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Diretoria da Poli inaugura exposição sobre trabalhos de Ramos de Azevedo

Mostra ficará aberta para visitação até agosto na Escola Politécnica da USP

Como uma forma de homenagear e reconhecer os trabalhos a um de seus fundadores, que foi também seu diretor e professor, a diretoria da Escola Politécnica da USP, junto a professores, alunos e funcionários, inaugurou a exposição "Escritório Ramos de Azevedo - A Arquitetura e a Cidade" na tarde do dia 21 de maio. A importância do trabalho de Francisco de Paula Ramos de Azevedo transcende seu trabalho na Escola Politécnica, e está fortemente presente na arquitetura da cidade de São Paulo. O diretor da Escola Politécnica da USP, prof. José Roberto Castilho Piqueira, ressaltou que Ramos de Azevedo é sem dúvida um dos pilares da Escola, e por isso sua memória deve sempre ser lembrada. A diretoria, com o apoio dos professores Jorge Pimentel Cintra e Paulo Carlos Kaminski, que trouxe a Exposição para a Poli, onde ficará instalada até agosto no Edifício Mário Covas, na administração da Escola, funcionando no horário de expediente.

Complementando a exposição, uma coleção de documentos doados por Ramos de Azevedo esta armazenada na seção de obras raras da Divisão de Biblioteca da Poli-USP foi incorporada ao acervo. “São tratados, livros que ele lia, documentos de seu cotidiano e de seu expediente como diretor, é uma coleção igualmente importante”, explica Beatriz Piccolotto Siqueira Bueno, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP e curadora da exposição. “A cidade e a Poli precisam rememorar esse legado”, ressalta a professora.

Sobre a exposição
A mostra apresenta documentos e projetos, muitos inéditos, que retratam as transformações de São Paulo de 1886 a 1965. A história dos legados e bastidores do Escritório Ramos de Azevedo é contada em mais de 100 imagens e documentos, distribuídos em 80 painéis. Três vitrines completam a Exposição com documentos de Ramos de Azevedo, como Diretor e Professor da Escola. O acervo conta com imagens selecionadas do Arquivo Histórico de São Paulo, digitalizadas em parceria entre a Prefeitura de São Paulo e a Universidade de São Paulo (USP). A mostra também se destaca por ser a primeira a trazer coleções particulares cedidas pelos herdeiros dos projetistas do escritório de Ramos de Azevedo.

A Escola deve muito a Ramos de Azevedo: nasceu em seu Palacete na rua Pirapitingui, onde se realizavam, desde 1891, animadas discussões sobre o espírito e o currículo inicial dos diversos cursos de engenharia. Foi ele que trouxe para a Escola o Curso de Engenheiro-Arquiteto, e com ele a renovação da arquitetura de São Paulo, com o estilo neoclássico vigente nas grandes cidades da Europa, a começar por Paris.

Como Paula Sousa, fundador da Poli-USP, era partidário de uma Engenharia com caráter de Ciência aplicada, com muito Laboratório e aulas práticas. Destacou-se também por seu espírito empreendedor, que possibilitou a urbanização da cidade e a construção de edificações públicas e provadas com solidez e qualidade primorosa. Foi também o homem que soube buscar recursos na iniciativa privada no momento em que a Escola expandia seus laboratórios, adquirindo os equipamentos que deram origem a Gabinete de Resistência dos Materiais, embrião do IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas.

O Escritório de Ramos de Azevedo, na rua da Boa Vista, com os projetos que aí se desenvolviam, recebia frequentemente os alunos da Escola para aulas que propiciavam um contato direto com a prática profissional. Veja um vídeo sobre a exposição em https://www.youtube.com/watch?v=grD9kMApVYM