Escola Politécnica da USP

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Mais de 800 estudantes do ensino médio visitam a Poli-USP

No âmbito do programa “USP e as Profissões”, eles puderam conhecer mais sobre a carreira de engenheiro e o cotidiano dos alunos politécnicos

A chuva e o frio não desmotivaram os alunos de diversas escolas de ensino médio a visitarem a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) neste sábado, dia 21 de maio, quando foi realizado o “USP e as Profissões”. Coordenado pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da universidade, o objetivo do programa é oferecer subsídios para ajudar os pré-vestibulandos na escolha de suas carreiras. O evento contou com o apoio da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), da Fundação Vanzolini e da empresa Molin.  

Os 800 estudantes inscritos puderam visitar vários laboratórios e desependências da Poli-USP, conversar com professores e alunos da Escola sobre os cursos e a profissão de Engenharia, e sentir um pouco como é o cotidiano de um politécnico. Anualmente, a Poli oferece 870 vagas de graduação em 17 cursos; o processo seletivo é feito pela Fuvest.

A vice-diretora da Poli, professora Liédi Légi Bariani Bernucci, deu as boas-vindas a um dos grupos, formados por 400 alunos, que se reuniram no prédio da Engenharia Civil para assistir a diversas palestras. Duas outras turmas foram recepcionadas, ao mesmo tempo, em salas do Biênio.

“Engenharia é uma área importantíssima, que muda o meio em que vivemos, que busca a sustentabilidade, que traz desenvolvimento ao País e melhora a vida das pessoas”, destacou Liedi. Ao falar da criação da Poli, em 1893, ela lembrou de seu fundador e primeiro diretor, professor Antônio Francisco de Paula Souza, que era republicano e abolicionista, e viu a necessidade de industrializar o Estado de São Paulo para o seu desenvolvimento.

“Nossa história tem grande significado. Aqui não ensinamos apenas engenharia aos alunos, mas formamos pessoas capazes de pensar no desenvolvimento da sociedade, pois são nossos politécnicos os futuros planejadores, administradores e executores da política pública, são eles que vão pensar no desenvolvimento das indústrias”, afirmou Liedi, que também agradeceu os estudantes e pais que participaram da visita, além dos funcionários, docentes e alunos da própria Poli que trabalharam no evento.

A carreira – Outro palestrante foi o professor do Departamento de Engenharia de Transportes (PTR) da Poli, Edvaldo Simões da Fonseca Júnior, que apresentou exemplos práticos de tecnologias resultantes do trabalho de engenheiros, como os materiais de alto desempenho, aviões, celulares, computadores, fibra óptica e equipamentos médicos. “Engenharia é uma mistura de ciência e tecnologia. O engenheiro usa o conhecimento científico para criar ou melhorar algo, para facilitar a vida das pessoas”, definiu.

O docente também destacou a carência de profissionais no mercado. Segundo estatísticas apresentadas por ele, a Coreia do Sul tem 80 engenheiros para cada mil habitantes, enquanto o Brasil tem seis. Além disso, em média, 200 mil estudantes ingressam nos cursos de engenharia existentes no País, e 80 mil desistem. Dos 120 mil formados, 49 mil são de universidades públicas e 71 mil, de instituições privadas.

Além de citar as diversas áreas em que um engenheiro pode atuar, Fonseca Júnior falou sobre a excelência da Escola no ensino e na pesquisa, cujos cursos sempre são bem posicionados nos rankings internacionais, e do programa de duplo diploma que a Poli mantém em parceria com várias instituições de ensino superior estrangeiras. Ele encerrou sua palestra mostrando os grandes desafios do século XXI que vão demandar soluções e profissionais de engenharia, como, por exemplo, os impactos das mudanças climáticas, a necessidade de ser sustentável e de se preservar a biodiversidade, de produzir mais alimento para uma população cada vez maior, novos medicamentos e equipamentos médicos para diagnósticos, e a busca por novas e sustentáveis fontes de energia.

Vida na Poli – Coube ao estudante do quinto ano de Engenharia de Metalúrgica e Materiais, Lucas Landi Martins, contar um pouco sobre como é estudar na Poli. Além de explicar os serviços de que a USP dispõe, como transporte, alimentação e moradia, ele falou sobre o currículo, os laboratórios, a área de internacionalização e as atividades extras curriculares, como a Semana de Iniciação Científica (divulgação de bolsas para projetos de pesquisa em nível de graduação), o Natal Solidário (com distribuição de presente para famílias carentes), a Poli Júnior (serviço de consultoria prestado por alunos da Poli para empresas), a Rateria (bateria da Poli que anima as competições nas quais a Escola toma parte), e a Poli Dance (aulas de dança de salão).

Ele discorreu também sobre os projetos envolvendo competições diversas das quais a Poli participa e em que os alunos são responsáveis pelos projetos, como o Keep Flying (de aerodesign), o ThundeRatz (robótica), a Formula SAE (carros monopostos), Baja (veículos off roads) e Poli Milhagem (projeto que buscar aumentar autonomia dos veículos, fazendo-os rodar a maior distância possível com a menor quantidade de gasolina possível). Martins explicou ainda a importância do Grêmio e dos Centros Acadêmicos Politécnicos. “A Poli ensina você a aprender a aprender, a trabalhar em equipe”, destacou.

Após as palestras, os estudantes foram divididos em grupos e encerraram a visita conhecendo laboratórios de vários departamentos da Poli, onde os alunos de graduação e pós-graduação apresentaram tecnologias e equipamentos, tirando dúvidas e mostrando um pouco mais sobre como é estudar na Poli e o que faz um engenheiro.

Confira as fotos do evento no Flickr.