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Parlamentares e lideranças locais conhecem projeto de implantação da Poli na USP Leste

Encontro foi organizado pelo Movimento por Educação Pública Integral da Zona Leste – da Creche à Universidade.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) apresentou nesta terça-feira (30/08) seu projeto de retorno para o campus da USP Leste, em encontro promovido pelo “Movimento por Educação Pública Integral da Zona Leste – da Creche à Universidade” com lideranças, professores, alunos, parlamentares e seus representantes em um dos auditórios do campus universitário instalado no bairro de Ermelino Matarazzo, em São Paulo.

O evento serviu para que o grupo de trabalho que desenvolve a proposta pedagógica para a instalação da Poli no campus apresentasse o projeto para representantes da Assembleia Legislativa de São Paulo, Câmara dos Deputados e Senado, em busca do engajamento político em torno da proposta e apoio na forma de emendas parlamentares para financiamento do projeto.

O diretor da Poli, professor José Roberto Castilho Piqueira, participou da reunião. Ele destacou a tradição da Escola em se envolver com a comunidade. “Queremos trabalhar para valer na Zona Leste, porque vemos aqui uma oportunidade de desenvolvimento social e econômico muito grande”, ressaltou. “Estamos olhando a Zona Leste, mas, principalmente, estamos interessados nos jovens que têm vocação para a Engenharia e que querem ajudar no desenvolvimento dessa região”, completou.

Ele lembrou que a Poli já vem trabalhando no sentido de abrir oportunidades para que os estudantes mais carentes possam estudar na USP, por meio da oferta gratuita do cursinho preparatório para o vestibular. “Os jovens brasileiros têm poucas oportunidades, e muitos talentos são perdidos por isso. Uma das medidas que adotamos para tentar minimizar esse problema é oferecer um número de vagas para a Poli também por meio do SISU”, afirmou.

Vários representantes de parlamentares das três casas legislativas estiveram presentes na reunião. O projeto foi bem recebido por todos, e eles destacaram a importância da educação de qualidade para o desenvolvimento da região. Também se comprometeram a levar o projeto da Poli Leste para conhecimento dos colegas de Legislativo, além de sugeriram uma proposta de emenda parlamentar coletiva na Assembleia, de forma a assegurar recursos do orçamento do Estado para o projeto.

Os integrantes do grupo de trabalho, Mauro Zilbovicius e André Hirakawa, professores dos Departamentos de Engenharia de Produção e de Engenharia da Computação e Sistemas Digitais da Poli, respectivamente, participaram da reunião, que contou com a presença de cerca de 80 pessoas. Promoveram o encontro os coordenadores do Movimento por Educação Pública, Padre Antônio Marchioni (padre Ticão) e o Professor Waldir Augusti.

O projeto, que já havia sido apresentado para a comunidade em um workshop realizado no começo de junho passado, prevê que a Poli seja um centro de formação, articulando a graduação com cursos de especialização e atualização para quem já tem uma profissão, e também com um curso preparatório para alunos de Ensino Médio para ingresso no curso de Engenharia.

A proposta trabalha com a instalação de um curso de Engenharia de Produção na USP Leste, com duas ênfases distintas, uma em “Cidades” ou “Questões Urbanas”; e em “Computação”, que focaria ciência de dados (big data, data mining), e aplicações diversas, com direcionamento também para empreendedorismo.

Uma das grandes inovações do projeto da Poli para a USP Leste, em termos pedagógicos, é o ensino por projetos. O curso começa com as ciências básicas da Engenharia e a ênfase em Cidades ou Computação seria selecionada posteriormente pelo aluno. Haveria também um período para atividades extraclasse, que poderiam ser desenvolvidas em laboratórios ou como atividades de campo e/ou de projeto; créditos para aulas não presenciais; e um período para o trabalho de conclusão de curso (TCC).

O projeto também prevê o estabelecimento de parcerias entre a Poli e empresas da Zona Leste, Guarulhos e ABC para a oferta de estágios e com entidades, como Fatecs e Senai, no apoio às atividades de ensino de graduação, de formação ou aperfeiçoamento profissional e cursinho pré-vestibular.

Além de Zilbovicius e Hirakawa, integram o grupo de trabalho os professores da Poli Alberto Hernandez Neto, Paulo Sérgio Cugnasca, Mercia Bottura de Barros e Alexandre Kawano. O professor Augusti é o representante da comunidade junto à equipe do projeto.