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Europeus conhecem tecnologias brasileiras para reuso de água

Evento na Capital apresentou alternativas de reaproveitamento
 da água aplicadas no Estado de São Paulo.

O Aquapolo, projeto de parceria entre a Sabesp e a Foz do Brasil, empresa de engenharia ambiental da Organização Odebrecht, levará a água de reuso produzida a partir do esgoto tratado na Estação de Tratamento do ABC Paulista até a unidade da Braskem, indústria produtora de resinas termoplásticas localizada no polo petroquímico entre Mauá e Santo André.

Este processo, ainda em fase de conclusão, ilustra a preocupação do poder público e da iniciativa privada em buscar meios para reaproveitar a água consumida na indústria e, assim, colaborar com a ameaçadora escassez do líquido no planeta. Foi também um dos destaques do primeiro evento internacional do Coroado (www.coroado-project.eu), projeto patrocinado pela União Europeia, que escolheu a Região Metropolitana de São Paulo para ser uma espécie de laboratório de experimentos na América Latina para a disseminação de novos métodos e ferramentas que estimulem a aplicação de tecnologias de reúso de água.

O Coroado é coordenado no Brasil pela Escola Politécnica da USP. Durante a semana de 7 a 10 de maio, representantes das 13 universidades participantes do projeto (nove europeias e quatro sul-americanas) estiveram reunidos em São Paulo. Na terça-feira, dia 8, Fiesp, Sabesp e outras instituições incentivadoras do reuso da água na indústria, também participaram das discussões.

Segundo a responsável pelo Coroado no Brasil, professora Monica Porto, vice-chefe do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Poli, “o encontro possibilitou  aos especialistas estrangeiros saberem que o Brasil tem vários projetos de reuso de alto nível tecnológico”. E acrescenta: “Ao mesmo tempo, os brasileiros puderam conhecer outros problemas relativos ao reuso da água na América Latina e também discutir as questões de regulamentação da prática”.

Ao final do evento, os participantes estiveram em Foz do Iguaçu, conhecendo o trabalho desenvolvido na Hidroelétrica de Itaipu. “Será programado para o final de junho, também na Capital, um encontro para divulgar e discutir projetos de reuso utilizados no Estado”, adianta a professora Monica Porto.