Escola Politécnica da USP

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Poli na rede temática Petrobras

A Escola Politécnica é uma das cinco instituições que integram a Rede Temática em Estruturas Submarinas da Petrobras.

Sob uma plataforma petrolífera estão mergulhados nas profundezas do mar equipamentos, como tubulações, que conduzem o petróleo e o gás extraídos do solo marinho para a unidade flutuante. Para assegurar que essas estruturas resistam a ondas, correntezas e pressão, e que não apresentem fadiga mecânica, pesquisadores de cinco instituições de pesquisa estão trabalhando em projetos de pesquisa e desenvolvimento que possibilitarão melhorar o desempenho dos projetos de sistemas submarinos.

Em 2006, a Escola Politécnica, juntamente com a Unicamp, a Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Campos, passaram a integrar a Rede de Estruturas Submarinas da Petrobras – uma das 40 redes temáticas de pesquisa criadas pela estatal brasileira.

Na Poli, quem conduz o trabalho são pesquisadores do Departamento de Engenharia Mecânica (PME) que ficaram responsáveis pela parte de modelagem, caracterização e monitoração das estruturas submarinas. O PME receberá R$ 3 milhões para a construção de um novo laboratório de mecânica offshore. “O laboratório vai congregar alguns grupos de pesquisa que já atuam na área de engenharia offshore, particularmente em estruturas submarinas”, conta o responsável pelo projeto na Poli, o professor Celso Puppo Pesce.

Pesquisas em cinco áreas – Com previsão de ser inaugurado em 2010, o novo laboratório englobará os laboratórios de fadiga e mecânica de estrutura; de instrumentação para monitoração em escala real; de mecânica computacional offshore; de interação fluído-estrutura e de sinterização por spark plasma. Neles serão realizadas pesquisas utilizando metodologias de cálculo estrutural e validação experimental. Além disso, também auxiliarão na qualificação técnica de dutos rígidos e flexíveis – conhecidos tecnicamente como risers ­­–, conectores e outros equipamentos submarinos.

A maior parte dos equipamentos que serão instalados nos novos laboratórios já foi adquirida por meio de projetos realizados pelo PME com a própria Petrobras e com outras empresas do setor petrolífero. Um deles teve o objetivo de examinar a instrumentação para monitoração de estacas torpedo que a companhia utiliza para fazer a ancoragem de todas suas unidades flutuantes na bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Em vez de uma âncora convencional, a estatal brasileira desenvolveu uma tecnologia patenteada para fazer a amarração de suas plataformas petrolíferas no fundo do mar. Pelo método, estacas – de concreto ou de metal – são lançadas de uma altura de 100 metros do solo marinho e cravam nele por gravidade.