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José Roberto Castilho Piqueira é o Professor do Ano 2017 da AEP

Associação que reúne os egressos da Poli-USP também homenageou seu presidente emérito, o professor Kamal Mattar

O diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), José Roberto Castilho Piqueira (biografia), docente do Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle (PTC), foi homenageado nesta sexta-feira (24/11), em São Paulo, como Professor do Ano 2017 pela Associação dos Engenheiros Politécnicos (AEP). Na ocasião, também foi homenageado pela AEP o professor Kamal Mattar, que presidiu a AEP por 18 anos, era docente aposentado da Poli, e faleceu em setembro deste ano.

Entidade fundada em 1935, a AEP é a mais antiga associação de ex-alunos em atividade ininterrupta no Brasil e, entre suas iniciativas, destacam-se as ações de apoio aos estudantes da Poli. O professor Piqueira foi escolhido a partir de uma lista tríplice encaminhada pela Congregação da Poli-USP para a AEP, que deu seu voto final.

A cerimônia foi realizada no auditório do prédio da Administração da Poli. Estiveram presentes o vice-reitor e reitor eleito, Vahan Agopyan, representando o reitor Marco Antonio Zago; o professor da Poli-USP, Lucas Moscatto, representando a Diretoria da Poli; Marcello Zuffo, presidente do Conselho Superior da AEP; o professor da Poli-USP, José Jaime da Cruz, convidado a dar um depoimento sobre o professor Piqueira; o professor Ivan Gilberto Sandoval Falleiros, que foi diretor da Poli entre 2006 e 2010; e o diretor de projetos da AEP, Gustavo Anzai.

O futuro reitor da USP elogiou a AEP pela homenagem, por se tratar de um importante reconhecimento dado ao trabalho dos docentes politécnicos. “Prédios e laboratórios luxuosos não fazem uma universidade. Pessoas dedicadas é que fazem a diferença, e nossa Escola é hoje melhor do que foi no passado por causa do trabalho de pessoas como os professores Piqueira e Kamal e da existência de professores e alunos competentes e talentosos”, destacou.

O professor Moscatto lembrou que até hoje nenhum diretor da Poli em exercício tinha sido homenageado pela AEP. “O fato de o professor Piqueira ser homenageado mostra o quanto ele realizou ao longo de sua carreira como docente e pesquisador. E Kamal merece o reconhecimento pela sua batalha de manter os politécnicos reunidos em torno de uma atividade de congregação como a AEP”, completou.

Revendo o passado – O professor José Jaime da Cruz, colega e amigo de Piqueira, foi encarregado de fazer um depoimento sobre o homenageado, seguindo a tradição da cerimônia. Com um discurso bem-humorado, Cruz mostrou fotos diversas – da rua onde o diretor da Poli morava quando criança, em Sorocaba, até fotos em família e em ambiente profissional. Ele lembrou das origens espanholas da família Piqueira, brincou sobre seu temperamento, contou algumas das travessuras de criança, e destacou o papel dos pais – Miguel, um comerciante, e Elisa, professora – e do irmão, Ademir, que é formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) na sua educação.

Sobre sua trajetória acadêmica, Cruz destacou o fato de o professor Piqueira ser pesquisador nível 1-A do CNPq. “Não é qualquer um que tem esse mérito”, disse, lembrando ainda dos prêmios que recebeu por seu trabalho com sistemas complexos, entre eles o Prêmio Lagrange (link http://www.poli.usp.br/pt/comunicacao/noticias/arquivo-de-noticias/1937-diretor-da-poli-usp-e-agraciado-com-o-premio-lagrange.html), concedido pela Society for Industrial and Applied Mathematics (SIAM), dos Estados Unidos (EUA) – o mais importante em nível internacional.

Além de elogios sobre sua didática, facilidade de transmitir conhecimentos e capacidade multidisciplinar, Cruz destacou duas iniciativas importantes na gestão de Piqueira como diretor: a consolidação do campus da Poli em Santos e da criação do curso de Engenharia da Complexidade. Ao final, brincou: “Piqueira é um professor que chamamos de ‘banda larga’, por ter assumido uma função administrativa, a Diretoria da Poli, sem deixar de lado as atividades de ensino e pesquisa”, disse.

Antes de entregar a placa de Professor do Ano 2017 da AEP ao homenageado, o professor Zuffo ressaltou: “A AEP só existe porque diretores muito importantes, como os professores Ivan Falleiros, [Antonio Marcos de Aguirra] Massola, Piqueira nos abriram as portas. Ao fortalecermos entidades como a AEP, o Grêmio, o Amigos da Poli, estamos fortalecendo a própria Escola”, apontou.

O agradecimento – Em seu discurso, Piqueira ressaltou que o Professor do Ano da AEP é uma das mais importantes honrarias da Escola e que muitos professores da Poli fariam jus a essa homenagem. “Divido esse momento com todos os meus colegas de Escola.”

Além de agradecer, Piqueira falou sobre sua trajetória. Lembrou que a docência era algo presente na sua vida desde criança, já que sua mãe era professora. Comentou sobre o incentivo dado pelo seu pai, que lia para os filhos pequenos, e por professores que marcaram sua vida escolar, como a primeira delas, Ana Rita Coelho de Oliveira, e o professor Edimir, que o fez se apaixonar pela Matemática, especialmente pela Geometria, quando estava na terceira série do curso ginasial. Recordou também do papel de seu irmão, que já cursava o ITA e lhe dava aulas de Física.

Piqueira ingressou na universidade pensando, inicialmente, em cursar Física, mas o físico da USP Oscar Hipólito o fez desistir da ideia de mudar de curso. Com as aulas de Jocelyn Freitas Bennaton, já no mestrado, se encantou com a área de Engenharia de Controle. Matemático de primeira linha, o professor Leo Roberto Borges Vieira, no doutorado, foi outro docente que marcou sua vida. “Cada vez que entro na sala de aula tento ser um pouco de cada uma dessas pessoas. Admiro-os pelo grande respeito que demonstraram pelo conhecimento e é esse respeito pelo conhecimento que tento passar aos meus alunos”, acrescentou.

Piqueira também elogiou o professor Kamal Mattar. “Ele tinha, acima de tudo, uma enorme generosidade. O trabalho dele na AEP ajuda muita gente com dificuldade financeira ou psicológica a terminar a Escola de maneira correta”, pontuou.

No final da cerimônia, Luiz, um dos filhos do professor Mattar, deu um depoimento sobre o pai. Ele contou que o docente tinha muito orgulho de participar da construção da AEP, que viveu 88 anos bem vividos e agradeceu a AEP, pois as atividades da Associação ajudaram Kamal a manter uma vida ativa depois da aposentadoria. Na sequência, uma placa com a foto e o nome do professor Kamal foi descerrada no auditório da AEP, local que agora leva o nome do docente.