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Cursos Cooperativos aproximam os alunos do mercado de trabalho

Com informações da Jornalismo Júnior, por Victor Matioli

Inspirando-se na Universidade de Waterloo, a Escola Politécnica da USP foi a primeira a implementar, em 1989, o sistema de cursos quadrimestrais (ou cooperativos) no Brasil. Dos 17 cursos oferecidos pela Escola, dois deles são cooperativos: Engenharia de Computação e Engenharia Química. Os dois primeiros anos da graduação cooperativa são idênticos aos da graduação regular: organizados em regime semestral e com aulas presenciais. A partir do terceiro ano, o curso segue dividido em quadrimestres, sendo que estes se intercalam entre módulos acadêmicos e módulos de estágio. Durante cada módulo acadêmico, os alunos se dedicam a aulas presenciais, nas dependências da universidade. Já durante os módulos de estágio, os alunos desenvolvem estágios de tempo integral, tanto em empresas quanto em laboratórios de pesquisa. Esta separação permite ao aluno vivenciar plenamente não só o ambiente acadêmico, mas também o mercado de trabalho que o acolherá futuramente.

Para os graduandos dos cursos cooperativos, o futuro encerra perspectivas muito promissoras: "Nossos alunos têm a possibilidade de realizar seus estágios em empresas na Europa", afirma o professor João Batista Camargo Júnior, presidente da CCQ (Coordenadoria dos Cursos Quadrimestrais). Além disso, a Coordenadoria sinaliza uma colaboração, agora em processo de formalização, com o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a fim de expandir as opções de treinamento para os estudantes.

Longe de ser uma disposição meramente prática, o professor João Batista defende a função pedagógica dos módulos de estágio: "Eles servem para que o aluno utilize a experiência prática como um modelo de aprendizagem e volte para a sala de aula mais maduro, mais crítico e aproveite melhor as disciplinas dos módulos acadêmicos".

Ainda visando o máximo aproveitamento da estrutura universitária pelos alunos, a Escola Politécnica está desenvolvendo um projeto de pré-mestrado. Nele, o educando poderá iniciar seu projeto de mestrado já no quinto ano da graduação. Tal possibilidade contemplará todos os alunos da Poli que fazem parte da nova estrutura curricular (EC3), e não somente os matriculados em cursos cooperativos.

Ao longo de seus 26 anos de existência, os Cursos Cooperativos se firmaram com sucessos acadêmicos. Entretanto, a participação dos alunos já foi maior; segundo Batista, o engajamento dos estudantes é fundamental: "Durante a implantação dos cursos, a representação discente era mais ativa, mas com o passar do tempo houve uma queda na participação. Por isso estamos incentivando cada vez mais os alunos a colaborarem. Esta proximidade é fundamental para manter a qualidade dos cursos".

Ainda de acordo com o professor, um dos melhores mecanismos de acompanhamento que pode ser utilizado pelos alunos é a confecção periódica de relatórios. "É interessante que a representação discente apresente, ao final de cada módulo acadêmico, um relatório sobre o andamento do curso, abordando o que pode ser feito para aprimorar as disciplinas, a integração entre as disciplinas e o próprio curso", diz. Ademais, Batista garante que as expectativas para o futuro do projeto são as melhores: "Este sistema tem se mostrado muito frutífero para a escola, para as empresas e principalmente para os alunos. Pretendemos manter as parcerias por um bom tempo", finaliza.