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Grupo da Poli avalia segurança de veículos aéreos não tripulados

Objetivo do trabalho é dar fundamentos para uma futura regulamentação,

a fim de que esse tipo de avião possa voar no espaço aéreo controlado.

Há algo mais no ar além dos aviões de carreira. São os veículos aéreos não tripulados (VANTs), cujo uso está se expandindo em todo o mundo. O problema é que no Brasil e no mundo eles só podem voar em áreas restritas e desabitadas. Falta regulamentação para que possam dividir o espaço aéreo com a aviação civil. Antes, eles devem passar por um processo de certificação. É justamente a isso que se dedica o Grupo de Análise de Segurança (GAS) do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais, da Escola Politécnica da USP (Poli-USP).

Os VANTs são aviões de tamanhos variados, entre pequenos e médios, que vão desde o porte de um aeromodelo até quase ao de um caça. Alguns são controlados a partir do solo, outros, mais sofisticados, podem ser programados para operarem praticamente sozinhos. Eles servem para várias aplicações, civis ou militares, entre as quais vigilância aérea de fronteiras e áreas conturbadas e levantamentos de dados e imagens de plantações, criação de gado e ambientais, por exemplo, além de poderem ser usados como espiões durante as guerras.

Daí a importância do trabalho que o GAS vem realizando. Coordenada pelo professor João Batista Camargo Jr., a equipe da Poli vem se dedicando a fazer avaliações de segurança em VANTs. “Por meio de modelos matemáticos e simulações em computadores, procuramos estabelecer quais requisitos de segurança e confiabilidade um avião não tripulado precisa preencher”, explica Camargo Jr. “O objetivo de nosso trabalho é dar fundamentos técnicos e de segurança para uma futura regulamentação, para que os VANTs possam voar no espaço aéreo controlado.”

Para isso, um veículo aéreo não tripulado deve ser encarado como um avião comum, com piloto. Ele precisa ter os mesmos níveis de segurança e confiabilidade e de riscos que uma aeronave tripulada. “Nós analisamos os softwares, hardwares e sistemas embarcados dos VANTs”, conta Camargo Jr. “Esse tipo de avião precisa estar preparado para lidar com falhas e situações de emergência, para poder voar no mesmo espaço que os aviões tripulados.” De acordo com o pesquisador da Poli, a regulamentação final deverá ser feita pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), mas o trabalho do GAS poderá servir como subsídio.

Além do trabalho com os VANTs, o grupo de Camargo Jr. realiza pesquisas e projetos relacionados com a confiabilidade, segurança e disponibilidade de sistemas de computação aplicada, principalmente em áreas críticas, tais como metrô e trens, transporte aéreo, indústria petroquímica, usinas nucleares e sistemas médicos. São estudados pelo grupo aspectos relacionados com a tolerância a falhas em sistemas de computador, abrangendo também aspectos da qualidade de software.