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Poli-USP doa obras para escola de Engenharia de Moçambique

Materiais incluem livros esgotados sobre mineração e geologia, escritos em Língua Portuguesa – idioma do país africano

O Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo (PMI) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) doou para o Instituto Superior Politécnico de Tete (ISPT), de Moçambique, mais de 100 livros das áreas de Engenharia de Minas e Geologia. A doação é resultado de uma parceria que visa apoiar a formação de professores, alunos e pesquisadores no país africano. O ISPT é uma instituição nova, criada em 2005, e conta com três cursos de Engenharia: Minas, Processamento Mineral e Informática. A região onde fica esse campus tem se desenvolvido em virtude da exploração de carvão, atraindo empresas de diversos países para o local.

“Como ainda não dominam o idioma inglês, eles valorizam muito essa doação, já que estamos enviando material em Língua Portuguesa”, explica o chefe do PMI, professor Giorgio de Tomi. Algumas das publicações, consideradas básicas para o ensino, estão esgotadas e, por isso, são de difícil aquisição. “Estamos doando também uma grande quantidade de boletins técnicos que refletem a qualidade, o estado da arte da produção científica da Poli, que está entre as melhores Escolas de Engenharia do mundo”, destaca.

Serão doados 59 livros, 39 boletins técnicos e 16 monografias, dissertações e teses. Entre os livros encontram-se exemplares do “Curso de Lavra de Minas”, de Joaquim Maia; “Yacimentos minerales de rendimento económico”, de Alan Bateman; “Economia Mineira Nacional”, de José do Patrocínio Motta; e “Estabilidade de Taludes Naturais e de Escavação”, de Guido Guidicini e Carlos Nieble.

Segundo Maria Cristina Martinez Bonesio, supervisora da Biblioteca de Engenharia de Minas, as obras que estão sendo enviadas para Moçambique foram acumuladas ao longo dos anos, resultado de doações encaminhadas para a Poli por professores, ex-alunos, familiares de professores já falecidos e instituições. “Fizemos uma seleção e organização prévia das obras, de modo que a doação não desfalca o acervo da nossa biblioteca, mas contribui com a demanda do nosso parceiro”, aponta ela.