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Música clássica e mesa-redonda com lideranças empresariais marcam celebração dos 124 anos da Poli

Comemoração lotou o auditório do Prédio da Administração nesta segunda-feira. Evento foi promovido pela Diretoria e pelo Amigos da Poli

Com praticamente todos os 189 lugares do auditório “Professor Francisco Romeu Landi” ocupados, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) iniciou, nesta segunda-feira (21/08), as atividades de comemoração de seus 124 anos de existência. O evento no prédio de Administração foi aberto pela Orquestra Sinfônica da USP (Osusp) e marcado por uma mesa-redonda que contou com depoimentos de grandes lideranças empresariais formadas pela Escola. Na ocasião, também foram apresentados os 35 estudantes aprovados no primeiro ciclo do Programa de Carreira, iniciativa do Fundo Patrimonial Amigos da Poli que objetiva proporcionar aos alunos treinamentos, estágios de férias e mentoria para auxiliá-los no gerenciamento de suas vidas profissionais.

Depois da apresentação de três peças da Osusp e da exibição de um vídeo institucional sobre o fundo patrimonial, foram dadas mensagens de boas-vindas da Diretoria da Poli. “Esta parceria com o Amigos da Poli tem sido muito importante, principalmente, para apoiar as atividades de extensão dos alunos, que desenvolvem projetos, participam de competições nacionais e internacionais. Isso tem transformado os alunos que formamos na Poli”, destacou o diretor da Escola, professor José Roberto Castilho Piqueira.

A vice-diretora da instituição, professora Liedi Légi Bariani Bernucci, também ressaltou a contribuição dada pelo fundo, especialmente nesse período de crise, quando os recursos se tornaram mais escassos. “O lançamento do Programa de Carreira contribui com a missão de orientar nossos alunos em relação ao se futuro profissional”, acrescentou.

Já o diretor presidente do Amigos da Poli, Lucas Sancassani, também politécnico, se disse feliz pela comemoração. “Herdamos o termo politécnico/politécnica e temos a responsabilidade de levar esse selo para o resto de nossas vidas, no âmbito profissional e acadêmico”, lembrou. Ele também apresentou um balanço das atividades do fundo. “Estamos celebrando o fato de que quase triplicamos o patrimônio do Amigos da Poli em 2017 em relação aos valores dos primeiros anos”, contou. No ano passado, o patrimônio foi de R$ 10,2 milhões; hoje está em R$ 15 milhões. Já foram apoiados 61 projetos, no valor de R$ 1,6 milhão. “Mais de 200 alunos foram impactados pelas ações que apoiamos”, apontou.

A mais recente ação do Amigos da Poli foi o lançamento do Programa de Carreira, voltado aos alunos da graduação do terceiro e do quarto ano dos cursos de Engenharia da Poli. O Programa tem duração de sete meses e os aprovados na primeira seleção já começaram as atividades de treinamento, que durarão até dezembro, e incluem palestras, workshops, técnicas e exercícios de autoconhecimento, entre outras atividades. “Foram mais de 300 inscritos para 35 aprovados, uma disputa parecida com a da Fuvest”, brincou Sancassani. Entre janeiro e fevereiro, os estudantes farão o estágio. E durante todo o período do programa eles contam com o acompanhamento de mentores – profissionais que já estão no mercado que vão orientar individualmente os participantes. (Leia mais sobre o Programa aqui - http://www.poli.usp.br/pt/comunicacao/noticias/2370-poli-usp-e-amigos-da-poli-preparam-estudantes-para-o-mercado-de-trabalho.html.)

Compartilhando experiência – O evento de celebração dos 124 anos da Poli foi uma das primeiras oportunidades para os alunos aprovados no Programa Carreiras terem contato com politécnicos que hoje lideram grande empresas. Na mesa-redonda promovida pela Poli e pelo fundo patrimonial estiveram presentes alguns dos principais contribuidores para a formação do Produto Interno Bruto brasileiro: Eduardo de Toledo, CFO da Klabin; Newton Simões, fundador e CEO da Racional Engenharia e presidente do Conselho Deliberativo do Amigos da Poli; Pedro Passos, presidente do Conselho de Administração da Natura; e Pedro Wongtschowski, que atualmente integra o Conselho de Administração de empresas como o Grupo Ultra. A mesa foi mediada pela gerente de produtos da Fundação Estudar, Anamaíra Spaggiari.

Os empresários responderam perguntas sobre sua vida na Poli e sobre suas trajetórias profissionais. Um consenso entre os integrantes da mesa se refere à qualidade da formação técnica dada pela Escola. “A Poli me deu muito conteúdo, me ensinou a aprender a aprender, a gente aprende ‘a se virar’. Isso foi um ponto importante na minha formação. A Poli me preparou muito para a vida”, ressaltou Passos.

Todos os empresários aconselharam os estudantes a participarem da vida estudantil de forma mais ampla. “O estudo é essencial, mas vocês devem fazer mais do que isso: participem do Grêmio, da Atlética, do Conselho Universitário, do Amigos da Poli, são essas atividades que vão ensinar a comunicação, a negociação, o trabalho em equipe. Circulem também na USP”, recomendou Wongtschowski.

Outra recomendação se relaciona à escolha da área. “Confie nas habilidades essenciais que vocês têm, no que vocês gostam e em que são bons. Tomem decisões baseadas em seus valores pessoais, trabalhe com pessoas que compartilhem essa visão de mundo”, disse Passos. Newton Simões deu conselho semelhante. “O Programa Carreiras trabalha no autoconhecimento porque isso é o ponto de partida para desenvolver qualquer plano de carreira. É preciso se conhecer, prestar atenção naquilo que faz seus olhos brilharem, onde seu talento se revela, o que te estimula”, apontou. Toledo concordou. “Sempre precisei de um sentido de realização: queria trabalhar em empresa nacional, poder influenciar os caminhos aqui, no meu país”, disse.

Também foi consenso que os estudantes devem se preocupar desde cedo com o desenvolvimento de habilidades como comunicação, relacionamento interpessoal, trabalho em equipe. São competências essenciais para quem quer atingir postos de liderança, mas não só para esses grupos. “Observo que, hoje, nossos formandos não se comunicam bem, não conseguem trabalhar bem em equipe. É preciso desenvolver isso, o que pode ser feito por meio dessa vivência ampla [da vida universitária] de que já falei”, afirmou Wongtschowski.

No encerramento, foi pedido aos empresários que dessem sugestões sobre pontos que a Poli poderia aprimorar no processo de formação dos alunos. Pedro Passos sugeriu que a Escola busque por modelos que partam da prática para a teoria. Newton Simões falou sobre a introdução da governança como prática dos alunos na execução de projetos, de forma que já tenham as noções de gestão de caixa, preocupação com qualidade, trabalho em equipe, entre outros aspectos que envolvem a execução de projetos de Engenharia.

Eduardo de Toledo considerou pontos altos da Poli a adoção de um modelo que privilegia a profundidade do conhecimento técnico e o desenvolvimento da autonomia do aluno. “Foi um grande valor que a Poli me deu: saí daqui capaz de lidar com qualquer situação. Mas o mundo de hoje trabalha com muitas conexões, então, iniciativas multidisciplinares com desenvolvimentos práticos, produzem um maior entendimento do todo”, concluiu.

O evento foi transmitido ao vivo no canal da Poli no Youtube. Confira as fotos da celebração no Flickr.