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Alunos da Poli iniciam projeto de inclusão digital

Curso é gratuito e voltado para colaboradores terceirizados da USP.

Começou na última segunda-feira (17/9), no Centro de Computação Eletrônica da Universidade de São Paulo (CCE-USP) a primeira turma do curso gratuito de “Introdução ao Uso de Computadores”, que é oferecido para colaboradores terceirizados da USP. O conteúdo e as aulas são de responsabilidade de 15 alunos da Escola Politécnica da USP, todos voluntários que passaram de um processo de seleção por edital para participar do projeto como monitores. A abertura da primeira aula foi feita pelos professores Antonio Luis Campos Mariani, coordenador do Programa Poli Cidadã; Jaime Sichman, diretor do CCE, e Diolino José dos Santos Filho, tutor do Programa de Educação Tutorial (PET) Mecatrônica.

O Poli Cidadã, o CEE e o PET Mecatrônica são os parceiros na oferta do curso, uma iniciativa de dois funcionários da Divisão de Comunicações do CCE, Fabiano Érico Sales Nascimento e Geraldo José da Cunha. “Eles procuraram o programa Poli Cidadã porque queriam fazer uma parceria para um projeto que tem como perspectiva ampliar a inclusão digital, dar possibilidade de acesso a computadores para pessoas que trabalham na USP como terceirizados”, conta Mariani. “A ideia do Poli Cidadã é sempre motivar os alunos a realizar projetos e ter contato com uma realidade muitas vezes diferente da deles. Esse projeto, especificamente, busca dar acesso a uma forma nova de cidadania, exercida pela internet”, completa.

O CCE é um centro de serviços de tecnologia de informação da Universidade e entrou no projeto com a infraestrutura – a sala de aula e os computadores. “Não queremos só melhorar a condição de trabalho, mas a condição de cidadão dessas pessoas. Esse projeto pode ser começo de algumas parcerias que podemos estabelecer com a Poli Cidadã”, afirma Sichman.

Segundo Santos Filho, a participação de alunos nesse tipo de projeto tem um caráter pedagógico. “É uma iniciativa importante para a formação dos nossos estudantes. Eles vão aprender como organizar e participar de eventos de inclusão digital e vão entender a importância de transferir os conhecimentos que obtém na Poli para a sociedade”, acrescenta. Segundo ele, há três anos o PET Mecatrônica vem desenvolvendo iniciativa semelhante, agora amplificada com a parceria do Poli Cidadã e do CCE.

Fabiano Érico Sales Nascimento conta que também havia uma iniciativa anterior semelhante, mas voltada para funcionários do CCE que tinham dificuldade com informática. “Nesse momento, percebemos que os funcionários da USP tinham muito subsídio para fazer cursos de informática e se inserir no mundo digital, enquanto o público terceirizado tinha poucas oportunidades”, destaca. Junto com Geraldo José da Cunha, Nascimento procurou o Poli Cidadã com a proposta de criar um curso básico de introdução ao computador para os funcionários terceirizados. São três turmas de 15 alunos – uma turma tem aula às segundas, outra às terças e a última às quartas-feiras.

No primeiro dia de aula, os alunos do curso de “Introdução ao Uso de Computadores” receberam as apostilas preparadas pelos monitores para as oito aulas. Um dos assuntos abordados pelos cinco monitores na aula de ontem foram os componentes internos do computador. Cada aluno tem um equipamento para assistir as aulas, cujo conteúdo é projetado no telão. Há cinco monitores na sala para cada uma das três turmas, o que permite um atendimento individual aos participantes do curso. “Ser voluntária nesse curso é um jeito de retribuir tudo o que recebemos da sociedade, da Poli”, afirma Myrian Bronneberg, aluna de Engenharia Mecatrônica que atua como monitora no projeto.

Ela já tem alguma experiência: deu aula de inclusão digital para uma comunidade de sua igreja. “Ao final desse curso, quero que os alunos sejam capazes de utilizar o conhecimento”, espera. Como exemplo, Myrian cita a possibilidade que se abre para essas pessoas com o uso da internet. “Eles enfrentam muita dificuldade para tirar documentos, por exemplo, geralmente precisam ir até os lugares, mas poderão fazer isso pela internet”, acrescenta. É a mesma expectativa de Geraldo Cunha, um dos idealizadores do projeto. “A maior recompensa, para mim, é que vocês aprendam; isso vai ser muito bom para vocês”, disse ele para os alunos do curso, na abertura da primeira aula. O curso termina no dia 13 de novembro.