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Projeto Poli-Libras facilita o aprendizado da língua portuguesa por surdos

Trabalho de formatura da Poli/USP é finalista de concurso universitário da CAIXA

O projeto Poli-Libras, um sistema tradutor de português para Libras, é um dos 10 finalistas no concurso universitário “Qual é o seu sonho?”, que incentiva estudantes de todo o Brasil a divulgarem seus projetos nas mais diversas áreas, por meio de um vídeo que apresente seus sonhos. O projeto começou como um trabalho de conclusão de curso de Engenharia de Computação pelos alunos Marcelo Li Koga, Leonardo Leite e Guilherme Januário, atualmente alunos de mestrado, orientados pelo professor João José Neto.

Facilitar o aprendizado de Libras, ajudar o aprendizado de língua portuguesa pelos surdos, facilitar a acessibilidade de material escrito aos surdos e difundir a Língua de Sinais são os principais objetivos do Poli-Libras, especialmente pensado para suprir as dificuldades que existem na interface entre as línguas portuguesa e Libras. . O sistema torna as Libras mais acessíveis em diversos meios de comunicação, pois ofereceria uma alternativa mais simples para se expressar em Libras.

“Ao contrário do que pode se pensar, não é fácil para surdos a interpretação e o aprendizado de uma língua fortemente grafada por símbolos fonéticos, como o português, é um verdadeiro desafio. Além disso, a língua de Sinais não possui uma forma oficial de se gerar textos escritos, ficando muitas vezes restrita a confecção de vídeos por intérpretes”, explica Marcelo Li Koga. A intenção é que o sistema tradutor seja acessível através de uma interface web, ou seja, através de um navegador. Como o código é aberto, atualmente qualquer pessoa tem acesso a todo o projeto, e pode auxiliar no seu desenvolvimento, promovendo melhorias ou novas funcionalidades.

Como funciona

A interface do programa fica em um navegador de internet, como o Internet Explorer ou o Google Chrome. O usuário digita ou copia um texto em português e coloca no sistema. O sistema traduz esse texto, não apenas palavra por palavra ou soletrando, mas sim considerando sintaxe, semântica e o contexto em que se insere, visando a dar mais naturalidade à tradução obtida. Então um avatar 3D na forma de um menino faz a apresentação correspondente em sinais (em Libras). Marcelo Li Koga explica que a base de conhecimento do tradutor é colaborativa. “Construímos um site (WikiLibras), no qual qualquer pessoa pode cadastrar algum sinal. Por exemplo, vejo que o tradutor não traduz a palavra "escola" ainda. Então posso ir no WikiLibras e descrever como é o sinal de "escola" em Libras”.

Open Source

O sistema do Poli-Libras é livre, com código aberto, ou seja, o código de programação pode ser gratuitamente acessado por qualquer pessoa, e também pode ser desenvolvido por todos, com uso da linguagem de programação. A filosofia do Poli-Libras, de acordo com o site do projeto, é que se mantenha o projeto aberto para que possa haver participação da comunidade, o que fará com que ele se torne um sistema melhor.

O desenvolvimento do projeto contou com o auxílio da profª Maria Cristina da Cunha Pereira e do professor da Ricardo Nakamura, ambos da Poli/USP, com o apoio do Poli Cidadã, projeto da Escola que visa a inclusão social.