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Em colação de grau, diretor da Poli-USP ressalta importância da ética na prática da engenharia

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Nesta quinta-feira, dia 28 de janeiro de 2016, foi realizada a colação de grau de 450 engenheiros formados pela Escola Politécnica da USP, no evento considerado pelo diretor como o mais importante da Escola. Ao todo foram realizadas quatro cerimônias para que os agora engenheiros de diversas áreas colassem grau. Neste momento, em que a instituição completa seu papel de entregar ao país os engenheiros graduados, o diretor, professor José Roberto Castilho Piqueira, ressaltou aos recém-formados a sua responsabilidade com a sociedade brasileira, os “engenheiros bem formados que irão trabalhar para o progresso do país, algo que a Escola vem fazendo desde 1893”.

O professor destacou seu compromisso de formar alunos no mesmo nível das principais escolas de engenharia internacionais, tendo feito intercâmbio ou não, e que sejam conscientes do ambiente em que vivem. “Nos rankings, a USP é a única universidade brasileira entre as 200 primeiras do mundo, e a Escola Politécnica em todos os seus cursos está entre as 50 melhores do mundo. Em alguns, entre as 30 melhores do mundo”. Além disso, o diretor lembrou o papel da engenharia. “Nós vivemos no Brasil, e o país tem muitas dificuldades. Os Engenheiros são aqueles que geram riquezas. Sem engenharia não há bom uso de energia, não há transporte, mobilidade urbana, não há boa instrumentação cirúrgica de qualidade e, principalmente, não há instrumentação de barragem de rejeitos. Então, eu gostaria que vocês fizessem uma reflexão a respeito disso. Nós temos obrigação de ser éticos. A sociedade pagou a formação de cada um de vocês. Espero que este valor investido em vocês seja devolvido à sociedade, não como dinheiro, necessariamente, mas como ação, como geração de riqueza, como erradicação de pobreza. Cada um de nós tem a obrigação de trabalhar pela erradicação da pobreza do país, e trabalhar com a máxima honestidade. Essa é a confiança que eu, como diretor da Escola, deposito em cada um de vocês. Eu acredito que cada um de vocês será um agente transformador da sociedade, cada um dentro das suas possibilidades, mas estará sempre pronto para realizar boas ações do ponto de vista coletivo e individual”.

Todos os estudantes recebem um broche com o símbolo da Escola, a deusa romana Minerva, e o diretor lembrou aos alunos o significado do presente. “Ele significa um passado que tem Ary Torres, Figueiredo Ferraz, Plínio Assman, Almirante Carlos Passos Bezerril, Paula Souza, Ramos de Azevedo e alguns outros nomes que para vocês podem ser meros nomes de rua. Talvez vocês algum dia também sejam nomes de rua, e para isso vai ser necessário trabalho”, destacou.

A Escola Politécnica foi fundada em 1893 por republicanos abolicionistas, e desde então seus formandos tem se destacado em diversas áreas da engenharia, nas iniciativas pública, privada, e na política. Em sua fala, a vice-diretora da Escola, professora Liedi Légi Bariani Bernucci, lembrou o momento progressista e de transformação em que o Estado de São Paulo passava no final do século XIX, época da fundação da Escola. A professora leu um trecho do discurso do primeiro diretor da Escola, Antônio Francisco de Paula Souza, para a primeira turma de engenheiros formandos. “A nossa pátria, mais que qualquer outra , precisa da colaboração ativa e eficaz de seus engenheiros.Não vos desanimes, pois, se nos primeiros tempos de vossa vida pátrica não puderdes vos colocar nas posições que vos competem pelos vossos estudos especiais e vossas aptidões. Essas mesmas aptidões e esses conhecimentos técnicos que aqui adquiristes vos habilitarão sempre a concorrer para que novas industrias se fundem e que as existentes se se desenvolvam melhor. A todos os jovens colegas que hoje deixam esta Escola, desejo a máxima felicidade, pedindo que nunca esqueçam de que a profissão de engenheiro consiste em bem utilizar todas as forças da Natureza em proveito do bem-estar e engrandecimento da sociedade: e, que, portanto, só aquele que assim proceder será verdadeiramente engenheiro e terá concorrido para o bem-estar”.

A professora expressou aos novos engenheiros sua esperança na formação recebida por ele pelos pais e pela Escola. “O país depende de vocês, não se esqueçam desta responsabilidade, e que vocês têm a habilitação e a inteligência necessárias. São líderes natos. Sejam éticos, respeitem a diversidade, pensem nas gerações futuras, pensem no patrimônio físico e de ideias que vocês construirão e deixarão para as próximas gerações”. Para finalizar, a vice-diretora deixou um convite aos formandos, para que estes regressem à Escola para fazerem mestrado, doutorado, para serem os futuros docentes, para participarem da Associação dos Engenheiros Politécnicos, dos Amigos da Poli, dos trabalhos comunitários e tantos outros.