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Engenheiros serão os grandes responsáveis por ajudar Brasil a sair da crise

Em aula inaugural da Poli-USP, Pedro Wongtschowski destaca o papel da engenharia para o País e cita energia, saneamento, recursos hídricos e habitação como áreas de oportunidades

A Semana de Recepção aos Calouros de 2016 da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) começou nesta segunda-feira (15/02), com a palestra de abertura do diretor da instituição, professor José Roberto Castilho Piqueira, e a aula inaugural, ministrada pelo engenheiro politécnico Pedro Wongtschowski. Graduado, mestre e doutor em Engenharia Química pela Poli, o palestrante convidado é membro do Conselho de Administração da Ultrapar. Este primeiro dia da recepção aos ingressantes foi realizado no Espaço Figueira, no Butantã, zona oeste de São Paulo, e contou com a presença de mais de 850 pessoas, entre estudantes, docentes e funcionários da Poli.

Foram também apresentados um vídeo sobre a Poli e uma sequência de palestras com informações gerais a respeito da Escola: os setores e programas de internacionalização e pesquisa; o trabalho do programa Acolhe USP; da Assistência Acadêmica e da Ouvidoria da Poli. O dia foi encerrado com palestras do Grêmio Politécnico e da Atlética.

Na aula inaugural, Wongtschowski traçou um panorama atual sobre a indústria brasileira, em especial a de transformação. Situando a participação do setor na economia, na geração de emprego e renda e na contribuição para o desenvolvimento do Brasil, ele destacou que os ingressantes da Poli terão um papel fundamental para ajudar o País a sair da atual crise, citando energia, saneamento, recursos hídricos e habitação como áreas de oportunidades. “Os exemplos indicam que caberá aos engenheiros grande parte do esforço em recuperar a economia brasileira”, disse.

Ele também lembrou que as criações da indústria impactam a sociedade. “Os produtos industriais são insumos para os demais setores”, apontou, citando como exemplo a competitividade do setor agrícola – graças ao desenvolvimento de tecnologias, máquinas, fertilizantes – e do setor de serviços, onde a indústria é fundamental na produção de insumos como combustíveis, produtos químicos, softwares, hardwares e equipamentos de transporte, entre outros.

“A tecnologia e a inovação, permitem a redução contínua do custos de produção e o uso mais eficiente dos recursos. Tecnologia é produto da Engenharia, cujo maior beneficiário é a sociedade”, ressaltou. “Se vocês querem ser bons engenheiros, estão no lugar correto”, afirmou.

Wongtschowski aconselhou os alunos a aproveitarem tudo o que a Poli e a USP têm a oferecer durante a vida acadêmica, e a se dedicarem aos estudos, pois a progressão na Poli depende de esforço. “Só existe uma coisa melhor do que ser [aluno] politécnico: ser um engenheiro politécnico”, brincou, se referindo a formatura.

Diretoria dá as boas-vindas

Na palestra de abertura, o diretor da Poli, José Roberto Castilho Piqueira, também destacou a importância da Engenharia para o desenvolvimento do País. Ao apresentar um breve histórico sobre a formação da Poli, lembrou das raízes republicana, democrata e abolicionista de seus fundadores, instigando os alunos a combaterem o preconceito e a trabalharem por uma sociedade mais justa.

Lembrando que a Escola é parte de uma universidade pública, Piqueira destacou que toda a sociedade financia a formação de seus estudantes. “Estudem, trabalhem, sejam éticos, honrem a confiança que a sociedade depositou em vocês. Ficarei muito feliz quando puder entregar o diploma de Engenheiro a vocês, mas há muito o que fazer. Desde já, coloco-me à disposição para ajudar.”

Além de Piqueira e Wongtschowski, participaram da mesa de abertura da Semana de Recepção 2016 da Poli o vice-reitor da USP e professor da Escola, Vahan Agopyan; o presidente da Coordenação do Ciclo Básico da Poli, André Gonçalves Antunha; a ouvidora e chefe técnico da Divisão de Biblioteca da Poli, Maria Cristina Olaio Villela; o coordenador do Programa Gestão de Carreira da Associação dos Engenheiros Politécnicos, Reinaldo Koei Yonamine; o presidente do Grêmio Politécnico, Thiago Staibano; e o presidente da Atlética, Lucca Nunes Zidan.