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Doutorado do PCS propõe alternativas para a gestão de dados científicos

Diante do aumento do número de informações propiciadas pela internet, pesquisa busca ajudar no reuso de dados.

 

Os doutorandos do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS – Poli) Daniel Lins da Silva e André Batista, orientados pelo professor Pedro Luiz Pizzigati Corrêa, desenvolveram o trabalho intitulado “Data Provenance in Environmental Monitoring” (Proveniência de Dados no Monitoramento Ambiental), em que propõem um conjunto de sistemas para facilitar o reuso dos dados científicos gerados em pesquisas. O sistema proposto foi construído no contexto das pesquisas ambientais, mas sua aplicação pode ser considerada em variadas áreas do conhecimento.

“Nos últimos dez anos, com os avanços tecnológicos, houve geração de grande volume de dados — o chamado ‘dilúvio dos dados’, gerados por diferentes experimentos científicos”, explica Silva. Ele afirma que a abundância dos dados gera a necessidade de adequação dos processos e ferramentas computacionais utilizados pelos pesquisadores.

Para isso, o estudo propõe uma estratégia para a gestão da chamada proveniência dos experimentos científicos. Proveniência é o registro de todos os passos para criação ou manipulação de um conjunto de dados.

Silva destaca a importância de se conhecer a origem do dado e sua versão original, o “dado bruto”. No entanto, ele pontua que até a publicação de um estudo, este “dado bruto” é manipulado e processado diversas vezes. Dessa maneira, a confiabilidade da informação publicada com o objetivo de reutilização fica ‘desgastada’, pois não se conhece exatamente o processo que a gerou e nem os envolvidos no mesmo.

É nesse ponto que surge a proveniência: ela disciplina o processo de manipulação dos dados e permite ao pesquisador registrar o que foi feito. “Com a proveniência, avalia-se o dado e garante-se que ele tem confiabilidade e qualidade necessária para ser reutilizado”, diz Silva. Assim, torna-se possível o reuso dos dados já gerados.

Não se trata apenas de agilizar o processo científico, mas também de economizar recursos financeiros. “Se um grupo [de pesquisa] não tiver informações suficientes para garantir que um dado [já publicado] é de qualidade, ele vai preferir gastar mais um ano, mais alguns milhões para gerar o mesmo dado, que já existe, mas com a certeza de que ele é correto. [...] E isso é o que mais acontece hoje”, pondera Silva. “A partir do momento que se aumenta o reuso dos dados, evita-se que sejam gastos mais recursos para coleta de dados já disponíveis”, prossegue.

Premiação

O trabalho ganhou um prêmio como melhor artigo no 1º International Workshop on Data Science for Internet of Things, do 13th IEEE International Conference on Mobile Ad Hoc and Sensor Systems 2016, realizado em Brasília, em outubro.

André Batista considera que o trabalho antecipa um gargalo que os pesquisadores de ciência dos dados em Internet das Coisas logo vão enfrentar e, além disso, propõem uma estratégia para lidar com ela. “Enquanto a maioria dos artigos se preocupava com a geração e coleta dos dados, o nosso trazia a problemática diferente, a da gestão. Falamos em como se tratam os dados coletados e processados, para garantir o reuso destes dados. Então acreditamos que esse foi o diferencial para eles premiarem o trabalho.”

Daniel Lins da Silva ainda afirma que o prêmio mostra que a pesquisa tem relevância, e que eles estão no caminho certo. “O reconhecimento desta pesquisa é importante para nosso grupo de pesquisa, pois buscamos realizar estudos relevantes, que gerem resultados práticos tanto para a comunidade científica quanto para a sociedade”, conclui o pesquisador.

 

(Lázaro Campos Júnior | Jornalismo Júnior, com edição do Departamento de Comunicação da Poli).

 

Fundo Patrimonial Amigos da Poli alcança R$ 10 milhões em doações

Foram 450 doadores. Recursos apoiaram diversos projetos, que chegaram a gerar pedidos de patentes.

O Fundo Patrimonial Amigos da Poli alcançou a marca de 450 doadores, registrando R$ 10,2 milhões em patrimônio, ante R$ 5,3 milhões em dezembro de 2015. “Este sólido resultado representa um grande avanço no desenvolvimento da cultura de retribuição no Brasil. Ainda temos muito a construir, nosso objetivo é dobrar o tamanho do fundo até 2018 e ampliar os apoios estendidos à Poli”, destaca o diretor-presidente do Amigos da Poli, Lucas Tomilheiro Sancassani.

Foram investidos R$ 1,2 milhão em 40 projetos na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) desde a sua criação, em 2012. Entre as pesquisas apoiadas, três geraram produtos com pedidos de patentes. O Fundo também propiciou a realização de intercâmbios com as mais graduadas universidades internacionais.

Com seus recursos, apoiou ainda a participação de alunos em torneios mundiais de ciência e tecnologia, como na área de robótica, e a participação em conferências da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mobilidade urbana. Destaque também para o financiamento a projetos de desenvolvimento de soluções para apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) e de órtoses de baixo custo para pessoas com necessidades especiais.

Criado em 2012 por ex-alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e mantido por doações, os Amigos da Poli foram um dos fundos patrimoniais pioneiros, que trouxeram para o Brasil o conceito de filantropia voltada para instituições de ensino. Os projetos apoiados pelos Amigos da Poli tem grande impacto no ensino e na formação dos alunos, além de gerar externalidades importantes para a Poli e para o Brasil.

A meta, agora, é atingir a marca de R$ 20 milhões. As informações para se tornar um doador do Amigos da Poli e para inscrição de projetos estão no site oficial do Fundo

 

Alunos de graduação da Poli-USP promovem 12ª Semana de Engenharia Química

O evento contou com diversas palestras, minicursos, workshops e visitas técnicas.

Terminou nesta sexta-feira (20/01) a 12ª Semana de Engenharia Química da Escola Politécnica da USP (SEQEP). O evento, organizado anualmente pelos alunos de graduação da Engenharia Química (PQI) da Poli, contou com atividades variadas, cujo objetivo foi aproximar os estudantes da profissão. Esta edição teve um recorde de participação, com 505 inscritos, estudantes de graduação de Engenharia Química da Poli-USP e de outras instituições paulistas e de outros Estados, além de alunos que cursam áreas afins, como Química e Ciências Farmacêuticas, entre outras.

“Fiquei muito contente ao saber que houve um recorde de inscritos, com a presença de muitos alunos que não são da USP”, destacou o professor Reinaldo Giudice, chefe do Departamento de Engenharia Química, no encerramento da SEQEP. “É um resultado importante porque mostra a perenização do evento junto aos alunos”, acrescentou.

Leonardo Dente, que ao lado do presidente da Associação de Engenharia Química da Poli-USP, Ricardo Shinichi, coordenou a organização da Semana, fez um balanço positivo do evento. “É um projeto muito desafiador organizar a SEQEP, pois é um evento grande, que envolve muita gente. Isso foi uma motivação para mim”, afirmou ele, que também agradeceu a toda a equipe da organização e apoiadores pelo trabalho. “Foi uma boa surpresa termos um recorde de inscrições, a gente não esperava que a Semana crescesse tanto”, comentou Marcelo Hiltner, um dos integrantes da equipe de organização.

Programação intensa

Todas as atividades da SEQEP foram gratuitas. A Semana começou com uma conversa motivacional com Mateus Biselli, ex-politécnico e um dos sócios da Stone Pagamentos, que falou sobre empreendedorismo. Foram realizadas mais quatro palestras com assuntos relacionados à gastronomia, engenharia de sabores, engenharia consultiva, vida profissional e inovação. Além disso, mini-palestras foram apresentadas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP).

Na terça-feira (17/01), às 8h, o Departamento de Engenharia Química (PQI) abriu suas portas para a realização de minicursos de seis horas de duração. Foram oferecidas dez matérias: química forense; processo de produção de cerveja; Excel; introdução ao controle de poluição atmosférica; açúcar e álcool; biorrefinaria e biotecnologia; bionanomanufatura; engenharia de explosivos; ciência das fragrâncias; e aplicações de gases na indústria.

No dia seguinte (18/01), foi a vez do vão da FAU-USP ceder espaço para um workshop e uma mostra de iniciação científica. Lá, empresas montaram seus stands para apresentações de programas de estágio e trainee, e alunos expuseram banners sobre suas pesquisas.

A quinta-feira (19/01) foi reservada para visitas técnicas às grandes empresas do ramo. Se propuseram a receber inscritos a Air Liquide, Brasil Kirin, Dow, Dupont, IFF, Natura, Nitro Quimica, P&G, Linde Gás e Bovespa.

As oficinas de aprimoramento prático ocorreram no último dia. Foram doze temas ligados à profissão de engenheiro, como, por exemplo, empreendedorismo, desenvolvimento de carreira, negócios e aprimoramento do currículo. Gestores das empresas Oxiteno e Ingredion conversaram com os participantes a respeito da profissão e sobre segurança na indústria de alimentos.

O último dia também contou com uma mesa redonda, cujos participantes debateram o tema “Inteligência Artificial: da Indústria 4.0 ao Mercado Financeiro”. A mediação coube ao professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Bruno Santoro. Compuseram a mesa Guilherme Vitolo, gerente sênior da Ernst & Young; Rafael Zanini, gerente de vendas da Chemtec, empresa do grupo Siemens; e pelo professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP) Cesar Alexandre de Souza. Todos são politécnicos.

Clique aqui para conferir as fotos da 12ª SEQEP. 

 

Plantas-pilotos do Laboratório de Controle de Processos Industriais completam seis anos de operação

Laboratório tem equipamentos usados comercialmente e pesquisa inovações em controles de processos em empresas que lidam com fluidos.

O Laboratório de Controle de Processos Industriais (LCPI), vinculado ao Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle da Escola Politécnica da USP (Poli-USP), acaba de completar seis anos de operação ininterrupta. Inaugurado oficialmente em 2010, o LCPI simula métodos de controle de processos em condições reais, encontradas em ‘chão de fábrica’. Essas tecnologias são essenciais em qualquer planta industrial que lide com fluidos: líquidos, gases e vapores.

“O objetivo dessa planta-piloto é oferecer infraestrutura para que alunos de graduação e estudantes de pós-graduação possam desenvolver pesquisas sobre controle de processos industriais”, ressalta o professor Claudio Garcia, coordenador do LCPI. Nela, alunos desenvolvem projetos de conclusão de curso de graduação na Poli, pesquisas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, e ainda estudos para cursos do Programa de Educação Continuada da Poli, o PECE. Atualmente são desenvolvidos no LCPI um projeto de iniciação científica, quatro trabalhos de conclusão de curso na graduação, dois de mestrado e dois de doutorado.

“O laboratório é composto por equipamentos que precisam atuar com o máximo de precisão para controlar variáveis diversas, como nível, pressão, vazão, temperatura e pH dos fluidos”, esclarece Garcia. Ele explica que uma planta industrial pode ter centenas de sensores e válvulas responsáveis por monitorar diversos fluidos e suas variáveis.

Na indústria, as válvulas de controle devem operar por um período relativamente longo de tempo sem apresentar falhas. No caso de refinarias, por exemplo, as válvulas precisam funcionar por, pelo menos, cinco anos, o intervalo previsto para paradas de manutenção. Contudo, é comum as válvulas se desgastarem e perderem performance antes desse prazo. Em geral, cerca de 30% das válvulas de uma planta apresentam alto atrito, que gera dificuldades em sua movimentação e uma consequente piora no desempenho da malha de controle. O problema é que, para fazer a manutenção de equipamentos de controle de processos industriais, é preciso interromper a produção por várias horas ou mesmo dias. “Imagine o prejuízo causado pela parada da linha de produção de uma empresa de petróleo, química ou siderúrgica”, questiona Garcia.

“Com as pesquisas no laboratório, desenvolvemos algoritmos para melhorar o funcionamento das válvulas e para a empresa manter um bom controle dos seus processos até chegar o momento de parar a planta industrial para fazer a manutenção”, explica. “Não é um laboratório didático para usarmos em aulas, com equipamentos delicados. É uma planta que simula os equipamentos usados pelas indústrias em suas operações. Ou seja: os dados das nossas pesquisas são obtidos em condições reais de produção”, prossegue, lembrando que o LCPI começou a ser montado em 2003.

Leia mais: LCPI: sistema de controle similar ao de uma pequena refinaria de petróleo

Leia mais: LCPI simula um sistema de tratamento de efluentes industriais 

 

RCGI estuda novos projetos para 2017

Entre os temas estão biodigestores, carro movido a hidrogênio e substituição do diesel em caminhões da indústria mineradora. Centro é sediado na Poli-USP.

Biodigestores, carro movido a hidrogênio e substituição do diesel em caminhões da indústria mineradora são temas cogitados para os próximos projetos do Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural (RCGI – Research Centre for Gas Innovation), sediado na Escola Politécnica da USP (Poli). Pesquisadores se reuniram no “II Workshop Interno RCGI: resultados de julho a dezembro de 2016” e discutiram os próximos passos, além de fazerem um balanço das atividades de um ano de atuação do Centro e assistirem a apresentação dos 29 atuais projetos da sua rede de pesquisa. O workshop aconteceu nos dias 14 e 15 de dezembro último, na Poli.

“Temos algumas propostas de novos projetos, ainda em estudo. O carro movido a hidrogênio é um deles. Seu mérito científico foi reconhecido, mas é preciso arrumar a contrapartida de um fabricante de ônibus para conseguirmos tocar adiante a proposta. Também estamos estudando projetos na área de biodigestores, em diversas linhas. A professora Suani Coelho, uma das maiores experts do mundo em biogás, está responsável por essas propostas. Temos ainda uma proposta de estudo de hubs offshore, no âmbito do conceito gas to wire, e de substituição do diesel em caminhões usados no setor de mineração, junto com a equipe do professor Kazuo Nishimoto, do Tanque de Provas Numérico da Poli-USP”, afirmou professor Julio Meneghini, diretor acadêmico do RCGI

Segundo ele, há ainda a possibilidade de um aporte adicional de recursos por parte da Shell, uma das mantenedoras do RCGI. “Eles estão muito felizes com nosso trabalho e as perspectivas para o próximo ano são muito boas. O Centro poderá contar com o patrocínio da FAPESP/SHELL por um prazo de até 11 anos. Poderemos começar o segundo ano de atividades com motivação adicional”, afirmou, lembrando que a missão do RCGI também sofreu mudanças o longo deste primeiro ano, focando, além do uso sustentável do gás natural, também o hidrogênio, o biogás e o abatimento de emissões de gás carbônico em escala global.

Meneghini enfatizou a necessidade de adicionar universidades internacionais, com expertise nos temas ligados ao Centro, à lista de parceiros do RCGI. “Isso já fazia parte do nosso primeiro planejamento estratégico, o Centro começou suas atividades com uma forte parceria com o Imperial College London. Mas entendo que temos também que focar em algumas outras renomadas instituições, entre as quais eu cito a Universidade de Oxford, que tem excelência em estudos sobre combustão; a universidade de Stanford, que também poderá vir a trabalhar o conceito do separador supersônico de gases; o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech); a Universidade de Tóquio, que trabalha muito com a tecnologia de Carbon Capture and Storage (CCS) e com hidratos de metano; e também a Universidade Nacional de Yokohama.” Além delas, o professor citou as brasileiras Unicamp, Universidade Federal do ABC e Universidade Federal de São Carlos, com quem o RCGI já vem mantendo contato.

Ele também ressaltou a quantidade de publicações dos pesquisadores do RCGI. “As publicações são importantes, mas hoje, também é dada muita ênfase à inovação e ao depósito de pedidos de registro de patentes. Lembrando que só há inovação quando uma patente torna-se um produto e chega ao mercado.”

Modelos de inovação– Após a exposição de Meneghini, a consultora Karen Mascarenhas expôs os primeiros resultados de suas pesquisas em universidades estrangeiras. Ela está estudando e comparando diferentes modelos de centros de pesquisa no mundo. Visitou diversas universidades nos EUA, Reino Unido e Japão para saber em detalhes como desenvolvem inovação, como obtêm financiamento e como trabalham com o conceito de tripla hélice, o qual envolve esforços do governo, academia e setor privado.

“Percebi que há no mínimo dois modelos: o adotado no Reino Unido e nos EUA, em que o financiamento vem tanto do governo quanto da iniciativa privada, e ainda de doações de ex-alunos e de fomento a partir da atração de estudantes estrangeiros; e o modelo japonês, em que o financiamento é maior por parte do governo.”

No primeiro caso, há grande internacionalização e foco em tecnologia de ponta. As instituições americanas e inglesas atraem os melhores estudantes, que produzem inovação, desenvolvem start-ups… A iniciativa privada foca sua atuação em produtos aplicados, que podem ser disseminados e utilizados em larga escala.

Já no Japão, acrescenta ela, a maioria dos centros de pesquisa está dentro das empresas. Eles trabalham com grande amplitude de temas e contratam recém formados, pessoas jovens, como funcionários, que muitas vezes trabalham em parceria com outras empresas. Lá eles também estão investindo em internacionalização, mas há o problema do idioma, que pesa um pouco na hora de atrair alunos estrangeiros.

 

ThundeRatz participa do Mundial de Robótica no Japão

Equipe participou das categorias robô autônomo e radiocontrolado. Disputa consiste em uma luta de sumô.

A equipe ThundeRatz participou do International Robot Sumo Tournament , um torneio mundial de Robótica disputado nos dias 17 e 18 de dezembro, no Japão, por mais de 60 equipes de 21 países. A ThundeRatz levou para a competição um robô de cada categoria – o Moai, autônomo, e o Stonehenge, rádio controlado. Os participantes disputam uma luta de sumô.

Participam do International Robot Sumo Tournament apenas robôs de sumô de três quilos. O intuito da categoria de robôs de sumô é tirar o adversário do dojo, a arena de luta. “Para se prender melhor à arena e aumentar a tração nas rodas para empurrar melhor o adversário, os robô possuem imãs em sua base que grudam no chão de aço”, explica Lucas Eder Alves, capitão da ThundeRatz. Os robôs chegam a atingir mais de 20 quilômetros por hora no dojo, que tem 1,5 metro de diâmetro. O vencedor é determinado após um melhor de três rounds.

Os robôs rádio controlados possuem um piloto os controlando durante o round, por meio de um controle remoto. Já os autônomos têm vários sensores que, junto com uma estratégia pré-programada, fazem com que o robô consiga se situar na arena, saber onde está o adversário e encontrar a melhor forma de investir, sem nenhuma intervenção humana durante os rounds.

O Moai já estava classificado para o torneio principal, devido à quarta posição obtida na RoboGames, uma competição da qual a ThundeRatz participou em abril deste ano, na California (EUA). Já o Stonehenge teve que participar do pré-torneio para tentar uma vaga no mundial. A equipe chegou até as quartas de final, mas não foi classificada. No torneio principal, o Moai perdeu no início para a equipe da Turquia, que ficou em quarto lugar na final.

“Participar da competição trouxe um grande aprendizado para a equipe e os três membros que nos representaram na International Robot Sumo Tournament, já que tiveram a oportunidade de conversar com os criadores dos melhores robôs do mundo na categoria e poderão compartilhar os novos conhecimentos em robótica com todos os membros da ThundeRatz”, finalizou.

 

Poli-USP e parceiros premiam melhores alunos formados na graduação em 2015

Prêmio Professor Doutor Oscar Brito Augusto, criado pela Diretoria da Escola, foi destaque na cerimônia.

Uma noite de celebração. A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e parceiros entregaram um total de 21 prêmios em categorias diversas nesta terça-feira (20/12) aos formados em 2015 que mais se destacaram na graduação. Um dos pontos altos da noite foi a entrega do Prêmio Professor Doutor Oscar Brito Augusto, criado este ano pela Diretoria da Escola, em homenagem ao docente, falecido em abril deste ano. Foi concedido pela primeira vez para Paulo Ricardo Radatz de Freitas, que cursou Engenharia Elétrica – Ênfase em Energia e Automação Elétricas. Ele recebeu o prêmio das mão do professor Alexandre Nicolaos Simos, chefe do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Poli.

Freitas também foi o primeiro colocado no Prêmio Conde Armando Alvares Penteado, oferecido pela Diretoria da Poli anualmente aos formados classificados nos três primeiro lugares nos cursos de graduação da Escola. Em segundo ficou Lucas Arnaud Postal e em terceiro Igor Malta Baracat, ambos do curso de Engenharia Mecânica.

Outro reconhecimento é o Prêmio Francisco de Paula Ramos de Azevedo, dado pela Diretoria ao formado da Poli que tenha se destacado nos últimos três anos do curso, em qualquer habilitação oferecida pela Escola. O estudante Rogério Vian Silva, do curso de Engenharia Elétrica – Ênfase em Sistemas Eletrônicos, recebeu o prêmio das mãos da vice-diretora da Poli, a professora Liedi Legi Bariani Bernucci.

Segundo o professor Piqueira, o dia da premiação é especial para a Escola, pois é quando ela recebe os alunos formados no ano anterior para serem reconhecidos pelo seu desempenho na graduação. “Temos muito orgulho de dizer que a Poli está entre as 55 melhores escolas de Engenharia do mundo, e queremos nos aprimorar cada vez mais, fazer o máximo da nossa capacidade para transmitir nosso conhecimento aos alunos”, afirmou.

Piqueira também destacou a importância da criação do prêmio em homenagem ao professor Oscar Brito Augusto. “Ele foi um dos grandes responsáveis pelo avanço do programa de duplo diploma da Poli, com sua sabedoria desburocratizou o processo de reconhecimento de créditos e transformou o programa num sucesso, tanto que hoje temos mais de mil alunos com duplo diploma”, ressaltou.

A vice-diretora da Poli lembrou que a Poli foi fundada para apoiar o desenvolvimento das indústrias paulistas. “A Escola cumpre seu papel de formar líderes que têm, como missão, melhorar esse País. Contamos com vocês para ajudarem o Brasil nesse momento difícil; temos confiança na formação sólida que oferecemos e que poderá contribuir para retomarmos o crescimento, reduzir as diferenças sociais e melhorar a vida da nossa sociedade”, disse.

O vice-reitor da USP e também professor da Poli, Vahan Agopyan, falou sobre o esforço dos estudantes para passar na Fuvest, entrar na Escola e concluir os estudos. “Vocês são os melhores entre os que já são muito bons. Vocês são nossa esperança de modificar para melhor esse País; têm conhecimento, talento e força de vontade, elementos imprecindíveis para serem líderes”, elogiou.

O pró-reitor de Pós-Graduação da USP, professor Carlos Gilberto Carlotti Jr., contou que o programa de internacionalização da Poli tem sido um exemplo para toda a universidade. Muitos dos alunos premiados participaram de atividades no exterior, como a duplo diplomação. “São de pessoas como vocês que o Brasil precisa na liderança para melhorarmos nosso País”, apontou. Já o capitão de mar-e-guerra e diretor do Centro de Coordenação de Estudos da Marinha em São Paulo, o engenheiro naval Jorge Luiz da Cunha, recomendou aos premiados que mantenham a excelência em suas vidas.

Ao final, o agora engenheiro elétrico Paulo Ricardo Radatz de Freitas agradeceu a todos pelo apoio em sua jornada na Poli. Disse que a Escola lhe deu a oportunidade de conhecer uma realidade que era distante dele até então, que estudou em escola pública na Zona Leste de São Paulo, em um bairro onde a maioria sequer sabe o que é a USP. “Lembro da construção dessa ponte para essa nova realidade, do que passei para me tornar aluno da Poli. Não faltaram desculpas para desistir, mas escolhi dar o meu melhor a cada dia e não ceder a essas desculpas para me confortar diante de possíveis fracassos”, recordou. Dar o seu melhor para superar os obstáculos e construir as pontes, lembrando que é mais fácil fazer isso contando com o apoio das pessoas, foi o conselho emocionado que ele deixou a todos os participantes da comemoração.

O engenheiro Plínio Cabral Jr., diretor de Engenharia Elétrica da GM do Brasil, fez um breve discuro representando todos os premiadores da noite. “Sejam inovadores, sejam criativos, as empresas precisam disso. Sempre procurem algo melhor, não se deixem oprimir pelas dificuldades e, lembrem-se, ninguém faz nada sozinho”, aconselhou. O diretor da Poli, professor Piqueira, encerrou o evento, dizendo-se comovido pelas palavras de Radatz de Freitas. “A Escola têm três patrimônios: o físico, o intelectual e o moral, que é o principal: nos ajudem a preservá-lo. Ao exercer sua profissão no mercado de trabalho, sejam como o Paulo, éticos e generosos”, finalizou.

Prêmios por Departamento – Além da Diretoria, alguns departamentos da Poli também premiaram os melhores alunos. O de Engenharia de Telecomunicações e Controle ofereceu o Prêmio Professora Jocelyn Freitas Bennaton ao aluno Rafael Menegazzi, que obteve a maior média ponderada global no curso de Engenharia Elétrica – Ênfase em Automação. Por meio do Laboratório de Comunicações e Sinais (LCS), o Departamento premiou ainda os melhores alunos do quatro e do quinto ano do curso de Engenharia Elétrica – Ênfase em Telecomunicações, respectivamente Maurício Dantas Scramim e Jéssica Goya Outi, com o Prêmio Luiz de Queiroz Orsini.

O Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas premiou Lucas Monogios Koleff e Pedro Paulo Bezerra Machado por terem apresentado o melhor trabalho de formatura no curso de Engenharia Elétrica – Ênfase em Energia e Automação Elétricas -, com o Prêmio Professor Doutor Áurio Gilberto Falcone. Lucas Franco da Silva, Lucile Marie Sophie Michon e Thibault Yves Marie Collin também foram premiados pelo Departamento por terem desenvolvido o melhor trabalho de conclusão de curso em Engenharia Elétrica – Ênfase em Automação e Controle. Eles conquistaram o Prêmio Professor Marcio Rillo.

O Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Poli contemplou Lilian Etienne Parada (Engenharia Ambiental) e William Brascher (Engenharia Civil), os formados que obtiveram a melhor média no conjunto das disciplinas ministradas pelo Departamento nos respectivos cursos, com o Prêmio professor Lucas Nogueira Garcez.

Também ofereceram prêmios para os graduados da Poli os seguintes parceiros: a Marinha do Brasil; o Instituto de Engenharia; a Fundação Carlos Alberto Vanzolini; o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea-SP); o Conselho Regional de Química IV – Região SP; a Associação Paulista de Engenheiros de Minas (Apemi); a Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena); a Associação Brasileira de Engenharia Química; a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA); a Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração; o Programa Partners for the Advancement of Collaborative Engineering Education; a empresa Águia Sistemas de Armazenagem S.A.; e a empresa Procter & Gamble Brazil.

Clique aqui para acessar o documento com os nomes de todos os premiados de 2016.

Confira aqui as fotos da festa de premiação.

 

 


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