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Desafios tecnológicos do pré-sal são tema de evento na Poli-USP

Empresa pública de exploração de petróleo busca parcerias para soluções tecnológicas em encontro com pesquisadores da USP

A Escola Politécnica da USP recebeu, nesta quinta-feira, dia 13 de agosto, o diretor técnico e de fiscalização da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), Edson Yoshihito Nakagawa, que junto de sua equipe realizou uma palestra sobre os desafios científicos e tecnológicos que precisam ser superados na exploração do pré-sal, seguida de uma reunião com os pesquisadores.

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Em sua palestra, o diretor apresentou um cronograma da exploração do pré-sal. “Com a primeira descoberta na área do pré-sal na Bacia de Santos, em 2005, a confirmação da área do campo de Tupi, em 2006, e o anuncio das grandes reservas do pré-sal, em 2007, foi evidenciada a relevância do pré-sal para o país”, explicou. Em 2008, foi extraído o primeiro óleo do pré-sal no campo de Jubarte, em 2009, o primeiro óleo no campo de Lula, e em 2010 foi criado o regime de partilha. Dentro deste contexto todo, diante dessas grandes reservas e baixo risco exploratório, a União pressionou por uma participação maior nos benefícios das novas reservas. Com isso, ficou decidido e aprovado no Congresso, em 2010, este novo regime. Juntamente com o novo regime, por lei foi definido que haveria a necessidade de criação de uma empresa para cuidar dos interesses da União, e essa empresa seria a PPSA. Em agosto de 2013 houve o decreto de criação da empresa.

O diretor explicou a diferença entre os regimes de concessão, cessão onerosa e partilha de produção, este último em vigor desde 2010 para as áreas não concedidas dentro do polígono do pré-sal, que é utilizado hoje na exploração do Campo de Libra, e passará a ser utilizado em futuras explorações. No caso da União, uma parte do excedente em óleo será comercializado e investido no Fundo Social para investimento em educação e saúde.

Durante a reunião foram apresentados os desafios que estão surgindo com a exploração do pré-sal no campo de Libra, como o processamento de Gás com alto teor de CO2, e verificar as áreas de competência da USP e pesquisas que possam ajudar a solucionar problemas enfrentados na exploração. Julio Meneghini, professor do Departamento de Engenharia Mecânica e coordenador do Núcleo de Dinâmica e Fluidos (NDF), apresentou as atividades do seu Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) Centro para Inovação de Gás, que conta com mais de 140 membros em diversas áreas e unidades da USP e do Ipen.

O evento foi coordenado pelo professor Kazuo Nishimoto, coordenador-geral do Tanque de Provas Numérico da USP e professor do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica.