Escola Politécnica da USP

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De pêndulo a helicóptero, laboratório cria experimentos de controle

Protótipos ajudam alunos a entender a teoria de controle, usada na engenharia para estudar sistemas dinâmicos

No cotidiano, estamos em contato frequente com o que os profissionais da área de exatas chamam de sistemas dinâmicos. Eles podem ser descritos como sistemas que evoluem ao longo do tempo – pode parecer uma ideia simples, mas o conceito é bastante útil quando se quer falar sobre comportamentos complexos que alguns sistemas podem apresentar, por exemplo, uma aeronave que precisa reagir de forma adequada a diversas variáveis, como mudanças de velocidade e altitude e manobras do piloto durante o voo.

Para tratar do comportamento desses sistemas, existe a chamada Teoria de Controle, que tem dado grandes contribuições tecnológicas em várias áreas. No ano passado, a Escola Politécnica (Poli) da USP criou um laboratório dedicado ao tema, que ajuda os alunos de engenharia a entender na prática o que é apresentado em sala de aula. No Laboratório de Controle Aplicado (LCA) existe, até mesmo, um protótipo de helicóptero, a partir do qual foi criado um controlador capaz de estabilizá-lo. O sistema permite compreender técnicas avançadas de controle que podem ser aplicadas em situações reais.

A proposta do laboratório é construir sistemas como esse, conhecidos como plantas de controle, fazer  modelos matemáticos para encontrar as equações que regem sua dinâmica e, a partir dessas equações, fazer o modelo do controlador.

O fundador do LCA é o professor Bruno Augusto Angélico. Como o laboratório é relativamente novo dentro da Poli, ele decidiu criar um canal no Youtube como forma de divulgar o que está sendo feito e atrair novos alunos que queiram desenvolver pesquisas aplicadas na área de controle.

A ideia surgiu durante uma conversa com Fernando Barbosa e Gabriel das Neves, alunos de pós-graduação que estavam desenvolvendo projetos no local. “É um trabalho legal e percebemos que não há tantas universidades no Brasil que fazem sistemas como esse”, diz o professor. De acordo com Angélico, os estudantes são parte fundamental do projeto, pois são eles os responsáveis por montar os sistemas apresentados na internet.

Os vídeos começaram a ser publicados em setembro de 2016. As primeiras produções foram para mostrar as plantas do laboratório e agora haverá uma segunda rodada ensinando como construí-las e fazer os cálculos para projetar o controlador. Angélico afirma que a recepção das pessoas com o canal foi satisfatória. “Estamos recebendo elogios de colegas de trabalho e apareceram novos alunos que me procuraram para fazer iniciação científica”, comemora.

Recentemente, Angélico e seus alunos participaram do Congresso Brasileiro de Automática, em Vitória (ES), no qual os projetos foram bem aceitos. Segundo Angélico, uma das vantagens é que os protótipos feitos em laboratório são mais econômicos do que os comerciais. “É complicado ter recurso para comprar plantas como essas. Uma das missões do laboratório é desenvolver protótipos de baixo custo, mas com todas as funcionalidades de um sistema comercial.”

Por enquanto, o Laboratório de Controle Aplicado é restrito aos alunos de pós-graduação e iniciação científica, mas há a intenção de levar os projetos para os alunos de graduação, para que os sistemas sejam feitos também em sala de aula.

O LCA pertence ao Laboratório de Automação e Controle do Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle da Poli.

(Jornal da USP)

 

Confira a programação da Semana de Recepção aos Ingressantes de 2017

Aula magna com dois grandes cientistas brasileiros, José Goldemberg e Sergio Adorno, marcam início das atividades letivas.

A Semana de Recepção aos Ingressantes de 2017 da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) será realizada de 5 a 11 de março com atividades nas dependências da Poli em São Paulo e Santos. Os calouros terão aulas magnas com cientistas brasileiros de renome, farão visitas a departamentos e laboratórios, assistirão a diversas palestras e participarão de diversas atividades promovidas pelos veteranos. Veja abaixo os detalhes da programação.

Reunião com pais e alunos

Domingo - 5/3:  Reunião de Pais no Centro de Difusão Internacional (CDI) da USP, na Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 222, às 10 horas. Na ocasião, pais e alunos terão um encontro com o diretor da Poli, professor José Roberto Castilho Piqueira, que lhes dará boas vindas e fará uma palestra sobre a Escola e a carreira de engenheiro.

Aula magna em São Paulo e palestras

Segunda-feira - 6/3: Aula magna com o físico José Goldemberg, às 9 horas, no Centro de Difusão Internacional (CDI) da USP, na Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 222 – Campus Butantã. Às 14 horas, os estudantes vão assistir palestras de diversas áreas da Engenharia da Poli-USP.

Visitas aos departamentos e confirmação de matrícula

Terça-feira - 7/3: Serão realizadas visitas aos departamentos (a partir das 10 horas) e recepção dos calouros pelos estudantes veteranos dos diversos centros acadêmicos da Poli (depois das 14 horas). Também nesse dia começa o período da confirmação de matrícula. Poderá ser realizada presencialmente no Prédio do Biênio – Edifício J.O. Monteiro de Camargo (Av. Pro. Luciano Gualberto, 530) até o dia 8 de março, entre 8h30 e 16h30.

Aulas inaugurais das disciplinas e visitas a laboratórios

Quarta-feira - 8/3: Entre 9 e 12 horas, os estudantes vão assistir aulas inaugurais de disciplinas do Núcleo Comum da Escola e escolher os Representantes de Classe. Às 13h30, visitarão laboratórios do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).

Aula magna em Santos
e atividades da Atlética em São Paulo

Quinta-feira – 9/3: O cientista social Sergio Adorno ministrará a uma aula magna para os estudantes do curso de Engenharia de Petróleo no campus da USP em Santos (Praça Narciso de Andrade, S/N - Vila Matias), às 10 horas. Em São Paulo, a partir das 8h30, no Prédio do Biênio da Poli, os calouros vão assistir palestras focadas em saúde, atividades físicas e esporte, que serão ministradas pelos integrantes da Atlética, a organização estudantil da Poli que reúne os times da casa que participam de competições em diversas modalidades esportivas.

 Atividades do Grêmio e da Poli Social

Sexta-feira - 10/3: Às 8h30, haverá palestras e apresentações artísticas programadas pelo Grêmio Politécnico.

Sábado – 11/3: A Semana termina com o Trote Solidário, promovido pelo Poli Social. Será realizado das 9h às 17h, quando voluntários, entre calouros e veteranos, ajudarão na revitalização do pátio da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Antônio Bento, no Butantã, e na organização de brincadeiras com as crianças do colégio. 

 

José Goldemberg e Sergio Adorno ministram aulas magnas na Poli em São Paulo e Santos

Goldemberg ministrará a aula para a Poli em São Paulo e Adorno
para os estudantes em Santos.

Os calouros da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) começam o ano letivo assistindo duas aulas magnas com cientistas nacionais de grande renome no Brasil e no exterior. O físico e professor emérito da USP, José Goldemberg, vai ministrar a primeira aula do ano aos alunos da Poli-USP do campus do Butantã, em São Paulo, no dia 6 de março, às 9 horas. Ele vai falar sobre o tema “Energia, Tecnologia e Desenvolvimento”. Já o cientista social Sergio Adorno irá ministrar a aula inaugural para os estudantes do curso de Engenharia de Petróleo no campus da USP, com uma aula magna no dia 9 de março, às 10 horas.

Goldemberg, que é presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e acabou de ser agraciado com o título de Professor Emérito da USP, foi professor da Poli entre 1968 e 1970. Ele lecionou Física para os alunos do chamado Ciclo Básico – os primeiros dois anos dos cursos de Engenharia da Poli. O docente foi homenageado pela Poli quando o título foi outorgado a ele, em 14 de fevereiro último. (Confira aqui a publicação da Escola com sua entrevista e sobre sua carreira, e, neste site, alguns depoimentos sobre ele.)

Já Sérgio Adorno, professor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, (FFLCH-USP), é uma das maiores referências no Brasil quando se trata de estudos sobre violência, direitos humanos, criminalidade urbana, controle social e conflitos sociais.

Ele é coordenador científico do Núcleo de Estudos da Violência da USP e é responsável pela Cátedra Unesco de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância, e Coordenador Científico do Projeto CEPID/FAPESP USP “Building Democracy Daily: Human Righs, Violence and Institutional Trust” (2013-2018).

Graduado em Ciências Sociais pela USP, Sergio Franca Adorno de Abreu é doutor em Sociologia, também pela USP, e tem pós-doutorado pelo Centre de Recherches Sociologiques sur le Droit et les Institutions Pénales (CESDIP), na França. Foi agraciado com a classe Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico pelo Ministério da Ciência e Tecnologia em 2008.

Serviço:

Aula magna São Paulo com Professor José Goldemberg
Data e horário: 6 de março, 9h
Local: Centro de Difusão Internacional da USP - CDI
Endereço: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 222, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.

Aula magna Santos com o professor Sergio Adorno
Data e horário: 9 de março, 10h
Local: Campus da USP em Santos
Endereço: Praça Narciso de Andrade, S/N - Vila Matias. Santos.

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ATENDIMENTO À IMPRENSA
Acadêmica Agência de Comunicação
Érika Coradin
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Calouros e veteranos da Poli-USP realizam Trote Solidário

Revitalização do pátio de uma escola municipal será a atividade realizada por entidade estudantil da Poli em São Paulo.

A Poli Social, grupo estudantil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), realizará o Trote Solidário com os alunos ingressantes de 2017. Calouros e veteranos ajudarão na reforma do pátio da Escola Municipal de Educação Infantil Antônio Bento (EMEI Antônio Bento), instituição que atende cerca de 150 crianças, localizada nas proximidades da Universidade. No dia 11 de março, das 9h às 17h, os voluntários irão pintar o pátio da instituição e farão atividades lúdicas com as crianças.

“O Trote Solidário contribui significativamente para nossa missão de fazer a diferença na sociedade, na medida em que impacta a comunidade da escola atendida e os calouros que participam dessa ação. Tudo isso ajuda no fortalecimento de uma mentalidade socialmente responsável dentro da Universidade e para a integração entre todos os participantes, tanto calouros como veteranos”, conta Marcos Fornari, diretor de Eventos da entidade.

Essa é a terceira edição do Trote organizada pela Poli Social, que recebeu apoio da Diretoria da Escola e do Grêmio Politécnico. Os voluntários já foram selecionados após se inscreverem no site do grupo. Não há mais vagas.

A entidade - A Poli Social é uma organização composta por alunos da Escola Politécnica, do campus do Butantã, em São Paulo, que desenvolve projetos e eventos voltados ao terceiro setor. Além de oferecer consultoria gratuita em gestão para ONGs, o grupo promove eventos com o objetivo de aproximar os estudantes da Poli do cotidiano e das demandas sociais.

Serviço:
Trote Solidário Campus Butantã
Dia 11/03, das 9h às 17h.
EMEI Antônio Bento.
Endereço: Rua João Batista de Sousa Filho, 405 - Butantã, São Paulo - SP, 05515-040.

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Professor Marcelo Massarani assume Diretoria Acadêmica da Assoc. Brasileira de Engenharia Automotiva

O professor Marcelo Massarani, integrante do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), assumiu este mês o cargo de Diretor Acadêmico da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) na gestão 2017-2018. Ele foi convidado pela nova presidência da entidade para ocupar o posto. Docente do Departamento de Engenharia Mecânica, Massarani possui graduação, mestrado e doutorado em Engenheira Mecânica pela Poli-USP. Tem grande experiência na área de projeto e simulação de sistemas mecânicos, com ênfase nas aplicações automotivas, e em Engenharia e Análise do Valor. Já ocupou a diretoria da AEA entre 2013 e 2014.

O professor Massarani também é o coordenador da 25ª edição do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva – SIMEA 2017, promovido pela AEA, que será realizado nos dias 12 e 13 de setembro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo (SP). Trata-se do maior simpósio técnico do setor automotivo nacional, que recebe tradicionalmente cerca de 1.200 participantes.

Este ano, o SIMEA discutirá o tema “As inovações da indústria automotiva para a sociedade” e apresentará os painéis “Novas políticas industriais para o setor” e “O veículo das próximas gerações”, e as palestras “Utilização da tecnologia na mobilidade” e “O futuro da mobilidade urbana”, além de 60 trabalhos técnicos.

“Definimos por um tema bastante abrangente, com foco para os benefícios à sociedade, porque o produto autoveículo passa por momentos cruciais tanto do ponto de vista mercadológico como de aceitação por parte dos novos consumidores, enquanto a indústria automotiva procura incessantemente por soluções tecnológicas e contribuição efetiva na mobilidade urbana”, diz o professor Massarani, coordenador do SIMEA 2017.

A AEA é reconhecida pela ampla oferta de cursos, workshops, eventos e projetos voltados para o desenvolvimento da engenharia automotiva nacional. A Entidade atua há mais de 30 anos como fórum neutro de debate sobre questões estratégicas do setor, com o envolvimento da indústria automotiva, órgãos governamentais, instituições de ensino e de pesquisa. A agenda 2017 está disponível em http://www.aea.org.br

 

Fundação Vanzolini comemora seus 50 anos com ciclo de palestras

Serão cinco temas relativos aos problemas que o País poderá enfrentar no futuro.

                A Fundação Vanzolini, instituição criada e gerida por docentes do Departamento da Engenharia de Produção (PRO) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), completa 50 anos em 2017. Para celebrar a ocasião, a entidade promove uma série de cinco palestras gratuitas, que serão realizadas sempre às terças-feiras, entre os dias 7 e 28 de março, em diversos locais da cidade. A abertura do evento ocorrerá no auditório do Departamento de Engenharia de Produção da Escola, às 9h, e contará com a presença do diretor da Poli, o professor José Roberto Castilho Piqueira. Está prevista a presença do reitor da USP, Marco Antonio Zago.

               Os seminários contarão com mesas de discussão compostas por empresários, representantes do setor público e acadêmicos. Participarão das mesas os professores da Poli Fernando Laurindo, Mario Salerno, Eduardo Zancul e Guilherme Ary Plonski, além dos executivos da Embraer Paulo Lourenção e João Carlos Zerbini, e da diretora de operações da DEV Tecnologia Silvia Takey, entre outros convidados.

“Queremos contribuir com o debate nacional e alinhar a agenda das estratégias empresariais e políticas públicas, embasados no conhecimento e na experiência de nossos professores e de convidados de expressão. São cinco temas para os próximos 50 anos”, afirma João Amato Neto, Presidente da Diretoria Executiva da Fundação Vanzolini e professor titular do PRO.

               Os temas abordados girarão em torno de questões como os paradigmas da formação profissional atual e a posição brasileira com relação às novas tecnologias de produção. As palestras 1 (“O papel da Fundação Vanzolini na Relação Universidade-Empresa”) e 2 (“Desafios da Educação Continuada”), abordarão as interações entre o ambiente empresarial, as universidades e a Fundação, além de ressaltarem a importância da educação continuada em países que necessitam de desenvolvimento tecnológico. A história e a relação da Fundação com a USP também devem ser abordadas.

               O terceiro seminário do ciclo tratará da Indústria 4.0, conceito que engloba as principais inovações no campo da tecnologia de produção e informação para a criação de redes e fábricas inteligentes. Os participantes da mesa trarão uma visão geral do termo e discutirão os impactos que a nova indústria representará para a sociedade, com exemplos de pequenas empresas brasileiras de sucesso em alta tecnologia e o caso da Embraer, multinacional que está começando a adotar o sistema em suas fábricas.

               A palestra 4, “Projetos Inovadores na Gestão Pública”, analisará umas das principais demandas da sociedade brasileira atual: a melhoria nos serviços públicos. A partir dos acontecimentos de junho de 2013 em São Paulo e outras cidades do Brasil, os palestrantes não só farão uma avaliação das gestões públicas como também irão propor soluções aos problemas encontrados. O vereador e Secretário Municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo, Daniel Annenberg, será um dos que comporão a mesa.

            A última palestra do ciclo tem como tema “Gestão de Sistemas de Saúde". Nela, o crescente envelhecimento da população brasileira será ponto de partida para a discussão dos possíveis desafios que o País enfrentará na área da saúde pública e privada, e de como a tecnologia poderá ajudar nessa questão.            As inscrições para o evento devem ser realizadas no site da Fundação. É lá, também, que as informações a respeito de horários, datas e locais exatos dos seminários poderão ser encontradas.

            A Fundação – A Fundação Vanzolini é uma instituição privada e sem fins lucrativos criada há 50 anos por professores da Poli. Gerida até hoje pelos docentes do PRO da Escola, ela tem como objetivo principal promover e disseminar os conhecimentos científicos e tecnológicos relativos ao curso de Engenharia de Produção e atrelá-los à prática empresarial do mundo corporativo. A organização oferece uma Educação Continuada por meio de cursos de especialização (pós-graduação, MBA e lato sensu).

(Amanda Panteri)

 

Em tese, doutoranda do PCS propõe integração de dados em framework

Atualmente, o número de dados gerados por dispositivos como smartphones, smartwatches, tablets ou qualquer outro que esteja conectado à Internet é muito grande. O que deveria ser positivo – o uso de todos esses dados em conjunto para otimizar a vida das pessoas – acaba se tornando, porém, um mar de diversos dados dispersos. O que o trabalho de Maria Luísa Lopes de Faria, doutoranda do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, sugere é agregar todos esses dados em uma plataforma para que sejam aproveitados em conjunto.

Orientada pelo Professor Doutor Carlos Eduardo Cugnasca, do mesmo departamento da Poli-USP, o trabalho chama-se “A proposal for an integrated framework capable of aggregating IoT data with diverse data types and sources”. Segundo Faria, “o cidadão é cercado por várias fontes de dados, e esses dados não estão relacionados. A ideia é um desenvolver um framework capaz de agregar aos dados de IoT [Internet of Things, em português, Internet das Coisas] a diversos outros tipos de dados”.

Para chegar nesse framework, Faria considerou três fontes de dados – os de IoT, de cidadão e os da web. Os dados de IoT incluem dispositivos como sensores, smartphones, smartwatches, tablets, carros e até mesmo geladeiras. Os de cidadão são aqueles gerados pelos próprios usuários de redes sociais, como Facebook e Twitter. Já os da web são aqueles espalhados por sites de toda a web, que convergem em sites de busca como o Google. Todos esses dados passam por uma camada de inteligência que aplica diferentes técnicas para selecionar dados interessantes para os usuários. E cada usuário tem esses dados selecionados de forma personalizada, isto é, de acordo com o que é relevante para ele – seja por um fato em especial ou por seu humor.

A aplicação de um framework que integra todos essas fontes de dados está em sincronia com um estilo de vida conectado a diversos dispositivos inteligentes no dia-a-dia. O framework sugerido, diz ela, deve “ser capaz de agregar diversos tipos de softwares, passar todos esses dados, por uma camada de inteligência e entregar uma informação que seja interessante para você”.  Por exemplo, Um carro, uma casa e um smartphone podem enviar e receber informações sobre uma enchente de sensores implantados numa smart city. Baseado no percurso feito pelo carro de uma pessoa do trabalho para a casa, o carro poderá alertar ela dessa enchente e já sugerir um novo percurso.

Apesar de já existirem frameworks que agreguem dados de diferentes fontes, o sugerido por Faria é diferente. “O diferencial da minha plataforma é que ela deixa de focar na tecnologia e passa a focar no usuário”, diz. O que ela procura fazer com a plataforma é entregar dados de uma forma diferente – mais personalizada e eficiente. Ela acrescenta, “quando você converte tudo isso em informação, você tem um amplo conhecimento do que está acontecendo e você pode tomar melhores decisões ou ter alguma ideia a partir disso”.

(Gustavo Drullis | Jornalismo Júnior)

 


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