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Poli-USP inaugura primeiro laboratório de redes elétricas inteligentes da América Latina

O projeto é fruto de uma parceria de um núcleo de pesquisa da Escola com a empresa setor elétrico EDP

O Núcleo de Pesquisas em Redes Elétricas Inteligentes (Nap-REI) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) inaugurou, no dia 31 de agosto, o Laboratório de Redes Elétricas Inteligentes (LREI), o primeiro laboratório da América Latina a estudar o tema. Fruto de uma parceria do grupo politécnico com a empresa multinacional EDP - especializada em gerar, distribuir e comercializar energia elétrica -, a abertura oficial da instalação ocorreu no Anfiteatro do Prédio de Engenharia Elétrica da Poli, às 9 horas.

O professor José Roberto Cardoso, ex-diretor da Escola, proferiu o discurso de boas vindas aos convidados e falou em nome da diretoria sobre a importância da criação do LREI. “O dia de hoje representa o início de um processo marcante para a Engenharia Elétrica nacional”, defendeu. Além dele, estiveram presentes o docente Antônio Mauro Saraiva, representando o pró-reitor de pesquisa da Universidade José Eduardo Krieger; Marco Antonio Saidel, do Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas (PEA); Miguel Setas, presidente da EDP Brasil; dentre outras autoridades.

Nelson Kagan é o coordenador do Nap-REI e idealizador do laboratório. Ele explicou durante apresentação que a estrutura inaugurada irá suprir uma lacuna existente no campo das experimentações com as redes elétricas inteligentes da América Latina, uma vez que é pioneiro na região. Assim, possibilitará que testes com novas tecnologias sejam realizados antes dos testes de campo, prática que não é comum no país devido à falta de laboratórios especializados na temática.

O Brasil pode se beneficiar da parceria por meio dos estudos sobre os principais problemas enfrentados atualmente pelo seu setor energético. “Pretende-se analisar as perdas técnicas de energia que ocorrem durante a sua distribuição, prever meios para a redução dos custos operacionais e criar novos sistemas de distribuição de energia”, concluiu Kagan.

Os presentes no evento puderam ainda entender duas aplicações práticas do LREI que envolvem as redes elétricas inteligentes. A partir de agora será possível simular o rompimento de um cabo elétrico e localizá-lo na rede por meio de medidores inteligentes, que enviarão sinais a uma central de comando, e que por sua vez se encarregará de isolar o trecho e enviar as coordenadas a quem irá fazer o reparo.  

Testes com relação à funcionalidade dos sistemas inteligentes também poderão ser realizados. Quando, por exemplo, ocorre um defeito em uma porção da rede, os medidores inteligentes podem localizar mais especificamente o ponto a ser consertado e isolar o trecho sem comprometer o fornecimento de energia aos consumidores vizinhos. Kaigan defende a importância desses testes. “Antes, precisávamos esperar falhas reais nas redes para fazermos os estudos. Com o laboratório, poderemos simular”.

O LREI ficará aberto a contribuições da comunidade acadêmica e científica e ao setor elétrico como um todo, um dos motivos pelos quais Miguel Setas se disse animado com a parceria. “Não podemos nos esquecer também da importância da Escola Politécnica como uma das melhores escolas de Engenharia da América, do fato de sermos pioneiros na iniciativa e das previsões sobre essa tecnologia para o futuro”, acrescentou o presidente da EDP.

A empresa já possui dois projetos no mesmo sentido em duas cidades do sudeste: Domingos Martins, no Espírito Santo, e Aparecida do Norte, em São Paulo. A parceria com a Poli contou com o apoio de outras instituições, como a CGI, GE, ANEEL, entre outras.

Saraiva acredita que o LREI possibilitará uma aproximação benéfica dos estudantes da Escola com as problemáticas da sociedade. “Os problemas reais estão lá fora, e os órgãos de fomento a pesquisa veem com ótimos olhos estudos que contemplam essa questão”. O evento terminou com uma visita técnica ao laboratório.

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