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Aceleradora PoliStart inicia atividades

Empreendimento tem como alvo alunos da graduação, pós-graduação e ex-alunos da Poli que tenham ideias com potencial de virar negócios

A PoliStart já está atendendo alunos de graduação, pós-graduação e ex-alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) que tenham algum projeto que apresente potencial para se transformar em um negócio. Trata-se de uma aceleradora de startups criada a partir de ideias de ex-alunos do Departamento de Engenharia de Produção (PRO) da Poli, e de professores, diretores e conselheiros da Fundação Vanzolini, onde está sediada a PoliStart.

“A aceleradora já está aberta para dialogar com qualquer aluno ou grupo de alunos que tenha alguma ideia empreendedora, independentemente do estágio que esteja. Nesse momento não temos nenhuma restrição”, afirma o professor do PRO, Roberto Marx, diretor de operações da Fundação Vanzolini. Quem tiver interesse deve procurar pelo conselho do PoliStart para saber como participar. Os contatos estão no site oficial da aceleradora: http://polistart.com.br/.

O foco da PoliStart é a comunidade politécnica, mas está aberta também a estudantes de outras áreas da USP desde que estejam associados a alunos da Poli no projeto. Segundo Marx, não é necessário que o aluno tenha um professor orientador associado para procurar pela aceleradora, mas é natural que os docentes que orientem trabalhos de conclusão de curso ou dissertações de mestrado e teses de doutorado acabem tendo algum envolvimento.

Gestão diferenciada – O grupo que concebeu a ideia da PoliStart estudou o assunto por cerca de um ano. “É frequente termos alunos com ideias muito embrionárias, e essas normalmente não interessam muito às aceleradoras do mercado, então decidimos por um modelo um pouco diferente do que encontramos”, explica.

De acordo com Marx, a PoliStart terá normas mais flexíveis. “As aceleradoras têm normas muito rígidas, como estabelecer um prazo para que a startup tenha resultado, do contrário ela sai do processo de aceleração”, exemplifica. “Em geral, as aceleradoras pedem que o empreendedor já tenha empresa constituída, mas um dos focos diferenciadores da PoliStart é trabalhar com essas ideias que estariam no estágio da pré-aceleração, então não temos essa exigência”, continua.

A equipe da PoliStart vai, basicamente, identificar bons projetos e ajudar os potenciais empresários a configurarem essas ideias como negócios. “Vamos acelerar o processo de transformar ideias emergentes, mais ou menos embrionárias, em negócios concretos. Podemos dar vários tipos de apoio ao longo desse processo”, conta.

Formas de apoio – São três os eixos de ação da PoliStart. A aceleradora vai prover acesso a conhecimento e capital necessários ao empreendimento. As startups selecionadas terão acesso a mentoria, networking, inteligência de mercado, espaço de co-working, treinamentos e funding.

A PoliStart também vai atuar em corporate ventures, ou seja, buscará empresas já estabelecidas que pratiquem ou queiram praticar a inovação aberta, se associando a uma startup que esteja desenvolvendo algo que considere estratégico para seus próprios negócios.

Por fim, atuará em venture building, organização que procura ideias de negócio a partir de sua própria rede de recursos e designa equipes internas para desenvolvê-los (engenheiros, designers, consultores, desenvolvedores de negócios, gerentes de vendas etc.). Nesse sentido, a PoliStar vai agregar capital intelectual, de relacionamento e financeiro para os empreendimentos selecionados, compartilhando o risco e a gestão.

A equipe da PoliStart já prepara a Poli Angel, um braço da aceleradora que será formado por um grupo de pessoas que podem se tornar investidores em algumas startups e que também poderão atuar como mentores. Professores da Engenharia de Produção da Poli e de outros departamentos também poderão participar dessa iniciativa.

Hoje, a aceleradora tem um time de governança formado por oito pessoas – quatro ex-alunos da turma de 1980 da Engenharia de Produção da Poli e quatro diretores ou conselheiros da Fundação Vanzolini. Serão integrados à equipe um grupo de mentores com conhecimento e especialização em diversas áreas.

Segundo Marx, com o passar do tempo a PoliStart irá promover concursos, premiações e chamadas com alguns focos específicos. “Agora, a proposta é identificar boas ideias emergentes, independentemente do estágio de desenvolvimento, verificar o potencial negócio e avaliar como podermos ajudar”, finaliza.

Confira aqui como foi a cerimônia de lançamento do PoliStart.