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Flexibilização do trabalho é tema da Jornada da Ergonomia Poli-USP

O evento já está em sua 13ª edição e reúne especialistas para discussão do assunto, em meio às mudanças que começam a vigorar com a reforma trabalhista

“Um mundo de transformação: desafios da flexibilização/precarização do trabalho” é o tema da XIII Jornada da Ergonomia, que começou nesta segunda-feira (13/11) e termina hoje (14/11), na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Organizado por uma comissão de docentes do Departamento de Engenharia de Produção (PRO) da Poli, o evento reúne professores, especialistas e pesquisadores do assunto para uma programação com quatro mesas de debate, apresentação de trabalhos e encontro de jovens pesquisadores.

Ergonomia diz respeito à ciência que busca melhorar e transformar o trabalho por meio da análise do mesmo. Ela é um dos braços da denominada Ciências do Trabalho, composta também por estudos em Engenharia, Sociologia, Psicodinâmica de Trabalho, entre outros.

Laerte Idal Sznelwar, um dos organizadores da Jornada, explicou que a escolha do tema foi feita levando em consideração a sua relevância para a sociedade civil, e que as dificuldades em tratar do assunto – por ser amplo e englobar uma série de questões – serão, segundo ele, vencidas pelo nível de discussões levantadas nos dois dias do evento. O objetivo principal do evento é, então, o de tentar entender como a flexibilização do trabalho irá impactar as relações sociais.

O docente afirmou que um dos tópicos da Jornada será buscar entender o que mudou, nos últimos anos, na Ergonomia e nas outras ciências do trabalho, uma vez que a mudança nas legislações tocam diretamente esse campo e fomenta uma séria de questões, como por exemplo se é possível, nas empresas, criar um ambiente de crescimento pessoal mesmo com a flexibilização do trabalho.

Diante dos discursos completamente antagônicos a respeito da aprovação do texto da reforma trabalhista, Idal afirmou que escolher um lado não é o que se pretende com a Jornada. “Espero que possamos debater de que maneira isso pode impactar o convívio social”, finalizou.

Tema da atualidade – A abertura do evento contou com a presença do professor e diretor da Poli, José Roberto Castilho Piqueira; do representante da chefia do PRO, Mauro Spinola; do presidente da Associação Brasileira de Ergonomia (Abergo), Paulo Antonio Oliveira; do adido de Ciência e Tecnologia do Consulado Geral da França no Brasil, Gérard Perrier; e do presidente da Fundação Vanzolini, João Amato Neto.

Piqueira chamou atenção para o fato da flexibilização do trabalho estar sendo muito discutida pela sociedade civil atualmente, principalmente com a recente aprovação da legislação que prevê mudanças nas relações trabalhistas. Segundo ele, a Escola possui um compromisso em discutir o impacto que a nova lei poderá causar na população. “Nada mais justo do que este tema entrar em discussão na academia, uma vez que a Poli nasceu em 1893 já com ideais republicanos”, afirmou.

Para Spinola, o evento é motivo de orgulho para o Departamento de Engenharia de Produção, pois tem como foco principal a melhoria da qualidade de vida do ser humano e possui o caráter de sempre buscar o aperfeiçoamento. Já o adido do Consulado francês destacou a semelhança com a situação da França, uma vez que eles também passaram por mudanças nas legislações trabalhistas recentemente. “Espero que o evento sirva, dessa forma, para a aproximação entre os especialistas e pesquisadores”, completou.

Segundo a organização do evento, nos últimos anos os estudos em Ergonomia passaram por uma ampla consolidação, e entre as pesquisas relevantes sobre o tema pode-se citar as desenvolvidas pelo grupo “Trabalho, Tecnologia e Organização” (TTO), do PRO.

Confira as fotos da abertura no álbum de fotos do Flickr da Escola.