Escola Politécnica da USP

usp.br

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte
Início Comunicação Notícias Arquivo de notícias iPoli atende 100 alunos estrangeiros a cada seis meses

iPoli atende 100 alunos estrangeiros a cada seis meses

Escritório Politécnico Internacional, iniciativa de alunos da Poli-USP, começou atividade há dez anos, atendendo sete alunos no primeiro ano de existência

Quando o Escritório Politécnico Internacional (iPoli) foi criado, em 2006, atendeu sete alunos estrangeiros. Dez anos depois, a iPoli recebe 100 alunos por semestre, em média, contou o presidente do Escritório, João Victor Genaro, no evento “Como são feitos grandes líderes”, realizado nesta quarta-feira (16), no Auditório Professor Francisco Romeu Landi, Prédio da Administração da Poli.

O iPoli foi criado por alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) para receber, orientar e promover a integração dos alunos estrangeiros que vêm estudar Engenharia na instituição, e também para ajudar os estudantes politécnicos a irem estudar no exterior, celebra dez anos de existência.

“A criação do iPoli é considerada um marco no processo de internacionalização da Escola Politécnica”, destacou o professor Henrique Lindenberg Neto, presidente da Comissão de Relações Internacionais da Poli (CRInt), o primeiro palestrante do evento.

Ele apresentou o histórico da internacionalização da Escola, com dados referentes aos estudantes brasileiros que foram para outros países estudar em programas de aproveitamento de estudos e duplo diploma, e também sobre os estrangeiros que vieram para a Poli com o mesmo objetivo.

“O iPoli tem um papel fundamental na promoção da integração e no auxílio ao aluno estrangeiro que vem para cá, ajudando enormemente em aspectos como visto, moradia, abertura de conta em banco, obtenção de documentos, entre outros, organizando ainda atividades contínuas para promover a integração desses alunos”, ressaltou.

João Victor Genaro destacou na sua apresentação várias das atividades prestadas pelo iPoli: o Guia do Estrangeiro, com informações fundamentais sobre a USP, a Poli e a cidade de São Paulo; a busca dos alunos no aeroporto; o dia do Bem Vindo, para confraternização; a semana de recepção, que inclui explicações sobre questões como a burocracia em relação a documentos e sobre o funcionamento da USP e da Poli; passeios pela cidade; acompanhamento contínuo dos estudantes por meio de atividades de integração promovidas ao longo do ano; e a semana temática a respeito da internacionalização, na qual alunos estrangeiros ajudam os brasileiros interessados em ir para o exterior.

A importância da internacionalização na vida dos estudantes

A segunda parte do evento foi dedicada a apresentações de profissionais que puderam contar um pouco da sua experiência, da importância de ter uma vivência no exterior para o crescimento pessoal e profissional dos alunos. Eles também deram vários conselhos para quem quer estudar fora e dicas mais gerais, válidas para a vida no mercado de trabalho.

Ao longo de sua carreira, o politécnico Cassio Casseb, que entre suas várias funções foi ex-presidente do Grupo Pão de Açúcar, passou por empresas de diversos portes e origem de capital, atuando nos setores público e privado, e também em consultorias e como empreendedor. Trabalhou em mercado de derivativos, telecomunicações, varejo, commodities, bancos público e privado.

Em uma palestra divertida e permeada de conselhos úteis, ele fez questão de ressaltar o fato de ter aprendido sempre, em todos os locais pelos quais passou, com as experiências boas e ruins. Um dos aprendizados importantes foi trabalhar com pessoas e empresas de diversas nacionalidades, como americanos, italianos, japoneses, franceses, entre outros, o que o ensinou a entender a diferenças de culturas e a atuar cada vez melhor em equipe.

Ele ressaltou, ainda, que tudo está centrado nas pessoas, em saber influenciá-las. Entre os conselhos que ouviu de seu avô, um clássico, devidamente repassado aos que assistiram a palestra: “ou você procura fazer o que gosta ou aprenda a gostar do que faz.” Para ele, não apenas a competência ou a dedicação são suficientes para uma carreira satisfatória. É preciso ter o “brilho no olho”.

O conselho do avô de Casseb é um dos aspectos que Cristina Junqueira, Cofundadora e VP de Branding e Business Development do Nubank, mais valoriza quando vai contratar uma pessoa para sua empresa. “Buscamos pessoas que aprendam rápido, e isso é algo que a Poli ensina, mas que também tenham esse brilho no olho do qual o Cássio falou”, disse.

Graduada e mestre em Engenharia pela Poli, ela reforçou a importância de se ter experiência internacional. “Não recrutamos no banco ninguém que não fale inglês fluente, em nível de excelência, e a fluência na língua só conquistamos na convivência, quando podemos morar um tempo no lugar e viver como um local”, afirmou. Ela lembrou que, hoje, as empresas competem em escala global e é preciso ter uma perspectiva internacional para ser competitivo.

Questionada pela plateia, ela respondeu sobre os diferenciais que enxerga na formação que a Poli lhe deu. “A capacidade de se virar, de te apresentar um problema e te deixar para ir atrás da solução, é um deles. O outro é o desenvolvimento do raciocínio lógico, de ter uma visão sistêmica. A terceira são os relacionamentos que estabeleci na minha época de Poli e que trago até hoje e um pouco de experiência em liderança que pude desenvolver durante a graduação”, enumerou.

A última palestra foi de Vítor Margato, data scientist na startup de jogos eletrônicos TFG.co. Formado em Engenharia Civil pela Poli em 2015, ele tem duplo diploma pela Ecole Nationale des Ponts et Chaussées, da França. Além de recomendar fortemente aos alunos que busquem uma experiência de estudo no exterior, ele deu diversos conselhos práticos para quem está interessado em fazer intercâmbio ou participar de um programa de duplo diploma. Um deles é não escolher primeiro o país, para depois selecionar o curso. “A escolha da escola deve ter prioridade sobre o país”, disse. O outro é aprender a língua do país onde vai estudar. “As pessoas vão te tratar de modo diferente se você souber a língua delas. Facilita muito a sua vida, não só estudantil, mas no cotidiano, saber a língua local, e quanto mais cedo você tiver consciência disso, melhor”, acrescentou.

Margato falou, ainda, sobre os ganhos com o estudo em outro país. “A experiência no exterior traz grande impacto na sua vida pessoal: é uma oportunidade para vocês se tornarem pessoas melhores do que são hoje e do que seriam amanhã se não tiverem essa vivência”, disse. “Do ponto de vista profissional, vocês vão sair mais ricos intelectualmente, sabendo mais de assuntos que interessam a vocês, terão estabelecido contato com pessoas que são muito mais talentosas do que vocês”, concluiu.