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Brasil precisa formar mais doutores para avançar cientificamente nas Engenharias

Avaliação foi apresentada pelo diretor de Avaliação da Capes, que falou na Poli sobre o cenário atual da pós-graduação e tendências em avaliação.

O diretor de Avaliação da Capes, Arlindo Philippi Júnior, apresentou, na Escola Politécnica nesta segunda-feira (14/12), uma palestra na qual discutiu o cenário atual da pós-graduação no Brasil e em São Paulo, e as tendências do processo de avaliação da agência, vinculada ao Ministério da Educação. No evento, ele defendeu que o Brasil invista na formação de doutores para avançar cientificamente nas Engenharias. Segundo dados do Web of Science e mostrados por Philippi Júnior, de 2009 a 2013 o Brasil publicou 7.871 papers em Engenharia, apenas 1,55% do total de artigos publicados no mundo nessa área.

Ele começou sua palestra detalhando as linhas de ação da agência e fazendo um histórico sobre a evolução do sistema de pós-graduação brasileiro. Entre os dados apresentados estão o número de cursos recomendados pela Capes, que subiu de 2 mil para aproximadamente 3,5 mil, entre 1998 e 2004. Outro dado interessante foi o crescimento no número de egressos na pós-graduação nacional: eram 40 mil em 2005 e superou a casa dos 60 mil em 2014. O número de matrículas também saltou de 150 mil, em 2008, para quase 250 mil em 2014.

Os indicadores em Engenharia – Ele também trouxe números específicos sobre a pós-graduação em Engenharias, entre 2006 e 2014. No caso dos indicadores nacionais, mostrou que as Engenharias em 2006 tinham 267 cursos, número que subiu para 386 em 2014, o que representa um aumento de 45%. Em relação aos docentes, houve aumento de 39% – de 5.839 para 8.088. Nesse período também houve aumento tanto no número de alunos matriculados no mestrado (25%) e no doutorado (66%) quando no número de titulados – 24% no caso do mestrado, 44% no caso do doutorado.

Os dados específicos do Estado de São Paulo mostram que o número de cursos subiu 27%, de 64 para 81, entre 2006 e 2014, e o número de docentes passou de 3.469 para 4.573 (aumento de 32%). Há uma estabilização em relação ao mestrado no Estado paulista – em 2006, havia 3.528 matriculados, contra 3.513 no ano passado; 1.281 se titularam no mestrado em 2006, contra 1.312 em 2014. O doutorado ampliou, passando de 2.649 para 3.361 o número de matriculados (27% de crescimento) e de 506 para 597 o número de titulados (18%).

A segunda parte da apresentação de Arlindo Philippi Júnior foi dedicada às explicações sobre os princípios que norteiam o processo e sistema de avaliação feito pela Capes e sua importância. O diretor da agência apresentou um detalhamento do processo para a plateia, composta por alunos, docentes e funcionários da Poli e outras unidades da USP.

Foram apresentados, também, os critérios específicos das diferentes áreas de Engenharia da CAPES, feitas pelos professores Eduardo Cleto Pires, Coordenador das Engenharias I; Reinaldo Giudici, Coordenador das Engenharias II; Edgar Nobuo Mamiya, Representante do Coordenador das Engenharia III; Renato Carlson, Representante do Coordenador das Engenharias IV.

Na parte final do evento, foi dada a palavra à plateia que teve a oportunidade de colocar suas dúvidas e sugestões para melhoria do sistema.

Prestigiando o evento, fizeram parte da mesa de abertura, o Prof. Dr. José Roberto Castilho Piqueira, Diretor da Escola Politécnica, o Prof. Dr. Vahan Agopyan, Vice-Reitor da Universidade de São Paulo; a Profa. Dra. Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco, Pró-Reitora de Pós-Graduação da USP e o Prof. Dr. Fernando José Barbin Laurindo, Presidente da Comissão de Pós-Graduação da Escola Politécnica.

Veja a íntegra das apresentações aqui.