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Professora da Poli/USP ganha prêmio por projeto em sustentabilidade

A professora do PCS Tereza Cristina Carvalho, em parceria com o LASSU (Laboratório de Sustentabilidade em TIC – Tecnologia da Informação e Comunicação), o CEDIR (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática) e o Instituto GEA, recebeu no dia 11 de abril o 3º Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade, na categoria “Professor” com o Projeto Eco-Eletro – Reciclagem de Eletrônicos.

Ter o projeto escolhido dentre 314 inscritos, de 19 estados diferentes, como um dos 8 vencedores do prêmio “é um retorno pelo projeto, assim como uma possibilidade de mostrar o resultado do trabalho de maneira mais visível” como afirma a professora Tereza Cristina, idealizadora do projeto. “Assim como disse o professor [José] Goldemberg, professor do Conselho de Sustentabilidade da Fecomercio, o prêmio é importante para dar visibilidade ao projeto e abrir portas para outros projetos para que a sustentabilidade de fato passe a ser realidade nas empresas e universidades”, continua Tereza.

O Projeto Eco-Eletro, patrocinado pelo programa Desenvolvimento e Cidadania da Petrobras, visou capacitar catadores de cooperativas da Grande São Paulo a manusear e selecionar corretamente o lixo eletrônico, diminuindo as chances de contaminação do meio ambiente e dos próprios catadores, assim como propiciar um aumento de renda para estes trabalhadores. Segundo Tereza Cristina, “eles vendiam o lixo eletrônico como sucata, então conseguiam por volta de R$ 0,30 por quilo. Após o treinamento, com a separação correta dos materiais, houve cooperativas que passaram a vender o lixo eletrônico por até R$ 6,00 o quilo”.

Trazer os catadores de recicláveis para dentro da universidade e colocá-los em contato com o ambiente acadêmico colabora para dar maior credibilidade ao trabalho deles, como também para diminuir o preconceito que esta classe sofre. “Hoje a sociedade brasileira tem uma ajuda muito grande deles [catadores] com a questão do lixo. Simplesmente tirá-los do circuito é meio absurdo, portanto é uma maneira da USP passar esta mensagem de que os catadores, bem treinados, podem ajudar a trabalhar também com o lixo eletrônico e que eles têm um papel muito importante dentro da sociedade”, afirma a professora responsável pelo projeto que também ganhou o Prêmio Mário Covas na categoria “Inovação”.


O LASSU, laboratório responsável pelo projeto, foi criado em setembro de 2010 a partir de pesquisas sobre lixo eletrônico e meio ambiente e estendeu-se para outras áreas. Atualmente, o laboratório tem como alicerce quatro pilares de sustentabilidade: econômico, cultural, ambiental e social. Portanto, as pesquisas e projetos do laboratório visam soluções para gerar mais renda a partir de menos recursos, promover a valorização da cultura brasileira, aumentar o grau de preservação do meio ambiente, assim como a inclusão social de pessoas de baixa renda.


Desenvolver este trabalho e ter um projeto social premiado na área da Engenharia diz muito para a professora Tereza Cristina. Para ela, “projeto social na escola de Políticas Públicas é interessante, mas agora projetos sociais em uma escola de Engenharia são ainda mais interessantes. Às vezes, nós engenheiros esquecemos que a prática da Engenharia existe para servir ao homem, mesmo sendo uma ciência exata. Este projeto foi apaixonante por causa do ser humano catador, e não por qualquer outra coisa”.


A formatura dos 180 catadores que participaram dos cursos durante 18 meses em novembro de 2012 encerrou este ciclo do projeto premiado. Mas, segundo a professora, “estamos negociando com a Petrobras a continuação do projeto tendo como objetivo treinar mais pessoas na cidade de São Paulo, fazer parcerias com universidades de outros estados para que elas possuam este tipo de treinamento e dar curso avançado para quem já participou da primeira etapa do projeto, dando a eles condições de não só desmontar o computador e vender suas peças, mas também consertar e negociar computadores remanufaturados”.


Com informações da Jornalismo Júnior (ECA - USP),  por Murilo Carnelosso