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Alunos da Poli/USP realizam palestras sobre Bandeira Científica

Projeto de extensão da USP desenvolve atividades multidisciplinares em um município brasileiro carente de recursos

A Escola Politécnica da USP receberá, nos dias 22 e 24 de maio, palestras sobre a Bandeira Científica, um dos maiores projetos de extensão da USP. O objetivo é apresentar a Bandeira Científica aos alunos, e convidá-los a participar da edição de 2013. O projeto conta com a participação de seis unidades da USP, num total de 11 cursos que se envolvem na criação e desenvolvimento de projetos que visam melhorar as condições de infraestrutura, saneamento básico e saúde de um município brasileiro. As apresentações serão realizadas por alunos da Poli/USP dos cursos de Engenharia Ambiental e Civil, integrantes do projeto, e serão seguidas por um coffee break. As palestras serão realizadas na sala S-07 do Prédio da Engenharia Civil, nos dias 22/05, das 17h30 às 19h00, e 24/05, das 11h15 às 12h45.

Na palestra serão abordados aspectos gerais do projeto, como histórico, características, objetivos, valores e funcionamento, com destaque para a participação da Poli/USP. Serão apresentadas as atividades do projeto em 2012 e como será o processo seletivo para o ano de 2013. Haverá 2 vagas para alunos do curso de Engenharia Mecânica e 9 vagas para alunos dos cursos de Engenharia Civil e Ambiental. O processo seletivo para a escolha de novos bandeirantes é feito todo ano.

Na Bandeira Científica, os alunos da USP têm a oportunidade de atuar em diferentes áreas e participar de projetos elaborados em conjunto com profissionais e órgãos públicos. Segundo Rodolfo Santana Moralez, estudante de engenharia civil na Poli/USP e diretor acadêmico do projeto, o projeto possibilita ao aluno uma atuação em projetos reais, portanto tem-se o contato com problemas e imprevistos decorrentes de áreas diferentes, exigindo-se uma visão profissional que não se encontra em um curso acadêmico. “Em todas as áreas da Bandeira, os alunos tem contato com um pouco da sua atuação na vida profissional, portanto a experiência da Bandeira traz uma visão diferente, além de lhe exigir o desenvolvimento de um projeto no qual deverá aplicar conhecimentos acadêmicos para trazer melhoria a uma cidade brasileira que é vulnerável e precisa da atuação de profissionais. É uma oportunidade de se complementar a formação acadêmica e pessoal do aluno, que além de novos conhecimentos adquire opinião e visão distintas”.

O projeto é coordenado pela professora Mercia Maria Bottura de Barros, docente do Departamento de Engenharia Civil da Poli/USP, e conta com o apoio de outros professores.

A atuação dos alunos pode ser dividida em quatro vertentes: atividades técnicas, coletivas, de pesquisa e demanda espontânea, como explica Rodolfo “na área técnica, de infraestrutura e saneamento básico, os alunos atuam na avaliação dos sistemas de abastecimento de água da cidade, de coleta de esgoto, gestão de resíduos sólidos e avaliação das condições sanitárias das casas. Nas atividades coletivas nos empenhamos em ações que tragam conscientização à população sobre o saneamento básico, sua ligação com a saúde e a reciclagem; trabalhamos também a educação ambiental, que é feita com crianças empregando-se recursos como o teatro e algumas brincadeiras interativas (como o jogo dos sete erros ao vivo, o pega-pega com monstro do lixo e anticorpo), sempre com foco no meio ambiente. Nas comunidades construímos uma fossa para ensiná-los a executá-la, e deixamos o projeto para que possam replicá-lo; o mesmo é feito com a composteira e a oficina de sabão”.

Na área de pesquisa os participantes fazem visitas aos domicílios da cidade tentando levantar problemas sistemáticos. A partir dos dados das pesquisas, e algumas vezes a pedido da prefeitura, são propostos projetos, como construção de uma rede de abastecimento, melhoria na infraestrutura, um plano de resíduos sólidos, entre outras soluções que podem trazer benefícios à saúde.

As atividades desenvolvidas pelos alunos são multidisciplinares, exigindo interação entre as áreas do conhecimento para solução dos problemas identificados. É o caso, por exemplo, das adaptações de cadeiras de rodas, uma atividade que os futuros engenheiros trabalham em conjunto com futuros profissionais da fisioterapia e medicina; conta, ainda, com a participação de uma empresa especializada que neste ano oferecerá treinamento prévio aos alunos. O projeto Bandeira Científica exige um investimento de aproximadamente meio milhão de reais, que provém de diversos patrocinadores e colaboradores.

Outras informações podem ser encontradas no site do projeto www.bandeiracientifica.com.br, ou na página do Facebook da Bandeira Científica da Poli/USP (http://www.facebook.com/BandeiraCientificaPoliUsp?fref=ts).

Serviço

Palestra sobre a Bandeira Científica da Poli/USP

Datas e horários:

- Dia 22/05 (quarta-feira): 17h30 às 19h00

- Dia 24/05 (sexta-feira): 11h15 às 12h45

- Local: Prédio da Engenharia Civil, sala S-07

Na Escola Politécnica da USP, a Bandeira Científica tem contado com a participação de alunos das áreas Civil e Ambiental e, neste ano, também há vagas para alunos da área Mecânica. O foco do projeto é voltado à saúde e os alunos da engenharia Civil e Ambiental atuam principalmente nos projetos de infraestrutura e saneamento básico da cidade. No caso da engenharia mecânica a atuação deverá ocorrer em associação ao grupo da Fisioterapia e Medicina, auxiliando nas adaptações em cadeiras de rodas.