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Aluno da Poli/USP chega a final de competição internacional norte-americana

Estudante de doutorado desenvolveu pesquisa que busca possíveis falhas em tubulações de petróleo

Por Bruna Rodrigues

Metodologia computacional que avalia prováveis defeitos em tubulações lançadas ao mar, desenvolvida na Escola Politécnica da USP, é finalista em competição organizada pela Sociedade Norte-Americana dos Engenheiros Mecânicos, a ASME. O projeto faz parte da tese de doutorado em Engenharia Naval de Rodolfo Figueira de Souza, que teve início no ano passado.

Devido tanto à fabricação, como também a avarias ocasionadas em alto-mar, as tubulações que transportam o petróleo do poço até a plataforma podem apresentar defeitos e, em alguns casos,  vazamentos que culminam em danos ambientais e prejudicam o lucro das empresas. Segundo Claudio Ruggieri, professor da Poli/USP e orientador desta tese, o método desenvolvido neste trabalho “não só evita que essas falhas ocorram, mas também consegue afirmar que podem ser lançadas tubulações com defeitos maiores”, visto que o programa consegue estimar se esses problemas irão afetar ou não o transporte do petróleo.

De acordo com Ruggieri, todas as estruturas apresentam algum defeito, seja ele microscópio ou em dimensões maiores. Algumas delas, quando possuem falhas, conseguem ser reparadas de forma mais fácil, contudo, não é esse o caso dessas estruturas submarinas, pois “a profundidade da água é muito grande, cerca de 1500 metros, uma vez que a tubulação foi lançada é muito difícil ter um reparo, devido a profundidade e as condições ambientais”, afirma. Uma alternativa a isso é o desenvolvimento de sistemas, como o de Souza, que possam garantir que essas tubulações que serão lançadas, mesmo que contenham algum tipo de defeito, este não se expressará causando nenhum tipo de dano. “Foi realizada uma metodologia que não existia anteriormente, que nos permitiu fazer algumas previsões de tamanhos críticos de trinca para que não ocorra o defeito no duto”, explica o doutorando.

As principais falhas nessas tubulações se dão por conta ou do processo de fabricação, ou de elementos contaminantes, como é o caso do Pré-sal brasileiro, que possuí gás carbônico - que na presença de água se transforma em ácido carbônico - e o ácido sulfídrico, fazendo com que o óleo tenha certa corrosividade recorrente, o que degrada o material utilizado. Para Ruggieri, o trabalho desenvolvido por Rodolfo “é algo bastante inovador: uma nova metodologia que tenta abordar o impacto desses defeitos nas tubulações”.

ASME

A ASME (American Society of Mechanical Engineers) é uma das entidades de classe mais antigas e reconhecidas do mundo. Anualmente, ela realiza congressos que incentivam a participação de estudantes e de jovens profissionais para o debate e a apresentação de novas tecnologias na área de Engenharia Mecânica. “É uma competição muito interessante, pois além de incentivar o aluno, ele tem contato com um congresso tecnológico de alto nível, e reúne os melhores especialistas da área”, diz o professor. Já para Souza, “o nível desse congresso é bastante alto, por isso fiquei feliz em saber que estava na final, visto que comecei o meu doutorado recentemente”.

A conferência ocorrerá em Anaheim, nos Estados Unidos, entre os dias 20 a 24 de julho.