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Vice-diretor da Poli/USP recebe prêmio do IEA

O vice-diretor da Escola Politécnica da USP, o prof. José Roberto Castilho Piqueira, foi agraciado com o Prêmio Janus, que é concedido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP) Polo São Carlos a personalidades do meio científico. O prêmio foi entregue ontem (23/10) pelo físico Sérgio Mascarenhas, durante a cerimônia de abertura do 20° Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo – SIICUSP - área Ciências Exatas e Engenharia, que está sendo realizado nas dependências da Poli.

Na mitologia greco-romana, o deus Janus representa a mudança entre a vida primitiva e a civilização, entre o obscurantismo e a ciência. “Janus é um deus que olha o passado para criar o futuro”, disse Mascarenhas. “Esse prêmio mostra a admiração que o IEA tem pelo prof. Piqueira”, acrescentou.

Mascarenhas, um físico brasileiro de renome internacional, falou da importância do trabalho do prof. Piqueira em prol da engenharia de sistemas complexos – área que, segundo ele, o Brasil está 20 anos atrasado. Também ressaltou a importância da 2ª Conferência USP sobre Engenharia, evento que foi idealizado pelo prof. Piqueira com o objetivo de promover um debate a respeito dos grandes temas da engenharia – entre eles os sistemas complexos.

No Brasil, Piqueira foi o precursor da aplicação dos princípios dos sistemas complexos na engenharia. Sua tese de doutorado, defendida em 1987, foi a primeira a contemplar esses princípios na engenharia elétrica. Desde então, ele vem trabalhando em uma linha de pesquisa multidisciplinar, com diversos modelos e aplicações dos sistemas complexos. Vem também se empenhando em divulgar para a sociedade a importância desses princípios que, segundo ele, são uma tendência no monitoramento de grandes metrópoles, uma vez permitem a modelagem de sistemas que apresentam não linearidades e emergência de comportamentos inesperados.

Na ciência, os princípios dos sistemas complexos vêm ganhando relevância nas últimas décadas, com aplicações em química, física, robótica, macroeconomia, neurociências, inteligência estratégica, energias alternativas, entre outras. Na engenharia, representam um novo paradigma. “Uma forma de olhar e resolver os problemas de forma integrada”, afirma Piqueira.

Para Mascarenhas, os sistemas complexos representam a engenharia do século XXI. O físico está lutando para criar um curso de pós-graduação na área, que seria implantado em rede – já que há pouquíssimas pessoas especializadas no assunto no País.