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Stanford e Poli-USP promovem conferência sobre movimento maker na educação

Pela primeira vez, um país da América Latina sedia uma conferência FabLearn, da Universidade de Stanford, que discutirá a aprendizagem ‘mão na massa’

A educação maker tem se popularizado pelo mundo rapidamente. Há, hoje, milhares de escolas e universidades com laboratórios maker pelo mundo. Nesses espaços, alunos têm a sua disposição impressoras 3D, robótica, computação física, cortadoras laser e diversos outros materiais para criar experimentos e invenções. Essa nova maneira de ensinar e aprender será assunto da 1ª Conferência FabLearn Brasil, que acontece nos dias 9 e 10 de setembro, na Universidade de São Paulo, no campus do Butantã da capital paulista.

O evento está sendo realizado pela Universidade de Stanford – instituição que criou o programa FabLearn – junto com a Escola Politécnica (Poli) da USP. Seu objetivo é trazer uma abordagem científica para apoiar a implementação de iniciativas de fablabs e makers no Brasil, além de fazer um balanço das já existentes. Um dos destaques da programação será o keynote speaker Paulo Blikstein, professor da Escola de Educação de Stanford – um dos maiores especialistas em tecnologia aplicada a educação do mundo.

Formado pela Poli-USP, com mestrado pelo MIT Media Lab e doutorado em Ciências do Aprendizado pela Northwestern University, Blikstein foi um dos pioneiros do movimento maker nos Estados Unidos. Desde 2009, seu grupo desenvolve pesquisas educacionais aplicando técnicas avançadas, como análise multimodal e mineração de dados, para medir e avaliar o impacto de novas tecnologias na aprendizagem.

Blikstein criou alguns dos primeiros makerspaces e fablabs em escolas de ensino básico dos EUA, começando em 2011. Desde então, o programa se expandiu para diversos países, como Tailândia, México, Dinamarca, Finlândia, Polônia, Austrália e Espanha, e já produziu os primeiros artigos acadêmicos sobre ambientes maker.

Além de promover conferências internacionais, o FabLearn conta com um programa de fellows e diversos projetos de pesquisa para disseminar melhores práticas e recursos educacionais entre educadores, pesquisadores e formuladores de políticas públicas, principalmente nas disciplinas STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). As conferências acontecem anualmente desde 2011 em Stanford (EUA), e desde 2014 na Europa, Ásia e Oceania. Esta é a primeira vez na América Latina.

A programação da 1ª Conferência FabLearn Brasil terá apresentação de diversos casos do Brasil e de pesquisas acadêmicas sobre educação maker aplicada ao ensino de nível fundamental, médio e superior, e apresentações de pôsteres, demonstrações e oficinas. O evento é organizado por Blikstein e pelos professores da Poli-USP Roseli de Deus Lopes e Eduardo Zancul, como o apoio da Fundação Lemann, Centro Lemann e Intel do Brasil.

Confira a programação completa: http://stanford.io/2bTGHr2 e as oficinas do evento: http://stanford.io/2bY2FYt.