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Poli-USP articula com Alemanha formação de grupo de pesquisa em Mecânica Computacional

O professor Paulo de Mattos Pimenta, chefe do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), embarca em outubro para a Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, para estruturar um grupo de pesquisa conjunto na área de Mecânica Computacional. Pimenta foi o primeiro brasileiro e o primeiro Engenheiro a conquistar o Georg Forster Research Award (leia mais), concedido pela prestigiada Fundação Alexander von Humboldt, da Alemanha. A parceria com a Universidade de Duisburg-Essen é decorrente deste prêmio.

Como resultado da conquista, o docente passou dois meses na Alemanha, fazendo articulações iniciais para estabelecer futuras cooperações entre a Poli e algumas instituições de ensino e pesquisa alemãs. Além de Duisburg-Essen, ele fez contato com as universidades de Munique, Hannover e Stuttgart. “O objetivo foi intensificar o intercâmbio de alunos e professores, trazendo pessoas de lá para o Brasil e vice-versa”, afirma.

Um dos primeiros resultados desta interação será a realização, no próximo ano, de um simpósio internacional na área de Mecânica Computacional. “Vamos trazer alguns dos principais pesquisadores do mundo nesse segmento para discutir os avanços científicos e fomentar o aumento do número de pessoas dedicadas ao estudo desse tema no Brasil”, conta. O evento está previsto para ser realizado na primeira quinzena de outubro de 2016, na Poli.

Pimenta já é familiarizado com o sistema alemão de ensino superior e de pesquisa. Ele fez seu doutorado no Institut für Statik und Dynamik der Luft- und Raumfahrtkonstruktionen, da Universidade de Stuttgart, concluído no começo dos anos 1980, além de vários pós-doutorados desenvolvidos em Stuttgart e também em Hannover.

“O sistema alemão é muito eficiente e tem alta produtividade, apesar de ter um número pequeno de professores e um número menor ainda de funcionários”, comenta. O Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Duisburg-Essen, por exemplo, tem 12 professores. “Além disso, há 10 diferentes faixas salariais para professores, a remuneração está relacionada ao mérito e há professores que ganham mais do que o Primeiro Ministro”, acrescenta. “Os alunos também têm uma carga menor de aulas, mas estudam mais no período extraclasse”, conta. “Podemos aprender muito nessa interação com o sistema alemão”, finaliza.