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USP e Marinha do Brasil renovam convênio acadêmico-científico que completa 62 anos

A parceria, que remonta ao ano de 1956, resultou na criação do primeiro curso de Engenharia Naval do país

Com informações do Jornal da USP, por Adriana Cruz

Na última sexta-feira, dia 11 de maio, a USP, por meio da Escola Politécnica (Poli), e a Marinha do Brasil, por intermédio da Diretoria de Ensino, assinaram a renovação do convênio de cooperação acadêmica entre as duas Instituições para a promoção de ensino e de pesquisa. A cerimônia foi realizada no Salão de Atos, no prédio da Reitoria.

A parceria da Universidade com a Marinha, que remonta ao ano de 1956, resultou na criação do primeiro curso de Engenharia Naval do país, oferecido pela Poli. Nesse período, foram formados mais de 500 oficiais engenheiros para a Marinha e cerca de dois mil engenheiros navais civis.

A diretora da Poli-USP, professora Liedi Légi Bariani Bernucci, ressaltou a importância da Marinha para a história da engenharia naval brasileira. A docente relatou que, na desde a segunda metade do século XIX, havia a necessidade de se fundar uma escola de construção naval, mas por questões econômicas optou-se por enviar civis e oficiais para se formarem em outros países. “Em 1890, foi criado o Corpo de Engenheiros Navais da Marinha, mas o sonho de formar engenheiros navais no Brasil realizou-se apenas em 1956, com o acordo celebrado entre a Marinha do Brasil e a USP. O acordo tinha como anseio formar engenheiros navais para a manutenção e reparos de embarcações civis e militares, mas de forma arrojada e ímpar no Brasil, ao invés de criar um instituto militar próprio, a Marinha soube utilizar de forma inteligente o patrimônio material e de conhecimento existentes na Escola Politécnica da USP, colaborando ativamente no aperfeiçoamento do corpo docente para formar engenheiros navais adaptados à realidade brasileira”, destacou.

Liedi lembrou em seu discurso que, à época da abertura do curso, o Comandante Geraldo José Lins disse que o engenheiro naval é um técnico eclético, de que se exige formação ampla em vários campos da engenharia. “Mais uma vez uma afirmação visionária, pois o Engenheiro Naval é hoje considerado um dos engenheiros mais completos e mais requisitados no mercado dada sua formação sólida e eclética”. A diretora terminou seu discurso agradecendo a Marinha do Brasil pelo voto de confiança. “A história fez comprovar o acerto de ambas as partes de fazer este acordo, que hoje se renova”.

“A USP representa o sonho de um país desenvolvido tecnologicamente, um país que temos a noção de todos os males que nos afligem, mas cujo único diagnóstico para solução passa pela educação. E quando se fala em educação séria, de alto nível, transformadora, obviamente a USP aparece como a grande líder nacional nesse campo”, destacou o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra, Eduardo Bacellar Leal Ferreira.

Segundo Ferreira, “na década de 50, a Marinha fez uma opção estratégica de se associar a uma grande Universidade para que suas pesquisas na área de tecnologia e ciência fossem conduzidas pelo mundo acadêmico civil. Decorridos 62 anos, vemos que os resultados alcançados foram enormes. Acreditamos muito nessa parceria”.

Para o reitor da USP, Vahan Agopyan, “a decisão da Marinha foi importante não só para a Universidade, mas para a sociedade brasileira, dada a dimensão alcançada pelo curso de Engenharia Naval. Lanço o desafio para ampliarmos nossas atividades conjuntas e demonstrarmos que a Universidade e a Marinha estão juntas em prol do desenvolvimento do país”.

Também participaram da cerimônia o vice-reitor da USP, Antonio Carlos Hernandes; o comandante do 8º Distrito Naval, vice-almirante Antonio Carlos Soares Guerreiro; o diretor de Ensino da Marinha, contra-almirante André Luiz Silva de Santana Mendes; o diretor do Centro de Coordenação de Estudos da Marinha em São Paulo, capitão de Mar-e-Guerra, Rogério Prado Lima de Souza; além de outros representantes da Universidade e da Marinha.