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Poli-USP em parceria com Instituto i-CORPS Brasil forma rede de escolas de engenharia empreendedoras

Iniciativa nasceu da aplicação da metodologia i-CORPs no âmbito da instituição. O treinamento é voltado para o desenvolvimento de startups

A aplicação da metodologia i-CORPs, que foi adotada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) para estimular o desenvolvimento de startups, deu tão certo que o grupo se ampliou. Agora será formada uma rede de escolas de engenharia empreendedoras, que irão aplicar a metodologia junto a seus alunos e professores para a criação de novas empresas de base tecnológica e inovadoras. Além da Poli-USP, hoje o elo central da rede, participarão a Universidade Federal do Ceará (UFC) e do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o Insper, o Centro Universitário FEI, o Instituto Mauá de Tecnologia, o Mackenzie e a Unicesumar, do Paraná. O treinamento da terceira turma de empreendedores da Poli-USP já começou.

“O Brasil tem uma grande competência tecnológica espalhada pelas diversas escolas de engenharia. A iniciativa de uni-las deve produzir resultados relevantes, uma vez que, no mundo atual, o trabalho coletivo é imprescindível para o progresso técnico, industrial e científico”, destaca o diretor da Poli-USP, professor José Roberto Castilho Piqueira.

A i-CORPs é uma metodologia criada por Steven Blank, professor de empreendedorismo de universidades como Stanford e Columbia, e que acabou tornando-se ferramenta de um programa do governo dos Estados Unidos para ampliar a competitividade da economia daquele país. O treinamento oferece formação para empreendedores com o objetivo de incentivar a criação de startups a partir de pesquisas desenvolvidas em universidades.

No Brasil, a metodologia está sendo disseminada por Flavio Grynszpan, que criou o Instituto i–CORPS Brasil com essa finalidade. “Todas essas instituições escolherão um grupo formado por alunos e docentes que tenham uma ideia inovadora e queiram ver essa ideia transformada em um negócio ou que já tenham uma startup”, explica.

“Ao final desse treinamento, vamos avaliar os resultados. Se forem considerados positivos, vamos expandir essa rede para outras universidades”, afirma Grynszpan. No futuro, pretende-se que a rede tenha um site para prover conteúdo aos participantes e também para mantê-los integrados após o período do treinamento. “Cada universidade será responsável, então, por difundir a metodologia i-CORPs dentro da instituição”, explica. Outro objetivo é que cada uma seja difusora da metodologia junto a outras instituições de sua região, ampliando o alcance da rede.

Até o momento, a metodologia i-CORPs já foi aplicada em 120 startups originárias de pesquisas desenvolvidas por alunos e professores da Poli-USP, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e de empresas participantes do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Treinamento virtual – As demais escolas de engenharia que integram a rede vão começaram suas atividades na quinta-feira (19/10), com conclusão das aulas prevista para novembro. Dado que instituições de várias partes do País estarão participando, o treinamento será feito virtualmente.

Uma parte consistirá em aulas expositivas nas quais são explicados os passos para construção do chamado customer development. Trata-se de um conceito no qual o foco do negócio a ser montado é dado pelas demandas e necessidades dos clientes.

Cada grupo vai desenvolver a ideia inicial do negócio em um CANVAS, ferramenta digital de planejamento e gerenciamento estratégico. Em seguida, a ideia é aprimorada por meio de uma sequência de entrevistas que os participantes devem fazer com potenciais clientes ou usuários da tecnologia, produto ou solução pensada pelas startups.

Mentores, geralmente empresários com larga experiência no mercado que passam por um treinamento com o Instituto i-CORPs Brasil, acompanham cada grupo dando orientações diversas, incluindo a procura pelos potenciais clientes/usuários que devem ser entrevistados ao longo do treinamento. Os mentores são escolhidos por Grynszpan dentro de uma rede de 100 executivos que ele já formou a partir de outros treinamentos. Outros 40 mentores da Embrapa estão sendo treinados.

A metodologia para a entrevista, que serve para validar os pressupostos do negócio junto a agentes do mercado, também é ensinada no treinamento. Após a rodada de entrevista, os empreendedores atualizam o CANVAS de acordo com o conhecimento obtido e compartilham seus avanços com os demais grupos ao longo do treinamento. Além das entrevistas e apresentações da evolução de suas propostas, os participantes terão aulas teóricas, pela internet ou presencialmente, e bibliografias específicas sobre empreendedorismo.

Na conclusão, eles apresentam o CANVAS final, destacando as mudanças feitas em relação ao plano inicial. Duas perguntas básicas devem ser respondidas ao fim do treinamento: qual mudança no plano original precisou ser feita para atender ao que interessa ao cliente, e qual o tamanho do mercado para o negócio.

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