Escola Politécnica da USP

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Escola Politécnica lidera ranking USP de pedidos de patente

Indicadores de propriedade intelectual foram levantados pela Agência de Inovação da USP.

A Escola Politécnica é a unidade da Universidade de São Paulo que mais depositou patentes no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), segundo levantamento feito pela Agência de Inovação da USP. Entre 1982 e 2014, a USP registrou 1.025 pedidos de patentes. Desse total, 153 pertencem à Poli, com 15% do total, sendo 63 pedidos registrados entre 2010 e 2014. Em segundo lugar no ranking de patentes da Universidade está o Instituto de Química, com 9% do total de pedidos, seguido pelo Instituto de Física da USP de São Carlos e pela Escola de Engenharia da USP de São Carlos, com 8% dos depósitos cada um.

“As patentes são consequência do nosso trabalho para fomentar a cultura da inovação. Na nossa visão, projetos de inovação formam alunos inovadores que vão trabalhar ou criar empresas e serviços para o mercado, gerando oportunidades econômicas e de trabalho”, destaca o diretor da Poli, professor José Roberto Castilho Piqueira. “Temos laboratórios e disciplinas voltadas para a inovação lecionadas regularmente e, além disso, nossos laboratórios abrigam um número considerável de alunos e pesquisadores trabalhando em projetos voltados ao processo produtivo”, completa ele.

“A Poli é a unidade da USP com maior número de professores e pesquisadores trabalhando em Ciências Exatas, área na qual naturalmente temos um grande número de pedidos de patentes”, ressalta Vanderlei Salvador Bagnato, coordenador da Agência de Inovação da USP. “Além disso, a Escola vem tendo uma sucessão de diretores que são pró-inovação, que a enxergam como uma estratégia importante para apoiar a formação de seus alunos. Esses diretores, portanto, tentam inserir a inovação e o patenteamento na rotina de seus departamentos”, acrescenta. Ele também afirma que os profissionais formados pela Poli são pessoas criativas, que trabalham constantemente em boas ideias.

Uma dessas boas ideias que se converteram em patentes é a Plataforma Digital de Pesquisa de Vazamentos (PDPV). Desenvolvida pela Poli em parceria com a Sabesp, a plataforma é um banco de sinais acústicos usados para identificar vazamentos de água, tornando o processo de detecção e diagnóstico mais eficiente. Outro exemplo é um equipamento que permite a análise do revestimento de pavimentos sem fechamento das pistas, fornecendo informações relevantes para subsidiar o engenheiro na análise. Foi a Poli, ainda, que desenvolveu um dispositivo de controle de cadeiras de rodas por meio de sopro ou sucção, destinada especialmente para pessoas com tetraplegia.

“Com as ações que a própria universidade vem tomando ao longo dos anos, a exemplo da criação da Agência USP de Inovação, a rotina de se registrar uma patente se tornou mais fácil. Os professores, pesquisadores, técnicos e alunos estão começando a desenvolver uma cultura de proteção da propriedade intelectual”, lembra Bagnato. “Tradicionalmente, a Poli sempre foi um polo de tecnologia e agora, com a estrutura de patenteamento, é natural que ela amplie o número de patentes”, diz.

Essa liderança no número de pedidos de patente é comemorada pela Poli, mas com ressalvas. “Apesar de liderarmos o ranking USP de patentes, estamos aquém do que podemos fazer”, aponta Piqueira. Segundo ele, há dois obstáculos principais. Um é a burocracia excessiva nos processos de registro de patentes no Brasil. O segundo são as dificuldades impostas pela falta de cultura da universidade brasileira em captar recursos no sistema produtivo para desenvolver projetos colaborativos que gerem patentes.

“A USP vem investindo e melhorando seus números, suas estatísticas de propriedade intelectual, mas ainda não é o ideal”, pondera Bagnato. “Como coordenador da Agência, meu trabalho é investir ainda mais para que esses números melhorem ainda mais, pois sabemos que a USP, como um todo, tem potencial para ampliar esses indicadores. São mudanças estruturais, mas, na medida em que professores e estudantes se tornem conscientes do que podem fazer com suas ideias, protótipos, criações, vamos chegar lá”, finaliza.