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Empreendedores concluem treinamento do i-CORPS na Poli

Dez startups nascidas das ideias de politécnicos participaram do programa.

Os participantes da fase piloto do i–CORPS na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) acabam de concluir o treinamento. Dez startups participaram da iniciativa, financiada pela Diretoria da Poli e aplicada pelo consultor Flavio Grynszpan, do Instituto i–CORPS Brasil. A metodologia é inspirada no Programa i-CORPS, projeto do governo dos Estados Unidos que oferece formação para empreendedores com o objetivo de incentivar a criação de startups a partir de pesquisas desenvolvidas em universidades.

No último encontro, as equipes apresentaram um balanço de suas jornadas. Cada uma das equipes que representam as dez startups era formada por um docente, um aluno ou ex-aluno da Poli-USP, e um mentor externo. Elas começaram o treinamento com o desenho inicial do que pensavam que seria seu negócio, feito em um documento Canvas, ferramenta digital usada para gerenciamento e planejamento estratégico. Ao longo das aulas, foram recebendo orientações sobre como agregar informações para validar o negócio proposto, mudá-lo para poderem, de fato, chegar ao mercado, ou até mesmo para descartar a ideia.

Parte essencial do treinamento foi a metodologia para entrevistar pessoas que podiam se encaixar como usuárias e/ou futuros clientes, com o objetivo de checar se a tecnologia, produto ou serviço proposto pela startup resolvia os possíveis problemas de seus clientes potenciais, se gerava valor para eles e se o investimento compensaria.

“No geral, os participantes ressaltaram como o treinamento os ajudou a pensar diferente, ‘fora da caixa’. Eles mostraram a evolução do negócio a partir do seu Canvas inicial e explicaram como as entrevistas com os clientes foram fundamentais para mudar a estratégia”, contou Grynszpan.

Quase todas as startups pivotaram – termo técnico para falar do processo de mudar o plano de negócio inicial para um novo nicho de mercado ou a forma como o produto/serviço/tecnologia será oferecido, entre outras alterações. Uma das startups inclusive percebeu que seu negócio não tinha o potencial inicialmente pensado e decidiu que não valia a pena continuar. O objetivo do i-CORPs é ajudar os empreendedores a decidirem rapidamente se devem prosseguir com a empresa ou não. “Os resultados atingidos pelos participantes foi excelente”, destacou.

Potencial empreendedor – Entre as startups participantes está a TechTalk, que pretende oferecer soluções para automatizar o atendimento a cliente em pequenos estabelecimentos. A ideia inicial era trabalhar com clínicas médicas e odontológicas, mas, nas entrevistas, descobriram que dispor de um funcionário para atender pacientes na marcação de consultas e outras rotinas de atendimento ao público não era um gargalo para esse segmento de mercado. A tecnologia, no entanto, foi bem vista pelos pacientes dos consultórios, que gostariam de ter um atendimento em horário estendido. Com a metodologia do iCORPs, a empresa vai continuar a prospectar segmentos de mercado para o qual as soluções em automatização de atendimento podem ter interesse.

A startup LightUp desenvolveu uma tecnologia para projetar imagens luminosas nas rodas das bicicletas quando em movimento. A ideia inicial era vender a tecnologia para os próprios ciclistas, apostando no interesse dos mesmos pela customização da bicicleta e também pelo fator segurança, já que a iluminação os torna mais visíveis para pedestres, veículos e outras bicicletas. Com o treinamento do iCORPs, conseguiu estabelecer a estratégia mais correta em relação a quem seria seus compradores e definir três fases estratégicas de desenvolvimento da startup. Para a empresa, o fator primordial foram as entrevistas com ciclistas, ativistas, empresários e outros públicos, que gerou contatos para os negócios e permitiu mudar o desenho do modelo de negócio, tornando-o mais alinhado à realidade do mercado.

Um relato de empresa que pivotou foi a Petrofísica. Foram três grandes mudanças no Canvas inicial para chegar ao modelo final de negócios. Inicialmente, a startup queria nacionalizar a produção de equipamentos usados em petrofísica, focados na caracterização das rochas para extração de petróleo. No final, após descobrir nas entrevistas com atores do mercado de petróleo que ter equipamentos importados não era um problema, decidiram desenvolver uma plataforma para integração de dados de perfuração entre operadoras, com o objetivo de ajudar as empresas a reduzir os custos, os riscos e o tempo na exploração dos reservatórios. Vão usar a metodologia do iCORPs para verificar se essa ideia de negócio se sustenta.