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Equipe Poli Rugby capta recursos para apoiar atividades de 2016

Time busca doações de pessoas físicas e jurídicas que podem apoiar o esporte no Brasil e abater o valor no imposto de renda

A equipe Poli Rugby abriu processo de captação de recursos para financiar as atividades do grupo em 2016, utilizando a Lei nº 11.438/06, ou simplesmente Lei de Incentivo ao Esporte, que estabelece benefícios fiscais para pessoas físicas ou jurídicas que invistam no desenvolvimento do esporte nacional, através do patrocínio ou doação para projetos desportivos e paradesportivos.

Até o momento, a equipe captou 18% do orçamento de 2016 por meio de valores doados por empresas. As despesas previstas para o ano que vem estão estimadas em R$ 250 mil. Os recursos servem para pagamento da equipe técnica, compra de uniformes, material esportivo, custear as viagens para as disputas, a infraestrutura para realização dos jogos e apoiar as atividades de treino, entre outras.

Cada vez mais competitiva, a equipe tem trabalhado nos últimos cinco anos para se transformar num time universitário que seja competitivo em nível nacional, visando disputar torneios da elite do rugby contra clubes tradicionais e não universitários. Atualmente, além de participar da primeira divisão do Campeonato Paulista, a equipe disputa a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, além de não deixar de lado sua origem universitária, disputando contra times de rugby de universidades.

“Em 2014 e este ano, fizemos um bom Campeonato Paulista, onde estão os times mais fortes. No ano passado, por exemplo, perdemos apenas para os quatro maiores, que jogam no Brasileiro”, destaca o técnico do Poli Rugby, Maurício Carli.

Em um de seus últimos jogos, o time garantiu presença na Primeira Divisão do Campeonato Paulista do ano que vem, derrotando por 29 a três o Wallys Louveira, vice-campeão da segunda Divisão do Paulista. Quanto mais ampliar sua competitividade, mais investimento será necessário para impulsionar a equipe.

No momento, o time está pedindo o apoio de pessoas jurídicas e também de pessoas físicas, como ex integrantes do time, ex alunos da Poli e amigos. Atualmente, o Poli Rugby conta com o apoio das empresas Belagrícola, Wastec, Tallento, Hochtief, Rocontec e Nacional Tubos. Todas as informações sobre o processo podem ser obtidas no site do time - http://www.polirugby.com.br/lei-do-incentivo-fiscal-ao-esporte.

O Poli Rugby surgiu em 1971, como time universitário. Uma das metas do time é chegar a elite do Campeonato Brasileiro de Rugby, disputado pela equipe na década de 1990. Hoje, os participantes dos jogos são selecionados pelo técnico, com base na performance nos treinos, considerando ainda assiduidade, preparo físico, e as partes técnica e tática. Os treinos são realizados no Centro de Práticas Esportivas da USP (CEPEUSP) às segundas, quartas e sextas, das 19h30 às 21h30.

Jogador olímpico

De olho no objetivo de se firmar como um clube de rugby, além do time estar correndo atrás de recursos via lei de incentivo, o técnico Carli introduziu um novo ritmo de treino. Os jogadores não recebem salário. “Eles jogam por amor ao esporte e, inclusive, pagam mensalidade para jogar”, conta.

O time, hoje, tem como proposta trazer jogadores de outras unidades da USP, além da Poli. “Temos integrantes da Educação Física, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Odontologia, mas a grande maioria são jogadores Poli ou ex-aluno da Poli”, explica o técnico, ele mesmo um ex-aluno da Educação Física da USP, que começou a treinar a equipe em março deste ano.

Um dos sinais da evolução do time é a presença de três de seus jogadores no grupo que deve formar a base da Seleção Brasileira de Rugby. Victor Sobral Bellemo, chamado de “Santos” pelos colegas de equipe, é estudante do curso de Engenharia Química da Poli e joga no Poli Rugby desde 2010, na posição centro. Gabriel Quiroga, formado em 2014 em Engenharia Elétrica, joga na terceira linha. E João Pedro Talamini cursa o segundo ano de Engenharia Naval e joga como pilar.

A Confederação Brasileira está mantendo centros de alto rendimento para manter os 100 melhores atletas treinando até os Jogos Olímpicos de 2016. Como país-sede, o Brasil vai participar de todas as modalidades olímpicas, caso do rugby. Bellemo, que já jogou rugby na Alemanha, quando fez intercâmbio de um ano naquele país, foi selecionado para integrar esse grupo.

Esses jogadores recebem acompanhamento de nutricionista, trabalham com preparador físico e fazem treinos diários em São Paulo. “Estou dando o máximo que eu consigo, tentando equilibrar a vida de politécnico e jogador de rugby. Como estou no último ano do curso, fazendo o período de estágio, a empresa me dá horários alternativos para poder treinar”, conta Victor Sobral Bellemo.

Ainda na agenda do time em 2015 estão a disputa da Copa USP de Rugby com o seu time desenvolvimento, e o tradicional jogo dos Veteranos, a ser disputado dia 6 de dezembro, às 11 horas, no Cepeusp.