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Poli-USP matricula 90% dos aprovados de 2017

Brincadeiras e ação social marcam a festa. Convocados na primeira chamada da Fuvest têm até esta terça-feira para se matricular.

Praticamente 90% dos vestibulandos aprovados para as 783 vagas disponibilizadas pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) pela Fuvest efetivaram a matrícula nesta segunda-feira (13/02). Um total de 704 calouros se matriculou no primeiro dia, e grande parte escolheu o período da manhã para fazer a matrícula, que se encerra hoje (14/02) para os alunos convocados na primeira chamada do vestibular. As matrículas estão sendo realizadas no prédio da Engenharia Civil, das 8h30 às 16h30, no campus do Butantã, em São Paulo, entre 8h30 e 16h30. Em 2017, a Poli ofereceu 870 vagas, sendo 87 pelo SISU e as demais pela Fuvest.

A Poli-USP mobilizou 47 funcionários para atender os calouros. Três salas no piso superior da Engenharia Civil foram destinadas para as matrículas e um espaço no lobby do andar superior foi reservado para os pais aguardarem os filhos. As mesas de atendimento foram separadas por curso. Ao efetuar a matrícula, cada aluno recebeu o Cartão USP, a carteirinha que permite o uso das linhas circulares de ônibus que ligam a USP ao Metrô Butantã e um folheto sobre o funcionamento geral da Universidade.

Ação solidária – Na entrada do local da matrícula, os calouros foram recepcionados pelos integrantes da equipe de robótica da Poli ThundeRatz e pela equipe Poli Racing. Após efetuarem a matrícula, os estudantes com cabelos longos eram convidados a participar da campanha de corte e doação de cabelos, promovida pelo Poli Social. Um profissional do salão de cabelereiro L6, de São Paulo, se voluntariou para fazer os cortes. Os cabelos foram doados para a organização não governamental Cuca Feliz, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, que dá apoio para mulheres e crianças que fazem tratamento contra o câncer.

Mais de 40 estudantes, entre homens e mulheres, participaram da ação. Uma delas foi a caloura Livia Kaneko, de 19 anos, de São Paulo, que foi aprovada no curso de Engenharia Química. “Eu já ia cortar o cabelo depois que passasse o vestibular. Quando vi que estavam organizando a campanha de doação, quis contribuir”, contou ela.

Depois da matrícula, os calouros eram ‘capturados’ pelos veteranos dos diversos centros acadêmicos da Poli, que estavam aguardando os ‘bixos’ para as brincadeiras do trote. Marcado pela não-violência, o trote teve disputa de futebol de sabão, luta com cotonete e o tradicional batismo no banho de lama.

A primeira semana dos calouros na Poli se encerra no sábado, 11 de março, com o Trote Solidário, promovido pelo Poli Social. Ele será realizado das 9h às 17h, quando voluntários, entre calouros e veteranos, ajudarão na revitalização do pátio da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Antônio Bento, no Butantã, e na organização de brincadeiras com as crianças do colégio.

Os calouros voltam a se encontrar no dia 6 de março, quando começa o ano letivo e a Semana de Recepção aos ingressantes. Serão cinco dias de intensa atividade. A aula magna será das 9h ás 12h, no Auditório do Centro de Difusão Internacional da USP (CDI), com um dos mais prestigiados pesquisadores brasileiros: o físico José Goldemberg. Hoje presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), ele foi professor do ciclo básico da Poli, ministrando aulas de Física para os politécnicos entre 1968 e 1970.

Veja no Flickr da Escola Politécnica as imagens do primeiro dia de matrícula e da festa do Trote.

Livia Kaneko, de 19 anos, de São Paulo

Queria ser engenheira e estudar na Poli, mas estava em dúvida sobre qual seria a área. Em 2016, ela prestou vestibular para Engenharia de Produção, mas não passou. “Eu pesquisei mais sobre as áreas, pensei melhor e resolvi estudar Engenharia Química. Uma das coisas que me chamou atenção no curso é o fato de ser quadrimestral, em que tem o período de estágio. Estou bem empolgada”, afirmou.0

Os irmãos gêmeos Eliel e Levi Regiani, de Ribeirão Pires (SP)

 Ambos passaram em Engenharia Elétrica. Eles têm 20 anos e garantem que um não influenciou na decisão do outro na escolha da carreira, mas que se identificam com a área. Escolheram a Poli pela reputação dos cursos da instituição e seu destaque no cenário do ensino superior no Brasil. “Penso em seguir em Sistemas Eletrônicos e Computação, mas ainda é cedo para decidir. Sei que o curso será puxado, vai exigir bastante, mas com certeza cumprirá minhas expectativas”, afirma Eliel.

Assim como ele, Levi escolheu Engenharia Elétrica por causa das amplas possibilidades de atuação abertas para quem se forma nesse campo. “Como têm várias ênfases, posso direcionar os estudos para o que mais me interessar”, disse ele. Os irmãos têm um amigo que estudou na Poli e fez o duplo diploma. “Ele falou bem da Poli, deu boas recomendações”, comentou Levi. Os irmãos vão tentar fazer o programa de duplo diploma e até já sabem para qual país querem ir: França.