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NAP Mineração e Vale desenvolvem projeto para aumentar eficiência em operações de mina

Meta é alcançar patamar de gestão de uma “Mina do Futuro”, com a maior parte dos ativos tangíveis e intangíveis automatizados.

A empresa mineradora Vale, por intermédio da Diretoria de Tecnologia e Inovação, fechou uma parceria com o grupo de pesquisa NAP Mineração, liderado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), para desenvolver um projeto focado na otimização do processo de gestão e planejamento da operação de lavras da companhia.

A meta é alcançar o patamar de gestão de uma “Mina do Futuro”, com a maior parte dos ativos tangíveis e intangíveis automatizados, tendo como base a sustentabilidade socioeconômica do negócio. O resultado final do projeto será uma ferramenta para a gestão e planejamento automatizados. A empresa investirá R$ 900 mil no projeto, em quatro anos.

Batizado de MIN_AO2, o projeto é coordenado por Giorgio de Tomi, professor do Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo da Poli, que também é diretor do NAP Mineração. Criados pela Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, os Núcleos de Apoio à Pesquisa (NAPs) reúnem pesquisadores de várias áreas e unidades da universidade para estudo de temas multidisciplinares. O NAP Mineração é formado pela Poli, que o coordena, e por pesquisadores do Instituto de Geociências (IGc) e do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG).

O MIN_AO2 é a continuação de um projeto anterior realizado pelo grupo, com o mesmo foco: otimização de ativos aplicada a minas a céu aberto (Min_AO, sigla para Mining Asset Otimization), contratado por meio de chamada pública entre a Vale e as Fundações de Amparo a Pesquisa dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Pará. “Nesta primeira etapa, mapeamos todo o processo das operações e propusemos sugestões de melhorias para o Line-Up, sistema usado pela Vale para organizar as atividades que são reportadas ao pessoal da operação pela área de planejamento”, explica Tomi.

“Um dos gargalos mapeados foi a ausência de uma gestão sistêmica dos processos”, acrescenta a engenheira Tatiane Marin, que integra a equipe de pesquisadores do NAP Mineração. Ela cita como exemplo a preparação da praça, local por onde trafegam os caminhões na mina. Se, por algum motivo, a equipe de operação não consegue preparar a praça no tempo e qualidade previstos e a área de planejamento não fica ciente da situação devido à subjetividade envolvida na avaliação desta ocorrência, tal fato pode ocasionar atrasos no sequenciamento das atividades, sendo necessárias, reprogramações, situação agravada em finais de semana, quando a programação envolve um período maior.

“Outras áreas da Vale possuem iniciativas em desenvolvimento, porém no estudo em questão precisamos dar um passo anterior à otimização de ativos, observando primeiro a comunicação entre as áreas de planejamento e gestão”, ressalta Tomi. Para automatizar este processo, Tomi e sua equipe propuseram desenvolver, implantar e fazer a avaliação de desempenho de uma ferramenta, em nível de protótipo, que irá conectar o planejamento à operação de lavra. O protótipo será aplicado, inicialmente, na mina de Sossego, em Carajás (PA). Na sequência, serão desenvolvidos a metodologia e o conteúdo para o treinamento em gestão sistêmica, das equipes envolvidas.

“O desafio é utilizar nosso conhecimento científico para fazer a gestão das informações que vamos obter, de forma a facilitar ao máximo o uso da ferramenta”, acrescenta Dennis Travagini Cremonese, outro pesquisador da equipe.

De acordo com Sandro Bernard Moreira de Freitas, engenheiro de minas da Vale responsável pelo projeto na companhia, a parceria com o NAP Mineração já rendeu frutos. “Com medidas bem simples, baseadas no mapeamento das operações, já conseguimos aumentar bastante nossa eficiência e controle dos processos de lavra”, afirma.

Para Freitas, a interação entre universidade-empresa e a manutenção dos investimentos em inovação são aspectos-chave para a companhia. “A continuidade desse projeto mostra a valorização que a Vale dá para as atividades de inovação, e foi só em função dos bons resultados obtidos na primeira etapa que conseguimos, por meio da Diretoria de Tecnologia e Inovação, manter essa parceria e a continuidade dos trabalhos”, conclui.

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