Escola Politécnica da USP

usp.br

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte
Início Comunicação Notícias Arquivo de notícias A árdua manutenção do padrão de excelência: a coordenação da pós-graduação em engenharia elétrica

A árdua manutenção do padrão de excelência: a coordenação da pós-graduação em engenharia elétrica

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE), um dos maiores e mais antigos da Escola Politécnica, conta atualmente com 550 alunos regularmente matriculados e 100 professores, divididos em seis áreas de concentração. Cada uma delas, dotada de certa quantidade de docentes credenciados para orientação, elege a cada dois anos seus representantes. Os indicados passam a formar a comissão coordenadora de programa (CCP), que também possui um integrante do corpo discente.

A profª Drª Anna Reali foi eleita em novembro do ano passado para representar a comissão do programa de Engenharia de Computação, após ser eleita entre os 26 docentes credenciados dessa área. Logo após, foi eleita, pela CCP, a coordenadora do PPGEE. Em meio a trocas de cargos na reitoria e alterações em áreas burocráticas, o principal desafio é formular o curso de modo a continuar correspondendo às expectativas.

A nota 6 em uma escala que vai até 7, conferida pela CAPES, órgão federal avaliador que credencia os programas de pós-graduação, traduz um trabalho de excelência. Esse elevado conceito foi galgado mediante a anual entrega de relatórios e avaliação trienal. Quesitos como a proposta do programa (inserção no mercado, coerência), qualidade do corpo docente (projetos de pesquisa, publicações e citações, inserção nacional e internacional, premiações, carga horária na graduação, quantidade e regularidade na orientação) e discente (publicações, término do curso no tempo previsto, proporção de bolsistas) são levados em conta pela entidade. O programa precisa apresentar continuidade, critério que também indica robustez e qualidade.

A USP alterou no ano passado o regimento da Pós-Graduação, afetando todos os programas da universidade. Por isso, o PPGEE, além de possuir uma estrutura particular quanto à distribuição das disciplinas, ministradas quadrimestralmente, se encontra em período de readequação de regulamentos, o que traz alguns transtornos. A própria POLI modificou algumas das regras internas em setembro de 2013 e, portanto, nesse período de transição de regimentos, diversos procedimentos acabaram sendo alterados. É tarefa da comissão de normas avaliar se o novo regulamento do PPGEE proposto condiz com as novas diretrizes propostas, considerando como isso pode afetar os alunos e modificar os procedimentos adotados por docentes e funcionários.

Com a atual crise financeira na USP, vários investimentos passaram por cortes, portanto, os recursos concedidos por instituições de fomento à pesquisa tiveram sua importância dinamizada, financiando uma maior participação de alunos em eventos e no auxílio à pesquisa. Porém, a forma de administração desses recursos foi alterada pelo Tribunal de Contas da União, centralizando o controle sobre a verba na Pró Reitoria de Pós-Graduação, e levando à certo aumento de burocracia.

Atualmente, no programa de pós-graduação há pesquisas que se estendem às áreas de segurança do trabalho, redes de sensores, segurança da informação, computação verde, sistemas de energia, sistemas de controle de “smart homes”, robótica móvel, dentre outras. Adequar um programa tão plural às inovações tecnológicas e tendências de mercado, e promover um bom funcionamento da unidade é responsabilidade da comissão dirigida por Anna Reali;  “Lidar com a verba, as pessoas, e a qualidade do serviço que se está oferecendo”, resume a professora.

 Com informações da Jornalismo Júnior, por Guilherme Nodare e Júlio Soares