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Poli marca presença no maior congresso internacional de universitários

A internacionalização é muito valorizada no World Business Dialogue

Oito brasileiros, entre eles dois alunos e três ex-alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), participaram do World Business Dialogue, um dos mais importantes eventos universitários do mundo, realizado na Universidade de Colônia, Alemanha, de 12 a 14 de março.

Temas como empreendedorismo internacional, responsabilidade social e ambiental e felicidade no mundo atual foram debatidos por cerca de 300 jovens de mais de 60 países. Os diversos painéis e workshops abordaram também como conciliar as aspirações da jovem mão-de-obra qualificada e o que as empresas oferecem, além de uma polêmica discussão sobre as maneiras de uma empresa desenvolver-se sustentavelmente e com responsabilidade social sem deixar de gerar lucros.

A terceiro anista Karen Liu Chen, bolsista de iniciação científica orientada pelo Prof. Paulo Kaminski, patrocinada pelo Programa de Educação Continuada em Engenharia da Poli (PECE) e Associação de Engenheiros Politécnicos (AEP), conta que o World Business Dialogue "foi uma experiência de humildade, aprendizado e inspiração".

Henrique Dantas de Carvalho, da Naval, diz que a o evento superou todas as suas expectativas. "Foi uma experiência muito rica em todos os sentidos. Conheci pessoas incríveis e inspiradoras de 66 países diferentes, tornando-me um verdadeiro cidadão global", diz.

Leonardo Calixto, quarto ano de Mecatrônica, e César Henrique Hornos Wedemann e Carlos Henrique Uehara, formados em Engenharia de Produção, foram os outros politécnicos que participaram.

Karen Chen conta que nas conversas com os colegas de outros países notou a importância de um intercâmbio para a formação universitária e como o Brasil está posicionado no mundo. "Em países em que o investimento na educação é muito maior que no Brasil, como Hong Kong, o intercâmbio é algo obrigatório nas universidades e não opcional como aqui. A internacionalização é muito valorizada lá fora e o Brasil ainda tem muito que melhorar", afirma.

Ela perguntou para vários estudantes se havia interesse em fazer intercâmbio com o Brasil. "A grande maioria disse que não viria devido à barreira da linguagem e também a outras oportunidades em países tradicionalmente mais famosos por suas universidades, como os Estados Unidos", relata.

Cerca de 300 jovens de mais de 60 países participaram do evento

No entanto, diz ela, se no Brasil houvesse mais incentivo financeiro, parceria com mais universidades pelo mundo, programas de start-ups e oportunidade de estágio, muitos optariam pelo Brasil. "Tais oportunidades estão crescendo no país, portanto acredito que a tendência para os próximos anos é a vinda de um maior número de intercambistas ao Brasil, principalmente à USP, cujo ranking internacional vem subindo", diz.

A aluna da Engenharia de Produção destaca que mais importante que a grande quantidade de informações obtidas nas palestras e workshops, foi a convivência. "O mais interessante foi a interação com jovens de origens completamente diferentes, com mentes brilhantes compartilhando experiências e aspirações e o abandono da minha zona de conforto ao comparecer a um evento de tamanha magnitude pela primeira vez", diz.