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Auditório Amarelo do Biênio da Poli leva agora o nome do prof. José Augusto Martins

Em cerimônia emocionada, professores e familiares, diretores e ex-diretores da Escola Politécnica, funcionários e amigos, prestigiaram o descerramento de uma placa em homenagem ao professor José Augusto Martins na manhã do dia 29 de junho de 2015. Este ilustre professor, que foi também duas vezes diretor (1976-1980 e 1982-1986) e recebeu o título de professor emérito da Poli-USP em 1986, dará seu nome, agora, ao Auditório Amarelo do prédio do Biênio da Poli-USP, como é conhecido o edifício em que as aulas dos dois primeiros anos da graduação da Escola são realizadas.

Participaram da solenidade a diretoria da Poli-USP, prof. José Roberto Castilho Piqueira, diretor, e a prof. Liedi Légi Bariani Bernucci, vice-diretora, bem como o ex-diretor da Poli-USP (1998-2002), prof. Antonio Marcos de Aguirra Massola, atual diretor da Escola de Engenharia de Lorena da USP, o vice-reitor da USP, prof. Vahan Agopyan, o professor emérito Ivan Gilberto Sandoval Falleiros, o filho do professor homenageado, prof. Clóvis de Arruda Martins e sua viúva, Ruth Monteiro de Arruda Martins, entre outros familiares.

Biografia

Filho de imigrantes, José Augusto Martins nasceu em 1º de janeiro de 1920, em São Paulo. Realizou todos os seus estudos em escolas públicas, e ingressou na Poli em 1940, no curso de Engenharia Civil, formando-se em 1944. Em tempos de guerra, contribuiu com a construção de pistas da base aérea de Cumbica, servindo ao Ministério da Aeronáutica, época em que aprofundou seus estudos em hidráulica e saneamento para projetar o sistema de drenagem da obra. Em 1946, após deixar o serviço militar, trabalhou com cálculo de estruturas, mas logo foi convidado a atuar como assistente no Departamento de Saneamento da Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP, onde foi criado o Curso de Higiene e Saúde Pública para Engenheiros. Este curso foi extinto em 1969, quando foi incorporado aos cursos de pós-graduação da Escola Politécnica da USP, e neste mesmo ano o professor alcançou o cargo de professor titular.

Foram 24 anos de dedicação ao ensino de abastecimento de águas e sistemas de esgotos, hidrologia, barragens e instalações prediais. Na graduação, ministrou disciplinas de saneamento, hidráulica, complementos e construções hidráulicas. Na pós-graduação, participou do curso de barragens, hidrologia, canalizações, irrigação, drenagem, estruturas hidráulicas, usinas hidrelétricas, entre outros. Envolveu-se intensamente com a vida universitária, participando de diversas comissões, chefiando o seu departamento por três vezes e assumindo o cargo de vice-diretor de 1968 a 1971, e de diretor por duas vezes, de 1976 a 1980 e de 1982 a 1986. Aposentou-se em 1986, após 40 anos de dedicação à universidade, mesmo ano em que recebeu da Escola Politécnica o título de professor emérito, mas manteve sua dedicação à docência por mais 10 anos, em programas de pós-graduação.

O professor emérito José Augusto Martins teve intensa atuação profissional, seja como consultor ou diretor de importante empresa na área de Engenharia Hidráulica e Sanitária. Participou da elaboração de 200 projetos para diversas cidades em diversos estados brasileiros, envolvendo abastecimento de água potável, redes de águas pluviais, redes de esgotos, canalização de cursos de água, entre outras. Na Cidade Universitária, projetou a rede de abastecimento de água potável, a rede de águas pluviais, a rede de esgotos e a raia olímpica. Para ele, a engenharia era “a arte de bem conduzir o trabalho humano e de pesquisar, desenvolver, aproveitar os recursos da natureza em benefício das comunidades”.

Sua grande paixão pela Escola Politécnica era simbolizada na sala de sua casa, onde em local de destaque ficava uma escultura da Minerva, deusa romana das artes e da sabedoria que simboliza a Escola. Faleceu no dia 28 de outubro de 2012.