Escola Politécnica da USP

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Histórico

Apesar de não ter sido a primeira instituição universitária criada no Brasil, a Universidade de São Paulo, fundada em 1934, foi pioneira ao introduzir a realização de pesquisas científicas e tecnológicas dentre suas atividades básicas, juntamente com o ensino e a extensão de serviços à comunidade. Essa decisão, fundamental para o progresso da ciência brasileira, pôde ser vivida pela Escola Politécnica logo depois de sua criação, em 1893, o que caracteriza sua vocação original para a pesquisa.

A primeira construção específica da nova escola (que, de início, se instalou em um palacete desapropriado pelo Estado) foi, em 1889, um edifício para abrigar laboratórios – então chamados de gabinetes. Dois desses laboratórios – o de Resistência de Materiais e o de Eletrotécnica – deram origem a importantes entidades paulistas, o Instituto de Pesquisa Tecnológica, em 1934, e o Instituto de Eletrotécnica e Energia, em 1940.

Em paralelo à montagem dos laboratórios, a Poli contratou vários professores europeus. Eles trouxeram para o Brasil métodos, técnicas e conhecimentos de seus países de origem e ajudaram a formar novos pesquisadores entre seus colegas de docência e alunos.

Como forma de atender ao ritmo crescente das atividades de pesquisa, ainda na década de 1920 a Escola introduziu a carreira docente em regime de tempo integral, constituindo um marco nas instituições de ensino superior do País. Quando a Poli se incorporou à USP, em 1934, seus trabalhos de natureza científica e tecnológica se ampliaram. E ganharam ainda mais vigor a partir de meados do século XX, com a criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ambos em 1951, e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em 1962.

Assim, nos anos 1980-1990, as atividades de pesquisa na Poli já eram das mais intensas e variadas – quadro que se amplia permanentemente. Do total de docentes (463, no final de 2007), 93% têm o título mínimo de doutor – o que significa que estão capacitados para a realização plena de atividades de investigação científica. E 71% trabalham em regime de dedicação integral à Escola – ou seja, têm a atuação em pesquisa como rotina de trabalho.

Os 19 cursos de pós-graduação são outra forma de a Poli colaborar para o desenvolvimento científico e tecnológico do País, por meio das dissertações de mestrado e das teses de doutorado apresentadas por seus mais de três mil alunos.

Outro dado que coloca a investigação científica e tecnológica da Poli em relevo é sua realização coletiva. A Escola conta com cerca de 50 grupos de pesquisa, cada um com foco em temas específicos da Engenharia. Dispõe de dezenas de laboratórios, reduto para o trabalho tanto individual como coletivo.

As pesquisas na Poli decorrem de questões acadêmicas e também de problemas práticos, o que posiciona a Escola em sintonia com demandas tecnológicas ou de aperfeiçoamento de processos por parte dos setores industrial e público. Com isso, ocorre uma contribuição significativa para a solução de problemas da sociedade, para o avanço da inovação no País e para a competitividade das empresas.

As contribuições que dá à sociedade não completam, porém, os objetivos da Escola em suas realizações no campo da pesquisa. Os trabalhos de investigação têm, antes, a função de alimentar o ensino; são um meio de se levar para a sala de aula questões que advém do ato de se fazer engenharia; são um recurso para completar e dinamizar a base de formação do engenheiro politécnico.

{slide=Em sintonia com as transformações econômicas e tecnológicas}

Em sua história centenária, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) é rica em exemplos de pesquisas tecnológicas que contribuíram para o desenvolvimento econômico e social do Estado de São Paulo e do País.

Na época da expansão cafeeira, poucos anos após sua criação, o sistema ferroviário brasileiro recebeu um empurrão graças à introdução, por parte de politécnicos, de novas técnicas que resultaram na substituição de pontes metálicas importadas por construções em concreto armado. Foi da Poli que saíram os primeiros planadores do Brasil; que se projetou e construiu o primeiro computador; que se desenvolveram novos materiais para a construção civil, além de propostas inovadoras em hidráulica, saneamento e eletricidade. Esses e centenas de outros exemplos ilustram as 400 páginas do livro Escola Politécnica – 110 anos construindo o futuro. 

Editado em 2004, o livro mostra a vocação da Poli de estar sempre alinhada às transformações econômicas e tecnológicas do País. É o caso, hoje, do Tanque de Provas Numérico, que visa colaborar para a obtenção da auto-suficiência da produção nacional do combustível; das pesquisas realizadas pelo Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI), em projetos de TV digital e realidade virtual imersiva; da Rede Piloto de Telessaúde em Oncologia (Onconet), que foi desenvolvida para suprir uma demanda por infraestrutura de informação para o tratamento de doenças oncológicas de alta complexidade; do Laboratório de Ultrassom, que desenvolve técnicas para diversas aplicações industriais; ou do Laboratório de Veículos Não-Tripulados, cujo produto é importantíssimo para a exploração de recursos submersos, como gás e petróleo.

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