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Engenharia de Petróleo da Poli/USP terá novas instalações em Santos

Um novo prédio com quatro andares e 15 mil m² de área será construído no câmpus da Universidade de São Paulo (USP), em Santos, para abrigar as novas instalações do curso de Engenharia do Petróleo, de sua Escola Politécnica (Poli), que hoje funciona num prédio histórico no mesmo terreno, na região central da cidade. Com um custo orçado em R$ 68,6 milhões, dos quais R$ 3,6 milhões para o Projeto Executivo e R$ 65 milhões para a construção em si, as obras começarão ainda neste ano e deverão estar concluídas em 2016. O novo edifício é resultado de um termo de cooperação assinado, no dia 12 de agosto do ano passado, entre a USP e a prefeitura de Santos.

Segundo Marcio Yamamoto, do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Poli, um dos professores designados para atuar no campus da USP em Santos, o novo prédio deverá receber 250 estudantes de graduação do curso de Engenharia do Petróleo da Poli, com previsão de expansão nos próximos anos, com o início dos cursos de pós-graduação. Para as aulas e pesquisas, a construção terá pelo menos seis laboratórios, nas áreas de caracterização de rochas de reservatórios; segurança operacional e construção de poços; análise, processamento e interpretação de dados georreferenciados; modelagem 3D e 4D de reservatórios; análises de corrosão e incrustação; e escoamento multifásico e interação fluido-estrutura.

Além disso, o novo prédio irá abrigar uma biblioteca, salas de aula para graduação e pós-graduação, para os professores e de reuniões, auditório, espaços para estudo coletivo e convivência, lanchonete e demais ambientes de infraestrutura comum, como banheiros e almoxarifado, por exemplo. “Queremos que o curso de Engenharia de Petróleo em Santos seja uma referência em pesquisa e tecnologia, bem como na formação de recursos humanos”, diz Yamamoto. “Para isso, nossos laboratórios serão equipados com tecnologia de ponta, capaz de operar desde as atividades de exploração quanto da produção de campos petrolíferos.”

De acordo com Yamamoto, um núcleo de nove professores do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo já começou os trabalhos para criação dos laboratórios que serão instalados no novo prédio. “Foram iniciadas as tramitações para conseguir recursos junto às empresas da área de Petróleo”, conta. “Esse recursos, previstos por leis, deverão ser investidos em projetos de pesquisa e desenvolvimento. Para levar adiante esses projetos, bem como a implantação dos laboratórios, o grupo pretende arrecadar investimentos de cerca de R$ 200 milhões.”

Desde 2012, o curso de Engenharia de Petróleo da Poli funciona em um prédio histórico, no câmpus da USP na Vila Mathias, no centro de Santos, projetado pelo arquiteto e engenheiro Ramos de Azevedo, segundo diretor da Escola, criador também do prédio antigo da Poli, localizado no centro de São Paulo. De acordo com Yamamoto, o grupo de docentes da Poli que iniciou os trabalhos para a criação dos laboratórios do novo prédio, é composto por profissionais da área de engenharia (do petróleo, de minas, oceânica, mecânica e química), física, geologia, geofísica e economia.

As novas instalações abrirão muitas perspectivas de pesquisa. “Temos na Bacia de Santos um grande desafio, tanto do ponto de vista geológico quanto relacionado às técnicas de exploração e produção para campos profundos, como é o caso do Pré-Sal”, diz Yamamoto. “Para superá-lo, acreditamos na aliança entre a Escola Politécnica da USP e as grandes empresas petrolíferas. Com isso buscaremos gerar soluções que auxiliem a suprir necessidades da indústria bem como que impulsionem a geração de pesquisa e desenvolvimento de recursos humanos, que é uma das características da Poli.”