Escola Politécnica da USP

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FEBRACE recebe três mil visitantes no primeiro dia

Feira apresenta projetos em Engenharia, Ciências Agrárias, Biológicas Exatas e da Terra, Humanas, da Saúde e Sociais e Aplicadas.

Aproximadamente três mil pessoas visitaram a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que começou ontem (21/03), na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Na grande tenda montada no estacionamento, ao lado do Prédio da Administração da Escola, alunos do Ensino Médio de todo o País estão expondo seus projetos, cujos temas se relacionam aos diversos campos das Ciências e Engenharia.

A 15ª edição da Feira teve mais de dois mil projetos inscritos. São 700 alunos e 400 professores finalistas a participarem da exposição, cujos trabalhos serão analisados por aproximadamente 700 avaliadores. Eles observam os projetos de acordo com critérios como criatividade, inovação e conhecimento científico. Os alunos e docentes que se destacarem receberão prêmios como troféus, medalhas, bolsas de iniciação científica e estágios A equipe melhor colocada vai expor seu projeto na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF) em Los Angeles, EUA.

Antes de chegar à Feira, os estudantes e professores expositores percorreram um longo caminho. Para ser um finalista e ter seu projeto exposto, os estudantes precisam formar uma equipe, que deve ser composta por um professor orientador e um grupo de um a três alunos da mesma instituição, e submeter à Febrace um relatório, por meio do site do evento, com informações sobre o plano de pesquisa, um resumo e uma foto do que a equipe  irá estudar. Após a análise de todas as propostas, os finalistas são anunciados em uma lista divulgada eletronicamente.

Primeiro dia – A cerimônia de abertura da 15ª Febrace teve a presença da vice-diretora da Poli, professora Liedi Legi Bariani Bernucci, que agradeceu o esforço de todos os envolvidos na organização da  Febrace, saudou as autoridades e ressaltou a importância que um evento como esse tem para a Escola e para incutir nos jovens a curiosidade científica. Também participante da abertura, o vice-reitor da USP e professor da Poli, Vahan Agopyan, traçou um histórico do evento, destacando a sua continuidade ao longo do tempo.

O primeiro dia foi bem agitado. Os visitantes se surpreenderam com o nível de inovação dos projetos. “É fantástico e muito interessante ver os meninos se preocuparem com questões tão pertinentes à sociedade como sustentabilidade, diversidade e questões sociais”, afirmou Maria Fátima dos Santos, servidora pública em São Paulo. Pelo segundo ano consecutivo ela visitou a Febrace. Nesta edição, por um motivo especial: suas duas filhas estavam expondo um trabalho sobre a utilização de minhocas no solo.

As amigas Milena Torres, Sthefany Reis e Elisabeth Pazetti, estudantes do Colégio São Paulo, estiveram na Feira pela primeira vez e, de cara, se interessaram por um projeto relacionado ao uso do videogame para aprendizado. Segundo elas, a visita é uma experiência que traz uma nova perspectiva a quem está no Ensino Médio.

As ideias – Quem visitar a Febrace poderá conhecer jovens do Brasil inteiro e suas propostas e soluções, no mínimo, surpreendentes, para grandes problemas da sociedade brasileira. É o caso dos amigos Arthur de Freitas Pretcher, Leonardo Martins e Luciano Sampaio da Silva, do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense, Campus Charqueadas Eles desenvolveram a Smartleg, um modelo de prótese robótica transfemoral capaz de trazer uma melhor qualidade de vida para pessoas que sofreram amputação.

A Febrace continua aberta aos visitantes até quinta-feira (23/03), das 14h às 19h, e a entrada é gratuita. Na sexta-feira (24/03) será realizada no Anfiteatro do Centro de Difusão Internacional da USP, às 15h, a cerimônia de premiação dos melhores projetos. O evento é aberto ao público.

Confira as fotos do evento em nosso álbum no Flickr

(Amanda Panteri)

 

Pesquisadores do RCGI isolam bactéria que produz polímero ainda não caracterizado

Ao investigar bactérias já conhecidas que produzem um plástico de alto valor agregado a partir do metano, cientistas da USP descobrem micro-organismo que gera outro tipo de biopolímero.

Há poucos meses, a bióloga Elen Aquino Perpétuo e uma equipe de pesquisadores iniciaram um projeto visando transformar, por meio de bactérias, o metano contido no gás natural em PHB (plástico de alto valor agregado). A pesquisa, desenvolvida no âmbito do Research Centre for Gas Innovation (Centro de Pesquisa em Inovação em Gás), sediado na Escola Politécnica da USP, conta com apoio da FAPESP e da BG Brasil – subsidiária do Grupo Shell, e tinha como objetivo estabelecer uma rota diferente da química para transformar o metano. Em pouco tempo de investigação, o grupo descobriu uma bactéria que transforma o metano em um outro tipo de polímero.

Ainda não caracterizamos esse polímero, não sabemos “quem” ele é. Mas sabemos que seu acúmulo, pela bactéria em questão, é algo que nunca foi relatado na literatura: algo inédito”, revela Elen. A bactéria se chama Methylobacterium rhodesianum e foi coletada no Sistema Estuarino de Santos.

Na verdade, Elen e sua equipe estavam tentando comprovar e comparar a eficácia de algumas bactérias metanotróficas na transformação do metano e do metanol em PHB. Para isso, em uma fase anterior da investigação, já haviam feito testes com cepas compradas dos gêneros Methylobacter sp. e Methylocystis sp.

“Neste segundo momento, coletamos amostras em três diferentes pontos do Sistema Estuarino de Santos, para ver se encontrávamos, na natureza, as bactérias capazes dessa transformação. E então nos deparamos com a Methylobacterium extorquens, que é realmente produtora de PHB, e com essa Methylobacterium rhodesianum.”

Segundo a bióloga, a novidade não é apenas a produção de um polímero diferente por uma bactéria diferente. “Descobrimos que, mesmo para gerar PHB, as bactérias isoladas dos sistemas naturais são mais produtivas que as cepas compradas. Isso pode fazer a diferença, pois sabemos que, para que a rota biológica seja viável economicamente, a bactéria tem de ser capaz de acumular 60% de seu peso seco em polímero”, explica.

Ela ressalta que essa porcentagem é feita levando-se em conta a produção de PHB a partir do açúcar. “A produção de biopolímeros, hoje, é feita a partir do açúcar, que é um substrato 30% mais caro que o metanol. Metano e metanol são substratos mais baratos. Por isso, tenho certeza que essa porcentagem vai cair bastante.”

Elen diz que, sem que a equipe tenha otimizado a produção do PHB (manipulando variáveis como temperatura, pH e agitação) a Methylobacterium extorquens retirada do ambiente marinho já acumula 30% de seu peso seco em polímero. “Não fizemos as contas ainda mas, levando-se em consideração a diferença de preço entre o metanol e o açúcar, acho até que já há viabilidade econômica.”

A bióloga esclarece ainda que o ambiente marinho, por apresentar condições adversas, tais como salinidade, variação grande de temperatura e aeração, por exemplo, desafia a capacidade de adaptação das bactérias, que precisam ser mais resistentes para sobreviver. “Quanto mais adaptáveis esses micro-organismos forem, mais teremos condições de modulá-los, manipulando as variáveis já citadas, para que produzam aquilo que queremos.”

Futuro – A pergunta agora, de acordo com a cientista, é: onde apostar as fichas daqui para a frente? “Vamos repetir o ensaio com a Methylobacterium rhodesianum, até porque, não sabemos se essa novidade é economicamente viável. O que sabemos é que, do ponto de vista acadêmico, a descoberta dessa bactéria produtora de um outro polímero é importante e vai gerar publicações de impacto.”

Elen lembra que o primeiro objetivo, quando idealizou o projeto, era melhorar a produção de PHB. “Resumindo, temos interesse em ambas as coisas: em viabilizar comercialmente a produção de PHB pela rota biológica e em publicar nossas descobertas sobre esse outro polímero. Agora, o que faremos preferencialmente daqui para a frente, creio que será decidido no decorrer de nossas reuniões com a Shell e com a equipe do RCGI.”

A equipe também coletou amostras no reservatório da UHT de Balbina, no Amazonas (AM). “A gente coleta onde tem metano e o reservatório de Balbina tem muito metano. Não tivemos tempo de processar essas amostras ainda, mas devemos começar nas próximas semanas.”

 

Grupo de politécnicos oferece programa de mentoria a alunas da Poli

O grupo PoliGen pretende dar apoio às estudantes tendo em vista a desigualdade de gênero que predomina na Engenharia.

Diante da preponderância do gênero masculino nas Ciências Exatas e, em especial, nas Engenharias, e no preconceito que muitas mulheres sofrem ao tentar consolidar suas carreiras nessas áreas, o grupo Poligen, formado por servidores, docentes, alunos e ex-alunos da graduação e pós-graduação da Escola Politécnica da USP (Poli-USP), realiza periodicamente o Programa Mentoring, cujo objetivo é de dar assistência às alunas da Escola. O primeiro ciclo de mentoria deste ano se inicia no dia 3 de abril, com duração de quatro meses, e as inscrições para ser mentor ou receber mentoria ainda estão abertas.

Durante os ciclos, cada estudante mentorada – que recebe o nome carinhoso de mentee – passa a ter um mentor, com quem ela pode contar para esclarecer suas principais dúvidas a respeito da carreira, do curso da graduação e questões diversas. As conversas entre mentor e mentee devem ocorrer mensalmente e ter uma hora de duração, e o modo de encontro entre as duas partes (se será via ligação telefônica, Skype ou pessoalmente) deve ser acordado entre eles. Além disso, o mentor disponibiliza 15 minutos semanais para a comunicação via e-mail com a aluna. O PoliGen promove ainda atividades com convidados externos, como conversas e palestras, e possui uma lista de discussão online para troca de informações acadêmicas e de trabalho.

A ideia, segundo o próprio grupo, é que “politécnicas (os) mais experientes auxiliem as mais jovens, tendo foco na sua trajetória acadêmica que, sabemos, é indissociável da sua trajetória pessoal e profissional”. O papel da mentoria é diferente do papel da orientação científica, pois tem a empatia e o apoio como prerrogativas. Desse modo, o mentor pode compartilhar suas experiências para que a mentee se sinta mais segura em suas decisões.

O PoliGen acredita que, com a iniciativa, será possível atrair e reter talentos femininos nos cursos de Exatas, além de fomentar a discussão a respeito da igualdade de gênero no meio. O Programa surgiu em 2013, e inicialmente era voltado às estudantes ingressantes e tinha duração de um ano. Porém, devido à importância que a mentoria pode significar na vida de uma aluna, ele foi aberto para todas as graduandas da Poli e agora ocorre a cada quatro meses.

A equipe – O grupo PoliGen surgiu no dia 8 de março de 2012, Dia Internacional da Mulher, por meio de uma roda de conversa promovida pelo PoliGNU (grupo de estudos de software livre da Escola) a respeito da mulher no mundo digital. Durante o evento, percebeu-se a necessidade da criação de um espaço de discussão permanente sobre o assunto na Poli. As inscrições, tanto para mentor quanto para mentee, se encerram no próximo dia 20 e são feitas no site do grupo por meio deste e deste links.

(Amanda Panteri)

 

Grupo de politécnicos oferece programa de mentoria a alunas da Poli

O grupo PoliGen pretende dar apoio às estudantes tendo em vista a desigualdade de gênero que predomina na Engenharia.

Diante da preponderância do gênero masculino nas Ciências Exatas e, em especial, nas Engenharias, e no preconceito que muitas mulheres sofrem ao tentar consolidar suas carreiras nessas áreas, o grupo Poligen, formado por servidores, docentes, alunos e ex-alunos da graduação e pós-graduação da Escola Politécnica da USP (Poli-USP), realiza periodicamente o Programa Mentoring, cujo objetivo é de dar assistência às alunas da Escola. O primeiro ciclo de mentoria deste ano se inicia no dia 3 de abril, com duração de quatro meses, e as inscrições para ser mentor ou receber mentoria ainda estão abertas.

Durante os ciclos, cada estudante mentorada – que recebe o nome carinhoso de mentee – passa a ter um mentor, com quem ela pode contar para esclarecer suas principais dúvidas a respeito da carreira, do curso da graduação e questões diversas. As conversas entre mentor e mentee devem ocorrer mensalmente e ter uma hora de duração, e o modo de encontro entre as duas partes (se será via ligação telefônica, Skype ou pessoalmente) deve ser acordado entre eles. Além disso, o mentor disponibiliza 15 minutos semanais para a comunicação via e-mail com a aluna. O PoliGen promove ainda atividades com convidados externos, como conversas e palestras, e possui uma lista de discussão online para troca de informações acadêmicas e de trabalho.

A ideia, segundo o próprio grupo, é que “politécnicas (os) mais experientes auxiliem as mais jovens, tendo foco na sua trajetória acadêmica que, sabemos, é indissociável da sua trajetória pessoal e profissional”. O papel da mentoria é diferente do papel da orientação científica, pois tem a empatia e o apoio como prerrogativas. Desse modo, o mentor pode compartilhar suas experiências para que a mentee se sinta mais segura em suas decisões.

O PoliGen acredita que, com a iniciativa, será possível atrair e reter talentos femininos nos cursos de Exatas, além de fomentar a discussão a respeito da igualdade de gênero no meio. O Programa surgiu em 2013, e inicialmente era voltado às estudantes ingressantes e tinha duração de um ano. Porém, devido à importância que a mentoria pode significar na vida de uma aluna, ele foi aberto para todas as graduandas da Poli e agora ocorre a cada quatro meses.

A equipe – O grupo PoliGen surgiu no dia 8 de março de 2012, Dia Internacional da Mulher, por meio de uma roda de conversa promovida pelo PoliGNU (grupo de estudos de software livre da Escola) a respeito da mulher no mundo digital. Durante o evento, percebeu-se a necessidade da criação de um espaço de discussão permanente sobre o assunto na Poli. As inscrições, tanto para mentor quanto para mentee, se encerram no próximo dia 20 e são feitas no site do grupo por meio deste e deste links.

(Amanda Panteri)

 

IPT abre as portas para 750 calouros da Poli conhecerem sua infraestrutura

Muito mais do que a proximidade física entre a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) – na Cidade Universitária –, as duas instituições também se mantêm perto em diversas atividades envolvendo alunos, professores e pesquisadores.

No ano passado, por exemplo, alunos do curso de Engenharia Mecânica da Poli frequentaram o Laboratório de Engenharia Térmica do IPT, onde acompanharam alguns ensaios e tiveram aulas com o engenheiro Marcos Naufal, além da disponibilização de uma plataforma apenas para pesquisas acadêmicas. Em 2015, o Projeto Novos Talentos do IPT obteve seu primeiro destaque envolvendo uma aluna da Poli, quando a mestranda Ana Cecília Pontes fez seu trabalho no Centro de Tecnologia em Metalurgia e Materiais (CTMM). Na página da Politécnica na internet, o IPT aparece como um dos institutos parceiros, e o mesmo acontece no site ipeteano.

Mantendo essa proximidade, o Instituto recebeu durante a tarde desta quarta-feira, 8 de março, a visita de 41 grupos de alunos ingressantes nos cursos de engenharias disponibilizados na Poli (Ambiental, Civil, Computação, Elétrica, Materiais e Metalurgia, Mecatrônica, Mecânica, Minas, Naval, Produção e Química) para visitas guiadas em 41 laboratórios instalados em 28 prédios.

Cada grupo reunia cerca de 20 alunos, que permaneceram uma hora e meia circulando por ao menos dois laboratórios de centros tecnológicos variados, conhecendo equipamentos de ensaios, calibrações e sendo orientados por pesquisadores e colaboradores. No total, aproximadamente 750 alunos passaram pelo Instituto. Segundo a área de Eventos, foi a primeira vez na história que o IPT recebeu calouros da Politécnica em um número tão grande, o que exigiu um esforço de organização e logística e o apoio dos empregados que se dispuseram a guiar os calouros pelos laboratórios.

O projeto faz parte de uma ideia conjunta do IPT e da Poli que pretende aproximar os alunos da universidade aos centros de pesquisa, além de despertar o interesse dos calouros nas diversas oportunidades de estudos e desenvolvimento de projetos existentes no Instituto, literalmente do outro lado da rua dos prédios da escola.

Surgida em janeiro, quando o diretor-presidente, Fernando Landgraf, visitou a Politécnica, a ideia agradou não apenas aos professores, mas também aos alunos da Comissão de Recepção de Calouros da universidade, que participaram das visitas. Para o professor Augusto Neiva, do Departamento de Metalurgia e Materiais da Poli, que trabalhou na iniciativa com o IPT, a ação deve se repetir anualmente. “Eu acharia excelente que a gente pudesse organizar uma coisa dessas todo ano”, comemora.

Segundo Neiva, diversos aspectos podem ser elencados para argumentar em favor da iniciativa. “É motivador para o próprio curso que os alunos fazem na Poli, porque eles observam a engenharia sendo feita de verdade e, então, entendem porque precisam de cálculo, de física, e descobrem que ainda tem espaço no Brasil para fazer engenharia mesmo e não um gerenciamento de fórmulas. O IPT é rico nesse sentido. O segundo aspecto é que eles já podem se maravilhar em um assunto, e isso já pode leva-los a uma iniciação científica, à leitura de artigos, além de saberem onde poderão estudar esses projetos: no IPT”, completa.

REAÇÕES – Os empregados voluntários receberam placas da organização do evento, com os números de seus grupos e os seus respectivos alunos. Cada ipeteano guiou um grupo por laboratório, entregando-o a outro colaborador na visita seguinte. No horário marcado, eles se encaminhavam à portaria e esperavam pelos calouros, recepcionando-os para as fotografias e uma mensagem preliminar contando-lhes sobre o Instituto. O diretor-presidente, Fernando Landgraf, também recebeu alguns ingressantes no início das visitas.

O grupo 33, de alunos da Engenharia Civil, visitou as áreas de instalação predial e o simulador solar, no Centro de Tecnologia do Ambiente Construído (CETAC) e as áreas de cartografia geotécnica e Geoambiental, no Centro de Tecnologias Geoambientais (CTGeo). No primeiro, foi recebido pelo pesquisador Daniel Sowmy, que também é professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli, que explicou sobre os ensaios realizados no laboratório para clientes do IPT. No segundo, os calouros foram recepcionados pelo pesquisador Omar Bitar. Para Guilherme Isaki, de 19 anos, foi importante conhecer as práticas antes mesmo de entrar em contato com a teoria durante as aulas. “É uma demonstração interessante do funcionamento das coisas na vida real. Com certeza, vai acrescentar muito ao curso que estou começando”, disse.

O grupo 15, formado por calouros de Engenharia de Produção, conheceu a área de embalagens do Centro de Tecnologia de Recursos Florestais (CT-Floresta) e a área de vazão de gás do Centro de Metrologia Mecânica, Elétrica e de Fluidos (CTMetro). Para o estudante Geane Bernardes, 20 anos, o importante da visita foi conhecer as áreas de atuação futuras. “A gente que está entrando na universidade agora não tem dimensão do que pode trabalhar, e essa ideia do IPT com a Poli nos ajuda a ter um contato inicial com essas oportunidades, que não estão claras ainda”, afirmou.

Bruno Sosaki, de 18 anos, do curso de Engenharia Elétrica, se impressionou com o tamanho das instalações do IPT. “A gente está andando durante uma hora e ainda não passamos em nenhum lugar repetido”, contou. Sua colega de turma, Thammy Nakamura, também ficou surpresa com a heterogeneidade de atividades do Instituto. “O monitor vai nos contando dos laboratórios, o que cada um faz, e a gente não acredita que tem tanta coisa bacana aqui do lado da Poli”, finaliza.

Confira as fotos da visita em nosso álbum do Flickr

(Assessoria de Imprensa do IPT |  Fotos da Assessoria de Imprensa da Escola Politécnica)

 

Treinamento odontológico em realidade virtual é premiado em congresso nacional

Projeto que envolve diversos institutos e departamentos, entre esses o PCS, da Poli, criou ambiente em realidade virtual para treinamento em Odontologia.

Um projeto que recria virtualmente um consultório odontológico e simula situações em que os estudantes de odontologia podem praticar procedimentos, como aplicação de anestesia foi desenvolvido em parceria por pesquisadores e docentes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), da Faculdade de Odontologia da USP do campus de Bauru, e da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP), além de contar com a participação de estudantes de ciências moleculares e design.

Chamado de Virtual Interactive Distance learning on Anatomy (VIDA), Vida Odonto, o projeto teve origem no doutorado de Cléber Gimenez Corrêa, Simulador de Anestesia Odontológica. Ele foi co-orientado pelo professor do Departamento de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Poli, Romero Tori, e pela professora da EACH, Fátima de Lourdes dos Santos Nunes Marques.

A pesquisa evoluiu para uma versão imersiva que foi tema do artigo Treinamento Odontológico Imersivo por meio de Realidade Virtual, que recebeu o prêmio de melhor artigo na Trilha 2 no XXVII Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, ocorrido em Uberlândia, Minas Gerais. O texto é de autoria do professor Tori, da professora da Faculdade de Odontologia da USP de Bauru (FOB-USP), Maria Aparecida Andrade Moreira Machado, e dos estudantes Gustavo Wang, Lucas Henna Sallaberry, Allan Tori e Elen Collaço de Oliveira.

Com o ambiente, os alunos têm a capacidade de treinar sem a utilização de corpos (que não expressam reações fisiológicas) ou animais vivos (que esbarraria na questão ética). O aluno, ao colocar o capacete de realidade virtual, visualiza o paciente virtual e pode realizar procedimentos odontológicos com as mãos. O professor Tori destaca que com a realidade virtual o estudante tem uma melhor noção espacial, o que facilita no aprendizado. Segundo ele, o projeto é inédito no mundo.

“Enquanto o foco do simulador foi o realismo do retorno háptico na simulação da aplicação de anestesia, no projeto VIDA Odonto, que usou o mesmo modelo de cabeça do paciente o foco foi a imersão em Realidade Virtual” explica Tori.

O evento - O Simpósio Brasileiro de Informática na Educação acontece desde 1990 e atualmente ocorre dentro do Congresso Brasileiro de Informática na Educação (CBIE), o maior evento da área no País. O simpósio é dividido em cinco trilhas, sendo a trilha dois, na qual a equipe da USP foi premiada, a que compreende jogos, simulação, gamificação, meta-cognição e neurociência em Ambientes e Sistemas Computacionais para Ensino/Aprendizagem.

O artigo pode ser encontrado no site do Simpósio.

(Larissa Lopes | Jornalismo Júnior, com edição da Assessoria de Imprensa da Poli - USP)

 

Sergio Adorno ministra aula magna na Poli Santos

Campus no litoral se fortalece, com a realização de pesquisas envolvendo demandas da região e novo curso de Engenharia da Complexidade.

O cientista social Sergio Adorno irá ministrar amanhã, quinta-feira (09/03), às 10 horas, a aula magna para os calouros do curso de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) em Santos, litoral paulista. Adorno é professor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, (FFLCH-USP), e uma das maiores referências no Brasil quando se trata de estudos sobre violência, direitos humanos, criminalidade urbana, controle social e conflitos sociais.

“A Engenharia tem como finalidade principal a melhoria da qualidade de vida das pessoas e auxiliar na solução dos problemas sociais. Ninguém melhor do que o professor Sergio Adorno para falar das questões sociais para nossos ingressantes”, destaca o diretor da Poli, professor José Roberto Castilho Piqueira. A Poli disponibilizou para 2017 um total de 50 vagas no curso de Engenharia de Petróleo em Santos – seis pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e 44 pela Fuvest.

A cada ano as atividades da Escola em Santos se fortalecem. “O campus da Poli em Santos desenvolveu-se e está totalmente integrado à cidade, trabalhando no sentido de colaborar com a solução das questões municipais relevantes”, ressalta Piqueira. Algumas iniciativas exemplificam essa integração, como os estudos multidisciplinares com intuito de avaliar as possibilidades técnico-econômicas de ampliação sustentável das atividades do Porto de Santos e o projeto de pesquisa sobre os impactos da dragagem do Porto ao meio ambiente.

O campus da USP em Santos ganhará ainda mais destaque com a realização do curso de Engenharia da Complexidade, a ser realizado na cidade. Ele já foi aprovado no âmbito da Congregação da Poli e está tramitando nos órgãos da Reitoria que são responsáveis pela análise e aprovação de novos cursos na USP. Trata-se de uma iniciativa pioneira, em nível mundial, feita em conjunto com o Groupe des Écoles Centrales, da França.

Um breve currículo do professor Adorno – Graduado em Ciências Sociais pela USP, Sergio Franca Adorno de Abreu é doutor em Sociologia, também pela USP, e tem pós-doutorado pelo Centre de Recherches Sociologiques sur le Droit et les Institutions Pénales (CESDIP), na França. Foi agraciado com a classe Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico pelo Ministério da Ciência e Tecnologia em 2008.

Ele é coordenador científico do Núcleo de Estudos da Violência da USP e é responsável pela Cátedra Unesco de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância, e Coordenador Científico do Projeto CEPID/FAPESP USP “Building Democracy Daily: Human Righs, Violence and Institutional Trust” (2013-2018).

Serviço:
Aula magna Santos com o professor Sergio Adorno.
Data e horário: 9 de março, 10h.
Local: Campus da USP em Santos.
Endereço: Praça Narciso de Andrade, S/N - Vila Matias. Santos.

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