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Lassu: cinco anos de existência e várias conquistas

Em apenas cinco anos de existência, o Lassu – Laboratório de Sustentabilidade da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) treinou centenas de catadores para reciclagem de eletroeletrônicos e remanufatura de computadores; criou dois MBAs, um em Governança e Inovação, outro em Gestão Integrada de Resíduos Sólidos; estabeleceu uma parceria com o MIT D-Lab, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), no qual alunos de graduação da Poli desenvolveram projetos de inovação em outros países; criou um selo de sustentabilidade para a indústria calçadista, e colheu como fruto diversos prêmios.
Ontem (30/9), durante o evento comemorativo dos seus cinco anos de existência, no Workshop Sustentabilidade em Foco, o Lassu mostrou que pretende ir além. “Um dos nossos objetivos daqui para frente é criar cursos de mestrado e doutorado na área”, adiantou a coordenadora do Laboratório, a professora Tereza Cristina Carvalho.
Na abertura do evento, o diretor da Poli, prof. José Roberto Castilho Piqueira, ressaltou que o Lassu segue a tradição da Escola Politécnica como uma casa com pessoas interessadas no desenvolvimento do País e da sociedade. “A Poli foi criada em 1853 por republicanos abolicionistas. Paula Souza, Ramos de Azevedo e outros acreditavam no progresso para a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, frisou.
Ele lembrou que no começo do século 20 o Laboratório de Materiais (hoje IPT) e o Laboratório de Eletrotécnica (hoje IEE) foram fundamentais na construção de uma São Paulo moderna. Quando a USP foi fundada, a Poli já tinha 60 anos de existência, mas foi a partir daí, com um contato mais intenso com cientistas estrangeiros, que a Escola expandiu seus horizontes científico e tecnológico.
Já nos anos de 1960 e 1970 a Poli teve papel fundamental para a construção da Usina de Itaipu e do Metrô de São Paulo. Com o desenvolvimento da microeletrônica no mundo, coube também à Poli desenvolver o primeiro computador do País. “Este computador foi gerado dentro do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais, onde também nasceu o Lassu”, ressaltou. “Engenharia é fundamental para o desenvolvimento do País. Não há engenharia sem ética, sem sustentabilidade. Por isso, esses são o foco da Poli no ensino e na pesquisa.”
Além do professor Piqueira, participaram da mesa de abertura o professor da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA) e ex-reitor da USP Jacques Marcovitch; o chefe do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais, Antônio Mauro Saraiva, e o professor Moacyr Martucci Junior, do mesmo Departamento. Ao longo do evento, foram realizadas diversas palestras com pesquisadores do Brasil e exterior.