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Palestra na Poli apresentou desafios e tendências da pós-graduação no Brasil e no mundo

Pró-reitor de Pós-Graduação da USP faz palestra durante o II WPG-EC

Aconteceu no último dia 10 de outubro o II Workshop de Pós-Graduação da Área de Concentração Engenharia de Computação (II WPG-EC). Coordenado pelas professoras do PCS Anna Helena Reali Costa, Cíntia Borges Margi e Anarosa Alves Franco Brandão, o evento teve público de cerca de 100 pessoas, e foi idealizado para promover e divulgar trabalhos dos alunos de pós-graduação, além de propiciar um ambiente em que os pesquisadores apresentem e também julguem trabalhos acadêmicos.

A cerimônia, que contou com nomes importantes do atual cenário político da USP, começou com uma rápida sessão de abertura com pronunciamentos do diretor da Poli/USP, José Roberto Cardoso, e do atual prefeito do campus Butantã da USP, José Sidnei Colombo Martini, que também é chefe de departamento do PCS.

Cardoso afirmou que “a pós-graduação precisa enxergar mais longe”, já que comumente tem perfil mais acadêmico e acaba se afastando das empresas. Mas ele aponta que “não se faz inovação sem o doutor na empresa”, e deixa claro que a Poli está na vanguarda desse processo: “O DNA da Politécnica é de cooperação com o mercado”. Já Martini disse que “pós-graduação e pesquisa tem uma relação íntima”. Logo após, Vahan Agopyan, que é o atual pró-reitor de Pós-Graduação da USP, concedeu a palestra sobre os desafios e as tendências da Pós-Graduação, tanto no Brasil como no mundo.

A palestra de Agopyan começou apontando para a necessidade de um país ter o que ele chama de Universidade de Classe Mundial. As características desse tipo de universidade seriam o padrão de qualidade - excelência internacional -, reconhecimento de outras instituições e da sociedade em geral, assim como um desempenho destacado de seus egressos. O palestrante faz uma previsão: “ou o Brasil cria umas 10 Universidades de Classe Mundial para colocar jovens qualificados no terceiro setor e mover este país, ou vamos continuar rezando para conseguir exportar commodities”.

Após expor o panorama da pós-graduação em outros países, o pró-reitor aponta as principais diferenças entre países como Alemanha, França, Dinamarca e até Turquia em relação ao Brasil. Ele demonstra que nestes lugares, não há disputa entre formação acadêmica e profissional, mas sim há diversidade de formação em várias destas nações, ou seja, os doutorandos são orientados por pelo menos dois grupos de pesquisa distintos, os egressos são preparados para tornarem-se gestores, há um amplo espaço para o diálogo entre pesquisa e sociedade, além do estágio profissional.

Dessa forma, ele aponta que a proposta da USP é mudar o patamar de qualidade da universidade com medidas que “criem um ambiente internacional de ensino e pesquisa”. Para isso, incentivam convênios com outras universidades e consequentemente aumentar a mobilidade estudantil, tanto de pesquisadores brasileiros que viajem ao exterior, como no caminho inverso principalmente. “A nossa meta é atrair cada vez mais mestrandos do exterior”, afirmou Agopyan, que logo após começou a responder perguntas dos presentes no evento.

Ele se mostrou contente com a evolução do ensino brasileiro, afirmando que “hoje a elite brasileira não manda mais os filhos para estudar fora do país, agora confiam nas instituições brasileiras”. Porém, ainda quer promover uma maior interação da área de pesquisa da universidade com a população: “não precisamos nos isolar do resto da sociedade. Assim as pesquisas não aparecem nos jornais, a universidade só é noticiada quando ocorrem casos de polícia dentro do campus”.

E com outros pequenos pronunciamentos de José Roberto Cardoso, e José Sidnei Colombo Martini, foi encerrada a primeira parte do II WPG-EC, que na período da tarde contou com apresentações de trabalhos dos próprios alunos de pós-graduação, e logo após uma sessão de encerramento e premiação para os melhores artigos.

Com informações da Jornalismo Júnior (ECA - USP), por Murilo Carnelosso