ferro-boro’ usada na fabricação dos superímãs”, explica Landgraf. “O projeto, que deverá estar concluído até o final de 2018, tem financiamento das empresas CBMM e Weg, com apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).” Landgraf vê crescer a possibilidade de sucesso desta iniciativa diante do avanço de outro projeto, iniciado em agosto deste ano e também com foco no desenvolvimento dos superímãs de terras raras, que envolve sete instituições de pesquisa brasileiras e outra sete alemãs. “No Brasil a coordenação é da UFSC e na Alemanha do Instituto Fraunhofer IWKS, neste esforço importante que coloca em foco a internacionalização da pesquisa tecnológica brasileira.”
 
(Assessoria de Imprensa do IPT) 
Última atualização em Qui, 21 de Dezembro de 2017 09:57
 

Poli-USP inaugura Central Multiusuário em Manufatura Avançada em Internet das Coisas

A central será disponibilizada para a comunidade científica, empresas incubadas, start-ups e
outras iniciativas científicas e empresariais voltadas para a inovação.
 

Inserido no âmbito do Plano Nacional de Internet das Coisas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas da Escola Politécnica da USP (CITI-USP), inaugura no dia 21 de dezembro de 2017, às 15h30, a Central Multiusuário em Manufatura Avançada em Internet das Coisas. O evento contará com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

O CITI-USP é um Núcleo de Apoio à Pesquisa vinculado à Escola Politécnica da USP. O Objetivo do CITI-USP é pesquisar, desenvolver e promover a inovação no contexto das Tecnologias de Comunicação e Informação.

O CITI-USP tem foco especial em Internet das Coisas, onde nos próximos anos haverá grandes avanços no campo da ciência, do desenvolvimento e da inovação nas  tecnologias de conexão de pessoas, máquinas e objetos.

A Central Multiusuário será voltada para pesquisas e desenvolvimentos em Internet das Coisas, disponibilizando equipamento para a manufatura avançada de circuitos, dispositivos e equipamentos. Conta com equipamentos de última geração para o desenvolvimento de protótipos, cabeças de série e produtos inovadores. A central será disponibilizada para a comunidade científica, empresas incubadas, start-ups e outras iniciativas científicas e empresariais voltadas para a inovação.

O Plano Nacional em Internet das Coisas, que deverá ser lançado brevemente, tem como base o estudo técnico encomendado pelo MCTIC e o BNDES para acelerar a implantação da Internet das Coisas como instrumento do desenvolvimento sustentável do país. No plano proposto foram identificados quatro ambientes prioritários Cidades; Saúde; Agronegócio e Indústria.

Esta iniciativa da Escola Politécnica da USP insere-se no contexto de criação de ecossistemas de inovação preconizados no Plano Nacional de Internet das Coisas.

AGENDA:

Data: 21 de dezembro de 2018
Horário: 15h30
Local: CITI-USP
Endereço: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues 436, Travessa 4, Cidade Universitária, Butantã. Próximo ao prédio da Diretoria da Escola Politécnica da USP.

Última atualização em Ter, 19 de Dezembro de 2017 11:07
 

Poli-USP e empresa Red Hat discutem parceria

Executivos da empresa e Diretoria da Escola identificam áreas de interesse comum para acordo de cooperação em ensino, pesquisa e inovação.

O presidente da Red Hat Brasil, Gilson Magalhães, o diretor de Serviços da América Latina da empresa, Alexandre Duarte, e o representante da Red Hat Academy Latam, Wellington Lopes, estiveram na Escola Politécnica da USP para discutir oportunidades de cooperação em ensino de graduação e pós-graduação, pesquisa e inovação. Eles se reuniram no dia 11 de dezembro com o diretor da instituição, professor José Roberto Castilho Piqueira, e com o professor do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS), Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa, para falar das áreas de interesse comum entre a Escola e a companhia.

Foram previstas, inicialmente, atividades de cooperação envolvendo o desenvolvimento de pesquisas e de ferramentas de software em Big Data Analytics e Data Science, Computação em Nuvem e Desenvolvimento de Aplicações modernas. A Red Hat pretende, ainda, apoiar a formação dos alunos da Poli-USP com a disponibilização de ferramentas de software, treinamentos e certificações para alunos de graduação e pós-graduação na Escola.

A Red Hat é uma das líderes mundiais no fornecimento de soluções open source para tecnologia da informação corporativa. São 90 escritórios instalados em 35 países. A empresa possui como clientes 90% das maiores companhias do mundo integrantes da lista Fortume 500. 

 


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